sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Cristãos criticam o governo da Índia pela falta de benefícios

18 dez 2014ÍNDIA

No plano político, os nacionalistas hindus dizem que todos os indianos são hindus. Mas quando se trata da questão da igualdade de direitos a todos os dalits, querem dividi-los com base na religião
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A tensão nacionalista do hinduísmo domina a estrutura política nacional com a ascensão do Partido Bharatiya Janata ao governo. Franklin Caesar, um ativista que defende os dalits, entrou com uma ação que proíbe o governo de deixá-los de lado e sem benefícios com base na religião. Sua petição está pendente no Supremo Tribunal Federal por uma década, sem indicação de que o caso seja retomado.
"O fato de o ministro admitir que o governo faça acepção aos dalits cristãos e muçulmanos é um aspecto revelador da submissão forçada a uma religião," diz o Rev. Kumar Swamy, secretário nacional do Conselho Cristão na Índia. "O Estado está realmente envolvido nesta indução através de liberação de benefícios. A constituição indiana é claro diz que o Estado não tem religião. "
"É contraditório o fato do ministro da justiça social  fazer distinção religiosa", disse Caesar, que se mudou de Tamil Nadu, em 2004, para Nova Deli a fim defender o caso de forma mais eficaz.
Ceaser disse à World Watch Monitor que vários relatórios de inquérito e comissões têm recomendado que o governo "de-link" -  use o sistema de castas dentro das religiões.  Em seu relatório de 2009, a Comissão Nacional para as Minorias Religiosas e Linguísticas, liderada por um ex-chefe da justiça da Índia, concluiu que os cristãos e os muçulmanos sofrem as mesmas desigualdades como os outros dalits.
Grupos de direitos cristãos citaram este relatório, muitas vezes, o que levou grupos nacionalistas hindus no estado de Kerala, no início de setembro a exigirem que o relatório seja desfeito, alegando que não há discriminação religiosa no país.
No período em que sua petição constitucional ficou perante o Supremo Tribunal de Justiça, Ceaser, um engenheiro, obteve uma licenciatura em Direito.

“Nós não esperamos qualquer resposta positiva do governo para a nossa petição na Suprema Corte", disse ele. "Estamos pedindo ao tribunal para decidir sobre a validade constitucional da discriminação de castas, uma vez que constitui uma discriminação com base na religião."
FonteWorld Watch Monitor
TraduçãoJunia Vasconcellos

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