sábado, 18 de julho de 2015

#Irã: Palavras que abençoam

16 jul 2015IRÃ

Ainda que pareça pouco, uma simples carta pode ser o motivo do próximo suspiro de um cristão que não sabe mais o que é orar entre irmãos

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Alguns ex-prisioneiros comentaram sobre as cartas, agora que já estão em lugares seguros e fora do país. Segundo eles, embora nem todos os detidos tenham acesso às comunicações, a maioria fica sabendo do conteúdo dessas cartas através de guardas ou juízes, e isso já lhes serve de consolo, pois eles estão cientes de que não foram esquecidos e somente essa certeza já é uma forma de renovação da fé.

As cartas e cartões enviados pelos parceiros da Portas Abertas foram motivo de alegria para muitos cristãos que estão presos no Irã e também para suas famílias. Embora alguns deles estejam incomunicáveis, outros têm acesso às palavras de encorajamento e de amor cristão.

Durante a campanha entre os anos 2014 e 2015, parceiros da Portas Abertas estiveram presentes, oraram e participaram da perseguição de vários cristãos, testemunhando inclusive o recebimento dessas cartas na prisão. Quase 20 mil foram enviadas para eles. Por questões de segurança, só é possível conhecer os testemunhos dos leitores quando eles já estão libertos.

Campanhas de cartas
Conheça as Campanhas de cartas disponíveis e escreva palavras de encorajamento ao nossos irmãos perseguidos. Acesse: https://www.portasabertas.org.br/noticias/cartas/

Pedido de oração
Ore por todos os cristãos iranianos que ainda estão presos por sua fé em Jesus. Hoje, cerca de 75 cristãos estão presos no Irã por praticarem sua fé.
FontePortas Abertas Internacional

Cristãos refugiados enfrentam dificuldades no Camboja e no Vietnã

16 jul 2015VIETNÃ

Cenário virou objeto de análise dos Direitos Humanos
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No mês passado, a ONG Human Rights Watch publicou um relatório chamado "Perseguindo a religião 'Evil Way' - Abusos contra montanheses no Vietnã", destacando a situação de grande dificuldade de refugiados cristãos, tanto os que residem nos planaltos do Vietnã, quanto os que procuram asilo no Camboja.
Daniel, analista de perseguição da Portas Abertas Internacional, comenta: "Durante pelo menos um ano tivemos vários relatos de cristãos montanheses das províncias vietnamitas de Gia Lai e Kon Tum que tentaram escapar da perseguição fugindo para o Camboja. Lá, alguns asilos foram concedidos aos montanheses, mas muitos outros foram desativados. Apesar da pressão diplomática e dos esforços internacionais da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), essas dificuldades ainda precisam ser resolvidas. Isso mostra como é a realidade desesperadora para a minoria étnica de cristãos no Vietnã. Além disso, o Camboja está tentando aumentar seu controle sobre a sociedade civil e também tem mostrado um novo projeto de lei que restringe o trabalho de ONGs, conforme relatado pela Radio Free Asia, também em junho."
FontePortas Abertas Internacional

#Irã: Quanto maior a perseguição, maior o número de novos convertidos

16 jul 2015IRÃ

Embora o Irã tenha um histórico nada animador para os seguidores do cristianismo, isso não impede que cristãos vivam ali e anunciem Jesus Cristo
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A situação da igreja no Irã não tem sido fácil, as reuniões são monitoradas pela polícia secreta e os cristãos ativos são interrogados frequentemente e, muitas vezes, presos e agredidos por causa de sua fé. Essas pessoas são privadas de uma vida tranquila em sociedade, sendo discriminadas e vivendo como clandestinas em seu próprio país.
Neste especial sobre o Irã, traremos notícias e informações do campo, em que a Portas Abertas atua constantemente, e desafiamos o leitor a tirar esse dia para orar pelos cristãos dessa nação e pelos perseguidores. Que eles conheçam a Verdade e que sejam libertados.
A religião predominante dos iranianos é o islamismo, a mesma que se compromete a “fazer uma limpeza religiosa” em escala mundial. Recentemente, o Estado Islâmico declarou guerra contra judeus e cristãos, ameaçando em nome de Alá, com palavras violentas e hostis, em vídeos postados na internet.
Declarações de guerra, ameaças, palavras hostis, perseguições ou ataques, nada disso pode deter o cristianismo que, pelo contrário, cresce, contrariando os planos seculares. No Irã, as igrejas oficiais (registradas pelo governo) têm cerca de 150 mil membros.
A maior parte deles é de origem armênia ortodoxa, mas há também alguns milhares de protestantes e católicos romanos, quase todos de famílias cristãs. É difícil dizer exatamente a quantidade de membros de igrejas clandestinas, mas estima-se que haja pelo menos 300 mil cristãos secretos, a maior parte de ex-muçulmanos convertidos.
Pedidos de Oração
• Ore pelos ex-muçulmanos convertidos a Jesus. Eles enfrentam a perseguição do governo, de suas comunidades e, predominantemente, de suas famílias, sendo muitas vezes expulsos de casa.
• Clame a Deus para que as leis do país sejam revistas e que os direitos dos cristãos sejam respeitados.
• Ore pelo perseguidor.
FontePortas Abertas Internacional

quarta-feira, 15 de julho de 2015

#Irã: Farshid pode ser liberto até dezembro de 2015

15 jul 2015IRÃ

Cristãos iranianos se alegram com o desfecho positivo do caso do pastor Farshid, que está preso desde 2010. É possível que ele seja liberto antecipadamente
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Farshid estava entre os 22 cristãos que foram presos em Teerã, no dia 26 de dezembro de 2010. Até abril de 2011 todos eles foram liberados, menos Farshid, que em 2012 foi condenado a seis anos de prisão, acusado por “agir contra a segurança nacional” simplesmente por pertencer a uma organização cristã.
Segundo a sentença “ele fez propaganda contra o regime islâmico e ajudou na propagação do cristianismo no país”. Se ele fosse cumprir a pena integral, ficaria detido até 2017, mas as autoridades notificaram que ele pode ser solto em dezembro de 2015.
Além de Farshid, há outros casos judiciais sendo revistos, como o do pastor Behnam Irani, que está cumprindo uma sentença de seis anos, desde abril de 2010 e agora permitiram a ele uma licença de 15 dias, mediante o pagamento de uma fiança equivalente a US$ 50 mil (cerca de R$ 150 mil). Em outros casos, os cristãos são convocados a permanecer em liberdade também sob fiança.
Os cristãos iranianos pedem orações para que Farshid realmente esteja livre em dezembro ou até antes, se Deus assim permitir. Eles também oram para que Farshid seja abençoado nesses últimos meses de prisão. Além disso, eles esperam que os prisioneiros sejam bem tratados nessas prisões. Esperam que os funcionários dessas prisões possam agir com justiça e, de alguma forma, que eles sejam impactados pelo poder do Evangelho.
O Irã é o 7º país na Classificação da Perseguição Religiosa. Sabia mais sobre o país.

Motivos de oração
• Louve a Deus pelas decisões judiciais que podem libertar nossos irmãos perseguidos da prisão no Irã.
• Agradeça a Deus pela saúde emocional do pastor Farshid. Que ele possa descansar e colher das bênçãos do Senhor durante esse período na prisão.
• Peça a Deus para que o testemunho dos mais de 75 cristãos presos frutifique entre os prisioneiros não-cristãos e os funcionários dessas prisões.
FontePortas Abertas Internacional

Um mês triste na Nigéria

14 jul 2015NIGÉRIA

Cinturão do Meio se torna alvo dos grupos extremistas Hausa-Fulani, Beron e Boko Haram. Em menos de um mêsmais de 200 pessoas foram mortas
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Foi um julho mortal na Nigéria. Mais de 200 pessoas foram mortas desde 30 de junho, elas eram das regiões norte e nordeste do país, dominadas pelo Boko Haram. Ocultada por manchetes do grupo, a violência também se desencadeou mais ao sul. Militantes entre os Hausa-Fulani, grupo étcnico, uma população predominantemente muçulmana e nômade de criadores de gado, são suspeitos de matar dezenas de cristãos nos estados de Plateau e Taraba nos últimos meses. Os dois estados fazem parte do chamado "Middle Belt" da Nigéria (o "cinturão do meio"), onde o sul, em grande parte cristão, encontra o norte, de maioria muçulmana.
A violência mais recente no Cinturão do Meio foi em março, um caso de roubo de gado. De acordo com Kunle Ajanakufsi, diretor de serviços de segurança do Estado de Plateau, cerca de 500 cabeças de gado pertencentes aos pastores Fulani desapareceram, e a suspeita caiu sobre uma parte do Beron - outro grupo étcnico local, uma população indígena cristã. Samuel Yakubu da Associação Cristã da Nigéria disse que a tensão agravou em abril, quando os Fulanis levaram 60 vacas pertecentes aos Berons. Quinze foram devolvidas, ele disse, mas vários Berons ficaram insatisfeitos. Pouco tempo depois, o Fulani invadiu partes de várias aldeias Beron, matando pelo menos 30 pessoas, incluindo um pastor.
O roubo de gado e disputas por terras criaram um pretexto para a violência em todo o Cinturão do Meio. Pressionado pelo avanço do Saara, o Fulani, espalhado pela África Ocidental e considerado o maior grupo étnico nômade no mundo, dominou terras pertencentes a agricultores cristãos, causando confrontos inevitáveis. Bem antes do domínio colonial britânico, os sultões muçulmanos das províncias do norte do país chegaram à Nigéria para espalhar a influência do islã em todo o Cinturão do Meio. Mas, foi a ascensão da campanha abertamente anti-cristã do Boko Haram, em 2009, que reacendeu motivações religiosas entre os Fulani.
Yonas, pesquisador da Portas Abertas, concluiu que o padrão de violência Fulani na região - a utilização de armas de nível militar para expulsar os cristãos para fora da terra e ocupá-la; a destruição de casas e igrejas cristãs; e o apelo para a imposição da lei islâmica, entre outras características – faz crescer a limpeza étnica do Cinturão Médio, motivada pela mesma ambição que impulsiona o Boko Haram: que o mundo todo se torne islâmico.
Para apoiar sua conclusão, o pesquisador afirma que existem evidências de um relatório encomendado pela Portas Abertas indicando que os cristãos são boa parte das vítimas - milhares de mortos; dezenas de milhares de deslocados; centenas de casas e igrejas arrasadas. Yonas afirma que "a natureza do conflito parece seguir o padrão histórico, onde a oligarquia Hausa-Fulani muçulmana tem usado a herança colonial e os políticos e religiosos sentimentos a fim de conquistar e dominar a região do Cinturão do Meio".
FontePortas Abertas Internacional