sábado, 24 de janeiro de 2015

Sete mil cristãos sofreram com a perseguição na Índia em 2014

24 jan 2015ÍNDIA

Pelo menos cinco cristãos, incluindo uma criança de 11 anos de idade, foram mortos e cerca de sete mil pessoas foram vítimas de perseguição ao longo do ano passado, de acordo com relatório sobre a situação da Igreja na Índia
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Relatório da Perseguição aos Cristãos, lançado esta semana pelo Catholic Secular Forum (CSF), baseado em Mumbai, na Índia, afirma que cerca de 300 líderes cristãos foram alvejados em incidentes de violência em todo o país no ano passado.
Os autores da pesquisa são críticos acerca do que eles veem como um balanço entre o conservadorismo e o fundamentalismo na Índia, um país de maioria hindu que é, contudo, bastante diversificado.
Em outubro, fundamentalistas hindus atacaram doze aldeias cristãs no estado de Chhattisgarh. No início do ano, 50 aldeias no mesmo distrito aprovaram resoluções que proíbem cerimônias religiosas não hindus. Estes problemas alarmantes levaram os autores do relatório a rotular Chhattisgarh como o pior lugar da Índia para os cristãos viverem.
“Há uma campanha de ódio acontecendo contra as minorias do país," afirmou Michael Saldanha, da CSF à UCA News. Saldanha disse que o governo deve garantir que os cristãos na Índia estejam a salvo de ataques e perseguições. Em vez disso, diz o relatório, a perseguição muitas vezes não é registrada porque as vítimas têm medo de denunciar e sofrer retaliações.
Samuel Jaykumar, do Conselho Nacional de Igrejas na Índia, disse que a letargia do governo na investigação de alegações de perseguição é um problema que persiste há anos. "Incidentes de perseguição trazidos à tona são perturbadores, mas nós temos que enfrentar a realidade de que esta tendência vai continuar devido à inação do governo contra os agressores", disse ele à UCA News. E acrescentou: "Os cristãos no país vivem com uma sensação de medo desde que o partido BJP assumiu o governo”.
O relatório da CSF apelou ao primeiro-ministro Narendra Modi para tomar medidas firmes contra o fundamentalismo e para prevenir atos de perseguição contra a comunidade cristã. No entanto, Modi é visto por muitas minorias religiosas como um nacionalista hindu que ficou em silêncio sobre a questão desde que tomou posse no ano passado.
FonteUCA News
TraduçãoAna Luíza Vastag

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