quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Perseguição aos cristãos indianos está se espalhando para Delhi

18 fev 2015ÍNDIA

No início de fevereiro, centenas de cristãos tomaram as ruas de Nova Deli para protestar contra cinco ataques a igrejas na capital ao longo dos últimos dois meses. Em contraste com a posição neutra que tomaram antes, a polícia agiu brutalmente e prendeu centenas de cristãos
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Rolf Zeegers, analista de perseguição da Portas Abertas Internacional, indica que os ataques em Delhi são um sinal de que a perseguição aos cristãos na Índia está se espalhando do interior para a capital. "Em toda a Índia, especialmente em estados onde o o partido radical hindu BJP está no poder, nota-se os incidentes em que os cristãos são alvos constantes. Mas agora, a perseguição na capital está aumentando também.
Segundo o especialista, os cristãos têm sido alvo e passado por várias formas de persseguição e, ao protestar contra isso, são brutalmente agredidos e presos. Até a polícia, que antes mantinha-se apática e passiva, parece estar contra os cristãos, o que é uma diferença marcante em sua postura, anteriormente mais neutra.
Estes incidentes têm um efeito profundo sobre a igreja. Segundo Emmanuel, um dos principais líderes cristãos da região, a insegurança impera entre os cristãos. 'Estamos em constante estado de alarme, medo e ansiedade. Estamos nos sentindo cada vez mais inseguros. Tudo isso tem acontecido desde o BJP chegou ao poder’, afirma. Ele também foi agredido pela polícia durante as manifestações. 'Eles arrastaram cristãs de  uma igreja local e as colocaram em uma delegacia de polícia. A polícia foi brutal, rude e cruel’, conclui.
Parece que há um número crescente de ataques orquestrados contra igrejas, que são vandalizadas e incendiadas. Enquanto isso, os autores de incidentes violentos contra os cristãos não são questionados, procurados ou presos.
Apesar de constantes pedidos por mais segurança diretamente dirigidos ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, nada ainda foi feito, e os cristãos da região continuam perseguidos, inseguros e com medo.
FontePortas Abertas Internacional

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