segunda-feira, 9 de março de 2015

Vinte e três cristãos são libertados na Síria

09 mar 2015SÍRIA

Dez dias após a dura ofensiva do Estado Islâmico que esvaziou um conjunto de aldeias cristãs no nordeste da Síria, as intenções dos extremistas em relação aos 220 cristãos feitos reféns permanecem obscuras
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De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, um comandante citou um parágrafo da Sharia (lei islâmica) que garantiria a libertação de 29 reféns. Porém, o primeiro grupo de prisioneiros libertados que conseguiram chegar em segurança na cidade de Hassaka, em 2 de março, eram de apenas 19 pessoas.
Na faixa de 50 anos ou mais, os reféns libertados, eram todos civis de uma mesma aldeia e apenas duas eram mulheres. Supostamente, líderes árabes sunitas locais auxiliaram na negociação para a libertação dos reféns."Nós não acreditamos que sairia vivo", afirmou um dos cristãos em entrevista à Agência Internacional de Notícias da Síria. "Nós estávamos em constante medo.", conta.
No dia 3 de março, mais quatro reféns, incluindo uma menina de seis anos e sua tia-avó, foram libertados e e encontraram com os demais cristãos de Hassaka, recepcionados por uma multidão aliviada que os aguardavam. 
De acordo com um dos reféns libertados, na madrugada de 23 de fevereiro, a aldeia foi acordada por membros fortemente armados do Estado Islâmico e, após o sequestro dessas pessoas, ficaram por mais de cinco dias sendo pressionados a se converter ao islamismo. “Esse foi o seu foco constante. Não fomos agredidos fisicamente, mas pressionados contantemente a nos converter ou pagar o ‘jizya’ (imposto para não se tornar muçulmano)”, explicou. Mais tarde, os extremistas disseram que não iriam recolher o imposto, mas que eles não poderiam voltar à aldeia, pois se fossem pegos novamente, seriam mortos.
O membro do Parlamento libanês, Michel Aoun, defendeu os vistos especiais para esses cristãos sírios expulsos de suas aldeias.  "Nós não queremos  que eles [cristãos] se refugiem na Europa ou em qualquer outro lugar. É um crime para tratar dessa forma pessoas que vivem por séculos em confrontos."
FonteWord Watch Monitor

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