terça-feira, 26 de maio de 2015

Migrantes da etnia Rohingya recebem ajuda das Filipinas

26 mai 2015

As Filipinas decidiram acolher os mais de 3.000 refugiados da etnia Rohingya que fogem de perseguições étnicas e religiosas em Mianmar e Bangladesh. Malásia, Indonésia e Tailândia haviam fechado suas portas para o povo Rohingya, abandonando seus barcos à deriva
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Na última semana, mais de 3.000 refugiados da minoria Rohingya muçulmana de Bangladesh e de Mianmar desembarcaram na costa da Indonésia, Malásia e Tailândia, mas foram forçados a voltar para o mar. Estima-se que 5.000 pessoas estão desaparecidas. Elas fugiram da perseguição e da pobreza de seus países, mas agora enfrentam doenças e fome no mar.
Um diretor de uma agência missionária nas Filipinas compartilhou com a agência de notícias Mesiona Fides sobre a notícia de que o governo do seu país está pronto para prestar assistência ao povo Rohingya: "É nosso dever acolher essas pessoas. Vamos garantir a eles uma vida decente. Eles são seres humanos e filhos de Deus, criados à imagem e semelhança de Deus."
Ele disse que o fato de serem muçulmanos "não cria nenhum problema", acrescentando: "Como o evangelho nos ensina, estamos prontos para oferecer a eles hospitalidade."
Os Rohingyas, considerado pela ONU como uma das minorias mais perseguidas do mundo, são um povo muçulmano - é por isso que eles são perseguidos tão duramente pelo governo budista de Mianmar. Alguns deles conhecem e seguem a Jesus, mas são perseguidos até mesmo por seu próprio povo. Em Mianmar, que ocupa a 25ª posição na Classificação da Perseguição Religiosa 2015, a Portas Abertas tem trabalhado com os cristãos ex-muçulmanos Rohingyas, mas esse é um trabalho muito perigoso e precisa ser discreto. Certa vez, um cristão local disse: "Se as pessoas erradas descobrirem que estamos oferecendo ajuda a eles, seremos linchados."
Cedendo à pressão internacional, a Malásia e a Indonésia disseram que também oferecerão abrigo temporário para 7.000 migrantes, organizando missões de busca e salvamento, mas deixaram claro que não podem aceitar mais pessoas, além das que já estão em alto mar.
Depois de uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da Tailândia, a Malásia e a Indonésia disseram em uma declaração conjunta que "a comunidade internacional deverá ser responsável por providenciar para a Malásia, Indonésia e Tailândia apoio financeiro, a fim de que possam fornecer à população Rohingya abrigo temporário e assistência humanitária".
Há algumas semanas, a organização não governamental Human Rights, acusou as marinhas das três nações asiáticas de jogar "um jogo de três vias de ping-pong humano". Phil Robertson da Human Rights Ásia disse: “O mundo vai julgar esses governos pela forma como eles tratam estes homens, mulheres e crianças tão vulneráveis.”
FonteChristian Today e Portas Abertas Internacional
TraduçãoVivian Coutinho

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