sábado, 13 de junho de 2015

12 de junho - Dia Mundial contra o Trabalho Infantil

12 jun 2015INTERNACIONAL

A prática ainda atinge 168 milhões de crianças no mundo
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Você certamente presencia em seu cotidiano crianças e adolescentes envolvidos com algum tipo de trabalho. Em ambientes urbanos, é possível encontrar os pequenos em faróis, balcões de atendimento, fábricas ou depósitos, misturados aos cenários que compõem a cidade. Entretanto, outra prática infelizmente muito comum é o trabalho infantil doméstico.
Grande parte dos países possui leis trabalhistas que condenam o trabalho infantil. Essa prática é ilegal e reconhecida como crime. Mas, segundo o último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2013, 168 milhões de crianças e adolescentes trabalham no mundo, sendo que cinco milhões estão presas a trabalhos forçados, inclusive em condições de exploração sexual e de servidão por dívidas. No Brasil, conforme pesquisa do IBGE em 2012, cerca de 554 mil crianças e adolescentes entre cinco e 13 anos trabalham de alguma maneira.
De acordo com uma análise abrangente dos direitos das crianças em 190 países ao redor do mundo, publicada pelo Centro de Análise de Política Mundial da Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles, das 168 milhões de crianças que trabalham mundo afora, pelo menos 85 milhões estão engajadas em trabalhos perigosos que colocam em risco sua saúde e segurança.
Na Colômbia, o crescimento da igreja é significativo. As guerrilhas, os cartéis do narcotráfico, o corporativismo corrupto do governo e as religiões tradicionais continuam a testar a fé dos novos convertidos. Aqueles que se convertem são considerados traidores e alguns são assassinados. Missionários são ameaçados, sequestrados e, às vezes, mortos. Muitos cristãos são martirizados por assumir posições contrárias ao crime.
Após o fracasso dos acordos de paz entre governo e guerrilhas, os rebeldes se recusaram a sair da região. As igrejas continuaram fechadas e a pregação do evangelho, restrita. Os cristãos são um grupo vulnerável que, por causa de sua simples presença, constitui uma ameaça à hegemonia das organizações criminosas.
Tais grupos preferem recrutar crianças cristãs porque, além de serem filhas de pastores e líderes, elas tendem a ser mais obedientes.
"Meu pai fundou várias igrejas e no início poucos iam, mas, com o passar do tempo, muitos foram se juntando. Quando isso acontecia, chegava o tempo de irmos para outro lugar ‘plantar’ outra igreja. Também quero ser uma missionária", finaliza Andrea*, filha de um pastor.
Em função de todo contexto religioso que o país vive e da necessidade de proteger os filhos dos cristãos, em uma pequena cidade bem no meio da Colômbia foi criado um centro educacional bastante diferente com aula de música e estudo bíblico, além das classes de história e matemática. Todos os alunos já experimentaram, de uma forma ou outra, a perseguição religiosa.
Trata-se da Casa Abrigo Visão Ágape, um projeto da Portas Abertas inaugurado em janeiro de 2000. Seu objetivo é fornecer educação e proteção aos filhos de pastores e líderes de igrejas ameaçadas pela guerra civil no país. Alguns dos alunos chegaram a perder seus pais por causa da hostilidade de grupos rebeldes contra a igreja.
Cinquenta e seis alunos matriculados moram e estudam no local e, apesar de estarem em um ambiente cercado de cuidado e proteção, os alunos da Casa estão distantes de seus familiares, amigos, escolas, cidades. Por isso, a Portas Abertas criou uma campanha que consiste em escrever para essas crianças. Qualquer pessoa pode mandar uma carta. Saiba mais sobre o projeto e envolva-se.
Ore por esses pequenos, para que o amor do Senhor os alcance. Que eles tenham a oportunidade de conhecer verdadeiramente a Cristo e consigam resgatar suas infâncias e adolescências.
*Nome alterado por motivos de segurança.
FontePortas Abertas Brasil

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