quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

“Talvez eu não ouça a voz do meu marido pelos próximos oito anos”


Apesar de, no fim da semana passada, até a Casa Branca (EUA) ter pedido a libertação do pastor norte-americano Saeed Abedini, detido no Irã, as autoridades iranianas não cederam à solicitação. Preso desde julho passado, Abedini foi condenado a oito anos de reclusão na prisão de Evin, umas das instituições carcerárias mais brutais do país
Naghmeh Shariat Panahi disse à Portas Abertas que a última vez que ouviu a voz de seu marido, Saeed Abedini, foi em 9 de janeiro, durante uma ligação de três minutos de duração entre as cidades de Boise, nos EUA, e Teerã, no Irã. Ela não espera ouvi-lo novamente até 2021, a menos que a pressão dos EUA seja capaz de persuadir o governo iraniano a libertá-lo antes.
"Ele queria ouvir as vozes das crianças", lamentou Naghmeh nesta terça-feira (29), em sua casa, em Idaho. O casal tem uma menina de 6 anos de idade, Rebeca, e um filho, de 4 anos de idade, Jacob. "Depois que aqueles poucos minutos findaram, sabíamos que não haveria mais telefonemas", afirmou ela.
Abedini, de 32 anos, foi condenado domingo (27), por um juiz do Tribunal Revolucionário, que concluiu que o seu trabalho, de estabelecer igrejas cristãs no país, ameaçava a segurança nacional iraniana. Nativo do Irã, de uma família muçulmana, Abedini converteu-se ao cristianismo em 2000 e, a partir daí, passou vários anos frequentando pequenas igrejas domésticas até que se mudou para os EUA.
Ele foi preso no Irã, em setembro do ano passado, embora seus advogados norte-americanos aleguem que o cristão tenha firmado um acordo, em 2009, de parar de organizar novas igrejas no país. Desde então, dizem, ele voltou sua atenção para a construção de um orfanato não religioso e, devido a isso, nos últimos anos, fez várias viagens do Irã para os EUA e vice e versa.
O julgamento começou em 21 de janeiro. Embora ele tenha testemunhado que não havia nenhuma intenção política em compartilhar sua fé, Abedini e sua advogada iraniana foram impedidos de participar do processo no dia seguinte, em que outros cristãos foram chamados para falar sobre o trabalho de Abedini na igreja. Ele foi enviado para a prisão de Evin, no Irã, onde, ao longo dos anos, o país mantém uma lista considerável de presos políticos.

Segundo Naghmeh Panahi, o advogado de seu marido está preparando um recurso para apelarem da condenação. "A janela de oportunidade não ficará aberta por muito tempo", ressaltou ela.
"Ao apelarmos da sentença, teremos um tempo limitado para pressionar o governo do Irã sobre o caso", alertou ela. Mas, nem Naghmeh nem Tiffany Barrans, a advogada norte-americana que a representa, acreditam que há muita esperança em convencer o Tribunal Revolucionário do Irã a mudar a decisão de um dos seus juízes mais proeminentes.
Tiffany Barrans falou à Portas Abertas, terça-feira (29), que o melhor caminho para a liberdade de Abedini é através de pressão diplomática americana. De acordo com ela, os Estados Unidos, que não têm relações diplomáticas com o Irã, podem exercer influência por meio da ajuda de seus aliados no comércio com a República Islâmica.
Naghmeh contou que o Departamento de Estado dos EUA tem estado em contato regular com ela desde meados de dezembro, para atualizá-la sobre alguns pontos do caso, mas, muitas vezes, para pedir informações quanto ao desenrolar do processo. Antes do julgamento final, Naghmeh Panahi mantinha contato telefônico quase diário com Abedini, que estava sob prisão domiciliar no Irã.
"A resposta do governo americano, até então, tem sido: não há muito que possamos fazer", disse Naghmeh. "Autoridades afirmam que têm trabalhado pela libertação do meu marido, mas parece que eles estão se arrastando." Ela acrescentou ainda: "Eles disseram que estão preocupados com essa situação toda, mas não há muita informação sobre o que eles estão fazendo de fato."
Naghmeh lamenta não poder ligar para o seu marido na prisão. Também não pode visitá-lo. "Isso é muito difícil, de partir o coração", disse ela. "Como esposa, minha primeira reação foi de querer viajar e estar lá com o meu marido! Mas, infelizmente, fui ameaçada. Disseram que se eu pisar em um aeroporto no Irã, eu seria presa, e meus filhos ficariam sem mãe e pai."
Os filhos do casal estão vivendo com Naghmeh e seus pais, em Idaho. A igreja local se reuniu em torno da família, em oração contínua por eles.
"O maior apoio foi a oração", disse ela. A oração é urgente! "A menos que o tiremos rapidamente da prisão", disse ela, "não vamos ter a chance de libertá-lo nos próximos anos."
O Irã está na 8ª posição da Classificação de países por perseguição
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Demonstre o seu apoio: participe do Domingo da Igreja Perseguida (DIP)!

Em pleno século 21, cerca de 100 milhões de cristãos enfrentam hostilidade e perseguição religiosa por seguirem a Cristo. Essa intolerância acontece por meio do governo, da sociedade e, principalmente, da família. A escolha de fé reflete-se em consequências como: encarceramento, agressões físicas e psicológicas, ameaças, desemprego e morte
 

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Pare e pense: quantas vezes você foi à Igreja, somente nesse início de ano? Poucas? Muitas? Todos os domingos? Alguma vez você foi ameaçado, torturado, lamentou a morte de um amigo ou ente querido que perdeu sua vida por ter escolhido seguir ao Senhor Jesus? Há milhões de cristãos que passam por isso todos os dias. Eles formam o que chamamos de Igreja Perseguida.
"Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus." Mateus 5.10
Nosso papel é fazer o que estiver ao nosso alcance para minimizar esse sofrimento tão grande. O trabalho da Igreja brasileira, livre, é divulgar a causa desses irmãos e, juntamente com a Portas Abertas, servi-los como verdadeiros heróis da fé que são.

Ao chegar a um país, a Portas Abertas procura os cristãos locais e lhes pergunta como pode ajudá-los. Em 95% dos casos, esses cristãos pedem oração. O segundo pedido sempre é por Bíblias, materiais de estudo e treinamento. Será que todos os irmãos da sua Igreja sabem dessa necessidade? Será que todos estão cientes de que muitas famílias cristãs compartilham da mesma fé que suas famílias, mas não da mesma liberdade?
Você, que lê esse texto, tem agora a oportunidade de fazer algo em favor dos cristãos que foram presos, torturados, perderam seus empregos, vivem de luto por terem a certeza de que não há nada mais importante nesse mundo do que a salvação de suas almas e o evangelho de Jesus sobre suas vidas. Essas pessoas compreenderam o sacrifício do Filho de Deus na cruz e, por isso, não temem a morte. Sabem que nada poderá separá-las do amor de Deus (cf. Romanos 8.35).
Aceita o desafio de mobilizar mais e mais pessoas em prol da Igreja Perseguida? É muito simples e a Portas Abertas está aqui para te apoiar nessa empreitada: no dia 26 de maio de 2013 vamos te ajudar a promover o Domingo da Igreja Perseguida (DIP) na SUA igreja!
UMA CURIOSIDADEO Domingo da Igreja Perseguida (DIP) foi criado em 1987, pelo Irmão André (fundador da Portas Abertas) e tem sido realizado no Brasil desde 1988. A data em si varia de ano a ano, pois é marcada no domingo seguinte ao de Pentecostes. Este critério foi adotado porque, segundo o relato bíblico em Atos capítulo 4, o início das perseguições aos cristãos aconteceu logo após a descida do Espírito Santo, com a prisão de Pedro e João. Simbolicamente, portanto, podemos dizer que esta foi a "fundação" da Igreja Perseguida.

FAÇA PARTE DO DIPTudo o que você precisa fazer é inscrever sua igreja, ser um organizador do DIP, incentivar o seu líder e o seu pastor a dedicar um tempo nos cultos para falar da Igreja perseguida. Do lado de cá, nós te auxiliamos com materiais para que você possa apresentar peças de teatro, promover bazares, mobilizar a escola dominical, os jovens, as crianças, levantar ofertas etc.

Cremos que quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele. Realizar o DIP significa lembrar e agir em favor dessa parte do Corpo de Cristo, em países como Coreia do Norte, Irã, Afeganistão, Eritreia, Nigéria, Colômbia, entre outros.
Contamos com você! Avise seu pastor e programe-se para realizar o DIP em sua igreja. Não desista! Continue agindo em favor de seus irmãos: torne-se um abençoador para aqueles que precisam permanecer firmes na linha de frente!

Para inscrever sua igreja clique aqui e aproveite para dar uma olhada no material que disponibilizamos para download. Você só terá acesso ao kit do organizador depois de cadastrar sua igreja!

"Acredite: ainda hoje muitos cristãos sofrem perseguição por seguirem a Jesus Cristo. Mas por que o povo de Deus tem que sofrer? Porque existe uma batalha espiritual para que o evangelho de Cristo não seja proclamado e aceito. Porque em qualquer batalha há sofrimento, principalmente entre os soldados que lutam na linha de frente". Irmão André
Redação: Ana Luíza Vastag

Sete cristãos coptas são condenados à morte no Egito

Mesmo estando nos EUA, os réus foram julgados e condenados por blasfêmia por sua participação no filme anti-Islã “A Inocência dos Muçulmanos”, que gerou uma onda de protestos em setembro passado ao criticar os preceitos do islamismo e zombar do profeta Maomé
 
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Nessa terça-feira (29), o tribunal do Cairo confirmou a sentença de pena de morte de sete cristãos coptas por sua participação no filme anti-islâmico “A Inocência dos Muçulmanos”. Divulgado em 11 de setembro de 2012, o vídeo provocou uma série de atos violentos e manifestações contrárias à produção tanto no Egito quanto em países vizinhos.

Segundo notícia publicada no site da Portas Abertas, em 16 de setembro, o filme foi produzido nos Estados Unidos, por um israelense-americano e liberado por um expatriado egípcio. Entre os defensores do vídeo, está o pastor Terry Jones, que em 2010 provocou uma revolta no Afeganistão após ameaçar queimar o Alcorão, livro sagrado islâmico.

Em 28 de novembro do ano passado, Terry Jones também havia sido condenado à pena de morte, porém, por decisão do tribunal, sua pena foi reduzida a cinco anos de prisão. "As sete pessoas acusadas foram condenadas por insultos à religião islâmica através da participação na produção e distribuição de um filme que insulta o Islã e seu profeta", disse o juiz Saif al-Nasr Soliman.

De acordo com notícia da AFP, os tribunais egípcios normalmente condenam à pena máxima casos em que se comprova a blasfêmia e, em seguida, transferem o caso ao mufti (líder islâmico supremo), que dá sua aprovação. A sentença contra os sete coptas e o pastor americano ocorreu após a aprovação religiosa. No entanto, se os acusados regressarem ao Egito (eles estão no EUA), poderão se beneficiar de um novo processo.

Inicialmente, o governo americano divulgou que manifestações espontâneas contra o filme teriam resultado no ataque ao consulado americano em Bengasi, na Líbia, que causou a morte de quatro funcionários dos EUA, incluindo o embaixador Christopher Stevens. Mais tarde soube-se que o ataque foi uma ação terrorista.

Na época, líderes cristãos também condenaram o filme. A Igreja Ortodoxa Copta emitiu uma declaração condenando o vídeo como "abusivo" ao profeta Maomé, “realizado por alguns coptas que vivem no estrangeiro", e "rejeitando tais atos que ofendem as crenças religiosas e todas as religiões."

Redação: Ana Luíza Vastag
FonteAFP

Hermínio Sanchez Gomez foi ao encontro do Senhor Jesus

Dom Hermínio, como era conhecido por seus irmãos em Cristo, teve uma vida dedicada à obra de Deus no México, apesar de ser sido expulso de seu vilarejo por ter aceitado Jesus. Até a sua partida serve de testemunho para os cristãos em todo o mundo
 
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Logo nas primeiras horas do dia 8 de janeiro de 2013, a mídia impressa e eletrônica do México divulgou notícia sobre a morte de um "indígena evangélico idoso". O tom sensacionalista da imprensa afirmou que o falecido era, originalmente, da comunidade de Yashtinin, um bairro de San Cristobal. E que, junto aos outros habitantes do vilarejo, ele havia sido expulso do local.

O homem referenciado nas reportagens é o irmão Hermínio Sanchez Gomez. Ele faleceu no edifício Shelter, lugar que, desde junho de 2012, recebeu Gomez e outras 42 pessoas de seu vilarejo.  O cristão viveu lá durante seus últimos seis meses de vida, uma vez que ele e os demais tiveram de sair de sua comunidade após aceitaram a Cristo, nos primeiros meses do ano passado.

Dom Hermínio tinha 83 anos quando foi obrigado a abandonar sua casa. De um vilarejo a outro, ele teve de ser carregado por seus parentes, devido a uma doença crônica denominada artrite reumatóide. Mas, poucos dias depois de chegar ao abrigo Shelter, seus familiares afirmam que Deus o curou, já que, aos poucos, ele voltou a andar novamente.

Pouco a pouco, sua saúde vinha melhorando. Ele, inclusive, começou a ter breves conversas com grupos de irmãos e visitantes de várias igrejas e cidades, em todo o Estado.

Enquanto a mídia utilizou-se de tom sensacionalista para contar a morte de Dom Hermínio, o diretor da Portas Abertas do México deu uma versão bastante diferente do testemunho real de partida do nosso irmão:

“Na tarde de domingo, Dom Hermínio estava descansando no quarto que dividia com sua família no abrigo. Seus parentes entraram no ambiente tentando não fazer barulho. Porém, ele acordou e perguntou: ‘Todos prontos?’ Então, seu filho perguntou: ‘Prontos para o que, pai?’ E o irmão Hermínio respondeu: "Bem, os dois médicos que estavam aqui disseram-me para ficar pronto porque partiria com eles em breve."
Na segunda-feira bem cedo, Dom Hermínio tomou seu café da manhã e sentou-se para desfrutar do sol, como sempre fazia. À tarde, ele se retirou para descansar, porque não se sentia bem. À cerca de dez horas da noite, o cristão não conseguia pronunciar nenhuma palavra, algo estava errado. Terça-feira às duas horas da manhã, a família percebeu que ele havia falecido enquanto dormia. Na verdade, Dom Hermínio tinha ido embora com os médicos que o visitaram dias antes!

O seu funeral foi realizado no próprio edifício Shelter, em um ambiente de paz, cercado por sua família, seus companheiros e irmãos refugiados que congregavam na Igreja Maranatha. O prefeito de San Cristobal providenciou o caixão e o Secretário de Governo pagou todas as despesas para certificar-se de que o seu local de descanso final seria em sua cidade natal, Yashtinin.

A Portas Abertas do México rende graças ao Senhor por ter conhecido Dom Hermínio e ter tido o privilégio de servi-lo durante seu tempo de vida. Ele demonstrou em seu dia a dia o amor que Deus dedica a seus servos queridos.

A todos os irmãos que manifestaram a Dom Hermínio e sua família o amor maravilhoso do nosso Deus e Sua provisão, muito obrigado. Para ele, a alegria eterna com o nosso Senhor está apenas começando. Aleluia e amém.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

Igreja síria cresce em meio à guerra civil

 
Enquanto a situação do país piora a cada dia, mais e mais sírios encontram Deus e unem-se à Igreja: "Estamos orando e jejuando por esse crescimento da Igreja na Síria há anos."
 

Syrian Church new

O pastor Ouseph*, de Damasco, na Síria, tem um buraco em cada um de seus ternos. É o resultado de balas perdidas que invadiram sua casa quando ninguém da família estava por perto. Desde que teve início a guerra civil no país, a vida da população tornou-se cada vez mais difícil. Os cristãos enfrentam dificuldades extras, sendo alvo de ameaças específicas, como sequestro e violência brutal.

Embora a Síria tenha uma história cristã, muçulmanos ameaçam cristãos, dizendo para que eles "voltem para o seu próprio país". Em sua perspectiva, os cristãos pertencem ao mundo ocidental.
Desde dezembro de 2012, mais de 10 mil famílias cristãs fugiram de seus lares em bairros que, tão logo, foram tomados por salafistas (movimento reformista islâmico). Eles governam a cidade de Homs e partes da capital Allepo a partir de uma leitura rigorosa da sharia (lei islâmica): "Ao andar na rua, é possível ver pessoas sem mãos. Eles devem ter roubado algo", disse Ouseph. "Aqueles que ainda vivem em suas casas, em bairros anteriormente cristãos, estão em perigo 24 horas por dia", afirmou.
BombasO som da guerra é frequente ao redor da casa do pastor Ouseph. Todas as noites ele prepara suas duas filhas para o que possa acontecer: "Se uma bomba explodir, você verá muito sangue, e poderá doer um pouco, mas, se morrermos, vamos fechar nossos olhos aqui e reabri-los no céu", diz ele, convicto de sua fé. "Embora a guerra em Damasco não seja tão feroz quanto em outras áreas do Estado, aqui, as pessoas também estão com muito medo. Simplesmente não há segurança em qualquer lugar, nem mesmo dentro de casa. Todas as manhãs, antes de entrar e sentar, as crianças verificam as carteiras de suas classes na escola à procura de bombas", contou Hanna, esposa de Ouseph.
Em meio a esta situação, Deus fornece proteção a seus servos: "O Senhor nos livrou muitas vezes, mostrando-nos a localização de bombas para que nós pudéssemos desarmá-las", confessou o pastor. Os cristãos recebem pouco apoio de dentro, ou mesmo, de fora do país. Mas Ouseph reconhece as bênçãos que Deus dá à sua família através do caos na Síria: "Se, aqui na Terra, não houver nada no que confiar, você tem que confiar em Deus e isso é o que Ele nos ensina através desse período tão duro."
RefúgioNeste momento de tristeza, a igreja do pastor Ouseph tem sido um refúgio para muitos cristãos e não cristãos. Mulheres que foram abandonadas por homens que tiveram de lutar na guerra vêm à igreja para ouvir sobre o Evangelho de Jesus.

Mesmo sobrevivendo em meio aos conflitos, a igreja viu suas orações, pelo povo de Homs, cumpridas de uma forma que nunca havia esperado: "Já há muitos anos, nós temos orado e jejuado pela abertura de uma igreja de nossa denominação em Homs", explica o pastor Ouseph, "mas Deus tinha outros planos: ele mandou o povo de Homs para a nossa igreja e o resultado disso é o crescimento que está acontecendo ali. A fé desses irmãos tem sido renovada mesmo durante a crise".
Os cristãos que fugiram de suas casas perderam tudo: suas fontes de renda, escolaridade de seus filhos e qualquer tipo de ajuda médica. A Portas Abertas está ajudando diretamente a igreja local na Síria e fortalecido os crentes para que eles perseverem até o final. O incentivo é para que a igreja continue a crescer no país. A parceria com igrejas locais possibilita o envio de ajuda a mais irmãos necessitados. Também é fornecido suporte médico e auxílio para que as famílias desalojadas encontrem abrigo.

O trabalho mais importante da Portas Abertas, porém, é o encorajamento espiritual dos cristãos, proporcionando-lhes treinamento bíblico e literatura cristã, incluindo Bíblias: "É importante que a Igreja permaneça no seu lugar", ressalta Hanna, "se as igrejas deixarem o país, a Síria estará espiritualmente destruída."
Televisão
Cristãos não sabem o que esperar do futuro. Embora os salafistas reivindiquem a aceitação de cristãos na sociedade e no governo, crentes veem o país através de uma realidade diferente: "Nós não concordamos com o regime atual, mas tememos o governo islâmico que pode vir no futuro, já que ele pode ser ainda pior, especialmente para àqueles que creem em Jesus." A fé dos cristãos sírios é muito forte. Ouseph e sua família pararam de assistir televisão porque, em sua opinião, as emissoras só compartilham mentiras. Ao invés disso, se voltam para Deus todas as manhãs e pedem para que Ele os guie durante o dia e lhes proporcione tudo o que precisam saber.

As pessoas em sua igreja seguem o exemplo: "Nossas notícias vêm do céu", disseram eles. É o que lhes dá paz e força para continuar. "Se continuarmos a orar, Deus vai fazer algo incrível, é o que todos nós sentimos", concluiu o pastor Ouseph.

*Nome trocado para a segurança do cristão.
Fonte Portas Abertas Internacional
Tradução Ana Luíza Vastag

25 de janeiro: convite à oração pelo 2º aniversário da Revolução Egípcia

 
Embora os cristãos tenham liberdade religiosa no Egito, estão sujeitos à discriminação por parte da sociedade e de representantes do governo. Os muçulmanos que se convertem sofrem severa perseguição também. Ore por justiça e paz
 

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Nesta sexta-feira (25), completam dois anos desde o estopim da revolução egípcia, em 25 de janeiro de 2011, quando jovens egípcios foram às ruas de grandes cidades do país gritar por liberdade, justiça social e pão (símbolo das necessidades básicas da vida, as quais faltam para milhões de cidadãos). Naquele momento, eles provavelmente não tinham a percepção de quais seriam as consequências dos seus atos.
Hoje, depois que dois anos completos se passaram, o Egito é agora uma nação dividida, transbordando de raiva e frustração, sem qualquer desenvolvimento político ou social. Com a moeda local cada vez mais desvalorizada, a economia está bastante prejudicada.
Esse espírito de raiva e frustração fornece base para um grande confronto nesta mesma data, 25 de janeiro. Estão se espalhando por aí rumores sobre uma segunda revolução, mas, desta vez, dirigida contra a Irmandade Muçulmana e os salafistas (movimento reformista islâmico). O povo acredita que tais governantes tomaram com mão forte as rédeas do Estado egípcio, agindo como se só eles vivessem no país.
Relatos de protestos planejados para ocorrem em muitas das principais cidades egípcias têm circulado pela Internet e programas de notícias por satélite. Políticos proeminentes, escritores e personalidades da sociedade estão incitando os egípcios a voltarem às ruas, proclamando a rejeição à Irmandade Muçulmana e aos salafistas, renovando o apelo a um Estado civil.
Há vários cenários possíveis para esta sexta-feira, o pior deles pode ser o confronto entre o Estado islâmico e simpatizantes do Estado civil. Sombras de violência e tumulto estão aparecendo novamente por todo o Egito, provocando preocupação e ansiedade. Não há como termos certeza do que pode acontecer e como será o desenrolar das atividades dessa sexta-feira, 25 de janeiro de 2013, no Egito e ao redor do mundo.
Sendo assim, peça a Deus para que Ele tenha misericórdia e livre o Egito de todo o mal. Junte-se a nós em oração.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Jovem cristão argelino enfrenta um ano de prisão


Ele foi acusado de tentar converter um muçulmano ao cristianismo

Mohamed Ibouène foi sentenciado a um ano de prisão por tentar converter um muçulmano ao cristianismo. Ele apelou da decisão do tribunal de Bechar, disse um membro da Igreja Protestante da Argélia (EPA, sigla em inglês). A data do julgamento de cassação estava marcada para ontem, 23 de janeiro, mas ainda não há atualizações sobre o caso.
O jovem, originalmente do Norte do país (região cristã), é empregado em uma multinacional com sede na cidade do sul de Tindouf e foi acusado de tentativa de conversão, por um colega de trabalho muçulmano.
Ibouène, mesmo não estando presente na primeira audiência, em julho, soube da decisão do tribunal em dezembro, por um oficial de justiça. A EPA contratou um advogado para recorrer da decisão e defender o jovem cristão nos próximos julgamentos.
Argélia: 29º colocado na Classificação de países por perseguiçãoA Constituição da Argélia declara o Islã (de tradição sunita) como a religião do Estado. Evangélicos são vistos como um perigo para o país; testemunhos cristãos não são permitidos. Em março de 2006, foi aprovado o Decreto 06-03, que restringe cultos não islâmicos. Em contrapartida, a legislação prevê a liberdade de crença e de opinião, permitindo aos cidadãos estabelecer instituições cujos objetivos incluem a proteção das liberdades fundamentais do cidadão. No caso do jovem Mohamed Ibouène, isso não foi cumprido.

Ore pela segurança dos cristãos argelinos e apresente a causa de Ibouène ao Senhor.

Pedido de oração: Uzbequistão


Eles tiveram sua casa incendiada. O pedido de socorro foi negado por serem cristãos

Ore por uma família cristã do Uzbequistão cuja casa foi incendiada recentemente. Embora eles morassem perto do corpo de bombeiros, ninguém veio socorrer as vítimas por serem cristãos. A casa ficou completamente destruída e a família teve de mudar-se para um país vizinho e contar com a ajuda de outros irmãos. O Uzbequistão está no 16º lugar da Classificação de países por perseguição (WWL)
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Combatentes islâmicos deixam a cidade de Diabaly, no Mali


Notícia do jornal O Estado de S.Paulo, dessa terça-feira (22), confirma a retirada de militantes islâmicos da cidade de Diabaly, no Mali. Os rebeldes deixaram a zona de conflito na última sexta-feira (18) possibilitando a retomada do controle da cidade pelo exército nacional. Em diversas outras cidades, porém, os combates seguem bastante preocupantes

A cidade de 15 mil habitantes, localizada no centro do Mali, foi tomada há algumas semanas por combatentes aliados à Al-Qaeda. O país foi colonizado anos atrás pela França que, nas últimas semanas, tem agido fortemente contra os militantes islâmicos, intervindo militarmente no conflito.
Foi somente após intensos bombardeios e o avanço de viaturas blindadas francesas que os combatentes abandonaram Diabaly, na sexta-feira (18). O Exército do Mali reocupou a cidade na tarde de domingo (20). Durante o período em que os extremistas estiveram no poder, os cerca de 500 cristãos da cidade fugiram para aldeias e fazendas vizinhas. Na volta para casa, encontraram igrejas e casas destruídas.

Entrevistado pelo Estadão, o barqueiro Oussouman Barro declarou: "Ninguém aqui está de acordo com a sharia". De acordo com o website Público,"além de Diabaly, o contingente enviado pela França avançou também sobre as cidades de Niono e Sevaré, também na faixa central." Em Paris, o ministro da Defesa Jean-Yves Le Drian garantiu que a ofensiva prosseguiria até à rendição total dos combatentes rebeldes. "O nosso objetivo é a reconquista total do Mali, não toleraremos nenhum foco de resistência", ressaltou.

A crise humanitária no Mali agravou-se com o fechamento da fronteira da Argélia, que forçou os refugiados a escaparem para o deserto. Na semana passada, o caso da ocupação de um complexo de exploração de gás na Argélia por combatentes islâmicos tomou conta do noticiário. Os rebeldes invadiram a refinaria de Amenas fazendo diversos trabalhadores reféns, em retaliação à autorização do governo argelino para que soldados franceses utilizassem o seu espaço aéreo para bombardear o Mali. Após um cerco militar, 48 reféns, entre argelinos e estrangeiros, foram mortos; além de 29 militantes. Entre os militantes islâmicos responsáveis pelo ataque, estão um canadense, egípcios, tunisianos e 32 malineses.

Segundo a reportagem consultada no jornal O Estado de S.Paulo, "a população do Mali é 90% muçulmana e 1% cristã, enquanto os outros 9% seguem as religiões africanas tradicionais". Cidadãos malianos afirmaram, porém, que antes do golpe militar de março de 2012, as religiões conviviam bem entre si. No entanto, desde o início do ano passado, militantes islâmicos tomaram algumas cidades do país com o objetivo de atingir a capital Bamako e, então, instaurar a sharia (lei islâmica) em todo o território do Estado. A legislação do Norte do país já é controlada por extremistas islâmicos.

Na última semana, 400 soldados da Nigéria, Togo e Benin aterraram no Mali. Ore pela segurança dos cristãos em todo o país, principalmente nesses dias de mais tensão, e peça ao Senhor para que a paz seja restabelecida. O Mali, que em anos anteriores não apareceu na Classificação de países por perseguição (WWL), em 2013 ocupa a 7ª posição.

Redação: Ana Luíza Vastag

Leia também:
Esperança cresce no Mali devido intervenção militar internacional
FonteO Estado de S.Paulo, Público.pt

Professora cristã é morta em Mossul, no Iraque


Shdha Elias era professora cristã de caldeu (os caldeus formaram, em 612 a.C., um novo Império que teve como capital a Cidade da Babilônia). As tensões entre sunitas e xiitas estão em ascensão na cidade à medida que uma solução real para a paz e reconciliação nacional não parece possível. O Iraque ocupa a 4ª posição na Classificação de Países por Perseguição
Há algumas semanas, a polícia de Mossul encontrou o corpo de uma mulher cristã, com sérios indícios de violência sem motivo aparente. Isto ocorreu em uma área onde, no passado, foram cometidos ataques brutais e gratuitos contra membros da comunidade cristã da cidade, alguns como o líder religioso Faraj Rahho, que foi raptado e Ragheed Ganni, assassinado.
À agência de notícias AsiaNews, fontes reconheceram a vítima como sendo Shdha Elias, professora de 54 anos de idade, que ensinava caldeu "em uma escola no bairro de al Bath." Ela "vivia, no entanto, em Bar Nirgal, perto da universidade". Com sua morte, ela se junta "à longa lista de mártires cristãos em Mossul."
Segundo uma das fontes consultadas, "as tensões entre sunitas e xiitas estão em alta em todo o Iraque, não apenas no Norte do país, porque a paz e a reconciliação nacional parecem muito distantes."
Mossul é um reduto sunita do wahabismo (movimento religioso ultraconservador do islamismo), que está intimamente ligado à Arábia Saudita (2º colocado na Classificação de Países por Perseguição). Para especialistas em política iraquiana, o objetivo é "a criação de um Estado baseado na Sharia (lei islâmica)," com o Alcorão e a Sunnah como a base da legislação e o "Islã como religião do Estado apenas". Em tal sistema, os membros de outras religiões podem escolher entre converter-se, fugir ou pagar seus impostos a não muçulmanos.
No norte do Iraque, cristãos têm sido alvo de assassinato e sequestro com a finalidade de extorsão. Eles também foram apanhados no fogo cruzado entre árabes, turcomanos e curdos, que disputam o poder e o controle dos recursos das áreas ricas em petróleo.
Em dez anos de conflito, a comunidade cristã perdeu mais da metade de seus membros em um êxodo (fuga) de "proporções bíblicas", na sequência de uma série de assassinatos.
Um cristão, oficial do governo de Mossul, anônimo por razões de segurança, confirmou que "muitas famílias cristãs" fugiram da cidade. "Eles perderam a confiança em tudo", disse ele. "O governo é incapaz de fazer qualquer coisa para protegê-los. Que futuro, não muçulmanos têm em um país onde a violência tem rédeas soltas?"

Ore pelos cristãos no Iraque!
FonteAsiaNews
TraduçãoAna Luíza Vastag

sábado, 19 de janeiro de 2013

Dois cristãos são mortos na Coreia do Norte


Recentemente, a Portas Abertas obteve confirmação da morte de dois cristãos na Coreia do Norte. Segundo fontes relataram, uma das vítimas foi baleada enquanto estava a caminho de um estudo bíblico na China; o outro irmão faleceu em um dos notórios campos de trabalho forçado existente no país
Quanto ao primeiro caso mencionado acima, o cristão já tinha viajado várias vezes para a China antes dessa que resultou em sua morte. Informações dão conta de que lhe prometeram muito dinheiro em troca de trabalho, mas, mesmo depois de ir e vir da China por seis meses, ele ainda não havia recebido qualquer salário, apesar de ter tentado diversos empregos diferentes. Depois de um tempo ele conheceu um colaborador da Portas Abertas que o reconheceu como um refugiado norte-coreano e cuidou dele. Ele se interessou pela fé cristã e, depois de estudar e ser ensinado sobre a Bíblia, tornou-se um cristão.

Foi então que ele decidiu voltar para a Coreia do Norte. "Ele estava muito animado com a sua nova fé e queria compartilhar o Evangelho com sua família", contou o colaborador da Portas Abertas. "Ele queria voltar para a China para estudar a Bíblia e, assim, pudesse explicar melhor os valores do cristianismo para a sua família. É tão terrível saber que ele foi morto. Eu não consigo parar de pensar; se ao menos ele tivesse chegado minutos depois à fronteira, o guarda não o teria visto e atirado nele. Ele ainda poderia estar vivo hoje."

O outro cristão morreu em um campo de trabalhos forçados da Coreia do Norte. Este homem também participou de um estudo bíblico na China e, depois de oito meses, decidiu voltar para a Coreia do Norte. De acordo com a fonte da Portas Abertas, ele se tornou um cristão dedicado e fiel. No entanto, as autoridades norte-coreanas descobriram sobre sua fé, que até então estava mantida em segredo e, por isso, ele foi enviado para a prisão.

"Acabamos de receber a notícia de que ele foi morto", disse o colaborador da Portas Abertas. "Ele foi terrivelmente torturado por causa de sua fé. Também foi forçado a fazer trabalho pesado, ao mesmo tempo que praticamente não recebeu qualquer alimento. Antes de seu retorno à Coreia do Norte, ele foi batizado e disposto a lidar com as todas as dificuldades que teve de enfrentar. Nós nunca dizemos às pessoas para voltarem à Coreia do Norte, mas ele estava muito feliz. Estamos desolados por causa desses assassinatos. Sabemos que cristãos morrem por sua fé quase todos os dias na Coreia do Norte, mas ainda é muito difícil lidar com isso”, concluiu ele.

A Portas Abertas confirmou as duas mortes através de várias fontes. Há onze anos consecutivos, a Coreia do Norte é o número um na Classificação de Países por Perseguição (WWL) 2013. Em nenhum outro lugar do mundo a perseguição aos cristãos é tão severa. A simples posse de uma Bíblia é o suficiente para que o cristão seja morto ou enviado para um campo de trabalhos forçados junto com três gerações da família.

Um número aproximado de 300 mil cristãos tem de professar sua fé no mais profundo segredo. Cerca de 60 mil vivem, trabalham e morrem em campos de concentração semelhantes àqueles da época do nazismo. Através do seu trabalho, a Portas Abertas fortalece a Igreja Perseguida na Coreia do Norte com Bíblias, materiais cristãos, treinamento de líderes, alimentos, medicamentos, vestuário e outros recursos. A Portas Abertas também ministra aos refugiados que fogem para a China por causa da fome ou da perseguição política.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

Mianmar: ataques aéreos matam quatro no Estado de Kachin


Uma nova investida do Exército de Mianmar contra o Estado de Kachin tirou a vida de quatro pessoas, incluindo um menino de dois anos de idade e um líder cristão

Ataques aéreos marcaram os últimos acontecimentos de uma ofensiva militar que começou em meados de 2011, contra cidadãos da etnia Kachin. A ação rompeu um acordo de cessar-fogo que já durava 17 anos.
Três crianças teriam sido enterradas vivas na terça-feira, 15 de janeiro, em um refúgio que haviam cavado para sua proteção em vista do bombardeio aéreo. Os meninos, com idades entre 11 e 13 anos, já estavam em fuga dos ataques do Exército de Mianmar quando foram atingidos.
"As pessoas estão, de fato, muito apavoradas"Nas últimas semanas, os bombardeios têm se concentrado na cidade de Laiza, sede da Organização pela Independência de Kachin (KIO). Uma fonte disse à instituição independente Voz Democrática da Birmânia (como Mianmar era chamado anteriormente) que "as pessoas estão, de fato, muito apavoradas. Todos estão chocados em ver tanta violência no coração de Laiza. Esta é a primeira vez que a cidade é atacada diretamente. Essa situação tem sido devastadora para a população de Kachin".

Diante das circunstâncias atuais, o governo britânico pediu o "fim imediato das hostilidades". Tais questões foram levantadas no Parlamento do Reino Unido esta semana; o ministro de Negócios Estrangeiros, Alistair Burt, disse que os ataques "podem representar uma ameaça às reformas mais amplas". Ele convocou todos os lados envolvidos no conflito para "unirem esforços em busca de uma paz duradoura".

N
os últimos dois anos, houve alguns sinais positivos de mudança em Mianmar, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Os recentes ataques do exército mostram o quão instável o país ainda é, e como é vital que a Igreja em todo o mundo se comprometa em oração e intercessão em favor desta nação.
Pedidos de oração
• Ore para que os ataques parem imediatamente.
• Peça para que Deus conforte e fortaleça as famílias das vítimas.
• Interceda pelo povo da cidade de Laiza que hoje está mergulhado no medo provocado pelos conflitos recentes.
• Apresente ao Senhor os corações dos soldados do Exército de Mianmar, ore para que Deus os encha de misericórdia.
• Ore para que seja dada sabedoria aos políticos em Mianmar e a paz possa ser restabelecida.

Foto: Lusa
FonteCSW
TraduçãoAna Luíza Vastag

No Laos, dois casos refletem perseguição religiosa contra famílias cristãs


18º colocado na Classificação de Países por Perseguição (WWL) 2013, o Laos é um Estado comunista de maioria budista. Todos os cristãos vivem sob vigilância e as atividades da Igreja são limitadas. A comunidade local reage agressivamente contra convertidos que renunciam o culto aos espíritos

Família cristã perde tudo

O ex-budista Kapono* e sua família foram obrigados a fugir de casa, em 9 de janeiro de 2013, devido à perseguição vivida nas mãos de parentes e moradores. Os cristãos haviam aceitado e professado sua nova fé há apenas duas semanas quando tiveram de abandonar seu lar, localizado em uma aldeia não revelada, no sul do Laos.
Segundo uma fonte local, "quando voltaram para sua residência, vindos de uma igreja que ficava em uma aldeia próxima, primos e vizinhos perseguiram severamente os cristãos". E não parou por aí: "No último domingo (6), a vaca de Kapono foi tomada à força e, em seguida, ele e sua família foram empurrados para fora da aldeia. Eles perderam tudo o que possuíam, inclusive suas terras, que equivaliam a cerca de quatro hectares."
Kapono e sua família estão agora hospedados na casa de um amigo cristão em uma aldeia vizinha.
CSW escreve carta aberta ao presidente do Laos sobre desaparecimento de família cristãNa semana passada, a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) redigiu uma carta aberta ao presidente Choummaly Sayasone, da República Democrática Popular do Laos, solicitando informações urgentes sobre a família do Sr. Boontheong, da província de Luang Namtha.
Boontheong desapareceu em 3 de julho de 2004, juntamente com sua esposa e filho que, na época, tinha 7 anos de idade. Antes de seu desaparecimento, Boontheong havia sido ameaçado e preso pela polícia local por causa de sua fé cristã. Ao longo dos últimos oito anos, a CSW e seus parceiros têm tentado, sem sucesso, saber o paradeiro da família.
A carta exorta o governo do Laos a investigar o desaparecimento dos cristãos e fornecer informações sobre o seu estado e localização. A CSW reforça "a necessidade latente de o governo liderar o país [...] mediante as leis previstas na Constituição do Laos" e cita o artigo que "diz respeito ao direito fundamental de todo cidadão de acreditar ou não acreditar em religiões".
Apesar dos casos apresentados, o Laos tem visto melhorias na liberdade religiosa nos últimos anos, inclusive uma redução significativa no número de prisioneiros de consciência cristãos e da duração média da pena. No entanto, ainda existem significativas restrições sobre os seguidores do cristianismo. Além disso, a disposições legais do Estado de Direito muitas vezes não são devidamente aplicadas, o que significa que os crentes ainda estão sujeitos à prisão e assédio por conta de sua crença.

O diretor da organização Andrew Johnston disse: "A CSW está profundamente preocupada com o paradeiro e segurança do Sr. Boontheong e sua família e insta as autoridades a lançarem uma investigação sobre este caso imediatamente. Lembramos o governo de sua obrigação em respeitar a liberdade de religião ou crença, de acordo com a Constituição e o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (PIDCP), ratificados pelo Laos em 2009."
Pedidos de oração
  • Ore em favor dos cristãos e suas famílias no Laos, que mesmo tão novos na fé, permanecem em Cristo, apesar da perseguição. 
  • Peça ao Senhor para que restitue tudo o que eles perderam por causa de seu amor a Deus. 
  • Interceda pela família do cristão Boontheong, que permanece desaparecida.

     *Nome trocado para a segurança do cristão
    Classificação de Países por Perseguição (WWL) 2013
FontePortas Abertas Internacional e CSW
TraduçãoAna Luíza Vastag