segunda-feira, 31 de março de 2014

Três mil cristãos sírios fogem de aldeia armênia

Um pastor armênio sírio de Kessab, cidade próxima à fronteira norte da Síria com a Turquia, conta que fugiu de sua aldeia com sua família depois que jihadistas rebeldes sírios tomaram o controle da área. Os combates na cidade armênia predominantemente cristã começaram sexta-feira, 21 de março
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A agência de notícias World Watch Monitor recebeu uma carta do pastor relatando que os combatentes da frente Al-Nusra e ISIS (Islamic State of Iraq - Estado Islâmico do Iraque e Sham – o maior na Síria) adentrou o noroeste da Síria a partir da Turquia e assumiu progressivamente o controle sobre a cidade no mesmo dia.
Kessab fica a cerca de 10 km do Mediterrâneo, ao norte da Síria, perto da costa. O pastor armênio escreve que um dia depois de os combatentes ligados à Al Qaeda terem tomado o controle, grande parte da população da cidade (cerca de 650 famílias, mais de três mil indivíduos) fugiu para as montanhas ou se refugiou na cidade costeira de Latakia, cerca de 50 km ao sul de Kessab. Desde então, não há notícias sobre os que ficaram para guardar propriedades familiares.
Fontes da mídia armênia afirmam que 80 armênios foram mortos no ataque. O pastor escreveu: "Ao assumir o controle, os rebeldes profanaram igrejas, pilharam casas e destruíram edifícios do governo".
Ele escreve que muitos sírios internamente desalojados já haviam se refugiado na região de Kessab devido a sua localização na área de Latakia, de dominação alauíta, região que tem desfrutado de relativa calma nos últimos três anos.
Fontes que contataram a Comissão de Liberdade Religiosa da Aliança Evangélica Mundial (Religious Liberty Commission of the World Evangelical Alliance) declararam que o exército sírio lançou uma contra-ofensiva no sábado, 22 de março. Consta no relatório do RLC: "No domingo, 23 de março, chegaram reforços jihadistas. Os armênios restantes foram feitos reféns, casas foram saqueadas e igrejas profanadas. Naquela tarde, aviões de combate turcos derrubaram um jato Air Force MIG-23 sírio que estava dando suporte às forças terrestres da SAA para repelir os jihadistas".
De acordo com a Turquia, o MIG-23 adentrou 1,2 quilômetros do espaço aéreo turco, mas a Síria nega. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (Syrian Observatory for Human Rights) - um grupo ativista sediado no Reino Unido - afirmou que os relatórios iniciais da área sugeriam que o avião teria caído no lado sírio da fronteira.
A derrubada do avião Air Force sírio tem sido interpretada por armênios locais como conivência da Turquia no avanço dos rebeldes islâmicos, trazendo à tona memórias do genocídio armênio liderado pela Turquia há cem anos. De fato, o pastor escreveu: "Ele não apenas nos traz (esse evento) à memória, como é própria a continuação do último genocídio".
Contudo, o primeiro-ministro turco Erdogan Tayip disse: "Um avião sírio violou nosso espaço aéreo. Nosso caça F-16 decolou e colidiu com este avião. Por quê? Porque se você violar o meu espaço aéreo, vai ter de aguentar as consequências".
O correspondente da BBC James Reynolds diz que a Turquia tem tomado amplamente o partido dos rebeldes desde o início da guerra, em outubro de 2011. A Turquia divide uma fronteira de 800 quilômetros com a Síria.
Na última quinta-feira, 27 de março, a Turquia bloqueou o acesso ao YouTube depois de um vídeo postado, aparentemente mostrando membros do seu governo discutindo táticas militares ligadas à guerra na Síria. (A Armênia, que faz fronteira com a Turquia, foi a primeira nação do mundo a assumir o cristianismo como religião "nacional", antes ainda do imperador romano Constantino).
FonteWorld Watch Monitor
TraduçãoDaniela Cunha

Ameaças e perseguição forçam família cristã a fugir

No Uzbequistão, cristãos têm suas casas invadidas e materiais ligados ao cristianismo são confiscados. Muitos líderes são interrogados e agredidos pela polícia. Ainda assim, a Igreja continua a crescer
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Ore por uma família de cristãos e seus três filhos, de uma cidade do Uzbequistão. Na noite de quinta para sexta-feira da semana passada eles foram obrigados a fugir e abandonar sua casa.

Recentemente, a polícia local ia à casa da família quase todos os dias para ameaçá-los e hostilizá-los por causa de sua fé. Há alguns dias, através de uma fonte informal, souberam que a polícia havia recebido ordens para prendê-los. Por isso, tiveram de sair às pressas de casa.

Agora, a família está em um local seguro. Interceda por eles, esta é a quarta vez que eles têm de fugir por causa da perseguição da polícia, sendo que, seu único crime é crer e seguir Jesus Cristo.

Uzbequistão ocupa o 15º lugar na Classificação da Perseguição Religiosa.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

domingo, 30 de março de 2014

Viúva cristã da Etiópia recebe ajuda através da Portas Abertas

Tomada pela dor e a responsabilidade de criar oito crianças sozinha, sem uma renda, os olhos da viúva etíope Abebu Mosisa eram turvos e carregavam uma expressão de desespero; ela aparentava ser mais velha do que realmente era quando a Portas Abertas a visitou pela primeira vez após a sua perda
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Nos meses que se seguiram ao assassinato a tiros de seu marido, Reta Senbeta, enquanto ia para casa, em fevereiro do ano passado, Abebu e seus filhos enfrentaram contínua perseguição do assassino (que agora está preso) e sua família. O desafio de alimentar sua família ameaçou sua sobrevivência.
Reta, o marido de Abebu, converteu-se não muito antes de sua morte. Quando ele entregou sua vida a Jesus, alguns membros de sua antiga religião e comunidade se opuseram fortemente. Um homem influente começou a ameaçar a vida de Reta, dizendo-lhe para retratar-se de sua nova crença, ou então, enfrentaria as consequências.
"Inicialmente, não levamos isso muito a sério, mas depois de um tempo, eu comecei a ficar inquieta. Às vezes, Reta me acordava para orar com ele, dizendo Eu temo pela minha família. Eu não consigo definir o porquê.’ Aí então, orávamos juntos. Agora eu percebo que Deus estava nos preparando para esse dia," explicou Abebu.
Certa vez, aquele homem se aproximou de Reta enquanto ele voltava da igreja. Mais tarde, algumas testemunhas disseram à polícia que viram aquele homem colocar o braço ao redor dos ombros de Reta. Segundos depois, eles ouviram uma arma disparar. Reta foi encontrado em uma poça de sangue com duas lesões graves no peito. O assassino foi preso e sentenciado a oito anos de prisão – uma sentença branda por ele ser alguém influente.
Abebu ficou sozinha para cuidar de cinco meninos e duas meninas nas idades de dois a dez anos e mais uma menina que nasceu dois meses depois.
De acordo com a cultura etíope, os filhos de Reta são agora considerados "as crianças do homem morto", sinalizando que não têm mais o pai para lhes proteger e cuidar. Sua mãe é considerada a causa do "azar" pelo que aconteceu com seu marido. Ela é uma mulher "sem o seu escudo" e seus filhos serão tratados de forma diferente, pois serão "criados por uma mulher" e qualquer mau comportamento estará associado a isso.
Tanto Abebu quanto seu pastor têm recebido ameaças de morte do assassino de Reta, mesmo ele estando na prisão. "Ela tem criado os filhos de Reta para serem meus inimigos," algumas pessoas o ouviram dizer. Na escola, os filhos dele têm provocado e atacado os filhos de Abebu.
Apesar de estar preocupada com a forma como essa perseguição tem sucedido, a maior preocupação de Abebu está em como alimentar seus oito filhos sem ter um trabalho ou dinheiro. Reta ganhava somente pelos dias que trabalhava; se por acaso ele não podia ir trabalhar em algum dia, a família ficava sem ter o que comer. Sua morte foi um grande golpe para Abebu e as crianças.
Tendo se casado jovem e trabalhado somente em casa para o crescimento da família, Abebu não tem nenhuma experiência profissional que a permita encontrar um emprego com bom salário para que ela possa sustentar seus filhos.
Em uma comunidade tão hostil, nenhum dos vizinhos ou moradores da vila demonstram qualquer boa vontade em ajudá-la. Cristãos de sua igreja local manifestam compaixão e compartilham o pouco que têm, mas seus recursos são limitados.
Embora ela esteja visivelmente pressionada por essa responsabilidade, a fé de Abebu tem sido seu sustento. "Nós estamos nas mãos de Deus."
A Portas Abertas ouviu e estudou a situação de Abebu e decidiu não somente ser o coração e a voz de Deus para sua condição, mas também suas mãos. A organização proveu uma assistência prática para a família, além de alguns programas de apoio.
A prioridade era assegurar o alimento para todos, garantindo a próxima colheita. Foram providenciadas sementes, fertilizantes e mão- de- obra para que ela pudesse contribuir na fazenda com seus vizinhos e assim, tivesse uma participação no produto. A comida até o tempo da primeira colheita lhe foi entregue, bem como roupas e sapatos para as crianças.
"Eu não sabia que tinha uma família tão amável, que se preocupava de verdade conosco," disse Abebu, cheia de gratidão.
Também foi decidido, para o melhor da família, deslocá-los da vila rural onde vivem, para uma cidade onde possam encontrar maior segurança e proteção.
Abebu também participou de um programa que a Portas Abertas iniciou em outubro do ano passado. O propósito era que as viúvas cristãs da Etiópia pudessem encontrar apoio mútuo e um ambiente seguro para que pudessem abrir seus corações, compartilhar os desafios e até mesmo formas de se recuperar.
Entre as participantes, estavam viúvas com quem a Portas Abertas mantém um longo relacionamento, como Meskele Dhaba, Martha Geleta e Chaltu Waga. Foi um grande sucesso. A julgar pelo retorno, todas as viúvas encontraram grande conforto através das histórias umas das outras.
"Eu não estou sozinha", observou uma das participantes. "Estou ansiosa para encontrar minhas irmãs, que passaram pelos mesmos problemas que eu," disse outra. "Agora, vou começar a orar mais pelas minhas irmãs do que por mim," decidiu uma viúva. "Eu entendi que existem situações piores do que a minha e eu deveria ser grata ao Senhor por sua proteção."
Prometendo continuar a orar umas pelas outras, as viúvas, que antes se consideravam amaldiçoadas, descobriram uma nova forma de pensar. "Eu não tive certeza quando você me disse que havia outras viúvas. Eu nunca pensei que uma pessoa poderia ser morta por sua fé. Eu pensava que tinha acontecido somente com meu marido," uma viúva compartilhou.
As viúvas estavam cheias de gratidão pelo envolvimento da Portas Abertas em suas vidas. "Vocês estiveram conosco em um momento onde realmente era necessária a presença de alguém", disse uma viúva.
Para Abebu, o encontro foi uma mudança de vida. "Eu fui curada dos meus problemas assim que recebi ajuda para minha família. Mas nesse momento [em que encontrei outras mulheres] a cura veio de dentro."
Encorajada pela generosidade da Portas Abertas e suas irmãs viúvas, Abebu está confiante de que o Senhor está com ela e possui o futuro de sua família em suas mãos. Louve a Deus conosco pela oportunidade de sabermos do testemunho tão bonito dessas mulheres. É o amor de Cristo revelado em ações às viúvas e órfãos.
Pedidos de oração
  • Agradeça ao Senhor por sua proteção às famílias de cristãos mortos por sua fé. Ore por contínua proteção para aqueles que ainda enfrentam hostilidade. Ore particularmente pela graça de Deus na vida de crianças que enfrentam perseguição nas escolas.

  • Louve ao Senhor por seu cuidado espiritual com as viúvas. Muitas têm testemunhado, juntamente com seus filhos, o conforto para sua dor.

  • Ore ao Senhor para que ele conforte essas viúvas na solidão, após perder seus companheiros de vida e ore para que Deus dê sabedoria a elas para criarem seus filhos sozinhas.

Interceda pela salvação daqueles que mataram os maridos dessas mulheres.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAlyne Romeiro

sábado, 29 de março de 2014

Somente com oração é possível superar os desafios

Ataques do Boko Haram continuam no norte da Nigéria, matando dezenas de pessoas. A maior rede de igrejas do país está clamando ao presidente do país por mais proteção contra ataques. O presidente, por sua vez, tem pedido mais oração
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"Nós não vamos nos manter em silêncio em meio à perseguição que os cristãos estão enfrentando", afirmou o Rev. Ayo Oritsejafor, presidente da Associação Cristã da Nigéria, ao World Watch Monitor, em 7 de março.
"Os assassinatos no norte da Nigéria são condenáveis ​​e são atos de maldade para a humanidade", disse Oritsejafor. "É lamentável que os fiéis estejam sendo mortos em suas casas e locais de culto. Nós estamos tristes com esta tendência e vamos continuar a orar a Deus para que esta situação insuportável que estamos passando no norte da Nigéria chegue ao fim."
Ataques mortais estavam sendo realizados em uma base nos estados centrais e na porção norte oriental da Nigéria. Na noite de 8 de março, três igrejas foram queimadas em um ataque atribuído ao Boko Haram na cidade de Fota, na área da administração local de Gombi, no estado de Adamawa.
Os protagonistas dos ataques, suspeitos de participarem do grupo militante da insurgência islâmica Boko Haram, também incendiaram uma delegacia e mataram sete policiais antes de se deslocarem às igrejas, disse o Rev.Lawrence Dim.
"Muitas pessoas fugiram da área, mas [os agressores] queimaram três igrejas. Também feriram algumas pessoas e tiraram a vida de outras", disse Dim ao World Watch Monitor, embora não tenha estimado o número de vítimas.
Em 26 de fevereiro, ao menos 14 pessoas foram mortas em ataques coordenados por combatentes fortemente armados do Boko Haram nas aldeias de Kirchinga, Michika e Shuwa, do estado de Adamawa. Muitas propriedades, incluindo três igrejas, foram incendiadas. Mais de 400 pessoas foram mortas nos estados de Borno, Adamawa e Yobe.
No centro da Nigéria, amplamente chamada de cinturão Oriente, a comunidade Berom, predominantemente cristã, sofreu grandes perdas após ​​ataques crescentes.
Dezoito pessoas, a maioria delas mulheres e crianças, foram mortas em 4 e 5 de março em quatro aldeias – Dorok, Gwon, Gwarama e Gwarim; todas na área de administração local de Riyom, no estado de Plateau. Entre as vítimas estavam oito pessoas de uma mesma família. Os assassinos, vestindo uniformes de estilo militar e armados com armas sofisticadas, queimaram mais de 200 casas, igrejas e outros lugares de oração.
De acordo com um sobrevivente, que se identificou como Peter Daniel, os agressores juraram aniquilar os residentes que retornassem às aldeias.
Em todo estado de Plateau, pelo menos 163 pessoas foram mortas em ataques por suspeitos Fulanis desde o início do ano. Cada onda de violência traz novas críticas por parte da Associação Cristã da Nigéria (ACN) e outras associações, que acreditam que as forças de segurança nigerianas não estão fazendo o suficiente para parar os assassinatos.
De 160 milhões de nigerianos, cerca de 70 milhões são cristãos. A ACN é seu grupo mais representativo, compreendendo cinco grandes grupos denominacionais: a Igreja Católica da Nigéria, o Conselho Cristão da Nigéria, a Irmandade Pentecostal da Nigéria, a Organização de Igrejas Africanas Instituídas e a Igreja Evangélica Vencendo Todos.
O Rev. Oritsejafor, presidente da ACN, apelou aos órgãos governamentais e de segurança a serem proativos no sentido de proteger a vida das pessoas e suas propriedades. Em 5 de fevereiro, o presidente da Nigéria Goodluck Jonathan demitiu seus chefes do exército, substituindo-os por novos generais com ordens para combater o Boko Haram. Mais recentemente, um porta-voz do presidente reconheceu o conflito com o Boko Haram como uma "situação de guerra" e que o Exército está lidando com um "inimigo sério".
Em 9 de março, o presidente pediu oração para derrotar a insurgência. "Precisamos de mais orações para acabar com o terrorismo. Com orações e as medidas postas em prática, vamos superar os desafios", disse, em um discurso na sessão de abertura da Conferência de Bispos Católicos da Nigéria, em Abuja, a capital federal.
A incapacidade do governo em acabar com a onda muçulmana tem levantado muitas críticas de líderes religiosos e políticos. Está previsto que a violência aumentará à medida que se aproximam as eleições federais, marcadas para fevereiro de 2015.
A eleição em 2011, de Jonathan, um cristão do sul da Nigéria, desencadeou uma violência sem precedentes em todo o norte de maioria muçulmana, em que pelo menos 170 cristãos foram mortos, centenas foram feridos e milhares desabrigados, e mais de 350 igrejas foram queimadas ou destruídas por bandos.

Pedidos de oração
  • Ore para que essa situação na Nigéria chegue ao fim e a população consiga conviver em paz.

  • Peça pelos cristãos que têm sido ameaçados e perseguidos diariamente. Para que o conforto do Senhor seja derramado em seus corações.

  • Interceda pelos membros do grupo extremista Boko Haram, para que eles encontrem a verdadeira salvação em Jesus.

Apresente ao Senhor o presidente e demais autoridades da Nigéria (inclusive líderes cristãos), para que eles saibam lidar com essa situação da melhor maneira.
FonteWorld Watch Monitor
TraduçãoFelipe Augusto - ANAJURE

Tribunal paquistanês condena cristão à morte

Sawan Masih foi sentenciado à pena capital por ter supostamente feito um insulto ao profeta Maomé. O caso provocou tumultos na capital Lahore, em março passado. Centenas de muçulmanos fundamentalistas atacaram a cidade de Joseph Colony, incendiando casas e ameaçando os cristãos
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Nesta quinta-feira (27/03), um tribunal do Paquistão condenou um cristão à morte por blasfêmia contra Maomé, segundo afirmou o seu advogado. O incidente desencadeou uma revolta em Lahore, segunda maior cidade do país asiático.

Sawan Masih foi condenado por causa de uma conversa com um amigo muçulmano, que resultou nas acusações de blasfêmia e condenação posterior. Masih tem 26 anos e é pai de três filhos.

Ele argumenta que a verdadeira razão para a alegação de blasfêmia foi uma disputa de propriedade entre ele e seu amigo.

Depois que as notícias a respeito dos supostos comentários de Masih começaram a circular, mais de três mil muçulmanos atacaram o bairro cristão de Joseph Colony, incendiando cerca de 160 casas, 18 lojas e duas pequenas igrejas.

"Vamos apelar da sentença na Suprema Corte de Lahore", disse Neem Shakir, um dos advogados de Masih, após tomar conhecimento do veredito.

As alegações de blasfêmia contra o Islã são levadas muito a sério no Paquistão, onde 97% da população é muçulmana. Vários casos recentes elevaram a preocupação internacional sobre a aplicação das leis de blasfêmia no país.

Desde a década de 1990, dezenas de cristãos foram condenados por profanar o Alcorão ou blasfemar contra o profeta Maomé. Enquanto a maioria deles foi condenada à morte pelos tribunais, muitos casos foram derrubados por falta de provas. Sawan Masih tem agora 30 dias para recorrer.

Os críticos argumentam que as leis de blasfêmia do Paquistão são frequentemente utilizadas para acertar contas pessoais e que membros de grupos minoritários são condenados injustamente.

Em 2012, a prisão de uma jovem cristã, Rimsha Masih, sob a acusação de blasfêmia provocou indignação internacional. Depois de ser detida em uma prisão de alta segurança por várias semanas, ela foi finalmente liberta, mas acabou tendo de fugir para o Canadá com a família.
FonteBBC e Correio Braziliense

Universidade recusa-se a oferecer trabalhos rentáveis a cristãos

Aos cristãos são oferecidos apenas trabalhos servis apesar dos esforços jurídicos pela erradicação da discriminação
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"Uma universidade pública no Paquistão desafia ordem judicial e engana autoridades governamentais para evitar a oferta de empregos aprovados pelo governo a não-muçulmanos", declarou um político cristão do partido majoritário da nação.
Em maio de 2009, o Governo Federal aprovou uma lei requerendo que 5% dos empregos deveriam ser distribuídos às minorias religiosas. A Universidade de Sargodha (localizada na Província de Punjab, onde reside a maior parte dos cristãos do país) contratou centenas de empregados desde a implementação dessa legislação em Punjab em 2010, mas continua a usar táticas burocráticas para evitar a contratação de não-muçulmanos, de acordo com Chaudhry Mustaq Gill, um líder político Cristão da Pakistan Muslim League (Liga Muçulmana Paquistanesa).
A legislação foi criada para proteger as minorias religiosas e minimizar a injustiça contra pessoas que se candidatam a empregos governamentais, mas os empregados do Estado são os maiores obstáculos à sua implementação. A legislação foi iniciada por Shahbaz Bhatti, um deputado cristão que foi assassinado há três anos. Ele era uma figura proeminente no apoio à Asia Bibi (cristã sentenciada à morte por ter insultado o profeta Maomé) e na luta por emendas a leis de blasfêmia paquistanesas.
O Paquistão é um Estado islâmico. 95% da população é praticante do Islã, enquanto o restante primariamente pratica outras religiões como o hinduísmo, o cristianismo e o sikismo.
Chaudhry Mushtaq Gill apresentou uma queixa contra a Universidade através do ombudsman do Governo de Punjab em setembro de 2012. A Universidade perdeu o caso e o ombudsman decretou o seguinte:
"A Universidade de Sargodha teve vários editais para recrutamento depois de março de 2010 sem a prescrição da quota de 5% para minorias, o que viola a provisão das instruções da política. A má gestão da Agência está estabelecida".
De acordo com Gill, cerca de um ano se passou desde a provisão dessa ordem e a Universidade não retificou suas irregularidades.
O histórico fornecido pela Universidade ao ombudsman indica que 102 dos 111 cristãos contratados desde 2010 estão trabalhando como varredores de ruas, os outros nove cristãos restantes estão trabalhando como recepcionistas e jardineiros, sendo que um trabalha como lojista e o outro como atendente de laboratório.
A ocupação de varredor de rua é tradicionalmente considerada servil e degradante no sistema de castas indiano, ou seja, somente os "intocáveis" recebem empregos dessa categoria.
A "intocabilidade" é uma prática social-religiosa embasada no sistema indiano de castas que bane grupos minoritários, segregando-os da maior parte da sociedade. Muçulmanos paquistaneses ainda seguem o sistema de castas devido à proximidade em que viveram com hindus por centenas de anos. Cristãos são, em sua maioria, considerados como vindos da classe de intocáveis, e espera-se então que eles trabalhem em serviços inferiores como o de varredor de ruas, tanto no setor público como no privado.
Ao falar com a agência de notícias World Watch Monitor, Gill declarou que ações afirmativas governamentais estavam sendo consideradas sem importância. "Durante os procedimentos, antes do ombudsman, os funcionários da Universidade declararam que a cota não se aplica a empregos de alta colocação como o de professor, mas a notificação afirma claramente que se aplica a todos os postos do quadro de funções".
Gill ainda acrescentou que a Universidade de Sargodha não era a única universidade a ignorar as cotas para minorias. "Existem dúzias de outras universidades. Estão buscando as mesmas direções do ombudsman do Governo de Punjab [acerca disso] e alguns concordaram em implementar as cotas também", afirmou.
FonteWorld Watch Monitor
TraduçãoWalkíria de Moraes - ANAJURE

quinta-feira, 27 de março de 2014

Pelo menos 778 pessoas foram executadas em 22 países em 2013

De acordo com o Relatório Anual sobre Pena de Morte, divulgado hoje (27), o número de executados teve um "acréscimo significativo" no ano passado, quando comparado ao ano anterior. Praticamente todos os países citados na lista faz parte da Classificação da Perseguição Religiosa, ranking que revela as nações que mais perseguem os cristãos
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O caminho para a abolição da pena de morte no mundo sofreu "alguns retrocessos difíceis" em 2013, conclui o mais recente relatório da Anistia Internacional, que contabiliza pelo menos 778 pessoas executadas em 22 países.
Como em anos anteriores, esse número não inclui "as milhares de pessoas executadas na China", onde a pena de morte é considerada "segredo de Estado", não havendo estimativas confiáveis que possam ser utilizadas, destaca a organização internacional de defesa dos direitos humanos.
Excluindo a China, cerca de 80% das execuções registradas no mundo ocorreram em apenas três países: o Irã, Iraque e a Arábia Saudita. A Anistia também não conseguiu confirmar se houve execuções judiciais no Egito e na Síria.
Em 2013, o número total de países que aplicaram a pena de morte subiu para 22, recorrendo a métodos como decapitação, eletrocussão, enforcamento, fuzilamento e injeção letal.
Quatro países voltaram a recorrer à pena de morte, após anos de intervalo: a Nigéria, o Kuwait, a Indonésia e o Vietnã e foram registradas execuções públicas em quatro: a Arábia Saudita, Coreia do Norte, o Irã e a Somália.
No ano passado, pelo menos 1.925 sentenças de pena capital foram proferidas em 57 países, com aumento em relação a 2012, e pelo menos 23.392 pessoas estavam em corredores da morte.
Não houve registro de execuções na Europa e na Ásia Central e, pela primeira vez desde que a organização recolhe dados sobre pena de morte, os corredores da morte em Granada, na Guatemala e em Santa Lucia estavam sem prisioneiros.
Três dos países que executaram pessoas em 2012 não o fizeram em 2013 – Gâmbia, Paquistão e Emirados Árabes – e outros Estados perdoaram ou mudaram penas capitais.
Onde seguir a Cristo pode custar a vidaOs dez países mais hostis aos cristãos tratam-se de nações que passam por sérios problemas em seu governo: Somália, Síria, Iraque, Afeganistão, Paquistão e Iêmen. Junto a eles, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Maldivas e Irã completam a primeira dezena de países em que ser cristão é, praticamente, uma prova de resistência.

Atualmente, cerca de cem milhões de cristãos são perseguidos; em média, cem indivíduos cristãos perdem sua vida a cada mês em razão de sua fé em Jesus Cristo.

*Com informações da Agência Lusa
FontePortas Abertas Internacional e Agência Brasil

O impacto surpreendente de uma única Bíblia na China

O ano era 1981. Um jovem na China conhecido como "irmão Lee" havia orado por sua própria Bíblia todos os dias por três anos. Uma noite, em uma praia isolada no sul da China, seu pedido foi atendido
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Naquela noite, a Portas Abertas entregou um milhão de Bíblias na China durante uma operação altamente secreta chamada Projeto Pérola. E o irmão Lee foi um dos destinatários. Ele agradeceu a Deus por responder a sua oração e dedicou sua vida a espalhar o evangelho por toda a China.

Quinze anos depois, colaboradores da Portas Abertas na região reuniram-se com o irmão Lee e foram surpreendidos com o que souberam. Desde aquela noite, quando ele entregou sua vida a pregar a Palavra de Deus, o Senhor o havia usado para desenvolver uma rede de mais de 400 mil cristãos que Lee ajudou a conhecer Cristo.

Tudo isso por causa de uma única Bíblia!

E esta é apenas uma história, de uma Bíblia. É incrível pensar sobre o impacto que um exemplar da Palavra de Deus pode ter!

Através da contribuição e apoio de parceiros ao redor do mundo, a Portas Abertas fornece Bíblias, literatura cristã e outros itens necessários para que o evangelho seja divulgado nos diferentes países em que os cristãos sofrem perseguição por sua fé em Jesus Cristo.A história do irmão Lee é apenas um dos muitos testemunhos que você pode ler no livro sobre o Projeto Pérola chamado Noite de um Milhão de Milagres.
FontePortas Abertas EUA
TraduçãoAna Luíza Vastag

quarta-feira, 26 de março de 2014

Nova lei na Turquia permite a libertação de suspeitos de matar cristãos

Cinco suspeitos em julgamento por torturar e matar três cristãos na Malatya, Turquia, em abril de 2007, foram libertados sob fiança em 7 de março, de acordo com o noticiário local
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Sob um amontoado de emendas judiciais às leis antiterrorismo, que foram passadas pelo Parlamento Turco no último mês e assinadas como lei pelo presidente na noite de 6 de março, o limite de detenção para suspeitos não condenados foi reduzido de dez anos para cinco anos, resultando na libertação imediata sob fiança de cinco dos principais suspeitos no caso da Malatya, cujo julgamento em corte tem durado seis anos.
Preocupações de que os suspeitos, que estão sob o risco de prisão perpétua, possam tentar deixar o país, uma vez que estejam livres, incentivaram os advogados das vítimas a pedir que eles recebam dispositivos eletrônicos durante a libertação.
Em 18 de abril de 2007, os cidadãos turcos Necati Aydin, Ugur Yuksel e Tillman Geske, cidadão alemão, foram torturados e mortos nos escritórios da Casa Publicadora de Zirve, uma organização cristã em Malatya, por cinco jovens muçulmanos extremistas. Dois dos suspeitos foram presos na cena do crime, enquanto outro pulou da janela do terceiro andar na tentativa de escapar e foi preso após receber tratamento para suas lesões.
Ao comentar sobre as novas leis e a possibilidade de encontrar-se face a face com algum dos homens acusados, Suzanne Geske, viúva de Tillman Geske disse: "Por favor, ore para que Deus nos dê sabedoria sobre como reagir em tal situação".

Leia tambémSuspeitos de assassinato em Malatya estão prestes a receber liberdade
FonteCSW
TraduçãoWalkíria de Moraes - ANAJURE