quarta-feira, 30 de abril de 2014

Cristão Farshid Fathi está entre os prisioneiros agredidos em invasão

Líder de uma igreja evangélica no Irã, Farshid Fathi estava entre os 30 prisioneiros que sofreram espancamentos quando guardas e agentes de segurança invadiram celas da Prisão Evin, uma das mais conhecidas do Irã, em 17 de abril
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Farshid Fathi, que está cumprindo pena de seis anos por falsas acusações políticas, teve um pé quebrado quando um guarda o atacou para evitar que auxiliasse um companheiro de cela, no momento em que forças do Ministério de Inteligência, Guarda Revolucionária e mais de 100 guardas da prisão iniciaram um ato violento sem precedentes.
O incidente ocorreu após os prisioneiros protestarem contra uma inspeção agressiva que durou mais de cinco horas. As autoridades iranianas negaram os relatos; no entanto, um membro do Parlamento Iraniano, Ali Motahari, pediu que as famílias dos prisioneiros tivessem permissão para visitá-lo, a fim de assegurar que a verdade sobre as alegações esteja mesmo sendo revelada.
Ao menos outros 29 prisioneiros foram vítimas de espancamentos, resultando em crânios fraturados, costelas e membros quebrados, e mais 32 foram transferidos para o confinamento solitário. Os prisioneiros feridos não tiveram acesso a tratamento médico até que os médicos aprovados pelo Ministério de Inteligência chegassem.
Falando aos Ministérios ELAM após o ocorrido, Farshid Fathi disse: "Hoje eu celebro a ressurreição de nosso Senhor num misto de alegria e dor, de uma forma diferente, em um lugar diferente. Meu pé esquerdo está engessado após ter sido quebrado na última quinta, em violações contra prisioneiros indefesos sob a desculpa de estarem realizando inspeções. Após três dias de dor, finalmente me levaram algemado ao hospital, na manhã de Páscoa. Embora com muita dor, eu tomei isto como um presente de Deus, estando por algumas horas fora da prisão".
A Prisão Evin, em Teerã, abriga muitos prisioneiros políticos, incluindo cristãos encarcerados por falsos crimes políticos, como Alireza Seeyidian, Ebrahim Firouzi e Rasoul Abdollahi.

Em todo o Irã, sabe-se que pelo menos 50 pessoas ainda estão na prisão por causa de sua fé ou atividades cristãs. Alguns, como Farshid, foram condenados e sentenciados, embora muitos não foram ainda formalmente acusados. Outros foram libertados sob fiança e aguardam audiências. Ore por esses irmãos que sofrem por causa de fé em Jesus Cristo e peça ao Senhor pela recuperação de Farshid e os demais feridos.
FonteCSW
TraduçãoJorge Alberto - ANAJURE

31 dias de oração pela Igreja africana

"Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês", diz o Senhor, "planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro. Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvirei." Jeremias 29.11-12
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Um dos principais objetivos da Portas Abertas Brasil é aproximar os irmãos da Igreja brasileira dos cristãos perseguidos. Para isso, temos como compromisso disponibilizar materiais que tratem do tema da perseguição religiosa de maneira que você seja informado, mas também encorajado a agir. Assim, desafiamos você a doar, visitar, escrever cartas ou fazer o mais importante: orar pelos irmãos perseguidos.

Durante todos os dias de maio, você terá a oportunidade de conhecer alguns testemunhos dos nossos irmãos africanos e suas dificuldades. Além disso, convidamos você a orar durante esses 31 dias e encorajar outros irmãos de seu convívio a fazerem o mesmo.

Cada país escolhido ocupa uma posição na Classificação da Perseguição Religiosa, uma lista criada e atualizada anualmente pela Portas Abertas, que apresenta as 50 nações onde os cristãos sofrem maior oposição por seguir a Cristo.

Convidamos você a fazer essa viagem de oração pelo continente africano.

Leve a África para a sua igrejaPastores e líderes enfrentam muitos desafios ao evangelizar o povo africano. Em maio, você terá a oportunidade de ajudá-los! Inscreva sua igreja no Domingo da Igreja da Perseguida (DIP). Incentive seu líder e seu pastor a orar, divulgar e contribuir financeiramente para a causa da Igreja Perseguida. No dia 25 de maio de 2014, aproveite a liberdade que temos como Igreja brasileira e utilize-a no serviço aos nossos irmãos perseguidos.
FontePortas Abertas Brasil

O resultado de meses de bombardeio no norte da Síria

Uma equipe da BBC testemunhou os efeitos devastadores de meses de bombardeio a civis em Aleppo, no norte da Síria. É a primeira vez, neste ano, que uma equipe da imprensa ocidental tem acesso a áreas da cidade controladas por rebeldes
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Aleppo já foi a capital financeira do país e também a cidade mais populosa da Síria. Desde setembro, é palco de uma violenta guerra entre governo e rebeldes.

Organizações de direitos humanos acusam o governo de não poupar civis na tentativa de expulsar os grupos que controlam partes de Aleppo.

As bombas lançadas são dispositivos rudimentares, muitas vezes feitas de barris de petróleo ou grandes cilindros de gás, cheios de explosivos e pedaços de metal. Elas são jogadas de helicópteros de forma indiscriminada, segundo organizações de direitos humanos.

A devastação e o medo que estas bombas causam obrigaram dezenas de milhares de pessoas a fugir da cidade este ano.

Violations Documentation Center, um grupo de monitoramento da oposição, diz que cerca de 700 civis foram mortos na província de Aleppo desde fevereiro, quando o Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução que pedia o fim imediato de "todos os ataques a civis, assim como o uso indiscriminado de armas em áreas povoadas". Assista ao vídeo gravado pela equipe da BBC que esteve na região.

Portas Abertas na SíriaDesde o início da guerra civil na Síria, a Portas Abertas tem trabalhado bem próxima às igrejas parceiras para proporcionar ajuda prática e encorajamento espiritual para os mais gravemente afetados pelo conflito. Nos links abaixo, saiba o que tem sido feito no país:

A esperança da Síria renasce a cada manhã
"O mais lindo que vejo na Síria é o grande desejo em servir"
"O mais lindo que vejo na Síria é o grande desejo por Deus"
Cristãos são obrigados a abandonar a Síria
FontePortas Abertas Internacional e BBC

Julgamento do pastor Zhang Shaojie é suspenso por tempo indeterminado

De acordo com relatos do jornal China Aid, o julgamento do pastor chinês Zhang Shaojie começou no dia 10 de abril em Nanle, na província de Henan, mas os procedimentos judiciais foram posteriormente suspensos por tempo indeterminado, após os advogados de Zhang serem detidos e ele ter de demiti-los do caso
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Segundo uma declaração emitida pela família de Zhang em 11 de abril, a decisão de demitir os advogados foi tomada levando em conta a preocupação de que eles corriam o risco de perder suas licenças para exercer a advocacia. O condado de Nanle foi sujeitado a uma forte presença policial no dia do julgamento; apenas dois membros da família de Zhang foram permitidos comparecer, e um oficial da embaixada dos EUA foi barrado da sala de julgamento.

China Aid também relatou que, em 9 de abril, Zhang Huixin, filho de Zhang, foi levado para a Secretaria de Segurança Pública de Nanle para interrogatório junto com sua filha de um ano e sua mãe, esposa de Zhang.
O pastor Zhang Shaojie foi acusado de "fraude" e "perturbação da ordem pública". Ele, que pertence à Igreja Cristã do Condado de Nanle sob o Movimento Patriótico da Tríplice Autonomia (MPTA), sancionado pelo Estado, foi detido em 16 de novembro de 2013, sem qualquer documentação formal após membros da igreja entregarem uma petição pública a uma autoridade superior sobre uma disputa de terras envolvendo a igreja. Mais de 20 membros também foram detidos; desde 15 de janeiro o China Aid relatou que nove membros da igreja permaneciam em detenção e três outros estavam desaparecidos após serem levados sob a custódia da polícia.
Durante os procedimentos judiciais, o advogado Xia Jun questionou as declarações das testemunhas contra o pastor Zhang, alegando que o depoimento de pelo menos uma testemunha foi tomado sob coação, levantando preocupações sobre o Estado de Direito.
Em outro caso que gera preocupações sobre o direito de liberdade religiosa e de crença no país, os advogados Jiang Tianyong, Tang Jitian, Wang Cheng e Zhang Junjie emitiram uma declaração acusando as autoridades de detenção ilegal e tortura.

Christian Solidarity Worldwide (CSW) previamente relatou a detenção dos advogados em 21 de março desse ano, junto com "muitos outros cidadãos", após uma tentativa de visitar a fazenda Qinglongshan em Jiansanjiang, a qual acredita-se ser um centro de detenção ilegal que contém uma variedade de pessoas, incluindo cristãos de igrejas não registradas.

Zhang Junjie foi solto em 6 de abril após cumprir uma sentença administrativa de 15 dias. Posteriormente à sua libertação, Jiang Tianyong e Wang Cheng estão sendo vigiados de perto e perseguidos pela polícia, e o filho de Wang teria sido ameaçado com uma proibição de frequentar a escola em Zhejiang.
Uma tradução em inglês da declaração feita pelo China Aid, datada em 13 de abril de 2014, afirma que os quatro advogados foram detidos ilegalmente por oficiais da Secretaria de Segurança Pública de Recuperação Agrícola em Jiansanjiang, que se comportaram "como sequestradores" e que os advogados foram espancados enquanto detidos a fim de forçá-los a desistirem de sua ação em nome das vítimas de detenção ilegal na fazenda Qinglongshan. A declaração também observa que vários outros advogados e cidadãos foram assediados, espancados e detidos pela polícia após apelarem por sua soltura.

Leia tambémUm pastor e outros 19 cristãos são presos na China
FonteCSW
TraduçãoIsabela Emerick - ANAJURE

terça-feira, 29 de abril de 2014

Transforme o dia de ir à igreja em um dia de agir pela Igreja!

Domingo, dia de ir para a igreja. Dia de encontrar os irmãos, dia de cultuar em conjunto, dia de aprender novas lições sobre a Palavra de Deus. Para os cristãos de Marrocos, porém, domingo é dia de tomar cuidado
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De acordo com a Classificação da Perseguição Religiosa, Marrocos é o 44º país onde os cristãos são mais perseguidos. Para os cristãos marroquinos, domingo é dia de vigiar pela janela, dia de esconder a Bíblia entre as almofadas do sofá, dia de orar fervorosamente para que a polícia não irrompa porta adentro e leve o pequeno grupo de cristãos para a delegacia.
O domingo não é igual para todos os cristãos ao redor do globo. Em cerca de 60 países, como no Marrocos, seguir a Jesus envolve pagar um alto preço.

No dia 25 de maio deste ano, milhares de cristãos brasileiros transformarão o domingo de culto em um Domingo da Igreja Perseguida, e irão incluir em seu momento de comunhão outras pessoas que compartilham da mesma fé, mas não da mesma liberdade.
Leve a Igreja Perseguida para o seu domingo também! Ainda dá tempo de participar. Acesse www.domingodaigrejaperseguida.org.br para se inscrever gratuitamente e receber mais informações.
Há 26 anos, a Portas Abertas realiza o DIP – Domingo da Igreja Perseguida, evento que tem o objetivo de engajar a Igreja brasileira na causa dos cristãos perseguidos por amar a Jesus. Em 2013, tivemos o envolvimento de 5.021 organizadores e igrejas brasileiras que se comprometeram a orar e socorrer a Igreja Perseguida, fazendo a diferença.
FontePortas Abertas Brasil

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Irmãs pela fé: Alina

Viajando por um país da Ásia Central há alguns meses, uma equipe da Portas Abertas conheceu três mulheres. Todas deram sua vida para Cristo e agora pagam o preço de sua fé. Leia o testemunho de Alina
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Alina tem 39 anos e trabalha como professora-chefe em uma das escolas de ensino médio da região. Ela se tornou cristã há sete anos e é mãe de quatro crianças; três delas estão na escola.

Atualmente, os professores assediam as crianças pela sua fé ao não permitirem que elas mencionem que são cristãs e por forçá-las a orar Namaz - a oração muçulmana. Recentemente, o governador do país assinou uma lei que permite ensinar e estudar as principais religiões do mundo. Os estudantes e seus pais têm o direito de escolher qual religião eles preferem estudar ou ainda podem optar em não participar. A maioria dos estudantes escolheu estudar o islã, já que vivem em um país muçulmano. Não há professor de cristianismo na escola.

O professor de estudos islâmicos tem pressionado os filhos de Alina a aceitarem o islamismo, mesmo sabendo que eles são cristãos. Ele também os força a fazerem orações muçulmanas.

"Eu temo pelos meus filhos. Eu não sei o que esperar", compartilha Alina com os olhos cheios de lágrimas. "Todos os dias eu os envio para a escola e não me preocupo com suas notas. Minha única oração é para que eles não sejam zombados ou mal tratados por sua fé." O marido de Alina a abandonou com seus quatros filhos há seis anos, após saber que sua esposa havia se tornado cristã.

Ore por Alina e seus filhos, para que o Senhor os proteja do assédio na escola por causa de sua fé.

*Nome alterado por motivos de segurança.
Leia também
Irmãs pela fé: Galiya
Irmãs pela fé: Rita
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoCecília Padilha

Lutando numa posição de vitória

O mais populoso país da África, com mais de 120 milhões de habitantes, está praticamente dividido entre o norte, de maioria muçulmana, e o sul, predominantemente cristão
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As relações entre cristãos e muçulmanos têm ficado cada vez mais tensas desde que doze Estados do norte da Nigéria, de maioria muçulmana, adotaram a Lei Islâmica (Sharia). O medo das consequências de aceitar a Cristo, como Senhor e Salvador, tem mantido muitas pessoas nas trevas. Mas a Portas Abertas continua recebendo relatórios de que muitas conversões estão acontecendo.

Para ajudar os cristãos dessas regiões a ficarem firmes em Cristo, a Portas Abertas tem ministrado para os pastores e líderes das igrejas o seminário Permanecendo Firmes Através da Tempestade (PFAT). Abaixo podemos ver alguns testemunhos de pastores que já participaram desse treinamento e que agora poderão capacitar outros.

"O seminário estimulou-me a orar e a estudar a Palavra e a preparar minha congregação para enfrentar a perseguição, e responder a ela da forma como Deus quer. Antes eu sentia ódio por esses fanáticos que nos matam e incendeiam nossas igrejas. Mas agradeço à Portas Abertas por este seminário porque, através dele, toda a minha atitude mudou e espero fazer diferença na vida dos membros da minha igreja", disse um pastor nigeriano.

"Com exceção da roupa que eu estava usando, eu perdi tudo durante um conflito religioso no norte da Nigéria. A igreja que eu pastoreava foi incendiada e muitas pessoas da minha congregação perderam a vida e os sobreviventes foram dispersos. Depois que se passa por tal dificuldade e sofrimento, estabelece-se um grande desânimo. Mas, o seminário (PFAT) me encorajou. Ele me fez perceber que sou mais que vencedor em Cristo, e que não estamos lutando numa posição de derrota, mas de vitória", contou outro pastor nigeriano

Pedidos de oração
• Agradeça a Deus pelas pessoas que foram e ainda são abençoadas através do PFAT. Ore pelas equipes da Portas Abertas que ministram o seminário pelo país.
• Interceda para que os cristãos e suas lideranças possam colocar em prática tudo quanto têm aprendido nos seminários.

O texto acima foi retirado do site do Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2014, que tem como tema "Pastores e líderesafricanos". Toda semana, novos pedidos de oração são publicados. Acompanhe!
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoMarcelo Peixoto

Conflitos no Sudão do Sul deixam centenas de vítimas

O massacre, ocorrido na semana passada, está entre os mais chocantes registrados no país desde que este passou a ser palco do atual conflito, em dezembro. A ONU estima que os conflitos já deixaram milhares de mortos e mais de 750 mil deslocados
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Corpos são vistos nas estradas, em mesquitas e igrejas, algo que causou indignação internacional. Enquanto a cidade de Bentiu tenta se recuperar do ocorrido, os rebeldes e o governo trocam acusações sobre quem é o responsável (assista ao vídeo produzido pela BBC).
Em um comunicado, o ministro das Relações Exteriores do Sudão do Sul acusou os rebeldes pelo massacre, mas estes negam responsabilidade, e culpam soldados do governo pelas atrocidades.
A missão da ONU no país diz que, como resultado da violência dos últimos dias, está agora protegendo cerca de 22 mil pessoas em sua base em Bentiu, mas enfatiza que nem isso garante sua segurança, pois campos da organização também foram atingidos em ataques recentes.
O conflito está fortemente ligado a questões étnicas, e contrapõe o presidente Salva Kiir, do grupo étnico Dink, e o ex-vice presidente e líder dos rebeldes, Riek Marchar, do grupo étnico Nuer.
A China, um dos principais investidores na indústria petrolífera do Sudão do Sul, também manifestou preocupação com a violência. O Sudão do Sul é o mais jovem país do mundo, tendo obtido sua independência do Sudão em 2011.
Em fevereiro desse ano, diversas igrejas foram atacadas e saqueadas no Sudão do Sul. Líderes cristãos clamaram por paz e reconciliação. Ore pelo centro de treinamento que a Portas Abertas mantém no país, a Faculdade Cristã Emanuel.
 
FonteBBC

Pastores da Igreja Perseguida na China e na África

Observando-se os relatos bíblicos e a história da Igreja, percebe-se que onde há seguidores de Cristo, ali haverá um pastor. Porém, desempenhar o ministério como Deus quer, requer conhecer a Bíblia. Isso vale tanto para pastores da Igreja brasileira como da Perseguida
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É disso que fala Fai*, pastor de uma grande metrópole na China (37º país na Classificação da Perseguição Religiosa ). Ele comenta que, tradicionalmente, a Igreja chinesa tem se preocupado com o crescimento numérico. “Ela não se preocupa com o crescimento espiritual das pessoas. Mas ao estudar a Bíblia, descobrimos que Jesus nos chama a fazer discípulos”.
Fai prossegue dizendo que, hoje, as igrejas em seu país são muito complicadas. “Há muitas atividades. Quando olho para a minha igreja como seu eu fosse alguém de fora, me pergunto: ‘Estamos fazendo eventos ou discípulos?’. Se não tiver discípulos, de que serve a igreja?”.
Liderança pelo exemplo
É, talvez pensando nos discípulos, que o apóstolo escreveu que os pastores devem ser “exemplos para o rebanho”. Madu*, pastor na Nigéria (14º país na Classificação), conta que isso só é possível de joelhos.
Ele atua em uma cidade do norte da Nigéria que tem sofrido com a atuação de um grupo terrorista. Ele se lembra de um ataque em que 15 igrejas foram bombardeadas e 200 pessoas morreram. Casado, pai de quatro filhos e pastor de 400 cristãos, Madu comenta que perseverar e fortalecer a congregação só é possível pela fé.
“Como pastor, tenho de me pôr de joelhos e pedir a Deus que me dê forças para prosseguir. Também oro por meu povo. Como líder, não posso fugir; devo permanecer com eles, liderá-los através de meu exemplo, encorajá-los e ensiná-los na Palavra de Deus. É difícil, e quando a pressão aumenta, ficamos confusos. É aí que oramos pedindo força. E Deus tem nos ajudado. Esta é a obra de Deus.”
Domingo da Igreja Perseguida (DIP)
Você pode abençoar pastores e líderes africanos como Madu. Ao cadastrar a sua igreja para realizar o DIP no dia 25 de maio, você contribui com a divulgação da causa da Igreja Perseguida para mais pessoas, mobilizando cristãos brasileiros a orar e contribuir no apoio aos nossos irmãos. Pastores e líderes fortes, igrejas fortes. Participe!
*Nomes trocados por motivos de segurança.
FonteRevista Portas Abertas

Pastores butaneses são libertados da prisão

Tandin Wangyal e Mon Thapa foram soltos sob fiança nessa terça-feira (22/4). Ambos foram presos no dia 5 de março e permaneceram detidos sem acusações formais."Estamos muito felizes", disse um parente de Thapa à Portas Abertas, que organizou uma petição pública ao rei do Butão, o primeiro-ministro e o procurador-geral pedindo a libertação dos pastores
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Os pastores foram detidos quando estavam carregando uma criança doente para uma clínica na aldeia Khabdaney, lugar que eles chegaram no dia anterior para realizar um seminário de três dias para 30 cristãos que vieram de cidades vizinhas.
Ainda não há informações sobre as acusações formais do gabinete do procurador-geral. Entretanto, as famílias de Wangyal e Thapa (também conhecido por David Lobzang), pediram para que "as orações continuassem" em favor dos pastores, no período que antecedeu à audiência de 5 de maio no tribunal.

Butão é um país de maioria budista com mais de 733 mil pessoas. A transição para uma monarquia constitucional democrática em 2008 aconteceu depois de um século de monarquia absoluta. A Constituição do Butão afirma na Seção 4, artigo 7º que "os cidadãos têm o direito à liberdade de pensamento, consciência e religião", e acrescenta: "ninguém será obrigado a pertencer a outra fé por meio de coerção ou indução", também conhecido como proselitismo.
Os policiais disseram que não encontraram nenhuma prova de que os pastores tinham forçado os cristãos a se converter ao cristianismo, eliminando a possibilidade de acusações de proselitismo depois de questionar diversas vezes os 30 cristãos que participaram da reunião de três dias, e que os pastores tinham sido convidados para falar.
O ministro do Butão, Damcho Dorji, disse ao jornal Business Bhutan que a religião não desempenhou nenhum papel no caso dos pastores presos. "Eles não tinham obtido permissão das autoridades locais", afirmou. "Este é um crime sob o Código Penal. Se você violar a lei, não importa se você é budista, hindu ou cristão."
Apesar da promessa descrita na Constituição de liberdade religiosa no país, a entidade máxima do Butão, que regula as organizações religiosas, Chhoedey Lhentshog, ainda tem que reconhecer o cristianismo como uma religião oficial, ao lado do budismo e hinduísmo. A Lei de Organizações Religiosas do Butão afirma que a existência de organizações religiosas é para a proteção do patrimônio espiritual budista do país.
De acordo com o CIA World Factbook, a população do Butão é 75 por cento budista, 22 por cento hindu. O restante inclui milhares de cristãos que não são legalmente reconhecidos.
O Butão está na 31ª posição da Classificação da Perseguição Religiosa, umranking anual dos países onde a vida como cristão é mais difícil. Eles suportam as ameaças e pressões de chefes da aldeia e clérigos para retornar ao budismo. Podem orar e adorar em particular em suas casas, mas lutam para reunir-se em congregações e obter permissão oficial para a realização de cultos públicos.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

quinta-feira, 24 de abril de 2014

190 meninas permanecem desaparecidas na Nigéria

As meninas foram sequestradas por militantes islâmicos na semana passada. O ataque e sequestro ocorreram em um internato na cidade de Chibok, no Estado de Borno, noroeste do país. Os familiares das adolescentes afirmam que o número de estudantes sequestradas é de 234, muito maior do que o divulgado pelo governo local
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"Por favor, pedimos aos militantes que mostrem piedade e libertem nossas filhas", diz o pai de uma das meninas, em carta entregue ao Serviço Africano da BBC. Cerca de 40 delas conseguiram fugir de seus captores, segundo Asabe Kwambura, diretora do colégio onde elas foram sequestradas.

Desde a semana passada, os pais das jovens continuam a busca pelas estudantes, chegando até a entrar em um bosque considerado bastião do temido grupo islâmico radical Boko Haram, apontado como o autor do sequestro.
O grupo, cujo nome significa "a educação ocidental é proibida" na língua local hausa, ataca frequentemente instituições de ensino. Mas o grande sequestro em Chibok não tem precedentes.

Bashir Sa'ad Abdullahi, jornalista do Serviço Hausa da BBC, afirmou que muitos pais já perderam a esperança de que os militares resgatem suas filhas. Abdullahi afirmou que acredita-se que "as jovens são mantidas presas em um bosque chamado Sambisa, um terreno muito difícil que é refúgio dos militantes". O Boko Haram não emitiu nenhum comunicado sobre o ataque, mas as autoridades garantem que o grupo é o autor do sequestro.
Ataques do Boko Haram na Nigéria já deixaram 1,5 mil mortos no último ano, segundo a Anistia Internacional.

"Vi com meus próprios olhos"Duas mulheres que foram sequestradas em outro incidente pelo grupo e conseguiram escapar contaram para o correspondente da BBC na Nigéria Will Ross, como foi o sequestro.

"Me perguntaram se eu era cristã ou muçulmana. Respondi que era cristã. Depois de alguns dias trouxeram um homem e disseram que eu tinha de me converter ao islã e me casar com ele", relatou uma jovem de 23 anos.
A jovem acrescentou que os muçulmanos que trabalhavam para o governo foram executados e ela foi levada para o bosque de Sambisa, onde a matança continuou.
"Usaram facas para degolar homens e mulheres, especialmente os homens que se negavam a lutar junto com eles. Vi com meus próprios olhos como mataram cerca de 50 pessoas."

Pedidos de oração
  • Ore pelas meninas que permanecem sequestradas, para que Deus as livres de ferimentos graves e de serem mortas por seus captores.

  • Peça a Deus que console e traga esperança às famílias que estão aflitas por causa de toda essa situação.

Clame pelos cristãos na Nigéria que têm sofrido com a perseguição religiosa. Peça ao Senhor para eles fiquem firmes na fé apesar das circunstâncias.
FonteBBC

Portas Abertas recebe prêmio na categoria de evangelização

Em evento realizado no Plenário da Câmara Municipal de Aracaju, na tarde dessa quarta-feira (23/04), a Portas Abertas é homenageada na cerimônia de estreia da entrega do Diploma Reverendo Blackford, pioneiro da propagação do evangelho em Aracaju e fundador da primeira igreja evangélica sergipana
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Esta é a 1ª edição do diploma que prestigia personalidades e instituições evangélicas com atuação em áreas que tenham oferecido relevante contribuição na propagação da Bíblia, defesa do direito de liberdade religiosa e luta pela transformação social através da palavra de Deus, em Sergipe.

A Portas Abertas, organização cristã internacional que atua há 58 anos no serviço à Igreja Perseguida, foi contemplada com o prêmio na categoria de evangelização.

Segundo a comissão organizadora do Diploma, a semente do evangelho em Sergipe foi semeada em meio a perseguições, mortes, apedrejamentos, prisões, Bíblias e panfletos queimados. Havia grandes restrições para a propagação da Palavra de Deus no estado. Hoje, a perseguição religiosa acontece em diversos países do mundo e a Portas Abertas atua em mais de 60 deles.

“Em 2013, através de suas ações, a Portas Abertas vem despertando as igrejas evangélicas em Sergipe à evangelização local e no mundo”, afirmou a comissão do prêmio.

Louvamos a Deus porque entendemos que tal reconhecimento fará com que muitas outras pessoas saibam da realidade da Igreja Perseguida e apoiem nossos irmãos. Juntos, poderemos abençoar os cristãos perseguidos mais e mais.
Na foto, o Secretário Geral da Portas Abertas Brasil, Marco Cruz.
FontePortas Abertas Brasil

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Perseguição aos cristãos aumenta no Irã

Oficialmente, o Ano Novo iraniano (Noruz) aconteceu há quase um mês, no dia 21 de março. As celebrações, porém, soam falsas para muitos, incluindo 49 cristãos presos. Nono país na Classificação da Perseguição Religiosa, no Irã, os ataques contra as comunidades cristãs têm aumentado e a proibição às atividades das igrejas domésticas é aplicada com maior rigor
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Com o ano novo iraniano, algumas coisas ‘novas’ têm acontecido à República Islâmica. O famoso presidente austríaco Heinz Fischer aceitou o convite para visitar o Irã. Nenhuma data foi marcada, mas essa será a primeira visita de um chefe de estado do Ocidente em muitos anos, já que ninguém visitou o Irã durante o governo dos antecessores do presidente Rouhani, Mohammad Khatami e Mahmoud Ahmadinejad.
A despeito das aparências amigáveis para com o Ocidente, a recente eleição de Rouhani não contribuiu para diminuir as injustiças que muitos cidadões iranianos, especialmente os não muçulmanos, continuam a sofrer.
Outro evento ‘novo’diz respeito à cidadã anglo-iraniana Roya Nobakht, que foi presa em outubro de 2013 por dizer no Facebook que o Irã é ‘muito islâmico’. Roya esteve nas manchetes por ter sido acusada oficialmente de ‘insultar a santidade do islã’, um crime punível com a morte.
Especialistas que seguem o que tem ocorrido no Irã continuam escandalizados com a lista de abusos de direitos humanos do país, especialmente com os cristãos e outras minorias.
De fato, o relator especial da ONU sobre a situação de Direitos Humanos no Irã, Ahmeed Shaheed, informou a situação ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em março.
Enquanto a maioria dos casos envolvendo cristãos é julgada em tribunais revolucionários para os crimes de ‘segurança nacional’, o relato destaca que alguns cristãos enfrentam acusações em tribunais penais públicos por manifestações de crenças religiosas. Por exemplo, um tribunal condenou quatro cristãos a 80 chibatadas por beberem vinho durante a ceia em outubro de 2013.
Da mesma forma, em janeiro de 2014, pelo menos 49 cristãos estavam presos. Somente em 2013, as autoridades prenderam pelo menos 42 cristãos, dos quais 35 foram acusados de participação informal em igrejas domésticas, associação com igrejas fora do Irã, atividade evangélica real ou percebida, e outras atividades cristãs comuns. As penas variam de um a 10 anos de prisão.
Desde outubro de 2010, o discurso do Aiatolá Ali Khamenei, no qual disse que há uma luta entre "os inimigos do islã que estabelecem e incentivam a expansão do cristianismo no Irã", o governo iraniano tem aumentado de forma consistente as restrições contra as pessoas que se convertem do islã ao cristianismo. Considerando o que aconteceu no período relatado, a pressão recente sobre os cristãos parece confirmar isso.
A Igreja Presbiteriana de São Pedro, em Teerã, foi adicionada, em dezembro de 2013, à crescente lista de igrejas onde os cristãos de língua farsi são proibidos de participar dos cultos ou de entrar nas instalações. Anteriormente, o Ministério da Inteligência pediu aos membros da Igreja de São Pedro para submeter suas carteiras de identidade e informações pessoais ao ministério. Isto foi feito provavelmente para intimidar os membros da igreja e evitar que frequentassem os cultos. Em agosto de 2013, o mesmo ocorreu à Igreja Católica de Abraão, em Teerã, que anunciou que os cristãos de língua farsi seriam proibidos de frequentar os cultos em cumprimento a exigências do governo. Em junho de 2013, a igreja havia recebido ordens de submeter cópias das carteiras de identidade dos membros.
Vários pastores de igrejas estabelecidas (armênios, assírios) que estavam sujeitos a restrições antes de outubro de 2013 foram ainda mais pressionados pelo governo através de intimidações e interrogatórios para encorajá-los a cessarem suas atividades e deixarem o país.
As pressões para manter os cristãos de origem muçulmana fora das igrejas tradicionais têm resultado em um movimento de igrejas domésticas próspero, mas vulnerável.
Os líderes de igrejas domésticas e seus membros são ameaçados por ataques às suas reuniões, especialmente no Natal. Líderes ou membros ativos foram presos, incuindo pelo menos 16 cristãos ex-muçulmanos, durante o período coberto pelo relatório da ONU. Material, livros e DVDs cristãos foram confiscados.

Cristãos foram agredidos fisicamente. Alguns foram levados para localidades desconhecidas e tem sido difícil determinar seu paradeiro. Os familiares de membros que tentam descobrir a localização de cristãos presos foram ameaçados a permanecerem calados. Quando perguntadas sobre as condições de cristãos que supostamente estariam na prisão Evin, as autoridades se recusaram a dar respostas em alguns casos e despediram os familiares com preocupações. Enquanto um pastor estava detido na prisão, sua casa foi invadida em dezembro de 2013. Sua esposa e seus filhos foram ameaçados pelas forças de segurança e um laptop e material cristão foram levados.
Alguns estão presos há muito tempo e não recebem o tratamento médico necessário. No caso de Saeed Abedini, o pastor americano-iraniano preso, foi informado que ele tinha sido levado para um hospital enquanto Catherine Ashton, alta representante da União Europeia, estava em visita oficial ao Irã, mas não recebeu tratamento adequado.
Aparentemente, até mesmo a tradição de longa data de permitir uma licença de duas semanas em casa aos prisioneiros de longo prazo (o que se assemelha a passar o Natal em casa) foi arbitrariamente aplicada.

Ore pelo Irã!
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoGetúlio A. Cidade