sábado, 30 de novembro de 2013

“O mais lindo que vejo na Síria é o grande desejo por Deus”

O primeiro treinamento de aconselhamento para situações de trauma, oferecido pelas Portas Abertas na Síria, tinha o objetivo de auxiliar as igrejas locais a ministrar aos refugiados iraquianos naquele país. O que ninguém poderia saber é que, em breve, os sírios iriam precisar desse treinamento para ajudar seu próprio povo
Syria_trauma 1.jpg
Kyra Porter* já treinou cinco grupos de cristãos sírios. Ela sabe por experiência própria o que os cristãos do país estão atravessando, pois ela viveu muitos anos no meio de um conflito similar. Kyra afirma que o treinamento que a Portas Abertas oferece às igrejas é uma introdução.

"Não creio que todos serão conselheiros de traumas após alguns dias de treinamento. Para isso, precisa-se de um treinamento muito intenso e longo", apressa-se em dizer. "A introdução os torna conscientes do trauma e do que ele faz às pessoas. Após serem treinados, eles serão capacitados a ajudar as pessoas traumatizadas em suas próprias igrejas".
Os participantes aprendem a falar sobre dor, a compreender melhor as pessoas que passam pela dor. Eles aprendem como ouvir e também a enxergar suas próprias incapacidades, suas dificuldades para dormir ou suas reações físicas.
"Os sírios que conheci parecem ter mudado desde o começo deste ano. Não que a situação tenha mudado, mas parece que eles aprenderam a lidar com todo o caos estabelecido no país. Pode ser estranho dizer, mas as pessoas se acostumam à guerra". Kyra sabe muito bem do que está falando porque, por muitos anos, viveu em um país devastado pela guerra.
"Instintivamente, todos temos em mente um modo de criar medidas de segurança. Sei de uma mulher que dorme com um livro de oração embaixo do travesseiro; isso a faz sentir-se mais segura. Outros, por exemplo, pensam: ‘Depois de amanhecer, é perigoso sair, mas, durante o dia, não’. Então, as pessoas criam um tipo de segurança em suas mentes para dar-lhes um certo controle sobre a situação e sobre os riscos que irão assumir".
Algumas vezes, essas medidas de segurança não estão somente nas mentes das pessoas. "Há muitos problemas com franco-atiradores nas cidades sírias. Ultimamente, as pessoas colocaram muros com sacos de areia em vários bairros de Damasco. Isso dá uma sensação de segurança, mas não quer dizer certamente que tudo esteja seguro".
Kyra explica que todas essas medidas "são uma maneira normal de lidar com conflitos contínuos, uma habilidade de sobrevivência". E continua: "Durante meu treinamento com cristãos sírios, fiquei completamente maravilhada com os trabalhos em grupo que se referiam à esperança para o país. Um dos grupos fez um trabalho tridimensional. De um lado, podia-se ver destruição, desespero; do outro, havia esperança e um futuro. É exatamente isso que esperamos com o treinamento da Portas Abertas; queremos mostrar o quadro completo".
Ela ouve muitas histórias vindas da Síria. "As pessoas estão clamando a Deus, muitas pessoas estão sendo salvas. Estamos vivendo na época do livro de Atos novamente: Saulos estão se tornando em Paulos. A Igreja está em chamas, sinais milagrosos acontecem. Deus está operando através da situação do país".
"As pessoas vão para Deus carregando suas raivas e questionamentos. O Senhor não se intimida com os ‘porquês’, pois sabe que quando as pessoas lhe perguntam ‘Por quê?’ ou o criticam por conta da situação, elas declaram que ele existe. Todo esse questionamento é uma parte normal da dor. Mas, para ser honesta, também ouvimos histórias de pessoas deixando Deus por causa da crise. Recentemente, um homem me contou que sua mãe deixara o Senhor. Ela era uma cristã devota, um símbolo de fé para seu filho".
Mesmo diante dessa circunstância, Kyra relata: "O mais lindo que vejo na Síria é o grande desejo por Deus e o desejo de servir. Quando se olha para fora, quando se vê que um pode ajudar o outro a lidar com os traumas, entendemos que somente quando permitirmos que Deus nos conduza através do processo de cura é que poderemos levar ajuda aos demais também. Nós nos tornamos pessoas feridas que também curam e caminhamos pela estrada da esperança e da restauração com aqueles que sofrem."

Leia a continuação desse relato amanhã (01/12).
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoGetúlio A. Cidade

Cristãos enfrentam extinção no Oriente Médio

A oficial britânica Warsi disse que a situação é sombria para muitas minorias religiosas, mas, especialmente, para os cristãos. Segundo ela, a perseguição aos cristãos tornou-se uma crise global e, a solução é que os políticos de países com uma minoria cristã falem contra esta discriminação
Cristãos_OrienteMédio.jpg
A ministra das relações exteriores do Reino Unido advertiu que, em algumas partes do mundo, os cristãos correm risco de extinção por conta da violência dirigida contra eles. Em seu discurso na Universidade de Georgetown, em Washington, Warsi disse à BBC que a perseguição aos cristãos tornou-se uma crise global.
"Estou preocupada, assim como outros membros da sociedade, com a significativa quantidade de correspondência que recebemos alertando que o berço do cristianismo - partes do mundo onde o cristianismo se propagou primeiro - está vendo uma grande parte da comunidade cristã indo embora e os que restam sendo perseguidos", disse ela.
"Há enormes vantagens em se ter sociedades pluralistas – tudo, desde a economia à maneira pela qual as pessoas se desenvolvem educacionalmente – e, portanto, todos nós queremos ter certeza de que as comunidades cristãs continuem se sentindo parte desta sociedade e não sendo perseguidas nos lugares onde a religião nasceu."
"É [particularmente ruim para os cristãos]", disse ela. "Um em cada dez cristãos vive em situação de minoria e, um grande número de pessoas que vive em situação de minoria em todo o mundo é perseguido. Eles estão sendo vistos como os recém-chegados, estão sendo tratados como 'o outro' dentro dessa sociedade, apesar de estarem ali por muitos e muitos séculos", afirmou.
"Eu tenho responsabilidade com relação ao Paquistão", disse ela. "Uma das coisas que temos feito é conversar francamente com o primeiro-ministro, com o ministro das relações exteriores e com o ministro responsável pelos assuntos religiosos, dizendo que os políticos têm o dever de se posicionar quando este tipo de perseguição acontece e estabelecer os padrões que eles esperam que a sociedade siga."
Warsi continuou: "Os políticos precisam definir um padrão. Uma pesquisa interessante, divulgada nos EUA, relatou que a maneira como uma comunidade é tratada depois de um incidente – especialmente quando uma comunidade minoritária é tratada depois de um incidente extremista – depende muito do tom que os políticos definem. E, portanto, os políticos têm a responsabilidade de definir o tom. Eles têm a responsabilidade de estabelecer os parâmetros legais do que será ou não tolerado. É uma tragédia o fato de 83% dos países não respeitarem suas próprias constituições, nas quais a liberdade de religião é definida como protegida."
A ministra também exortou os políticos a manterem sua palavra garantindo que suas constituições nacionais sejam cumpridas e que as leis internacionais de direitos humanos sejam seguidas. "Há muito mais a fazer", disse ela. "Há um consenso internacional na forma de uma resolução do conselho de direitos humanos sobre o tratamento das minorias e a tolerância para com outras religiões, mas nós precisamos construir uma vontade política por trás disso."
"Temos artigos internacionais amplamente traduzidos sobre a liberdade de religião, mas eles não estão implementados, portanto, não se trata apenas de existirem leis, e sim da vontade política para implementar tais leis", conclui.
FonteWorld Watch Monitor
TraduçãoCláudia Veloso

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Cristão é ameaçado por causa de sua fé

Depois de anos trabalhando como enfermeiro a serviço do governo militar, Kyaw Maing*, juntamente com sua família, instalou-se numa aldeia longínqua ao norte de Mianmar. Eles são os únicos cristãos na comunidade
Mianmar Pastor.jpg
"É uma comunidade majoritariamente budista," diz Kyaw Maing. "As pessoas aqui não aceitam gente de outras tribos ou outras religiões. Eles não me aceitam porque eu sou cristão."
Maing abriu uma farmácia e, todos os dias, quando as pessoas o procuram, ele não perde a oportunidade de orar pelos doentes para que fiquem bons. Um mês depois, ele já estava compartilhando sua fé com seus clientes e, por causa disso, tem dificuldades com seus vizinhos.
"Eles promoveram um abaixo-assinado contra mim", conta. "Eles querem que eu deixe a aldeia e enviaram uma petição nesse sentido às autoridades locais. O chefe da aldeia imediatamente veio me ver com um ultimato: ou eu deixava a aldeia naquela mesma noite ou ele incendiaria minha casa."
Há 20 anos, o chefe da aldeia tem fama de pressionar e expulsar cristãos, além de fechar igrejas, e se orgulha disso. Após fazer uma última breve oração, Maing fez sua escolha: "Eu estou aqui porque quero servir às pessoas", diz ele ao chefe da aldeia. "Eu quero ajudá-los a se curar e falar-lhes da vida eterna que é dom de Deus, por isso, eu vou ficar."
"Se quiser viver até a velhice, deixe a aldeia," ameaçou o chefe da aldeia. "Eu não posso viver com um cristão em lugar nenhum. Você tem três horas para decidir-se."
Como Maing continuou a trabalhar em sua farmácia e a ministrar àqueles que estavam doentes de corpo e mente, fotos suas foram espalhadas por toda a aldeia. As imagens eram acompanhadas da seguinte mensagem: "Vá embora rapidamente!" Mas, o antigo enfermeiro não deu atenção às advertências.
Os monges budistas também se opuseram à permanência de Kyaw Maing. Nas aldeias de Mianmar, as pessoas que procuram por cura física ou bênçãos materiais ofertam aos monges alimentos, animais ou dinheiro. Quando as orações de Maing começaram a curar os moradores da aldeia, os monges budistas com poderes psíquicos tentaram escorraçá-lo da comunidade; ainda assim, o cristão decidiu ficar.
Há pouco mais de três anos, Kyaw Maing mudou-se para sua aldeia. Sua farmácia continua aberta e ele continua orando pelos clientes, apesar da pressão e da oposição de vizinhos, monges budistas e autoridades locais.
Para fortalecer os obreiros cristãos em Mianmar, como Kyaw Maing, a Portas Abertas realiza seminários de preparação para a perseguição. Um deles foi realizado no norte do país e Maing participou. "Minha fé foi renovada e fui encorajado a permanecer firme através da tempestade. Por favor, lembre-se de mim em suas orações."
*A verdadeira identidade e outros detalhes foram alterados para a proteção do cristão.
Pedidos de oração
  • Ore para que a proteção e a paz de Deus estejam sobre a vida de Kyaw Maing e sua família.
  • Peça para que a salvação de Cristo seja revelada aos que perseguem Kyaw Maing.
  • Clame para que Deus use a Portas Abertas para fortalecer outros cristãos em Mianmar.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoDomitila Madureira

Dois dias de oração pelo Egito. Participe!

Nesta sexta e sábado, 29 e 30 de novembro, uma grande (e extensa) reunião de oração acontecerá no Egito. Em pleno deserto, a 110 km ao norte de Cairo, em uma sala de conferências, cristãos de diferentes igrejas e denominações estarão em oração das 10h às 18h, em um propósito de intercessão pela obra de Deus no Egito
Youth conference - Egypt.jpg
Mais de dez mil cristãos de todas as denominações são esperados. Ortodoxos, católicos e evangélicos foram convidados para a grande reunião de oração que foi anunciada em canais de satélite cristãos e que será transmitida ao vivo para centenas de milhares (talvez milhões) de cristãos em todo o país. O objetivo é oferecer a oportunidade para que todos possam participar desse evento único de oração, que também estará disponível na internet (para acessar, clique aqui).

Os cristãos egípcios estarão se unindo novamente diante do Senhor, como fizeram há dois anos, em 11/11/2011. Na época, mais de 45 mil cristãos se reuniram para orar por 12 horas em uma igreja caverna no Cairo, clamando ao Senhor para que ele tirasse o Egito de seu dilema político e mostrasse a si mesmo e sua salvação para todos no país.

A data ficou marcada como um encontro histórico de oração. O espírito de união e humildade que se manifestou foi uma verdadeira bênção para a Igreja egípcia e uma forte motivação para todos os cristãos do Egito, que passaram a orar em favor do seu país e buscar a vontade de Deus para todos os conflitos.

Junte-se aos cristãos egípcios nesses dois dias de oração (29 e 30/11), para que o Senhor solucione o dilema político do país e a paz reine em meio à guerra. Peça por uma grande colheita para o Reino de Deus, para que muitos entreguem suas vidas a Cristo e a comunidade cristã no Egito possa continuar testemunhando o amor e o perdão de Deus.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Pastores e líderes fortes, igrejas fortes

O ano ainda nem acabou e nós já estamos nos preparando para que o Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2014 seja uma bênção! Para isso, temos um desafio para você: “Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados.” Provérbios 31.8


Uma das maneiras mais eficazes de fortalecer a Igreja e expandir o evangelho é investir no treinamento e cuidado de pastores, evangelistas e líderes. Uma vez instruídos na Palavra de Deus, eles irão repassar esse conhecimento para a comunidade cristã local, encorajando outros a permanecer firmes na fé.

"A Igreja precisa de treinamento", um pastor do norte da África disse à Portas Abertas. "Após o treinamento, os cristãos assumem sua posição como servos de Cristo. O crescimento deles na Palavra é nítido." O Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2014 tem como objetivo principal justamente  apoiar os pastores e líderes africanos.

Em 2013, tivemos o envolvimento de 5.021 organizadores e igrejas brasileiras que se comprometeram a orar e socorrer a Igreja Perseguida, fazendo a diferença. Para o próximo ano, contamos com você! Participe do DIP 2014. Pastores e líderes fortes, igrejas fortes.
FontePortas Abertas Brasil

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

E se você fosse um seguidor de Jesus nas Maldivas?

Você acorda de madrugada para a salat*. Você precisa fazê-la juntamente com seus pais e irmãos muçulmanos, porque eles não sabem que, há um mês, você firmou sua fé em Jesus Cristo através de um programa de rádio. Enquanto sua família se prostra e profere a oração islâmica, você oferece a sua própria, silenciosamente, ao Deus dos céus
Maldivas.jpg
A paz inunda seu coração e sua mente. Se quiser, você pode compartilhar a mesma paz com sua família, mas dizer-lhes sobre Jesus e sua fé nele significará rejeição e isolamento. Aos olhos deles, ao converter-se a Cristo, você deixa de ser um dos maldívios, e eles farão tudo para levá-lo de volta ao islã. Mesmo que isso signifique torturar sua mente e seu corpo.
Jesus, dê-me forças para suportar tudo em seu nome, você ora intimamente. Após a oração da manhã, você se veste para o trabalho. Está animado porque hoje vai encontrar um amigo que conheceu pela internet e que compartilha da mesma fé que você. Por isso, ansiosamente você espera aprender mais sobre o cristianismo com ele.
Mas você também está ansioso, já que vai se encontrar com essa pessoa pela primeira vez. Você deixa de lado sua preocupação, no entanto, é tão difícil achar outro cristão nas Maldivas, quanto mais reunir-se com um. Então você vai se arriscar, porque vale a pena.
Sem muitos detalhes, você somente avisa a sua família sobre isso. "Eu vou me atrasar para o jantar". Eles não perguntam o motivo, o que é um pouco estranho.
Você chega ao seu escritório estampando um sorriso. Cumprimenta a todos desejando um bom dia, mas seus colegas lhe dirigem o olhar de forma estranha, porque não é o seu estilo habitual de entrar no local de trabalho. Mais tarde, na hora do almoço, um deles se aproxima.
"O que há com você, hoje?" Seu colega de trabalho pergunta. "Você parece tão feliz e animado."
Seu coração bate mais rápido, a ansiedade toma conta. Não sabe como responder. Parte de você quer dizer algo no sentido de "Por que não devo estar feliz? Eu encontrei a paz por meio de Jesus Cristo. Ele é real e eu acredito nele." Mas outra parte de você o impede. Assumir a sua fé publicamente vai custar-lhe seu trabalho e muito mais. "É um bom dia, meu amigo," você diz a seu colega. "Eu não vejo nenhuma razão, pela qual não deva ser."
- "Eu não sei, você tem falado e agido de forma diferente nestes dias."
- "Sério? Como assim?"
- "Você é mais paciente. É gentil e solícito com as mulheres. Não reclama mais do chefe. Aceita suas atribuições alegremente. E sorri muito."
- "É errado para mim fa-fazer essas coisas?" Você gagueja.
- "Não, mas algo me diz que você mudou. Eu sou seu amigo, você sabe que pode falar comigo sobre isso."
- "Sobre o quê?"
- "Sobre a sua nova religião."

Sua vontade é sair correndo da copa do escritório, mas o medo lhe atordoa de tal maneira que você não consegue tirar os pés do chão. Você foi descoberto. Vai negar a sua "nova religião" ou admiti-la? "Por favor, desculpe- me", foi tudo o que você pôde dizer e, embora esforçando-se, você tropeça saindo da copa e volta para a sua mesa de trabalho.
Você não pode se concentrar o resto da tarde. Como ele sabia sobre a minha fé? Ele disse sobre isso para os outros no escritório? Quem mais sabe sobre a minha fé em Jesus? Você se surpreende. A minha família sabe? Os meus pais suspeitam? Você se desespera, cobre o rosto com as mãos. Quer chorar, mas não pode, porque os outros poderiam ver e, então, levantaria suspeitas.
Como o tempo demora a passar! Tudo o que você quer é encontrar esse cristão e compartilhar seus medos e responsabilidades. Não há ninguém para conversar em casa, no escritório e na comunidade.
"Isso não é verdade", sussurra uma voz mansa e baixa. Você se anima e olha ao redor. Ninguém está atrás de você ou ao seu lado. Quem poderia ter dito isso? Você murmura para si. "Eu estou aqui com você. Você pode falar comigo."
Aquela voz novamente. Então, você percebe: a voz está certa. Você não está sozinho. Jesus Cristo está com você. Jesus dê-me força para suportar em Seu nome, você ora intimamenteA paz inunda seu coração e mente. A alegria toma conta de você.
Depois do trabalho, você se dirige ao café, onde um amigo cristão está esperando. Você examina o local, procurando por uma pessoa vestindo uma camisa especial de uma determinada cor. Como seus olhos e pés vagam para lá e para cá, você o avista, um rosto familiar. É o seu colega.

"Desculpe-me, meu irmão", diz ele. "Eu o assustei na hora do almoço?"
*Salat: orações diárias dos muçulmanos.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Maria de Almeida

O preço de se ter Bíblias em casa

Frequentemente, a Portas Abertas escreve sobre os cristãos do Uzbequistão, que são obrigados a pagar multas caríssimas porque possuem Bíblias e livros cristãos em suas casas. Você sabia que o simples fato de um país do Ocidente enviar recursos para o pagamento de uma multa pode provocar consequências aos cristãos? Um colaborador da Portas Abertas explica o motivo
Bible Uzbekistan.jpg
Por que as multas são aplicadas aos cristãos?

Os cristãos são multados, por exemplo, por realizar cultos “ilegais” na igreja. Para realizar um culto na igreja é preciso ter uma licença do governo. Muitas igrejas têm esperado por uma licença há anos, mas, nos últimos dez anos, nenhuma solicitação recebeu resposta afirmativa. Além disso, as igrejas que haviam recebido autorização anteriormente foram impedidas de continuar.

Os cristãos da Ásia Central, incluindo o Uzbequistão, são multados também por possuir ou distribuir Bíblias e outros materiais cristãos. Há uma lista de literatura proibida, mas, nos últimos anos, todos os livros cristãos foram proibidos. Ter uma Bíblia em casa também não é permitido. Se os cristãos falarem aos mulçumanos sobre a fé cristã ou os convidarem a ir à igreja, poderão ser multados.

Qual é o montante dessas multas?Recentemente, os valores variam entre vinte e cem meses de salário. O salário mensal no Uzbequistão representa, em média, 76 reais.

Somente os cristãos são punidos dessa maneira?Não, os muçulmanos e as pessoas que pertencem a outras religiões minoritárias também são confrontados com isso.

Qual é o propósito do governo ao estabelecer essas multas?As autoridades querem intimidar e desencorajar os cristãos, porque estão com medo de sua influência. Por exemplo, o presidente do Uzbequistão tem receio de qualquer forma de extremismo e está tentando manter os cristãos sob sua supervisão, porque lhe disseram que eles podem causar “conflitos e instabilidade”.

Seria sensato países do Ocidente enviarem recursos para o pagamento de multas de um cristão perseguido na Ásia Central?
Isto é complicado. Há três anos, as multas giravam em torno de 76 reais por infração. A Portas Abertas apoiou os cristãos que não podiam levantar tal quantia, mas, como resultado, a quantidade de multas aumentou, assim como o valor de cada uma delas, algumas vezes para mais de 6 mil reais. Em média, as multas estão agora por volta de 2.300 reais por infração. Agora, são emitidas vinte e cinco vezes mais multas que há três anos. Um policial disse a um cristão que foi multado: “As pessoas que lhe deram essa literatura deveriam simplesmente pagar a multa. Basta pedir que façam isso!".

Então, pagar a multa cria novos problemas. Agora, a Portas Abertas tem levantado advogados, que estão se organizando para que os cristãos possam pagar as multas em prestações mensais. Esta estratégia funcionou, mas percebe-se também que a polícia vai à casa de cristãos e confisca todos os seus bens. Estamos considerando, em cada caso, como podemos ajudar mais irmãos prejudicados.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoSuzana Barreto

Pastor turco é preso sob falsas acusações

Ele foi preso este mês na província do Mar Negro de Samsun, acusado de envolvimento com prostituição e tráfico humano de refugiados. “É obviamente uma trama deliberada,” um porta-voz da Aliança de Igrejas Protestantes na Turquia contou à agência de notícias World Watch Monitor
Orhan Picaklar.jpg
Na tarde de 11 de novembro, o pastor Orhan Picaklar, de 42 anos, da Igreja Ágape, foi convocado à sede da polícia local para um interrogatório. Ele permaneceu detido por dois dias por conta de uma investigação policial conduzida pelo Departamento Moral da Divisão de Ordem Pública. O processo criminal teria sido baseado em uma queixa por telefone vinda de uma pessoa não identificada.

Um porta-voz da Aliança de Igrejas Protestantes na Turquia disse à World Watch Monitor que Picaklar tem sido assediado por anos pela mídia local e autoridades da cidade abertamente opostos à existência da igreja.

Enquanto estava na prisão com outros sete indivíduos, Picaklar soube que todos haviam sido apontados como suspeitos na mesma "operação de tráfico humano". “Eu nunca havia visto qualquer um deles e nenhum deles me conhecia também!” disse o pastor. Mas a imprensa Turca foi rápida em divulgar sua prisão, antes mesmo de o pastor ser finalmente levado perante o promotor, no dia 13 de novembro.

Um dia antes, o Diário Nacional Milliyet citou a declaração de uma mulher iraniana de 19 anos cujo visto na Turquia havia expirado. A jovem alegava que Picaklar havia proposto um relacionamento com ela, em troca dos pagamentos de aluguel que ela não poderia fazer à igreja. Quando recusou, ela afirmou que foi obrigada a morar com outra mulher, onde seu passaporte foi confiscado e ela foi forçada a se prostituir.

Após sua soltura, o pastor confirmou que conhecia essa mulher, que havia dito ser cristã e tinha ido estudar em Samsun. Como ela não tinha lugar para ficar, ele havia oferecido uma estadia de 25 dias nas instalações da igreja que, frequentemente, são emprestadas a refugiados necessitados por um curto prazo.
Mas, há 10 semanas, quando o pastor a encontrou em uma situação comprometedora, acompanhado por um oficial da polícia, ele pediu à moça que se retirasse imediatamente das instalações da igreja. “Nós descobrimos que essa mulher e os demais estavam, aparentemente, envolvidos em prostituição e haviam sido deportados sem nunca terem sido levados à sede da polícia”, disse o pastor.

O suposto “escândalo” altamente divulgado foi outra tentativa de desacreditá-lo publicamente. O pastor concluiu: “O propósito foi unicamente criar desrespeito em relação à igreja! Nós estamos atônitos com isso. Por que estão nos atacando dessa maneira?”.

Na noite de sua soltura, Picaklar contou a agência de notícias Ihlas que ele não iria deixar Samsun ou abandonar seu ministério na igreja por causa disso. “Hoje, eu permanecerei aqui de maneira mais determinada. Eu não estou envergonhado, porque eu não fiz nada de errado. Estou simplesmente ajudando pessoas,” ele explica, dizendo que sua igreja estava ajudando de 500 a mil refugiados.
“Durante os últimos três meses, nós tentamos ajudar centenas de famílias refugiadas que vieram à cidade. Nós tentamos prover carvão, comida e outras formas de auxílio, ao ponto de dar permissão para alguns ficarem temporariamente nas instalações de alojamento da igreja".

Apesar de liberado da custódia, Picaklar foi ordenado pelo juiz a se apresentar na sede da polícia toda segunda-feira até que uma acusação formal seja apresentada e os processos judiciais comecem.

O pastor e sua congregação têm sido acusados repetidamente de “atividades missionárias ilegais" por canais de TV e jornais locais, alegando que a igreja usava de suborno e prostituição para enganar jovens e convertê-los ao cristianismo.

O próprio prédio da igreja sofreu vandalismo e teve suas janelas apedrejadas várias vezes. O pastor continua a receber ameaças de morte por telefone e internet e foi sequestrado uma vez por homens que se fingiram de policiais à paisana. Ele tem estado sob proteção policial pelos últimos cinco anos, desde que um suspeito de planejar matá-lo foi apanhado pelas autoridades policiais.

Ex-muçulmano, convertido ao cristianismo há 21 anos, Orhan Picaklar tem pastoreado a Igreja Ágape de Samsun desde 2003. À congregação foi concedido status de “associação” formal em 2005. Novas congregações cristãs na Turquia são proibidas por lei.
FonteWorld Watch Monitor
TraduçãoIsabela Emerick - ANAJURE

EUA declaram Boko Haram como grupo terrorista

O Departamento de Estado dos EUA designou o grupo extremista Boko Haram como uma organização terrorista. O Boko Haram possui ligações com a Al-Qaida no Magrebe Islâmico e é responsável por milhares de mortes em seu esforço de livrar o norte da Nigéria do testemunho cristão e impor a lei islâmica
Boy Nigeria.jpg
Em maio, o governo nigeriano declarou estado de emergência em Yobe e nos estados de Borno e Adamaua, em um esforço de acabar com os ataques e conflitos provocados pelos radicais. Ansaru, um grupo dissidente do Boko Haram, também foi classificado como terrorista, pelos EUA. O grupo atacou vários alvos ocidentais e nigerianos e reivindicou a autoria do sequestro e assassinato de sete trabalhadores estrangeiros de construção civil no início de 2013.

As consequências da designação como “terrorista” incluem a proibição de fornecimento de recursos para os grupos e ajudarão os EUA e outros parceiros no esforço de investigar e processar suspeitos associados ao Boko Haram e ao Ansaru.

Um colaborador da Portas Abertas na África comentou: “O efeito da atividade do Boko Haram no norte da Nigéria será sentido na comunidade cristã local nos anos que virão. Centenas de famílias perderam seu ganha-pão e milhares de famílias foram deslocadas. Congregações, especialmente nos estados de Yobe e de Borno, foram afetadas pela instabilidade e pela ameaça contra elas. Temos orado por avanços nos esforços do governo em dar um fim à insurgência do Boko Haram, e acreditamos que esse passo importante do Departamento de Estado dos EUA possa fortalecer os esforços do governo para acabar com o sofrimento dos nigerianos do norte do país nas mãos desses terroristas”.

Pedidos de oração• Continue orando pela Nigéria. Ore especialmente pelos cristãos do norte do país, para que permaneçam firmes na fé, a despeito das pressões que enfrentam. Além dos efeitos da atividade do Boko Haram sobre eles, os cristãos têm enfrentado perseguição por muitos anos por causa do testemunho cristão na sociedade dominada pelo islã, em particular, nos estados do norte, governados pela sharia (lei islâmica).
• Interceda por todos que perderam entes queridos, seu sustento e suas propriedades em consequência das atividades do Boko Haram. Ore pelo consolo e sustento de Deus.
• Peça pelos colaboradores da Portas Abertas que viajam por todo o norte da Nigéria para ministrar aos cristãos que foram afetados pela violência do Boko Haram; para que Deus lhes proteja e use para encorajar seus filhos no norte da Nigéria.

Leia também
Boko Haram mata 19 viajantes na fronteira com Camarões
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoGetúlio A. Cidade

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Uma mensagem do Pr. Edward Awabdeh, da Síria, para você

O pastor, da Igreja Aliança em Damasco, comenta novamente sobre a situação em que se encontra a Síria e como a Igreja procura ajudar. “É obvio que Deus está fazendo algo. Temos ouvido pessoas que veem à nossa igreja dizendo: Embora tenhamos perdido tudo, nós ganhamos Cristo”
No dia 2 de abril de 2013, o pastor Awabdeh já havia falado à Portas Abertas. Na época ele afirmou:

Este é o momento da Igreja, sentimos que esta é a nossa hora. É tempo de ajudar, tempo de apoiar os refugiados, de a Igreja fazer o seu papel. Quem mais pode levar esperança, pode espalhar a paz além do Senhor? Humanamente falando não é fácil encontrar a paz. Na noite passada os edifícios foram abalados por causa das bombas. Honestamente, a paz que eu e minha esposa sentimos é maravilhosa, não há explicação para isso, se não Deus.

Temos tido uma experiência maravilhosa ao pastorear as pessoas, caminhar lado a lado com elas e encorajá-las. Nossa presença também é uma mensagem: nós devemos ficar, temos que confiar na proteção de Deus. Não temos vivido ansiosos; o Senhor tem nos dado um tempo maravilhoso.

Estamos profundamente ligados à Síria. Deus quer um futuro melhor para as pessoas, mesmo aquelas que têm permitido ser usadas pelo diabo. Deus mudou o coração das pessoas no passado, como no caso do "terrorista" Saulo a caminho de Damasco há quase dois mil anos. Deus pode fazer isso de novo.

Nosso trabalho não se baseia em nossa bondade, em nossa habilidade, mas em Deus. Queremos ser como as pessoas da "torre de vigia", que oram sem cessar. O grupo de oração começou no templo de nossa igreja, por causa da situação o momento de oração agora é feito nas casas dos membros.

No último mês, a Portas Abertas o entrevistou mais uma vez. Assista:

FontePortas Abertas Brasil

Cristãos filipinos resistem à perseguição

Nulkaya tornou-se cristã através de sua amiga e vizinha, Dereng. Quando seus pais souberam, ameaçaram abandoná-la se ela não retornasse ao islã. O medo compele Nulkaya a agradar seus pais, mas o desejo de servir a Cristo faz com que ela peça oração a Dereng
Cristã filipina.jpg
Dereng não perdeu tempo. Imediatamente, pediu ajuda a um pastor e, juntos, eles foram visitar Nulkaya em sua casa, em um vilarejo em Mindanao, de maioria muçulmana, no sul das Filipinas. Dereng já esteve lá uma vez e se lembra de ser confrontada pela esposa do chefe do vilarejo.
"Bisaya! Saia daqui!", brigou a senhora muçulmana, na primeira vez que encontrou Dereng. Essa senhora é conhecida no vilarejo por sua hostilidade aos cristãos. Ela pertence ao povo Tausug, considerado leal e firme seguidor da religião islâmica nas Filipinas.
Bisaya se refere aos cristãos (em sua maioria católicos) que vêm de Visayas, região central do país e berço da fé católica. Entretanto, os muçulmanos de Mindanao usam o termo como referência depreciativa aos cristãos do sul.
Dereng e o pastor se preparam para um segundo possível encontro com a senhora Tausug. Mas parece que nada irá acontecer porque Dereng encontrou um caminho diferente para a casa de Nulkaya. Os dois cristãos alcançaram Nulkaya em secreto e oraram por ela. A fé da nova cristã foi renovada e fortalecida.
"Ele ainda me ama", diz Nulkaya. "Ainda que o tenha negado, Ele não me abandonou". Poucos dias depois, Dereng e Nulkaya receberam uma intimação do chefe do vilarejo. Elas deveriam comparecer ao seu escritório. Ele lhes disse que a esposa de um de seus homens lhe relatou da visita de Dereng e da conversão de Nulkaya.
"Por que você quer ser uma Bisaya?", perguntou o chefe do vilarejo a Dereng e a Nulkaya. "Seguimos os ensinamentos de Isa Almasih (Jesus Cristo), e o que Ele ensina é bom", respondeu Dereng. Nulkaya compartilhou como encontrou cura física e espiritual em Isa.
"Isa Almasih também nos ensina a amar, mesmo os nossos inimigos", acrescentou Dereng, "e Ele é o único Caminho para o sulga (céu)". As duas cristãs deram ao chefe do vilarejo uma cópia do Kitab Injil (os evangelhos).
O chefe do vilarejo, um muçulmano Tausug, folheou o livro enquanto Dereng e Nulkaya buscavam sinais de esperança em seu rosto. "Este livro está escrito na língua Tausug ", falou ele. "Não vejo nenhum ensino errado no Kitab. Podem ir agora".
Dereng não teve contato com nenhum muçulmano Tausug no vilarejo desde então. Mas os pais de Nulkaya continuam a pressioná-la. 
Pedidos de oração
  • Ore por Nulkaya, para que ela continue a procurar oportunidades de apresentar Jesus a seus pais e ao restante de sua família.
  • Peça pela proteção de Deus sobre a vida de Dereng e Nulkaya. Embora nenhum muçulmano as tenha incomodado desde o encontro com o chefe do vilarejo, a oposição à sua fé pode tomar outras formas, talvez mais violentas.
  • Interceda para que o Senhor use o programa de ensino de Portas AbertasPermanecendo Firme Através da Tempestade (PFAT), para ajudar cristãos como Dereng e Nulkaya a responderem biblicamente à perseguição religiosa e às ameaças.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoGetúlio A. Cidade