quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Dois prisioneiros cristãos libertados no Irã

30 dez 2014IRÃ

Em Outubro, pedimos orações por três membros do movimento "Igreja do Irã", Behnam Irani, Abdolreza (Matthias) Haghnejad e Reza (Silas) Rabbani, que haviam sido acusados de "ação contra a segurança nacional" e "a criação de uma rede para derrubar o sistema ". O juiz considerou-os culpados e condenou cada um deles a 6 anos de prisão, para ser cumprido no exílio em regiões remotas do Irã
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Na sequência de apelos em 24 de novembro e 09 de dezembro, as acusações contra dois destes prisioneiros, Abdolreza Haghnejad e Reza Rabbani, foram retiradas e eles já foram liberados.
Reza, um diácono da "Igreja do Irã", foi preso em Karaj no dia 5 de maio de 2014. Foi relatado que Reza foi violentamente tratado durante o interrogatório em várias ocasiões.
Pastor Abdolreza foi preso em maio de 2011, mas depois absolvido das acusações que incluíam propaganda contra o Estado. A partir de então, Abdolreza enfrentou convocação freqüentes e assédio por parte de funcionários. Em 05 de julho de 2014 ele foi detido mais uma vez após a prisão de outros membros da igreja.
O advogado que representa Abdolreza e Reza, Farahani, argumentou que Abdolreza deve ser julgado com base em julgamentos anteriores em que ele já tinha sido absolvido das acusações por um tribunal em Bandar-Anzali e sustentou que as pessoas não podem ser condenadas por acusações políticas por simplesmente pertencer a uma determinada religião.
Segundo fontes próximas às vítimas, a indignação internacional com a severidade das sentenças e defesa, realizados em nome dos presos teve um papel importante no sucesso do recurso e posterior liberação dos Abdolreza e Reza.
Pedidos de Oração• As acusações contra Behnam Irani também sejam descartadas e que ele sinta a presença, conforto e apoio do Senhor
• Abdolreza e Reza venham a desfrutar de sua liberdade quando retornarem para suas casas e famílias, e conheçam e testemunhem da força e do amor de Deus
• Todos os presos no Irã sejam tratado com respeito e dignidade como seres criados à imagem de Deus, e que aqueles presos por causa de sua fé em Jesus sejam libertos
• Todos os funcionários, carcereiros, policiais, advogados e juízes envolvidos possam ouvir sobre Jesus, amar a misericórdia, agir com justiça, aprender sobre Ele e decidam segui-Lo
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoRegina Andrade

Cristão morre trabalhando pela paz em Cabul

30 dez 2014AFEGANISTÃO

A cidade de Cabul tem sido abalada por nove ataques suicidas desde meados de novembro. Os principais alvos são: pensões de estrangeiros, veículos da embaixada, tropas norte-americanas e a casa de um membro do parlamento afegão. Os ataques do Talibã reiniciaram algumas semanas antes da recente retirada das tropas de combate estrangeiras do Afeganistão
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Hannelie Groenewald voltou para casa naquela tarde de sábado, após sair da clínica onde trabalha, para encontrar os corpos alvejados do filho Jean-Pierre (17), da filha, Rode (15) e de seu esposo Werner, sendo levados em ambulâncias.
Werner Groenewald e seus dois filhos adolescentes foram assassinados na pousada onde moravam no distrito ocidental Karte Seh, de Cabul, juntamente com um funcionário afegão da organização Partnership in Academics and Development(PAD). Outro afegão visitando o complexo na época também foi morto a tiros.
Além de matarem a família, os três militantes do grupo radical Talibã, atearam fogo a casa. Nada restou a Hannelie a não ser a roupa que estava vestindo. Todos os documentos da família e outros pertences foram queimados.
Em uma mensagem de Twitter enviada pelo porta-voz do Talibã, Zabiullah Mujahid, o grupo islâmico que luta pelo controle político do Afeganistão afirmou que o complexo do PAD mantinha no alojamento "um grupo missionário cristão em segredo”.
Mas a alegação foi refutada por membros do governo afegão: "Eles pensaram que Werner era um missionário tentando converter muçulmanos ao cristianismo, mas Werner não era. Ele era um agente em defesa dos Direitos Humanos, cristão, trabalhando em prol do Afeganistão. Ele fez um grande trabalho".
Em uma postagem em seu perfil no Linkedin, Groenewald tinha escrito: "Eu sou um agente de mudança. Onde quer que eu possa, eu tento influenciar as pessoas com mudanças positivas. Tenho grande paz em meu coração por saber que tenho contribuído para o avanço de outra pessoa na vida”.
Uma declaração publicada no site posteriormente ao incidente no PAD, em Redlands, Califórnia, confirmou o compromisso contínuo do grupo de continuar seu trabalho humanitário, apesar do "sacrifício altruísta" da vida de seus funcionários: "Nós honramos seu compromisso com o povo do Afeganistão. Em Meio a esse ataque a PAD continua comprometida com o fornecimento de recursos educacionais para os cidadãos afegãos para que eles se tornem parte da comunidade internacional”.
FonteWorld Watch Monitor
TraduçãoJunia Vasconcellos

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Uma Bíblia para cada povo

30 dez 2014INTERNACIONAL

A Bíblia é tão escassa em determinadas localidades que algumas igrejas compartilham apenas um exemplar e, às vezes, apenas fragmentos dele. Além disso, em diversos países, ao redor do mundo, muitas tribos e etnias aguardam pela tradução da Palavra de Deus em seu idioma
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Efsan* mantém um tesouro fora da visão do marido: trata-se de seu Novo Testamento na língua sorani. Embora o esposo saiba que Efsan deixou o islamismo para seguir a Jesus, ele não quer que a mulher possua uma Bíblia nem que vá à igreja.
O livro secreto de Efsan é a única forma que ela tem de conhecer mais a Deus. Assim, quando seu marido não está em casa e quando o bebê não está chorando, ela senta-se para ler essa porção da Palavra de Deus.
Efsan não é a única convertida de sua etnia. Estima-se que outros trezentos curdos no Iraque sigam Jesus secretamente. Até o momento, porém, tudo o que eles podem conhecer da Bíblia em seu próprio idioma é o Novo Testamento.

A tradução do Antigo Testamento ainda está em curso. A Portas Abertas, em parceria com a Sociedade Bíblica Internacional, trabalha para que cristãos como Efsan possam ter acesso a toda Escritura em seu próprio idioma, o curdo sorani.
Um livro familiar
Joshua* é um tradutor desse projeto. Ele explica a importância do Antigo Testamento traduzido para o sorani: “Os curdos terão facilidade em assimilar o Antigo Testamento. Ele possui muitas narrativas, e os curdos estão acostumados a aprender por meio de histórias”.
Nesses relatos, eles também encontrarão os profetas cujos nomes são citados no Alcorão — o livro sagrado do islamismo, que é a religião da etnia curda. No entanto, há um motivo maior: “Novos convertidos estão propensos a criar falsas doutrinas e crer nelas se possuírem apenas parte da Bíblia”.
*Nomes e foto alterados por motivos de segurança.
FonteRevista Portas Abertas

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Ensina a criança no caminho em que deve andar

29 dez 2014TANZÂNIA

"Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.", somos exortados em Provérbios 22.6 (ACRF). Mas as igrejas de hoje, muitas vezes descaradamente ignoram este conselho, e como resultado, estamos perdendo gerações para falsas religiões, hedonismo, ateísmo, filosofias da nova era, secularismo agressivo, islamismo, feitiçaria e satanismo
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Um colaborador da Portas Abertas ressalta a importância de nutrir as crianças na fé. "Aprender a Palavra de Deus pura é fundamental para a Igreja Perseguida crescer e não apenas sobreviver. E principalmente as crianças fazem parte disso. Se quisermos ter uma geração piedosa na Igreja Perseguida devemos deliberadamente criar os filhos segundo a Bíblia. O Salmo 17. 3 diz que as crianças são como flechas na mão de um guerreiro. Se não as prepararmos bem e com objetivo, vamos perder a nossa influência e cair diante dos inimigos do evangelho."
Em muitas igrejas, temos contato com líderes que veem as crianças, programas infantis e professores da Escola Bíblica Dominical como um incômodo. “Nossa geração merece ser repreendida, de novo, sobre este assunto. Que Deus nos perdoe", confessou um pastor durante uma reunião da Portas Abertas com líderes das igrejas locais para deliberar com os pastores de Zanzibar a direção estratégica necessária dentro do contexto de ensino da Palavra de Deus.
Os líderes das igrejas identificaram e confessaram sua negligência em relação às crianças em suas respectivas congregações, como uma das suas maiores fraquezas. Eles perceberam que não têm dado atenção suficiente ao ministério da Escola Bíblica Dominical e são culpados de apenas ver este período, como uma forma de manter as crianças entretidas e sem incomodar os adultos durante os cultos matinais. Em alguns casos, eles confessaram deixar as crianças brincarem, enquanto os adultos ouvem sermões, sem lhes oferecer qualquer instrução espiritual.
De acordo com os pastores, há uma necessidade urgente de ajudar as crianças espiritualmente para que sejam capazes de lidar com os desafios que incluem a pobreza generalizada, abuso e negligência infantil, vitimização de sua identidade cristã, práticas culturais negativas (como casamentos precoces), pais pobres, defesa inadequada de seus direitos, pressão do grupo, a falta de orientação adequada, influência negativa da mídia, conflitos familiares, falta de bom desenvolvimento espiritual, o abuso de drogas e outras substâncias, o abandono, como resultado de HIV/Aids e trabalho infantil.
Os líderes da igreja pediram ajuda à Portas Abertas para dar ao ministério de crianças o lugar de importância que merece. No início deste ano, em cooperação com um parceiro, uma estratégia começou a dar resultados. Foi realizado um treinamento de líderes, fechando assim "uma das maiores lacunas" em seus ministérios.
Os objetivos do treinamento foram sensibilizar os pastores e líderes de igrejas sobre a importância do ministério de crianças e tornar eficazes os professores de escola dominical locais com competências básicas para o ministério com crianças.
Mais de 30 pastores e líderes de onze igrejas participaram do treinamento. Durante o curso, um exercício participativo ajudou os participantes a perceber que apenas 1% das igrejas representadas teve um orçamento direcionado à Escola Dominical. Embora durante a semana eles só tivessem dado uma hora para nutrir espiritualmente as crianças, eles passaram 16 horas investindo em adultos por meio de grupos de células e reuniões de oração etc. Em seguida, eles aprenderam a iniciar e executar projetos para evangelizar e ensinar os filhos fora da igreja. Eles tiveram uma demonstração prática da mesma.
O treinamento ensinou também como preparar e apresentar a criança, para que através de lições bíblicas aprendidas, elas possam compartilhar a mensagem da salvação e compreender a importância, tipos e usos de recursos visuais. Eles aprenderam sobre vários métodos de ensino de versos de memória, aconselhando as crianças para a salvação, contação de histórias, como ensinar as crianças a orar.
O seminário de formação terminou com uma nota alta dos participantes que expressaram profunda gratidão pela disposição da Portas Abertas em ensiná-los e qualificá-los.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoJunia Vasconcellos

Cristãos são batizados em piquenique secreto

29 dez 2014ÁSIA

Tão indispensável quanto a Palavra de Deus é a possibilidade de frequentar uma igreja — seja ela um templo, um grupo doméstico ou uma reunião casual no meio de uma praça. O convívio com outros cristãos ajuda os perseguidos a resistir e crescer no conhecimento da Bíblia
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Em muitos casos, os novos irmãos são tudo o que um cristão rejeitado pela família possui. Em um país da Ásia, próximo ao Butão, a Portas Abertas realizou um retiro no final de 2013 com quatro famílias cristãs. O grupo era pequeno para não chamar a atenção das autoridades islâmicas. No segundo dia do retiro, quando o grupo fazia um piquenique próximo a uma cachoeira, uma participante disse: “Eu nunca fui batizada, mas obedeço a Deus e o sigo de todo o coração”. Outros cinco cristãos do grupo disseram o mesmo, e um deles pediu: “Os pastores daqui têm medo de batizar ex-muçulmanos. Mas vocês poderiam nos batizar, por favor?”.
Aquele piquenique transformou-se numa cerimônia de batismo e, ao fim do dia, organizadores e participantes tomaram a Santa Ceia juntos. Tocados pela presença de Deus, muitos choravam.
Nesse país, professar publicamente sua adesão ao cristianismo pode trazer perseguição severa, tanto física como psicológica. Apesar disso, aquele grupo preferiu arriscar a vida, se reunindo e declarando ser parte da Igreja por meio do batismo.
FonteRevista Portas Abertas

Prisões em vez de lojas

29 dez 2014ERITREIA

Um destino comum dos cristãos da Eritreia não se parece em nada com uma loja de artigos religiosos. Trata-se dos campos de concentração — grandes acampamentos militares em que os presos trabalham incansavelmente. Mais de mil cristãos ocupam as celas de prisões eritreias; alguns são detidos em contêineres de metal
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A Igreja eritreia sofre grande pressão desde 2002, quando o governo baniu todos os grupos religiosos, com exceção de quatro: luteranos, ortodoxos, católicos romanos e muçulmanos; e mesmo esses são fortemente monitorados pelas autoridades. Os integrantes dos demais grupos não têm permissão para se reunir ou atuar livremente no país, e quando o fazem são fortemente oprimidos. Por causa de toda a pressão que a Igreja sofre, a Eritreia ocupa o 12º lugar na Classificação da Perseguição Religiosa 2014.
Perseguição foi o que a jovem Senet* encontrou ao ser fiel a Jesus. Criada em uma família cristã temente a Deus, ela aprendeu que obedecer ao Senhor é mais importante que obedecer ao Estado. Por causa disso, Senet foi presa com um grande grupo de jovens cristãos, anos atrás. “A cela em que fomos colocadas era pequena demais para as 56 mulheres que havia lá. Não tinha espaço para sentar, menos ainda para dormir”, compartilha a jovem.
Numa noite, Senet sonhou que estava lutando contra um homem muito forte, mas apesar disso, conseguiu derrotá-lo. No próprio sonho, ela surpreendia-se com sua força e perguntava-se como conseguira derrotar o oponente. Ao acordar, Senet comentou o sonho com uma companheira de cela. Essa foi uma atitude equivocada, pois, dias mais tarde, a perseguição contra Senet recomeçou — possivelmente um dos oficiais ouviu seu relato e resolveu se vingar.
“Fui acusada de continuar a pregar. Como punição, colocaram-me em uma cela ocupada apenas por homens”, ela conta, afirmando que essa foi uma experiência assustadora e humilhante. “Clamei pela intervenção de Deus. Alguns dias depois, mandaram-nos fazer as malas. Seríamos transferidos. Fomos forçados a caminhar quase 60 quilômetros até outra prisão. Mas Deus me ajudou e completei a jornada sem fraqueza nem dor”.
Passaram-se alguns anos até que Senet fosse convidada a assinar um documento de renúncia ao cristianismo. Ela se recusou. “Alguns parentes visitavam os presos, pedindo que assinassem o papel para saírem de lá. Isso aumentava a pressão sobre nós. Alguns familiares até ameaçavam cometer suicídio se não negássemos Jesus. Algumas mulheres chegaram a desistir por causa da pressão e assinaram o documento”.
Senet perseverou até o fim. No total, ela passou seis anos e quatro meses na prisão. Mas para ela, foi uma honra: “Glória ao nome do Senhor!”.
*Nome alterado por motivos de segurança.
FonteRevista Portas Abertas

domingo, 28 de dezembro de 2014

Líder político indiano fala sobre a perseguição religiosa no país

28 dez 2014ÍNDIA

Enquanto os estados indianos de Maharashtra e Haryana estavam prestes a realizar suas eleições, o jornal Times da Índia entrevistou Gehlot, um membro do gabinete do novo primeiro-ministro Narendra Modi. Ele aproveitou a oportunidade para falar sobre a demanda de décadas atrás para estender o “status das castas" para os dalits cristãos e muçulmanos do país, proporcionando-lhes, assim, o mesmo acesso aos recursos disponibilizados para indianos hindus, sikhs e budistas
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Gehlot, agora sentado diante da Suprema Corte da Índia, disse que a demanda se resume em um processo que dura há 10 anos, e que isso é ilógico. Alguns hindus, disse ele, se converteram a outras religiões porque nelas não existia diferencias para os “intocáveis”. A conversão tem resolvido os problemas que os dalits (intocáveis) enfrentam como hindus. Então, eles não deveriam pedir mais um “status de castas”.
“Bobagem”, dizem ativistas cristãos"Ninguém pode escapar do sistema de castas indiano através da conversão a outras religiões. Após a conversão, eles não vivem no vácuo, mas sim dentro de um sistema de castas”, disse o Rev. Raj Sunil Philip, secretário-executivo da Comissão de Dalits no âmbito do Conselho Nacional de Igrejas na Índia, em um comunicado divulgado em 21 de outubro. O Conselho representa 30 igrejas ortodoxas e protestantes na Índia.
Gehlot declarou “pretender que o sistema de castas não afete as religiões, é querer enganar os cidadãos da Índia”.
"O ministro procura encobrir o fato de que o sistema de castas na Índia é um produto do hinduísmo e que se espalhou para toda a matriz social da Índia", disse Philip, pastor da Igreja do Sul da Índia.
O censo oficial relata que 2.3% da população indiana são cristãos, embora estimativas independentes mostrem que o número é maior, chegando a 7%, o equivalente a mais de 80 milhões de pessoas. Milhões de dalits cristãos mantém sua fé escondida, para evitar a eliminação da categorização de castas já programadas e os benefícios que ela proporciona.
"Se os cristãos ou muçulmanos têm ou não têm um sistema de castas não é a questão. O fato é que a identidade de castas é, até hoje, uma identidade dominante na Índia e traz consigo diferentes esferas de discriminação” dia o Reverendo Kumar Swamy, secretário nacional do Conselho Cristão da Índia à World Watch Monitor.
Em sua entrevista com o The Times of India, Gehlot disse expandir o espaço entre as castas para cristãos e muçulmanos "proporcionaria um estímulo para as conversões religiosas”.
FonteWorld Watch Monitor
TraduçãoGrace Gil

sábado, 27 de dezembro de 2014

Oração: garantia de sobrevivência

27 dez 2014COREIA DO NORTE

“Desenvolver uma vida de oração é essencial para sobreviver como cristão”, afirma Sun Hi*, colaboradora da Portas Abertas na fronteira entre China e Coreia do Norte. Ela se refere aos cristãos norte-coreanos, mas sua afirmação também diz respeito aos seguidores de Cristo em qualquer lugar do mundo
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Por causa da ajuda que dá aos refugiados e convertidos norte-coreanos, Sun Hi pode ser presa tanto por autoridades da Coreia do Norte como da China. Já os desertores a quem ela ajuda podem ser sentenciados à prisão, enquanto os que se convertem podem ser condenados à morte. Tantos perigos só podem ser enfrentados e vencidos com o poder que vem do alto. Por isso, “ensino aos cristãos norte-coreanos o poder da oração”, afirma Sun Hi.
Tal ensinamento é fundamental, conta, porque muitos refugiados que se convertem decidem voltar à terra natal para compartilhar as boas-novas com seus familiares. Essa viagem de volta é tão perigosa quando a de ida. Um norte-coreano que Sun discipulou escreveu a seguinte oração enquanto retornou à terra natal: “Querido Pai celestial, encha-me de seu poder e sabedoria para que eu possa pregar seu amor às pessoas do meu país e ajudá-las a viver de acordo com a sua Palavra. Ajude-nos a aceitar suas palavras e nos guie em uma vida livre de medo e preocupação”. 
Sun Hi e esse irmão evidenciam a importância da oração na vida diária do seguidor de Jesus, tal como o Mestre propôs na oração do Pai-nosso. “O modelo de oração que ele [Jesus] nos deu trata da vida do dia a dia [...] e suas orações mostram uma comunhão espontânea e sem precedentes com o Pai”, escreve Philip Yancey, autor do livro Oração (Ed. Vida).
Os irmãos norte-coreanos aprendem de forma rápida que a oração não é apenas para momentos de dúvida, tristeza e grande calamidade. É necessária para qualquer ocasião da vida cristã, pois, a despeito de onde o cristão esteja, ele encontrará oposição. É o que Paulo afirma quando escreve: “De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Timóteo 3.12), e por isso Jesus alerta: “Vigiem e orem para que não caiam em tentação” (Mateus 26.41).
Somos pessoas de oração
Um dos valores centrais da Portas Abertas se refere justamente à oração. Como organização, essa é a primeira contribuição que pedimos aos parceiros. A oração é fundamental para o ministério e cada detalhe do trabalho, cada necessidade de cada irmão, é submetida a Deus por meio da intercessão. Conheça os demais valores centrais da Portas Abertas aqui.
*Nome e fotos alterados por motivo de segurança.
FonteRevista Portas Abertas

Ânimo e força por meio da Palavra de Deus

26 dez 2014BUTÃO

“Os cristãos não podem passar um dia sem ler as Escrituras. A Bíblia é o alimento para a nossa alma.” Foi assim que a jovem Pema explicou a importância da Palavra de Deus. No Butão, assim como em outros países onde há perseguição, cristãos encontram encorajamento lendo a Bíblia
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A Bíblia é um item valiosíssimo aos cristãos perseguidos. Eles sabem o poder que suas palavras têm para mudar uma vida. Portanto, aceitam que seu corpo padeça opressão a fim de que seu espírito desfrute de liberdade.
Thapa, pai de Pema, foi preso no Butão em março deste ano, juntamente com seu colega Tandin. Nesse país budista, é proibido realizar encontros religiosos sem aprovação do governo. E era isso o que eles faziam.
Depois de oito dias preso, Thapa solicitou à filha que conversasse com o delegado responsável para pedir de volta sua Bíblia, confiscada no dia em que fora preso. Pema falou então ao delegado do valor que a Palavra de Deus tem para quem é cristão. O delegado atendeu ao pedido da moça e devolveu a Bíblia aos dois pastores.
Quatro dias depois de terem o livro de volta, ambos haviam terminado a leitura do Novo Testamento. Cinco dias depois, Tandin já havia lido todos os 39 livros do Antigo Testamento.
Mais tarde, o delegado comentou com Pema: “Foi bom você ter me pedido a Bíblia de volta. Nos primeiros dias, os dois estavam muito tristes e deprimidos. Eu pensava no que fazer para aliviar a situação deles. Agora que estão com a Bíblia de novo, notei uma mudança imediata em seu semblante. Se eu soubesse disso antes, teria devolvido o livro logo no começo”.
FonteRevista Portas Abertas

A Igreja abre mão das celebrações de final de ano no Paquistão

26 dez 2014PAQUISTÃO

Cristãos cancelam todas as celebrações de Natal, jantares e outros programas de final de ano e férias, em solidariedade às famílias das vítimas dos recentes ataques do Talibã
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Cristãos locais relataram que o ataque à escola, o mais sangrento da história do Paquistão, aconteceu um ano depois de o Talibã realizar um atentado suicida em uma igreja localizada na mesma cidade de Peshawar.
Em 22 de setembro 2013, dois homens-bomba ligados ao Talibã paquistanês se detonaram em frente aos portões da igreja. Cristãos disseram que o templo tinha acabado de ser construído e no culto de domingo mais de 600 membros estavam saindo da igreja quando as bombas explodiram. Mais de 100 fiéis foram mortos no ataque, que o Talibã assumiu ter feito em retaliação à atuação dos EUA no Paquistão.
As tensões também têm sido alimentadas pela legislação. Cristãos são presos por falsas acusações de blasfêmia contra o Islã. A Igreja tem clamado a Deus para que o governo do Paquistão tome medidas sérias para erradicar o terrorismo e extremismo religioso. "Agora é o momento de tomar medidas firmes contra aqueles que abertamente espalham o ódio, o extremismo e o terrorismo em nome da religião”, diz um cristão local.
Um dos líderes da Igreja, também condenou o ataque à escola. "Este é um ato desumano e a comunidade cristã está solidária aos familiares enlutados. Todas as igrejas vão continuar orando pelas vítimas e visitarão as famílias. Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram”, ele concluiu citando Romanos 12.15.
FonteBosNewsLife
TraduçãoJunia Vasconcellos

O que identifica um seguidor de Jesus?

26 dez 2014AFEGANISTÃO

Manter em sigilo a fé em Jesus acaba sendo a opção de muitos muçulmanos que se convertem. Ao tornar pública sua conversão, e consequentemente sua apostasia (decisão de abandonar o islã), esses irmãos podem vir a enfrentar a fúria da família, da sociedade e, em muitos casos, de extremistas religiosos
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Samuel* assumiu o risco de anunciar que é um seguidor de Jesus e pagou o preço mais alto. Nascido em uma família de mulás (líderes religiosos islâmicos), ele se converteu ao evangelho depois de ler o Novo Testamento em uma escola para refugiados. De origem afegã, a família de Samuel se refugiou alguns anos no Paquistão, durante a invasão soviética em sua terra natal.
Conhecer Jesus mudou dramaticamente a vida desse jovem. Seu irmão tentou assassiná-lo, o que fez com que Samuel se escondesse por alguns meses. Após a queda do Talibã no Afeganistão, ele voltou para casa e começou a procurar oportunidades de falar discretamente do evangelho. Compartilhou sobre Jesus em casa e um irmão se converteu. Em casas de chá, Samuel fazia perguntas sobre o Alcorão que, na verdade, buscavam apenas uma brecha para falar de Jesus. Era arriscado, mas Samuel viu pessoas entregando sua vida ao Salvador. Assim nasceu um pequeno grupo de cristãos secretos, do qual ele se tornou líder.
Em 2005, Samuel desapareceu em território talibã. Nunca mais se teve notícias dele, e é bem provável que tenha sido torturado e morto. Duas semanas antes de desaparecer, ele conversou com um ocidental sobre os desafios de ser cristão no país: “É um fardo que temos de carregar. Há perigo em todos os cantos. Mas a fé cristã nos dá vida mesmo na morte, porque por meio de Cristo somos vitoriosos”.
Todos os desafios que a pequena Igreja enfrenta no país conferem ao Afeganistão o 5º lugar na Classificação da Perseguição Religiosa 2014.
*Nome e foto alterados por motivos de segurança.
FonteRevista da Portas Abertas

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

"Natal em campo de prisioneiros na Coreia do Norte é apenas mais um dia de sofrimento grotesco"

25 dez 2014COREIA DO NORTE

Essa frase foi dita pelo especialista em assuntos relativos a Coreia do Norte, o britânico David Alton. Para ele, que também é militante dos Direitos Humanos, os direitos do cidadão coreano, inclusive o de crença e culto, são violados todos os dias
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Em 10 de dezembro, o Grupo Parlamentar britânico All - Partido para a Liberdade Internacional de Religião ou Crença - publicou um relatório dos resultados do inquérito por perseguição na Coreia do Norte. O grupo quer ganhar adesão dos demais países do mundo para que pressionem a Coreia do Norte, a fim de limitar e exterminar a opressão à liberdade religiosa.
O relatório, intitulado "Religião e Crença na República Popular Democrática da Coreia,"  descortina algumas práticas do governo norte-coreano que oprime sistematicamente a liberdade de religião e crença, e que continua atingindo os cristãos duramente, ao que o Grupo considera um crime contra a humanidade.
"Durante muitos anos, a Coreia do Norte tem sido vista como um país incomunicável e inegociável, mas agora a comunidade internacional está finalmente começando a dar ao país a atenção e visibilidade que seus cidadãos merecem e pedem desesperadamente", disse a baronesa Elizabeth Berridge, presidente do Grupo ALL.
Propagação de abusos
Em março de 2014, a Comissão de Inquérito sobre os Direitos Humanos na República Popular Democrática da Coreia apresentou o primeiro relatório à Comissão de Inquérito da ONU para os Direitos Humanos na República Popular Democrática da Coreia e para o Conselho de Direitos Humanos da ONU. O relatório com 372 páginas destacou a propagação de abusos crônicos dos direitos humanos no país. Segundo o relatório, seguidores de várias religiões, entre elas o cristianismo, “são severamente punidos, muitos chegando à morte” e que “ a gravidade, escala e natureza dessas violações são tão severas que não existem paralelos no mundo contemporâneo.
Crimes contra a humanidade
A Comissão de Inquérito da ONU também considerou o tratamento da Coreia do Norte aos cristãos um crime contra a humanidade. Recomendando que o país seja submetido ao Tribunal Penal Internacional.
O relatório da ONU constatou que embora houvesse mudanças visíveis na política coreana para a religião entre as décadas de 70 e 90, elas não apontam para um abrandamento geral da pressão sobre os grupos religiosos. Pelo contrário, a Coreia do Norte continuou a perseguir ativamente grupos religiosos que funcionam fora das estruturas religiosas controladas pelo Estado extremamente limitadas.
Presos e executados por orar e ler a Bíblia
Aqueles que praticam uma religião na Coreia do Norte, fazem sabendo muito bem que podem ser presos. Aliás, eles são enviados às prisões coreanas apenas por orar antes das refeições e até executados por ler ou portar uma Bíblia. Em 2009, duas mulheres, Seo Keum Ok e Ryi Hyuk, foram executados por distribuir Bíblias. Elas foram acusadas de ter ligações com os EUA e Coreia do Sul e ainda de espionagem e por serem cristãs. Membros de três gerações de famílias dessas mulheres também foram presos e enviados para campos de prisioneiros, com base na lei norte-coreana que culpa três gerações de quem comete um crime.
Longe de ser um segredo, a perseguição religiosa na Coreia do Norte é amplamente conhecida. De acordo com um estudo realizado pelo Centro de Banco de Dados dos Direitos Humanos para os norte-coreanos, 99,7% dos refugiados entrevistados disse que não há liberdade religiosa. Daqueles que tinham experimentado, testemunhado ou perpetrada a perseguição religiosa, 45,5% eram protestantes, 0,2% são católicos, 1,3% budista, 1,7% não têm religião e 1,1% "outros" e as crenças de 50,3% eram desconhecidos.
FonteWorld Watch Monitor
TraduçãoRegina Andrade

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A oração que rompe barreiras

24 dez 2014NIGÉRIA

A intercessão é, de fato, uma fonte de poder para aqueles que dela necessitam. Simples, eficaz, direta: ela chega ao destino antes que qualquer outro tipo de ajuda
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Deborah Shettima é uma viúva nigeriana que experimentou o poder da intercessão sem nem se dar conta disso num primeiro momento. Entre os meses de abril e julho de 2013, ela perdeu o marido e os três filhos — o esposo e o filho mais velho foram assassinados por um grupo terrorista, enquanto suas duas filhas foram sequestradas por homens do mesmo grupo.
Assim que soube do caso de Deborah, a Portas Abertas lançou uma campanha de oração e de cartas para ela (a campanha de cartas já foi encerrada). O escritório regional da Portas Abertas na África recebeu cerca de vinte quilos de cartas, mas não conseguiu entregá-las por causa do estado de emergência em que se encontrava a região onde Deborah vive. Mesmo assim, a equipe foi visitá-la.
“Explicamos a ela que havia muitos cristãos em todo o mundo que oravam fielmente por ela e que lhe mandaram quase vinte quilos de carta”. Ao ouvir isso, Deborah respondeu: “Não sou digna de tanto carinho. Essas orações me trouxeram paz. Antes, eu não conseguia entender a fonte dessa paz, mas agora eu sei. É verdade, Deus ouve o seu povo. Agora que sei que há pessoas orando por mim, não me sinto só. Fico feliz em saber que tem gente que se preocupa comigo. Esse amor irá me sustentar e me fortalecer para viver por Cristo. Que Deus abençoe a todos que oraram por mim”.
A intercessão chegou antes das cartas e de qualquer tipo de ajuda. Quando oramos, é Deus quem age. Com ele, a Igreja é capaz de suportar qualquer situação, vencer qualquer dificuldade. Basta orar.
Envolva-se!Muitos cristãos que vivem sob perseguição, assim como Deborah, relatam que as orações têm sido o sustento que os faz permanecer firmes mesmo em meio a tão forte tribulação, pois Deus os têm consolado e abençoado em diversos momentos críticos. Clique aqui para ver os pedidos de oração desse mês.
FonteRevista Portas Abertas