quarta-feira, 31 de julho de 2013

Jesuíta italiano teria sido sequestrado na Síria

Um grupo de ativistas sírios informou à agência de notícias Reuters que o padre jesuíta italiano Paolo Dall'Oglio teria sido sequestrado por um grupo de jihadistas ligados à Al Qaeda na cidade de Raqqua, no norte da Síria
O religioso estava no local, "em missão" na cidade controlada por milícias fundmentalistas islâmicas. Ele mesmo informou da chegada em sua página noFacebook, sem especificar a razão de sua viagem. "Orem por mim, para que eu tenha sorte nessa missão para a qual eu vim até aqui", escreveu o religioso na rede social. 

O Ministério das Relações Exteriores da Itália não confirmou o sequestro de Dom Dall'Oglio, se limitando a anunciar que está realizando todas as verificações necessárias. O Vaticano também não confirmou o sequestro de Dall'Oglio. A agência de notícias ANSA constatou que o religioso não responde mais às ligações telefônicas.

Segundo as fontes citadas pela Reuters, o religioso teria sido sequestrado enquanto andava na rua, por um grupo de milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, organização filiada à Al Qaeda e ligada a grupos jihadistas que lutam contra o regime de Bashar al Assad.
 
Dom Dall'Oglio, jesuíta de 59 anos, promoveu por mais de 30 anos o diálogo entre islã e cristianismo na Síria. Fundador da comunidade monástica de São Moisés o Abissínio, por longo tempo foi chefe da comunidade monástica de Mar Musa, ao norte de Damasco. Em junho de 2012 foi expulso pelo governo sírio, após ter tomado abertamente posição em favor do plano de paz do então enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Síria, Kofi Annan.  

Essa não seria a primeira vez que religiosos cristãos acabam sendo sequestrados por rebeldes no norte da Síria. No dia 22 de abril, perto de Alepo, dois bispos ortodoxos foram raptados, voltando de uma missão, em uma localidade próxima à fronteira da Turquia. A razão desses sequestros seria o apoio da Igreja Ortodoxa síria ao regime de Assad, temendo que em caso de queda do atual governo, grupos fundamentalistas islâmicos sunitas tomariam o poder em Damasco. (Notícia da ANSA, replicada pelo UOL)
Síria, o último apelo. Entrevista com Paolo Dall'Oglio
No ano passado, o jesuíta Paolo Dall'Oglio concedeu entrevista à Fundação Oásis, acerca da situação no território sírio. Para ler, clique aqui. A reportagem é de Marialaura Conte e Martino Diez, publicada no sítio da Fundação Oasis, 24-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
FonteANSA, UOL e IHU Unisinos

“Eu era cega, mas agora vejo”

Durante o mês de julho, a Portas Abertas está promovendo uma campanha de oração pela Igreja no mundo muçulmano. A cada dia, um testemunho diferente, com pedidos de oração. Acompanhe
"Ele respondeu: ‘Não sei se ele é pecador ou não. Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo!’" João 9.25

"Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, único Deus, amém. Sou uma jovem saudita de 27 anos e moro na Arábia Saudita. Fui criada em uma família muçulmana que praticava todos os costumes da religião. Comecei a orar por volta dos meus 13 anos, mas depois parei de orar.

Meu pai costumava me bater para me fazer orar, pois dizia: ‘O Mensageiro de Deus, Maomé, disse: "Obriguem os seus filhos a orar quando tiverem 7 anos de idade e batam neles se não o fizerem aos 10 anos".’

Um dia decidi assistir a uma série chamada A tormenta da sepultura, o que foi um grande choque para mim. A série quebrou minha barreira do medo e me confirmou que o Islã não era a religião de Deus. Sem hesitação, entreguei a minha vida ao Senhor Jesus, porque ele é o Deus do amor e da paz. O verdadeiro Deus olhou para a minha fraqueza, respondeu à minha oração e me levou para o seu caminho.

Eu sabia que era a sua voz. Sabia que ele estava me chamando e respondi ao seu apelo. Agradeço ao Senhor, que me livrou."

Pedidos de oração
  • Interceda por cristãos como essa jovem, que correm risco de perder a própria vida se descobrirem que eles abandonaram o islamismo.
  • Ore por todos aqueles que seguem o islamismo por medo e, temendo retaliações, não reconhecem Jesus como senhor e salvador.
FontePortas Abertas Brasil

terça-feira, 30 de julho de 2013

Cristãos e muçulmanos querem viver juntos em harmonia e liberdade, diz sírio

John Haddad, de 27 anos, que mora na Alemanha desde os 18 anos, carregava uma bandeira dos rebeldes sírios durante evento da Jornada Mundial da Juventude. Ele diz que se pudesse fazer um pedido ao papa Francisco seria para que ele ajudasse a dar liberdade ao povo sírio
"Temos um regime muito brutal. Quero que os sírios não sejam mais mortos. Cristãos e muçulmanos querem viver juntos em harmonia e liberdade, como vivíamos 60 anos atrás. Sei que no Brasil vivem muitos sírios, que desejam o mesmo que eu."
Ao lado de Haddad, peregrinos de várias nacionalidades erguiam bandeiras de seus países. Um grupo de hondurenhos parou para descansar em Botafogo, depois de quase 10 quilômetros percorridos. "O trajeto foi fácil. Há muita segurança, pontos de abastecimento de água e comida e postos de assistência médica", disse Pedro Dominguez. Três peregrinas do México, já no final do trajeto, reclamavam do cansaço, mas se diziam felizes.
Em um posto médico da Cruz Vermelha do Brasil, algumas pessoas eram atendidas, passando mal ou com ferimentos nos pés. "Senti um calo que fica irritando o pé. Parei aqui para fazer um curativo, já que vou ficar a noite inteira em Copacabana. É bom porque tenho história para contar aos meus netos", disse Antônia Dias, moradora de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Sua colega, Fátima Rocha, conta que as duas levaram mais de tês horas para percorrer o caminho. "Também tive ferimentos nos pés, mas eu já estava preparada para isso. É bom porque eu vou ter uma lembrança do papa."

A Portas Abertas também esteve no Rio de Janeiro, mobilizando cristãos para a campanha Apoie Síria. Você pode participar orando, assinando a petição em apoio à Igreja síria e/ou contribuindo. Saiba mais aqui.
FonteAgência Brasil

Um muçulmano em busca da verdade

Durante o mês de julho, a Portas Abertas está promovendo uma campanha de oração pela Igreja no mundo muçulmano. A cada dia, um testemunho diferente, com pedidos de oração. Acompanhe
"E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará". João 8.32

"Meu nome é Yasser Hamid, nasci em uma família muçulmana e era um ativista político e estudioso de religião comparativa. Eu conheci Jesus e passei a segui-lo. Desde então, enfrentei sérios problemas judiciais e acusações de blasfêmia. A minha curiosidade sobre a fé vem do contexto religioso da minha família. Minha mãe era uma estudiosa islâmica e outros membros da minha família eram clérigos muçulmanos.

Em novembro de 2004, eu, que um dia fui um cético e intelectual muçulmano, fui batizado com minha esposa, meu filho, minha filha e mais dois parentes. Por conta disso, além das acusações de blasfêmia, sofri vários ataques. Fui baleado seis vezes. Extremistas assassinaram meu irmão mais novo, que também havia se tornado cristão.

Passei a me esconder, mas uma invasão policial na casa de um amigo, em outubro de 2005, me convenceu de que seria mais seguro para todos se eu deixasse o país. Desde que fugi para a Europa, meus familiares tiveram de se esconder para ocultar sua identidade."
Pedidos de oraçãoOre para que, assim como Yasser, outros muçulmanos questionem o islamismo à luz da Bíblia e possam encontrar o caminho da cruz.
  • Ore para que, assim como Yasser, outros muçulmanos questionem o islamismo à luz da Bíblia e possam encontrar o caminho da cruz.
  • Peça a Deus que proteja pessoas como Yasser que deixam o Islã para seguir a Cristo e sofrem duras consequências por isso.
FontePortas Abertas Brasil

Portas Abertas vai ao Rio de Janeiro colher assinaturas de apoio à Síria

“É necessário que a Igreja brasileira livre se mobilize em favor dos cristãos da Síria.” Essa foi a mensagem passada pela voluntária Tatiana Pires, integrante do ministério underground, da Portas Abertas, durante ação na Jornada Mundial da Juventude
O posto 5, da praia de Copacabana,  foi o local escolhido pelos coordenadores e voluntários do ministério de jovens da Portas Abertas, o underground, para uma importante mobilização em prol da Igreja Perseguida na Síria.
Por meio de cartazes e muitas histórias para contar sobre como cristãos são perseguidos por amor a Cristo, o underground conseguiu chamar a atenção de católicos que participavam da Jornada Mundial da Juventude. “Muitos não sabem que existe perseguição aos cristãos”, conta a coordenadora do underground, Alyne Romeiro, em entrevista à TV IG (assista aqui ). 
O interesse desses cristãos em ajudar seus irmãos ao redor do mundo foi arrebatador: “Eles estão se interessando muito pelo assunto; participam do abaixo-assinado e querem apoiar o seus irmãos também”, diz Alyne ao IG.
A campanha Apoie Síria tem dois objetivos principais: a promoção de um abaixo-assinado internacional que funcione como instrumento de pressão sobre o governo da Síria para que seja tomada uma atitude com relação à hostilidade sofrida pelos cristãos; e o recolhimento de recursos para a doação de cestas básicas aos desabrigados, além de remédios e roupas de frio. Em alguns casos, a Portas Abertas também ajuda famílias a pagarem o aluguel de suas casas e distribui Bíblias aos refugiados.
No Rio de Janeiro, com a ajuda de 20 voluntários, foram recolhidas pelos menos 500 assinaturas de diversos países como Brasil, Chile, Argentina, China, Austrália, Suriname, Itália e Colômbia. No último dia 9 de julho, pouco mais de 30 mil assinaturas foram apresentadas ao Parlamento britânico. O próximo passo é a União Europeia e a ONU “e onde quer que a voz de apoio aos cristãos da Síria precise ser ouvida.”
Quer fazer parte dessa ajuda em favor dos cristãos sírios? Eles contam com você também! Acesse www.apoiesiria.org e saiba como doar. Para assinar a petição clique aqui.
Redação: Ana Luíza Vastag

“Não posso deixar de falar do Senhor Jesus”

Durante o mês de julho, a Portas Abertas está promovendo uma campanha de oração pela Igreja no mundo muçulmano. A cada dia, um testemunho diferente, com pedidos de oração. Acompanhe
"Pois não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos." Atos 4.20

Mesmo no meio de tantos familiares, Beth, uma cristã com pouco mais de 30 anos de idade, nunca se sentiu tão sozinha. Certo dia, quando chegou em casa, seus familiares seguravam uma cópia do Novo Testamento. Eles o encontraram no quarto de Beth, e agora eles estavam gritando com ela. Seu irmão proferia, irado, uma acusação após outra contra ela. Beth se perguntava se sobreviveria a tudo isso. Após ser levada para o quarto, seu pai se manifestou dizendo. "Vamos discutir o que fazer com ela".

Eles a mantiveram trancada por três meses. Beth era viúva, seu primeiro marido havido morrido em uma das guerras de independência da Chechênia. Seu segundo marido era alcoólatra, por isso ela voltou para a casa dos pais, com seus dois filhos do segundo casamento.

Beth continua enfrentando muita opressão de seus parentes e da sociedade por causa de sua fé no Senhor Jesus. Ela sofre agressões e é considerada a escória da família. Seus irmãos desejam matá-la, a fim de limpar a "honra da família".

Ela disse a um de seus amigos: "Quero muito ver meu marido se tornar cristão como eu. Estou muito cansada e assustada, mas não posso parar de testemunhar do Senhor Jesus. Por favor, ore por minha sobrevivência e perseverança".

Pedidos de oração
  • Interceda pela vida de Beth, para que ela persevere na fé e para que através do seu testemunho de vida Deus transforme toda a sua família.
  • Ore para que os chechenos conheçam e se rendam ao amor de Cristo.

“Seu apoio é importante para nos manter firmes

Durante o mês de julho, a Portas Abertas está promovendo uma campanha de oração pela Igreja no mundo muçulmano. A cada dia, um testemunho diferente, com pedidos de oração. Acompanhe
"Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele." 1 Coríntios 12.26

Os cristãos são minoria e sofrem muita pressão entre os mais de 10 milhões de uigures da China. Os uigures são uma das muitas etnias do país, e se destacam por seguirem o islamismo. Os uigures que se convertem são pressionados de pelo menos três maneiras: em primeiro lugar, por serem parte de uma minoria étnica. Em segundo lugar, por serem uma minoria dentro dessa minoria, pois são cristãos dentro de um ambiente islâmico. Por último, sofrem por professar uma religião em um Estado ateu.

Os cristãos uigures não têm permissão para congregar nas igrejas estatais; eles só podem se reunir em igrejas não registradas. Líderes dessas igrejas são frequentemente interrogados e presos. Qualquer atividade, publicação ou associação religiosa que não seja formalmente aprovada pelo governo é considerada ilegal. A comunicação entre estrangeiros e uigures é vigiada e estritamente monitorada. Isso deixa a Igreja uigur ainda mais isolada.

Diante disso, a Portas Abertas procura meios de fortalecer essa Igreja, principalmente na Palavra de Deus. "Quase desistimos de perseverar em nossa fé em Cristo. Mas seu apoio tem nos ajudado a ficar firmes em nosso chamado", um cristão uigur compartilhou após participar de um treinamento bíblico.

Pedidos de oração
  • Ore pelo trabalho de treinamento de distribuição de materiais que a Portas Abertas tem desenvolvido entre a Igreja uigur.
  • Peça a Deus que fortaleça a sua Igreja nessa região dominada pelo islamismo e sob constante vigilância do governo chinês.
FontePortas Abertas Brasil

sábado, 27 de julho de 2013

“O Senhor nos escolheu”

Durante o mês de julho, a Portas Abertas está promovendo uma campanha de oração pela Igreja no mundo muçulmano. A cada dia, um testemunho diferente, com pedidos de oração. Acompanhe
"Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome." João 15.16
Naima é uma ex-muçulmana. Quando ela fala a respeito de sua conversão, sempre começa dizendo: "O Senhor nos escolheu". Ela conta o que aconteceu: 
"Um dia, em 1990, eu estava lendo uma revista cristã. Um dos autores se dirigiu diretamente ao leitor. Ele escreveu sobre pecado e como Jesus havia morrido. Comecei a chorar e entreguei minha vida a Jesus. No mesmo dia, vi minha irmã chorando. A mesma coisa havia acontecido a ela. Exceto pela minha mãe, toda a minha família se converteu naquele dia. Minha mãe se tornou cristã pouco depois. 

Naquela época, meu namorado trabalhava num país vizinho. Eu lhe escrevia cartas explicando sobre Jesus. Ele também abraçou a fé cristã. Quando ele retornou, após dois anos, nos casamos.
Juntos, temos atravessado tempos difíceis. Uma vez fomos presos pela polícia. Na delegacia, não pensei muito quando tive de responder às perguntas. Simplesmente afirmei que era cristã e não muçulmana. Jesus me deixou claro: ‘Não tenha medo. Faça sua parte e eu farei o resto’.

Satanás nos golpeia, mas por pouco tempo. Não temos mais medo das autoridades. Elas sabem sobre nós e não nos incomodam. Vivemos uma vida cristã num país muçulmano e as pessoas percebem que somos diferentes. O mais importante é que as orações continuam. Somos agradecidos porque muitas pessoas oram por nós. Cremos que grandes coisas estão por acontecer".

Pedidos de oração
  • Ore para que Deus se revele de forma poderosa a outros egípcios, como fez com Naima e sua família.
  • Ore para que, por meio do testemunho de Naima e de sua família, outros muçulmanos conheçam o amor de Deus.
FontePortas Abertas Brasil

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Governo do Sudão do Sul é dissolvido

Salva Kiir destituiu os 29 ministros do governo e seus adjuntos, assim como o vice-presidente Riek Machar, seu grande rival político, e suspendeu Pagan Amum, o secretário-geral do partido no poder (Movimento Popular para a Libertação de Sudão-SPLM)
Sudão do Sul.jpg
A atmosfera no Sudão do Sul está bastante tensa depois de o presidente Salva Kiir ter dissolvido o governo nesta quarta-feira (25) e dispensado de todas as suas funções o vice-presidente Riek Machar, que estava há um bom tempo no cargo. O governo também enviou forças de segurança fortemente armadas compostas de policiais e soldados regulares para proteger as instituições-chave do governo na capital, Juba.

A Polícia Nacional alegou que a situação de segurança do país está sob controle, chamando os cidadãos a se distanciar da política e continuar com sua rotina habitual. A tensão vem crescendo há semanas. A situação é preocupante, a Portas Abertas tem trabalhado para conseguir mais informações.

A abrupta decisão de Kiir faz temer um novo período de estabilidade no país, que obteve sua independência do Sudão há apenas dois anos e ainda não fechou as feridas da guerra civil (1983-2005).

Apesar da assinatura de um acordo para pôr fim à guerra civil, que abriu caminho para a independência no Sul em julho de 2011, ainda persistem fortes tensões entre Cartum (capital do Sudão) e Juba.
Pedidos de oração• Peça para que Deus derrame a sua calma no meio dessa crise aparente.
• Ore pela proteção da equipe Portas Abertas e estudantes em todo o Sudão do Sul.
FontePortas Abertas Internacional e G1
TraduçãoAna Luíza Vastag

Perseverança em meio à guerra

Durante o mês de julho, a Portas Abertas está promovendo uma campanha de oração pela Igreja no mundo muçulmano. A cada dia, um testemunho diferente, com pedidos de oração. Acompanhe
"Na minha angústia clamei ao Senhor; e o Senhor me respondeu, dando-me ampla liberdade." Salmos 118.5
A Síria está em guerra civil há mais de dois anos. A situação de seus habitantes – inclusive dos cristãos, que representam cerca de 10% da população – é crítica.

"Os cristãos que moram próximos uns dos outros se reúnem para orar. Homs é uma cidade fantasma, e a situação das pessoas não é estável. Os cristãos que foram embora de Homs souberam depois que suas casas foram invadidas e saqueadas. As pessoas da cidade não dispõem de recursos nem mantimentos, e isso torna a situação desesperadora", diz um cristão sírio.

Alguns cristãos querem deixar o país, mas outros dizem que não há como fazê-lo. Eles afirmam: "Nascemos e crescemos aqui, e aqui vamos ficar, não importa o que aconteça, mesmo que tenhamos de morrer".

Vários pastores compartilham o temor que muitos cristãos têm sobre uma possível queda do governo do presidente Assad, o que pode piorar drasticamente a situação deles. Em geral os cristãos encontram força na sua fé e tentam manter sua atitude positiva confiando que Deus tem uma resposta e trará a paz à Síria novamente. "A Igreja está orando sem cessar. Oramos muito e confiamos na poderosa mão de Deus", compartilhou um dos pastores da capital, Damasco.

Pedidos de oração

  • Interceda pelas milhares de pessoas que, por causa da guerra civil, perderam suas casas e ente queridos.
  • Interceda pelo fim da instabilidade política que o país atravessa.

    Há mais de um ano, a Portas Abertas está envolvida em um trabalho de assistência a pessoas desabrigadas na Síria. Pouco a pouco pudemos reforçar esse trabalho em todas as igrejas com as quais temos parceria. Desde o início de 2001, pudemos aumentar o número de famílias socorridas para 3.133 por mês. Acessewww.apoiesiria.org.br e saiba como participar.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Abaixo-assinado Apoie Síria foi apresentado ao Parlamento Britânico

Na noite de 9 de julho, a Portas Abertas Reino Unido e o diretor de ações institucionais da Portas Abertas apresentaram o relatório da Campanha de Ações Institucionais e o abaixo-assinado Apoie Síria ao ministro das Relações Exteriores (Oriente Médio e África) britânico, Alistair Burt
Representantes da Portas Abertas deixaram claro às autoridades que essa apresentação a nível nacional foi a primeira de muitas – há planos de irem à União Europeia e à ONU, e onde quer que a voz de apoio aos cristãos da Síria precise ser ouvida.
Na ocasião, Alistair Burt fez um discurso aos colaboradores da Portas Abertas e aos deputados de todos os partidos presentes sobre a atual situação da Síria e como o governo do Reino Unido deve responder a isso. Ele também recebeu de maneira formal o abaixo-assinado internacional Apoie Síria, que na semana da reunião já contava com mais de 30 mil assinaturas. Hoje, mais de 50 mil pessoas já participaram do abaixo-assinado.
O Arcebispo de Canterbury, uma das lideranças cristãs mais importantes no país, que também esteve no evento, compartilhou sua opinião: "Sou imensamente grato à Portas Abertas que, por mais de meio século, tem feito esse tipo de trabalho e teve uma grande influência em minha vida desde os meus 18 anos de idade. Eu conheço o mais alto nível de integridade dessa organização e sei da seriedade e cuidado de suas pesquisas. Atrevo-me a dizer que quando eu encontrar membros do governo direi a eles o que disse pra vocês hoje".
Daqui até o final de 2013, o abaixo-assinado Apoie Síria será apresentado em outros órgãos de Direitos Humanos e instituições políticas. Ajude os cristãos sírios. Acesse www.apoiesiria.org, participe do abaixo-assinado e conheça outras maneiras de colaborar.

A organização não governamental (ONG) Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) divulgou hoje (25), que mais 100 mil pessoas morreram na guerra civil na Síria, desde o começo. Leia mais no site da Agência Brasil.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoMarcelo Peixoto

Força para crescer

Durante o mês de julho, a Portas Abertas está promovendo uma campanha de oração pela Igreja no mundo muçulmano. A cada dia, um testemunho diferente, com pedidos de oração. Acompanhe
"Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem fazia crescer; de modo que nem o que planta nem o que rega são alguma coisa, mas unicamente Deus, que efetua o crescimento." 1 Coríntios 3.6-7

Charley é colaborador da Portas Abertas na Tunísia e comentou sobre a necessidade dos cristãos tunisianos e o que se pode fazer para ajudá-los.

"O país tem uma igreja local relativamente pequena, com aproximadamente 1.500 cristãos. Ao mesmo tempo, há no país uma igreja composta exclusivamente de estrangeiros, e ela possui cerca de 25 mil membros".

Para a Portas Abertas, a Tunísia é um novo país a se trabalhar. "Optamos por dar suporte aos cristãos desse país por causa do crescimento da Igreja. Mas há muitos outros obstáculos para os cristãos no país. Não há muita perseguição por parte do governo, mas os cristãos têm enfrentado rejeição da família e da sociedade".

Charley vê uma grande necessidade de Bíblias, Novo Testamento e outros livros cristãos. "Tentamos apoiar a Igreja tunisiana com esses materiais e por meio de outros projetos".

Pedidos de oração
  • Agradeça a Deus pelas oportunidades que a Portas Abertas tem tido de levar Bíblias e treinamentos à Tunísia.
  • Ore pelo crescimento da Igreja no país e pela proteção e encorajamento de seus líderes.
FontePortas Abertas Brasil

terça-feira, 23 de julho de 2013

Pauline Ayyad: viúva ajudando viúvas

Seis anos se passaram desde a morte de Rami Ayyad, gerente de uma livraria cristã de Gaza. Embora a viúva Pauline ainda sinta sua falta todos os dias, ela encontrou esperança no chamado que recebeu de Deus: liderar um grupo de apoio a viúvas
"Desde o primeiro momento em que nos encontramos, foi como se nos conhecêssemos há anos", compartilha Pauline, em sua casa na Cisjordânia. "Podemos contar umas com as outras: ninguém conhece a dor de uma viúva a menos que seja uma." O grupo é composto por seis viúvas, cada uma com sua própria história. Deus falou ao coração de Pauline sobre essas mulheres no Natal passado, e no início deste ano ela deu início aos encontros de apoio. Pauline fala sobre as viúvas da Bíblia e elas conversam e oram juntas.
Um dos temas discutidos por elas é a sua preocupação com os filhos. As crianças de Pauline assistem a desenhos animados enquanto a mãe está conversando. George, o mais velho, tem agora 8 anos, Wisam tem 7 e a menina Sama apenas 5; ela não conheceu o pai. Pauline admite que não é fácil criar três filhos sozinha: "Dar atenção suficiente para todos eles suga toda minha energia", diz. Os meninos estão tendo dificuldades nos estudos e mudaram de escola algumas vezes. A maior esperança de Pauline para os seus filhos é que eles permaneçam perto do Senhor e que vivam uma vida de amor. "Ainda não contei a eles o que aconteceu com o pai".
Pauline visita as viúvas durante a semana, só para estar com elas e orarem juntas. Ela nota que cada mulher processa sua perda de forma diferente: "Algumas mulheres não sentem necessidade de buscar a ajuda de Deus; outras têm fome de sua Palavra." A tarefa que o Senhor lhe deu não é fácil, confessa Pauline. Algumas mulheres estão realmente presas ao luto e parecem não conseguir sair. Pois isso, ela busca forças no Senhor: "Eu oro para que Deus me dê sabedoria em como falar com elas." Muitas pessoas lhe perguntam como consegue fazer isso por outras mulheres depois de tudo o que ela passou. "É o amor de Deus", ela responde. "Deus colocou em meu coração que deveria servi-lo desta maneira."

O que aconteceu com Rami Ayyad?
No dia 7 de outubro de 2007, uma manhã de domingo, a pequena comunidade cristã de Gaza entrou em estado de choque. Rami Ayyad, na época com 30 anos, gerente da livraria da Sociedade Bíblica em Gaza, foi encontrado morto. Sexta-feira, 5 de outubro, Rami percebeu que estava sendo seguido por um carro sem placa. Sábado à tarde ele desapareceu, ficando claro que havia sido sequestrado.

A mãe de Rami, Anisa, disse que seu filho havia telefonado para a família depois de ter sido raptado. "Ele disse que ia ficar com as ‘pessoas’ por mais duas horas, e que se [depois desse tempo] ele não voltasse, ficaria um longo tempo sem retornar", disse ela. Na manhã de domingo, o seu corpo foi encontrado. Ele havia sido torturado. Em sua cabeça, estava bastante visível um ferimento à bala. Um funcionário do hospital Shifa de Gaza disse que Rami também havia sido esfaqueado. Ele e a livraria vinham recebendo ameaças por causa de suas atividades religiosas.
Rami deixou uma esposa, Pauline, e dois meninos pequenos: George (2 anos na época) e Wisam (9 meses na época). Na ocasião, Pauline estava grávida de cinco meses e, em fevereiro de 2008, deu à luz sua filha Sama. Depois do incidente, Pauline e seus filhos saíram de Gaza por causa da violência. No entanto, os parentes de Pauline ainda vivem lá e ela não pode vê-los. Os parentes de Rami, juntamente com Pauline e os filhos, mudaram-se para a Cisjordânia, onde vivem hoje, na cidade palestina Belém. Pauline está trabalhando com o ministério da cultura em diferentes projetos.
As crianças estão se adaptando bem, mas ainda enfrentam alguns desafios. É difícil para Pauline estar distante de seus parentes e irmãos em Cristo que vivem em Gaza. Apesar disso, a família do falecido marido está com ela e eles podem contar com seus vizinhos também. Por trabalhar fora de casa, ela deixa os filhos em uma creche. Criar seus três filhos superativos sozinha é uma missão complicada.Você pode confortar o coração de Pauline Ayyad. Até o dia 12/08, escreva uma carta para Pauline e seus filhos. Saiba mais.
Ore por Pauline
  • Ore para que Deus abençoe o trabalho que ela está fazendo com as viúvas: que ela possa receber força, amor e sabedoria para ajudar essas mulheres.
  • Peça ao Senhor para que ela possa receber força para continuar sua jornada; peça por sabedoria para criar seus filhos.
  • Ore pelo documento de identidade palestino de Pauline: após cinco anos na Cisjordânia, ela ainda não o obteve. Isso significa que ela não pôde sair de sua cidade nos últimos anos.
  • Interceda pelos filhos de Pauline: que quando crescerem, permaneçam servindo o Senhor.
  • Ore pelas viúvas que Pauline está ajudando: peça para que Deus esteja perto delas e ajude aquelas que estão presas em seu luto.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoDaniela Cunha

Sua carta pode confortar o coração de Pauline Ayyad

Pauline Ayyad perdeu seu marido no dia 7 de outubro de 2007. Rami Ayyad era gerente da livraria da Sociedade Bíblica em Gaza. Pauline estava grávida de cinco meses quando Rami foi baleado na cabeça. Uma linda menina nasceu, a quem Pauline deu o nome de "Sama" que significa "céu", porque o pai dela está no céu
Pauline+Filhos_Carta.jpg
Além de Sama, Rami, na época com 30 anos, deixou mais dois filhos pequenos. Depois do atentado, Pauline foi levada para outra cidade, mas fez questão de voltar à Gaza, às vésperas de ter o bebê. Pouco depois do parto, a situação piorou drasticamente e ela teve de se mudar novamente. 

Os familiares de Rami, juntamente com Pauline e os filhos, mudaram-se para a Cisjordânia, onde vivem hoje, na cidade palestina Belém (saiba como está a vida de Pauline Ayyad hoje). "Deus foi fiel em todos os momentos", disse ela ao receber a visita do Irmão André, fundador da Portas Abertas, em 2008.

Desde a morte de Rami, Pauline é confortada com a perspectiva de que o marido está no céu, e que eles se verão novamente um dia. Mas ainda é duro lidar com a situação, especialmente para o pequeno George. Ele é quem mais sente a falta do pai, principalmente ao ver seus amigos brincando com seus pais. É difícil entender o porquê de seu pai não estar mais com ele.

Meu pai foi morar com o Papai do céuUma vez, George perguntou à mãe quando os pais dos seus amiguinhos iriam para o céu, viver ao lado de Jesus também. Aos olhos dele, não faz sentido o pai dele partir para estar com Jesus, enquanto outras crianças têm seus pais junto delas. Quando Rami morreu, Wissam era muito jovem e Sama nem havia nascido, então, para eles, a situação é um pouco mais fácil do que é para George.

Escreva para elesAtravés de seus parceiros e colaboradores, a Portas Abertas Brasil está promovendo uma campanha bastante importante e sensível, da qual você pode fazer parte: escreva uma carta para Pauline e seus filhos!

Em momentos de sofrimento e dor é confortante ganhar um abraço. Então, mesmo de longe, abrace essa família com as suas palavras de amor e paz. Ore por eles. Ajude-os a passar por essa fase tão difícil.
Instruções para o envio de cartasÉ de extrema importância que você siga as orientações abaixo. Atenção: qualquer correspondência que fugir às regras será descartada (o que é uma pena. Pauline e seus filhos ficarão muito felizes ao ler as cartas, por isso, tome os devidos cuidados com a sua).
• Não mencione a Portas Abertas.
• Envie cartões ou cartões-postais com um ou dois versículos em inglês, até o dia 12/08 (no site Bíblia Online você poderá encontrar os versículos em inglês).
• Se for enviar um cartão-postal, não coloque seu endereço. Seu nome e país são suficientes.
• Os cristãos sempre gostam de receber desenhos infantis. Se você for encorajar seus filhos ou crianças de sua igreja a desenhar, tenha certeza de que os desenhos não fazem alusão à violência. Desenhos desse tipo não serão enviados.
• Não mande dinheiro no envelope. Se quiser ajudá-los financeiramente, entre em contato conosco.
Mande sua carta para o endereço:
Pauline Ayyad
A/C Portas Abertas Brasil
Caixa Postal 12.655
CEP 04744-970
FontePortas Abertas