sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Ore pelas crianças do Iraque

Fontes locais da Portas Abertas relataram o aumento da insegurança no país, por conta da intensa ameaça de ataques e hostilidades contra civis no geral e, em especial, os cristãos 
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Uma onda de violência atingiu Bagdá durante as últimas semanas. Um dos contatos da Portas Abertas nos pediu para orar especialmente pelas crianças. Durante este período do ano, muitas estão em época de provas mas, por conta do medo, não podem ir à escola.

As ameaças e a insegurança adicionam um nível extra de estresse e medo às crianças e jovens. Ajude-nos em oração pelas famílias cristãs em Bagdá e pelo cuidado dos pais sobre a vida dos mais novos. 

Interceda pelos pequenos que enfrentam essa situação diariamente e ore pelo projeto da Portas Abertas de apoiá-los através da publicação de livros infantis e formação de professores na parte central e sul do Iraque.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

Número de mortos em ataque na Nigéria chegou a 85

Suspeitos de integrarem o grupo insurgente islamita Boko Haram mataram pelo menos 85 pessoas com armas e explosivos no nordeste da Nigéria, incluindo um ataque durante um serviço religioso, disseram testemunhas nesta segunda-feira (27)
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No domingo (26), eles mataram 22 pessoas com bombas e tiros durante uma cerimônia religiosa em uma igreja católica no vilarejo de Wagta Chakawa, no Estado de Adamawa, e depois queimaram casas e fizeram moradores reféns, em um cerco de quatro horas, segundo testemunhas.

Forças de segurança da Nigéria disseram que em outro ataque, nesta segunda-feira, supostos membros da seita mataram pelo menos 40 pessoas na vila de Kawuri, no remoto Estado de Borno, nordeste da Nigéria. Ninguém assumiu de imediato a responsabilidade por esses atentados.

O presidente do país, Goodluck Jonathan, enfrenta dificuldades para conter a ação do Boko Haram em regiões rurais remotas do nordeste nigeriano, onde a seita iniciou um levante em 2009.
O Boko Haram quer impor a sharia (lei religiosa muçulmana) em um país dividido quase igualmente entre cristãos e muçulmanos. O grupo matou milhares de pessoas nos últimos quatro anos e meio e é considerado a maior ameaça à segurança na Nigéria, principal exportador de petróleo e segunda maior economia da África (atrás apenas da África do Sul).

Os principais alvos dos militantes do Boko Haram têm sido as forças de segurança, políticos contrários ao grupo e minorias cristãs em áreas de população majoritária muçulmana no norte nigeriano.

Os militares e a polícia não responderam aos pedidos de informações. Uma fonte no Exército confirmou o ataque à igreja, mas pediu que não fosse identificada por não ter autorização de falar com a mídia.
FonteFolha de S.Paulo

Negociações de paz para Síria entram em 6º dia sem progressos concretos

As negociações de paz para a Síria entraram nesta quarta-feira (29) em seu sexto dia sem que as partes tenham alcançado por enquanto avanços concretos em questões humanitária e políticas, apesar de governo e oposição terem reiterado seu compromisso de continuar com o processo
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As delegações que representam o governo e oposição síria ficaram novamente frente a frente, ao lado do mediador Lakhdar Brahimi, em uma reunião que começou por volta das 11h locais (8h de Brasília), confirmou a porta-voz da ONU, Corinne Momal-Vanian.

O mediador decidiu ontem reduzir os contatos com as partes a uma única sessão pela manhã, para que ambas as delegações dedicassem a tarde para preparar melhor o diálogo.

Estava previsto que seriam abordados pontos do "Comunicado de Genebra", documento base para as negociações que, entre outras coisas, estabelece o fim imediato da violência, o acesso de ajuda humanitária e a criação de um órgão de governo transitório.

Segundo fontes de ambos os lados, na reunião de terça-feira (28), o clima foi tenso devido às acusações da delegação governamental contra os Estados Unidos, por uma suposta votação secreta no Capitólio para se voltar a fornecer armamento leve aos grupos rebeldes sírios considerados moderados.

A oposição nega este fato e Brahimi disse em entrevista que a medida não foi confirmada. Também não há progressos no terreno humanitário, já que o carregamento da ONU com ajuda humanitária para 500 famílias segue precisando de autorização para poder entrar em Homs, algo que o regime se comprometeu a fazer nos primeiros dias de conversas.

A primeira rodada negociadora, que começou na sexta-feira passada, terminará previsivelmente nessa sexta-feira, quando as partes farão um descanso de alguns dias para em seguida retomar o processo de paz.

Entenda por que  líderes da Igreja síria, a Portas Abertas e o Conselho Mundial de Igrejas pediram oração pela conferência de Genebra II.
FonteUOL

Em audiência, pastor Bakhytzhan Kashkumbayev nega acusações

O julgamento contra o pastor cazaque Bakhytzhan Kashkumbayev, de 67 anos de idade, teve início oito meses após sua prisão por supostamente "prejudicar a saúde" de um membro de sua congregação
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O pastor também foi acusado de incitar o ódio e propagar o extremismo, e liderar uma organização que prejudica os outros. Se for considerado culpado, ele pode enfrentar uma pena de prisão prolongada.

Kashkumbayev negou todas as acusações contra ele em uma audiência judicial em Astana, capital do Cazaquistão, em 22 de janeiro.

O julgamento foi adiado até 31 de janeiro para permitir que o advogado de Kashkumbayev tenha algum tempo para estudar o caso.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

Constituição da Tunísia não contempla sharia

Três anos após o inicio da chamada Primavera Árabe na Tunísia, a Assembleia Constituinte do país está perto de aprovar uma nova Constituição que rejeita o Islã como fonte principal de lei, mas estabelece ser dever do Estado “a proteção ao sagrado”
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A nova Constituição, que levou dois anos para ser concluída, chega quase três anos após o dia da queda do presidente Zine El Abidine Ben Ali, e ainda dez dias após a morte de um vendedor de vegetais tunisiano que começou o movimento que varreria o Norte da África e o Oriente Médio.

Não há lugar para uma lei sharia na nova Constituição, que tem sido bem recebida por minorias religiosas e secularistas. O artigo 6 “proíbe qualquer forma de acusação de apostasia e incitamento à violência”, enquanto o Alcorão e os ensinamentos do Profeta Maomé são ambos rejeitados como fonte de lei.

Além de ser “proteger o sagrado”, a Constituição determina que o Estado deve ser o “guardião da religião” e “guardião da liberdade de consciência” e promete a “neutralidade de locais de adoração em relação à manipulação política”.

No entanto, o artigo 1 da nova Constituição (um artigo que não é passível de emenda) especifica que o Islã é a “religião do Estado”.

Alguns têm criticado o artigo 6º, afirmando que é confuso. “Devemos remover a imprecisão deste artigo, que dá ao Estado o direito de “garantir” a religião e “proteger o sagrado”, o que pode levar a interpretações ameaçadoras de cidadania e liberdade”, disse a Organização Tunisiana de Direitos Humanos.

A maior ameaça aos cristãos na Tunísia é o extremismo islâmico, que se apresenta em diferentes níveis na sociedade, mas, notadamente no nível familiar, uma vez que, convertidos ao cristianismo são, frequentemente, julgados errados em sua decisão por suas famílias.
FonteWorld Watch Monitor
TraduçãoWalkíria de Moraes - ANAJURE

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Governo filipino e rebeldes estão prestes a assinar acordo

O governo das Filipinas e o principal grupo rebelde independente muçulmano do Sul do arquipélago anunciaram domingo (26) que deverão assinar um acordo de paz nas próximas semanas para encerrar um conflito que já dura quatro décadas
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“Um acordo global” com a Frente Moro de Libertação Islâmica deverá ser assinado em fevereiro ou março, declarou a chefe dos negociadores que representa o governo, Miriam Coronel-Ferrer, em Kuala Lumpur, onde ocorrem as negociações.

O presidente filipino, Benigno Aquino, espera que este acordo, que começou a ser negociado em 1996, entre em vigor antes do fim do seu mandato, em 2016, o que poria fim a um conflito separatista que causou cerca de 150 mil mortos.

“O processo teve muitas dificuldades. Mas com a cooperação e a determinação das duas partes (…) penso que nenhum obstáculo surgirá para nos fazer tropeçar”, declarou sábado à noite (25) o representante da frente de oposição, Mohagher Iqbal.

Nenhuma das partes deu detalhes sobre o desarmamento dos 12 mil rebeldes da Frente, mas Miriam Coronel-Ferrer disse que será um processo “gradual”.
A Frente Moro de Libertação Islâmica luta, desde 1971, pela criação de um Estado islâmico no sul das Filipinas, zona majoritariamente muçulmana num país católico.
FonteAgência Brasil

Um pastor e outros 19 cristãos são presos na China

Em 15 de janeiro, o advogado do pastor Zhang Shaojie obteve permissão para visitá-lo, dois meses após sua primeira detenção em 16 de novembro de 2013. De acordo com a Asia News, o pastor foi acusado de "fraude" e "perturbação da ordem pública
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O Pr. Zhang foi detido pela polícia, sem qualquer documentação formal. Através de uma postagem na mídia social, o advogado Liu Weiguo disse que tinha se encontrado com o Pr. Zhang no dia 15 de janeiro, e descreveu alguns dos obstáculos que ele e outros advogados encontraram em tentar contatá-lo desde sua prisão.
O pastor, de 48 anos, pertence à Igreja Cristã de Nanle County, ligada ao Movimento Patriótico Three-Self, sancionado pelo Estado. Em 15 de novembro, vários membros da igreja foram detidos após argumentarem com uma autoridade superior acerca da disputa pela posse de uma terra envolvendo a igreja. Um dia depois, o Pr. Zhang foi detido. As irmãs de Zhang e outros membros da igreja também foram presos, e vários outros foram convocados aos escritórios do governo. A polícia prendeu 20 membros da igreja no total.
De acordo com relatos do China Aid, nove membros da igreja continuam detidos e mais três estão desaparecidos após terem sido levados pela polícia. Uma das cristãs, Yang Miling, foi notoriamente espancada enquanto presa. Seu filho de 17 anos foi interceptado a caminho do hospital, quando tentava visitar a mãe, e também foi gravemente agredido.
Há relatos não confirmados de que seis dentre os detidos receberão sentença antes do Ano Novo Chinês. Os advogados Liu Weiguo e Xia Jun contaram à Asia News que o julgamento do Pr. Zhang também acontecerá logo.
FonteCSW
TraduçãoJorge Alberto - ANAJURE

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

“As orações dos santos de todo o mundo têm nos sustentado”

Todos nós consideramos um grande privilégio fazer parte da equipe. Nossa missão era levar ajuda humanitária, possibilitada por doadores fiéis de todo o mundo, para cristãos, vítimas das atividades do Boko Haram nos últimos meses
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Enquanto entregávamos os donativos, queríamos encorajar os cristãos a permanecerem firmes e conscientizá-los de que uma grande parte do Corpo de Cristo sabe de sua situação, tem orado por eles dia e noite e enviado ajuda.
Nossa primeira parada foi na casa do Boko Haram – a Cidade de Yobe – no nordeste onde planejamos entregar ajuda a um punhado de pastores que resolveram ficar a despeito da constante hostilidade e insegurança que enfrentam. De lá fomos para Bauchi, onde entregamos a ajuda para viúvas e passamos a noite.
Por causa da insegurança constante na região, nós pedimos aos pastores que nos encontrassem em uma área isolada. Finalmente chegamos ao local combinado às 2hs da tarde, os pastores estavam esperando debaixo do sol ardente. Nós fomos calorosamente recebidos, mas notamos em seus rostos sinais de fadiga. Os meses de insegurança e preocupações sobre a integridade física da família e dos membros da igreja deixaram sua marca.
Enquanto fazíamos a entrega dos donativos, houve tempo pra algumas formalidades e pra uma expressão de gratidão, "é difícil pra nós expressar nossa gratidão a vocês que para cuidar de nós arriscam suas próprias vidas. Mesmo se não tivesse a ajuda que vocês trouxeram, somente a presença de vocês já faz a diferença".
Nós tivemos a oportunidade de encorajar os pastores no sentido de não fugirem por causa da perseguição – é importante para a preservação do testemunho cristão, através do qual fomos encorajados.
"Nós confiamos em Deus a cremos que as orações dos santos de todo o mundo têm nos sustentado. Confiamos na proteção de Deus. Ele tem nos ajudado, e tem usado a Portas Abertas para nos fortalecer. Essa é nossa sincera oração", disseram os pastores presentes.
Pedidos de oração
  • Agradeça ao Senhor pela vida dos pastores de cidades como Yobe e Bauchi e pela ajuda que a Portas Abertas tem lhes dado.
  • Ore pela segurança de pastores e líderes cristãos na Nigéria. Interceda também para que cessem os ataques do Boko Haram contra as igrejas.
O texto acima foi retirado do site do Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2014, que tem como tema “Pastores e líderes africanos”. Toda semana, novos pedidos de oração são publicados. Acompanhe!
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoMarcelo Peixoto

domingo, 26 de janeiro de 2014

O impacto de um pedaço de papel

Algumas vezes é realmente difícil para nós acreditarmos na verdadeira transformação, entretanto, quando alguém passa a conhecer Jesus, este se torna um dos primeiros sinais exteriores da verdadeira conversão. Podemos ver isto na vida de Yusuf* que, de um terrível criminoso, transformou-se em um fiel seguidor de Cristo
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Yusuf foi uma das pessoas que participaram do treinamento do PFAT (Permanecendo Firme Através da Tempestade) na Ásia Central, em fevereiro de 2012. Ele tinha 40 anos e compartilhou sua história de vida com a Portas Abertas. A organização proveu um microcrédito e treinamento bíblico para ele. Para proteger Yusuf, não mencionaremos seu país. Aqui, você verá o resultado de uma entrevista feita com ele a fim de conhecermos sua transformação.

“Eu era a pior pessoa do mundo. Era criminoso e ladrão. Estava sendo procurado pela polícia. Fui preso quatro vezes. Em 1995, fui sentenciado a seis anos de prisão. Por diversas vezes jogado na solitária por causa de mau comportamento. Durante um inverno muito frio, eles me mantiveram preso por 15 dias.

Quando saí da solitária, encontrei um pedaço de papel que continua uma oração e um desafio ao arrependimento: ‘Senhor, perdoe os meus pecados! Eu agradeço pelo sangue de Jesus, que foi derramado por mim’. Aquilo me tocou e eu decorei a oração. Então, fui dormir, mas o Espírito Santo começou a trabalhar na minha vida.

Após dois ou três dias, encontrei outra página com uma oração mais longa. Eu ainda me lembro dela e, muitas vezes, oro aquelas palavras. Eu entreguei minha vida para Jesus através daquelas palavras e pedi que ele me usasse para pregar sua palavra e servi-lo em seu Reino. Coloquei toda minha vida em suas mãos. Eu repeti a mesma oração durante oito meses.

Como eu tinha duas perfurações em meu pulmão e estava morrendo, as autoridades decidiram me levar para o hospital. Depois de quatro meses, fui liberado pelo hospital e liberto da prisão. Entretanto, meus inimigos não desistiram de sua luta, e quando eu estava dentro de um carro, eles atiraram em mim. Fui atingido no estômago, mas sobrevivi. Fiquei cinco dias na UTI do hospital.

Depois que fui liberado do hospital, não tinha para onde ir, então, comecei a vender drogas novamente, porque era um negócio muito lucrativo. Naquele tempo, um quilo de heroína custava 40 mil. Nós queríamos fazer um acordo com alguns traficantes, mas rapidamente tudo deu errado. A outra gangue queria que a gente pagasse os 40 mil como compensação pela heroína que havíamos perdido. Eles atiraram em nós, mas consegui escapar.

Eu fugi para o deserto e virei um pastor de ovelhas. Fiquei sozinho por dois meses e fiz novamente aquelas duas orações que eu tinha decorado. Deus fez sua obra em meu coração e, depois de certo tempo, eu disse para mim mesmo: “Chega!”. Decidi voltar para minha cidade natal e me encontrar com outros cristãos e com um pastor que me ensinasse mais sobre o Reino de Deus.

Nosso país luta com o alto índice de desemprego e, para um cristão, é ainda mais difícil encontrar emprego. A Portas Abertas me apoiou provendo um microcrédito para que eu pudesse abrir um pequeno negócio, então, comecei uma loja de temperos.

Os cristãos são constantemente pressionados em nosso país. Nós recebemos ameaças de nossas famílias e das autoridades. Felizmente nossa igreja é a única na área com registro. Nós oramos por três anos para conseguir o registro! Entretanto, quando nos reunimos nas casas nós temos que fazê-lo secretamente – sem que ninguém saiba –, de outro modo podemos criar problemas. Ainda assim, estamos fortes e perseverantes em nossa fé.”

*Nome alterado por motivos de segurança.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoHomero Chagas

sábado, 25 de janeiro de 2014

Instalação em Davos simula campo de refugiados da Síria

De repente, uma forte explosão. O lugar se esfumaçou. Ouviram-se gritos histéricos de homens e mulheres. Depois, berros de soldados. A escritora Merel Bakker, mulher de um alto executivo, presidente do Conselho Mundial Empresarial para Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, na sigla em inglês), se encolheu no chão...
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... com sua elegante calça comprida de lã cinza, cabelos louros impecáveis e unhas feitas. Antes de chegar ao campo, Merel foi obrigada a entregar seus anéis de ouro.

Uma mulher era carregada ferida. De repente, soldados surgiram ameaçando a todos com seus rifles:
- Saia da minha frente, agora! No chão, e não quero ouvir sua voz!
Estamos num campo de refugiados na Síria, em plena guerra. Mas a “guerra”, na realidade, aconteceu na rica estação de esqui de Davos, na Suíça, no porão de uma escola de Ensino Médio. No dia em que os principais atores do conflito da Síria se reuniram em Montreux para discutir o fim da guerra, ativistas promoveram para executivos reunidos em Davos uma simulação do horror nos campos de refugiados - tudo como parte do programa oficial do Fórum Econômico Mundial.
Para fazer os participantes sentirem o drama da guerra e dos refugiados, o australiano David Begbie, ativista da Crossroads Foundation e da Global Hand, não mediu esforços: importou 700 quilos de material de guerra, como armas falsas, arame farpado, tendas e até lixo.
Mulheres foram “selecionadas” para serem “estupradas”, homens eram “torturados”, e a corrupção correu solta na simulação. Os olhos azuis de Merel Bakker se encheram de lágrimas quando ela contou o que sentiu.
- Foi aterrador. Nunca havia vivido uma violência como esta antes - disse ela ao GLOBO.
Begbie ouviu, um a um, a reação dos participantes e disse:
- Meus amigos, vocês passaram por isso durante apenas 20 minutos. Mas esta é a realidade! Felizmente, nenhum de vocês pisou numa mina explosiva de verdade.
Rafael, que simulou um soldado malvado, acrescentou drama ao contar que era, na vida real, um refugiado da República Democrática do Congo:
- Soldados tiravam nosso dinheiro, comida... Esta é a vida nos campos.
Imtiaz Pater, executivo-chefe da Multichoice, uma empresa da África do Sul, foi jogado contra a parede na simulação. Ele jogou o jogo. E depois revelou sua simpatia aos refugiados: sua família foi perseguida no apartheid. Ontem, em Davos, ele reviveu o temor do passado racista da África do Sul.
O Jornal das Dez, da GloboNews, divulgou imagens da simulação. Assista ao vídeo
FonteO Globo

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

República Centro-Africana tem nova presidente

A presidente de transição da República Centro-Africana (RCA), Catherine Samba Panza, eleita ontem (23) pelo Parlamento, tomou posse após prestar juramento sobre a Constituição. Catherine é cristã, nascida no Chade, de ascendência de Camarões
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Catherine Samba Panza, 59 anos, é a primeira mulher a aceitar o cargo no país. Ela prestou juramento perante os magistrados do Tribunal Constitucional provisório, em uma cerimônia no Palácio da Assembleia Nacional, sede do Parlamento centro-africano. Participaram da cerimônia o presidente do Gabão, Ali Bongo Ondimba, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da França, Laurent Fabius.

A presidente jurou respeitar a Constituição de transição, garantir a independência da Justiça e a integridade do território, preservar a paz e conservar a unidade nacional sem considerações de ordem étnica, regional e religiosa. Samba Panza deverá nomear em breve um primeiro-ministro. Até fevereiro de 2015, a presidente terá de organizar eleições gerais às quais não será candidata.

A presidente de transição é a sucessora de Michel Djotodia, que derrubou o regime de François Bozizé em março de 2013 à frente da coligação rebelde Séléka, de minoria muçulmana. Djotodia demitiu-se neste mês por pressão da comunidade internacional devido à sua incapacidade de fazer cessar a violência entre a maioria cristã e a minoria muçulmana.

Catherina cursou direito de empresas na capital Bangui, e em Paris, de onde voltou para criar uma corretora de seguros. Em 2003, entrou na política e ocupava o cargo de presidente da Câmara de Bangui.

Metade de 4,6 milhões de habitantes da RCA foi afetada diretamente pela crise que atinge o país. Um dos maiores desafios da nova administração será o de amenizar a crise humanitária pela qual enfrenta a população. Nesta quinta-feira, o Banco Mundial anunciou uma ajuda de emergência de US$ 100 milhões de dólares (cerca de R$ 236 milhões) para a RCA. O aporte deverá ser usado, principalmente, em cuidados com saúde e alimentação e será entregue ao longo de 2014 conforme as condições de paz e segurança forem sendo recuperadas.

“A população da República Centro-Africana enfrenta uma das piores crises da sua história, que requer uma ação urgente por parte da comunidade internacional”, disse o vice-presidente do Banco Mundial, Makhtar Diop, em comunicado. De acordo com a instituição, o auxílio tem o objetivo de evitar a propagação de doenças entre a população deslocada, cuja quantidade chegou a 1 milhão desde a saída do presidente François Bozizé e a intensificação dos conflitos em março de 2013.

As Nações Unidas estimam que aproximadamente metade dos 4,6 milhões de habitantes da RCA precisam de ajuda humanitária.

*Com informações da Agência Lusa
FonteAgência Brasil

Uma refugiada em seu próprio país

Eles amam a Deus, assim como nós. Todos os dias vão à escola e/ou ao trabalho. Têm suas dúvidas e sonhos. Jovens cristãos no Iraque são como jovens brasileiros. Mas, o preço que eles têm de pagar por sua fé em Jesus é alto. Esta é a história de Raja*, uma refugiada em seu próprio país
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"Mosul fica a mais de uma hora de distância daqui, mas eu nunca voltei para lá, onde morava, por ser um lugar muito perigoso. Quando minha mãe e meu irmão estiveram ali apenas por dois dias para tratar de uma questão, quase foram mortos por um carro-bomba. Eu vi um monte de gente morrer à minha volta. Como um amigo cristão, que costumava comprar doces em frente à nossa escola. Um dia ele estava lá, no dia seguinte ele foi morto. Agora eu estou vivendo em uma cidade mais pacífica, mas eu ainda tenho que tomar muito cuidado.
Eu gosto muito de dançar, tive aulas de dança quando morei no exterior. Sempre que estou em um táxi a caminho da igreja e o taxista coloca uma música para tocar, eu tenho vontade de dançar com a música. Mas eu não o faço: eu dobro as mãos sobre os joelhos e olho para fora da janela. Tenho muito medo que o taxista me veja dançando. Eu já fui intimidada várias vezes e não quero provocar nada. Ser uma garota cristã no Iraque me torna muito vulnerável.

Muitas jovens cristãs são molestadas no Iraque e eu não quero ser a próxima vítima. Eu sempre tenho a sensação de que os homens estão olhando para mim, porque eu não estou usando as mesmas roupas cobertas que as muçulmanas. Então, eu sempre tento não provocar: quando eles nos disseram para usar o véu na universidade, eu obedeci. Recentemente, estudantes do sexo feminino que não vestiam o véu foram atacadas com ácido no rosto. Fora de casa eu não tenho liberdade para fazer o que quero.
Por aqui, os cultos na igreja são sempre à noite. Domingo é um dia normal de trabalho para muitas pessoas, por isso, nunca temos cultos pela manhã. Eu conheço a maioria dos membros da minha igreja; diversos deles são de minha congregação em Mosul. Às vezes penso no pastor que me batizou. Ele foi sequestrado pouco antes de eu e minha família fugirmos. Foi tão horrível quando o encontramos morto e mutilado na sarjeta. Fizeram coisas terríveis com ele, por não querer negar Jesus. Isso me deu muito medo, todos os dias eu chorava. Essa situação causou um grande impacto em minha vida: eu comecei a pensar se estava realmente pronta para morrer por minha fé, como meu pastor fez.

Para ser honesta, no começo eu não era tão corajosa. Pensei: posso dizer que me converti ao Islã, mas permaneço com Cristo em meu coração. Mas, refletindo sobre o sacrifício do meu pastor, eu comecei a perceber que não seria preciso negar a minha fé: a dor da morte só tem a duração de um minuto, depois disso, eu estarei com meu Salvador para sempre."
*Nome trocado para a segurança da cristã.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

Partes do conflito no Sudão do Sul assinam acordo de paz

As partes envolvidas no conflito no Sudão do Sul, que começou em dezembro, assinarão hoje (23) um acordo de cessação das hostilidades na capital da Etiópia, Addis Abeba, informou a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Igad), que está mediando a questão
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A Igad é um grupo de oito países africanos (Djibuti, Eritréia, Etiópia, Somália, Sudão, Sudão do Sul, Quênia e Uganda) formado com o objetivo de ser um bloco comercial.
As delegações do governo sul-sudanês e dos partidários do ex-vice-presidente, Riek Machar, estão negociando desde o início de janeiro, na capital etíope. O acordo de paz apresentado pelos mediadores do Igad prevê um cessar-fogo e uma solução para a libertação de presos no começo do conflito. Os confrontos entre forças do exército e milícias opositoras começaram na capital do Sudão do Sul, Juba, em dezembro, motivados pela demissão do ex-vice-presidente. Com o conflito, o presidente do país, Salva Kiir, acusou Riek Machar de tentar conduzir um golpe de Estado.
Relatos da Portas Abertas"As pessoas têm sido muito afetadas. Eu ouvi no rádio da ONU, ontem à noite, uma criança explicar que não podia ir à escola por causa da guerra. Ela deveria estudar, mas foi incapaz de fazê-lo, porque teve de deixar todos os seus cadernos, quando fugiu com sua família para um local mais seguro. A criança disse que seus pais estavam chorando o dia todo por conta de seus parentes que morreram e que isso a fez muito infeliz. Ouvindo-a falar assim, sem qualquer esperança para o futuro, senti-me muito triste. Ore! Por favor, ore pela paz", comentou um colaborador da Portas Abertas na região.

Entenda o conflitoA questão sul-sudanesa tem forte caráter étnico. O presidente é da tribo Dinka e o ex-vice, da tribo Lou Nue. Outro ponto que intensifica os confrontos é o controle de certas áreas em que há petróleo no país.
Organizações não governamentais e analistas estimam que o conflito tenha causado cerca de 10 mil mortos e mais de 500 mil pessoas refugiadas e deslocadas. A violência no Sudão do Sul gerou uma crise humanitária em que 4,4 milhões de pessoas foram colocadas em situação de insegurança alimentar.
*Com informações da Agência Lusa
FontePortas Abertas Internacional e Agência Brasil

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

ONU cria comissão para investigar abusos na República Centro-Africana

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, definiu nessa quarta-feira (22) os membros de uma comissão de investigação internacional sobre as violações de direitos humanos na República Centro-Africana
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De acordo com resolução adotada em 5 de dezembro pelo Conselho de Segurança da ONU, a comissão será responsável por investigar, durante o período inicial de um ano, os abusos cometidos desde 1º de janeiro no país e indicar os responsáveis.
Segundo comunicado das Nações Unidas, a comissão será formada por três especialistas em direitos humanos - o mexicano Jorge Castaneda, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros; Fatimata M’Bave, advogada da Mauritânia e vice-presidente da Federação Internacional dos Direitos Humanos; e Bernard Acho Muna, advogado da República dos Camarões e vice-procurador do Tribunal Penal Internacional para Ruanda. Muna presidirá a comissão.
Os três especialistas vão se reunir em breve com Ban Ki-moon em Nova York, antes de seguir para Genebra e depois para Bangui, onde iniciarão a investigação. As conclusões vão ser apresentadas em junho de 2015 ao Conselho de Segurança.
A República Centro-Africana enfrenta problemas de viiolência desde a tomada do poder, em março do ano passado, pela rebelião majoritariamente muçulmana do Seleka e tem sido palco de confrontos entre integrantes das comunidades muçulmana e cristã.
A violência deixou cerca de 1 milhão de pessoas deslocadas e 2,6 milhões necessitam de ajuda humanitária.
*Com informações da Agência Lusa
FonteAgência Brasil

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Ore pela conferência de Genebra II sobre a Síria

Líderes da Igreja síria, a Portas Abertas e o Conselho Mundial de Igrejas pedem oração pela conferência de Genebra II, que está prevista para começar amanhã, quarta-feira, 22 de janeiro, e tem por objetivo promover uma discussão sobre o futuro da Síria
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O Conselho Mundial faz um "apelo urgente à ação para uma paz justa e imediata na Síria". Representantes e líderes da Igreja na Síria, o Conselho de Igrejas do Oriente Médio, o Conselho Mundial de Igrejas e a Santa Sé se reuniram em Genebra para uma consulta prévia acerca da conferência de paz de Genebra II sobre a Síria.

A Portas Abertas apoia a Igreja síria de diferentes maneiras. Em 2012, a organização começou com a distribuição de pacotes de ajuda através da parceria com igrejas no país. O trabalho de assistência cresceu e transformou-se em um enorme esforço de apoio a mais de 8.000 famílias por mês.

Além disso, a Portas Abertas oferece, por exemplo, formação de liderança e treinamento em situações de trauma. Como a campanha Apoie Síria, iniciada em 2013, fortemente voltada para uma ação sobre o futuro da Igreja síria. Em todo o mundo, mais de 300 mil pessoas assinaram uma petição em nome da minoria cristã no país. Em dezembro passado, em Nova York, o abaixo-assinado foi entregue às delegações dos EUA, Reino Unido, China, França e Rússia, membros permanentes da ONU. A petição também foi entregue às delegações do governo sírio e da oposição síria. Em vários países, o documento foi apresentado aos governos e às embaixadas.

Uma conferência de sucesso em Genebra é de grande importância para o futuro da Síria. Por esse motivo, a Portas Abertas convida os cristãos brasileiros a estarem junto com seus irmãos sírios em oração por este evento.

Pedidos de oração
• Ore para que a conferência de Genebra II consiga por um fim à guerra na Síria.
• Peça a Deus para que todos os delegados da conferência priorizem as necessidades do povo sírio, e não as suas próprias agendas.
• Interceda por todos os que estão em luto, para que eles sejam consolados pelo Senhor Jesus, e os feridos e traumatizados possam receber cura.
• Apresente a Deus as necessidades dos milhões de sírios deslocados internamente ou no exterior.
• Clame para que os detidos ou sequestrados sejam libertados.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag