sábado, 29 de setembro de 2012

Duas vezes expulso, por amor a Deus - Indonésia

A província de Aceh, na Indonésia, partilha dos princípios impostos no estatuto social da Sharia (lei islâmica). Os muçulmanos que se tornam seguidores de Cristo precisam agir cautelosamente, reunindo-se para orar em segredo. Um deles, Abi*, revelou sua história à Portas Abertas
Todos na aldeia conheciam Abi como um muçulmano fiel. Nascido em 1952, em uma família respeitável, em Aceh, na Indonésia, Abi respirava Islã desde a infância e era obcecado em se tornar professor expert da religião algum dia.
"Entrei em uma escola islâmica quando eu era pequeno", contou Abi. "Aprendi a ler o Alcorão e viver de acordo com os ensinamentos do profeta Maomé. Na escola, eu era o líder de uma influente organização muçulmana de jovens. Por causa disso, minha família se tornou bastante famosa e eu estava orgulhoso.”
Após o colegial, ele se matriculou em uma academia islâmica de da'wah(pregação). Em uma das aulas, ele foi obrigado a estudar a Bíblia e encontrar erros. Ele parou em João 14.6, onde aprendeu que Jesus era o único caminho para o Pai nos céus (“Respondeu Jesus: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim’.”).
"Eu fiquei confuso e chocado quando li aquele verso", disse Abi. "Porque eu sempre rezava ao Profeta (Maomé), para que eu pudesse entrar no céu. Eu não conseguia parar de ler a Bíblia. Depois de um tempo, eu estava comparando-a com o Alcorão, na minha busca pela verdade”.
"Um ano depois, eu decidi seguir Isa (Jesus). Fui batizado em uma igreja local, fora de Aceh; minha família não sabia sobre isso. Um pastor que não vivia em Aceh me ajudou a crescer na minha nova fé em Jesus", confessou ele.
Mas, Abi era casado com uma muçulmana, na época. Depois de dois anos em Sumatra, ele tentou retomar contato com sua esposa e três filhos em Aceh. Quando voltou para a comunidade onde nasceu, todos já estavam cientes de sua conversão. Abi foi expulso da aldeia.
"Eu não sei quem espalhou a notícia ou como minha família descobriu sobre minha conversão", explicou Abi. "Minha mulher ficou chocada; imediatamente, eu a transferi, juntamente com meus filhos, para outra região."

Sua esposa faleceu em 1979, por causa de uma doença. Preocupado com a educação dos filhos, Abi e as crianças mudaram-se para Java. Lá, ele encontrou emprego em uma organização missionária local, onde traduziu livros sobre Jesus e sua obra de salvação. Então, outra instituição ofereceu-lhe a oportunidade de traduzir a Bíblia para a língua local de Aceh. Mas havia um problema.
"Para executar este projeto, eu precisaria voltar para Aceh e ministrar para as pessoas de lá", declarou o cristão, que se casou novamente três anos após a morte de sua esposa. "Eu voltei para Aceh apenas para ser banido de novo, desta vez, para sempre. Meus amigos da faculdade leram os livros que traduzi e me denunciaram para as autoridades religiosas”.
"Assim, eu tentei levar a Palavra de Deus através do rádio. A missão enviou-me materiais e eu os traduzi para Aceh. Gravei em cassetes, que foram enviados a outro país para serem exibidos. Era mais seguro, e também mais eficaz, porque as pessoas, em Aceh, gostam de ouvir rádio", acrescentou.

Os ouvintes de Abi enviaram-lhe mensagens pelo rádio, pedindo Bíblias e outros livros cristãos. Sempre que os pedidos chegavam, Abi entrava em Aceh para entregar o material. "Após a minha segunda expulsão, eu estava proibido de entrar na cidade", disse. "Mas Jesus me ajudou a levar essas Bíblias para os crentes secretos em Aceh. Eu entrei e sai da província por vários anos."
Com todo o sucesso que alcançou, o ministério de rádio foi de curta duração. A transmissão de Abi foi interrompida por razões desconhecidas, mas ele continuou levando livros e também decidiu ser ministro por tempo integral. Foi exatamente na época, em 1999, em que deu esse passo tão importante, que seu único filho foi assassinado.
"Meu filho estava compartilhando o Evangelho com uma tribo local, em outra província", lembrou Abi, incapaz de conter as lágrimas. "Eu fiquei chocado. Foi o momento mais triste da minha vida; mas Deus me deu amigos que me ajudaram a passar por isso."
Muitos, na cidade de Aceh, conheceram ao Senhor através do ministério de Abi, que os levava até as igrejas locais para serem ensinados nos fundamentos da fé. "Eu não podia discipliná-los", explicou ele. "Porque ia de aldeia em aldeia, para evitar ser pego, e lhes dava Bíblias. Então, eu pensei em pedir ajuda às igrejas em Aceh, para que ensinassem os novos crentes."

Por causa do medo, a maioria dos pastores em Aceh não quis aceitá-los. As Igrejas poderiam ser acusadas de "cristianização", se levassem crentes de origem muçulmana aos cultos. Os novos cristãos, por sua vez, foram encaminhados aos tribunais da Sharia, onde foram pressionados a voltar ao islamismo.
Depois de mais de uma década de exílio, Abi encontrou uma maneira de se estabelecer em Aceh com sua família. Ele escolheu uma aldeia longe de sua terra natal, desconhecida de seus amigos da faculdade e vizinhos. Lá, ele abriu uma pequena loja e continuou seu ministério de distribuição.

Mesmo aos 60 anos, Abi continua a sustentar o sonho que o colocou em uma aventura quando era apenas um estudante universitário.

"Eu encontrei paz em Isa (Jesus). Nele, eu descobri as respostas para todas as minhas perguntas", disse Abi à Portas Abertas. "Oro para que, um dia, as pessoas que vivem em Aceh percebam que Deus é o único caminho, que Ele é a verdade que tanto procuram. Eu nunca vou deixar de espalhar as Boas Novas da salvação aos meus companheiros de Aceh. Jesus os ama e quer que eles venham a Ele".

Pedidos de oração
• Ore em favor de Abi, como ministro do Evangelho, e pela segurança de sua esposa na aldeia em que vivem.
• Interceda para que os parentes de Abi, em Java, se tornem cristãos também.
• Peça a Deus para que os trabalhadores cristãos em Aceh continuem a encontrar paz e coragem, apesar dos desafios de levar o amor de Deus sob o contexto de perseguição.
• Clame pelos crentes secretos em Aceh, para que eles possam participar de uma Igreja ou um grupo de oração e, assim, sejam nutridos na fé.
*A fim de proteger Abi e sua família, seu nome real, juntamente com outros detalhes de sua história, não poderão ser compartilhados
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

Cristãos de Zinder são atacados em resposta ao filme anti-Islã - Nigéria

O Irã já declarou que não participará do Oscar 2013; no Brasil, autoridades proibiram a exibição do filme, considerado como ofensivo ao Profeta Maomé e as demais crenças islâmicas; na Líbia, o embaixador americano foi assassinado. Uma onda de violência por parte de mulçumanos fundamentalistas foi espalhada por diversos países. A oração é a maior ferramenta de proteção dos cristãos
Nigeria church.jpg
Em reação ao filme produzido nos Estados Unidos sobre o Islã, manifestantes muçulmanos queimaram uma igreja em Zinder, segunda cidade do Níger, na sexta-feira (14). Após a oração Jumu'ah (uma oração congregacional (salah) que os muçulmanos mantêm toda sexta-feira, pouco depois do meio-dia), uma multidão de islâmicos protestou contra o filme pelas ruas da cidade. Segundo eles, o vídeo menospreza os princípios do Islã. A revolta popular se dá em resposta aos apelos de imãs para que o ressentimento causado pelo filme “Inocência dos Muçulmanos” seja amplamente repercutido.
Radicais muçulmanos consideram qualquer ação originada na América como "cristã". Desde que se descobriu que o filme foi produzido nos EUA, a comunidade cristã local em Zinder enfrenta a reivindicação muçulmana pelo o que foi considerado como uma deturpação do profeta Maomé. Certa vez, no centro da cidade, a multidão dividida em grupos de 200, 300 e 500 pessoas se dirigiu para as igrejas da cidade. Enquanto marchavam, gritavam slogans antiamericanos.
Várias igrejas foram gravemente danificadas, alvos da violência desenfreada que se seguiu. Congregações foram invadidas e também incendiadas. As igrejas da União das Igrejas Evangélicas Protestantes e templos das Assembleias de Deus foram severamente vandalizados.
Um número desconhecido de cristãos foi ferido no tumulto. Até o momento, a polícia conseguiu sufocar a revolta, a multidão se dispersou em grupos menores e se dirigiu às residências e empresas de cristãos. A casa de um pastor de uma Igreja Evangélica e lares de membros da Igreja Católica foram alvejados e seriamente danificados.
Na sequência dos acontecimentos, 40 suspeitos foram presos
Os ataques inesperados de represália por parte de muçulmanos, contra os cristãos de Níger, causaram inquietação e confusão. Os crentes locais acreditam que membros do Boko Haram, na Nigéria (ao sul do país), estão por trás das manifestações violentas. O governador de Zinder assegurou ao povo que faria de tudo para proteger a vida e as propriedades de seus cidadãos. Embora 99% dos nigerianos são muçulmanos, é um Estado declaradamente laico e sua Constituição garante a liberdade de religião.
Rumores de mais ataques a cristãos, previstos para a manhã de 16 de setembro, elevaram as tensões. Porém, domingo (16), quando a multidão tomou as ruas, a polícia teve todas as estradas principais barradas, incluindo aquelas que levam às igrejas. A calma foi restaurada em Zinder, mas os cristãos permanecem em alerta.
Cristãos no Níger necessitam desesperadamente de nossas orações; a situação continua bastante tensa em todo o país.
Pedidos de Oração
• Interceda para que os cristãos encontrem conforto e paz através de sua fé em Jesus.
• Peça a Deus para que os líderes da igreja transpareçam a liderança piedosa de Jesus, atuando como servos na crise atual.
• Agradeça ao Senhor pelo empenho demonstrado pelo governo em proteger os cristãos. Ore para que o governador do Estado de Zinder, por meio de sua força policial, seja capaz de conter a situação.
• Ore para que os responsáveis sejam levados à Justiça.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

Matthew 1:23

"Behold, the virgin shall become pregnant and give birth to a Son, and they shall call His name Emmanuel—which, when translated, means, God with us." 


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Pastor Yousef agradece as orações que o soltaram da prisão

“Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome, por teu amor e por tua fidelidade!” Salmos 115.1

Durante todo esse tempo, muita coisa aconteceu e o pastor passou por diversas situações que o levariam a desistir de sua vida com Deus, não fosse a certeza e segurança de que o Senhor estava ao seu lado, o protegendo e cuidando de sua família. Ele nunca negou a Jesus e sua fé, coragem e amor foram honrados. 

No dia 8 de setembro, em um julgamento coberto de orações de cristãos espalhados por todo o mundo, ele foi solto e inocentado da acusação de apostasia. Na semana passada, foi publicada uma carta de sua autoria, em agradecimento a todos que intercederam por sua libertação. Confira abaixo:

“Eu glorifico e rendo graças ao Senhor de todo o meu coração. Sou grato por todas as bênçãos que Ele me deu durante toda a minha vida. Sou especialmente grato por Sua bondade e proteção divina durante a época da minha detenção.

Eu também quero expressar a minha gratidão para com aqueles que, em todo o mundo, têm trabalhado pela minha causa, ou devo dizer à causa que eu defendo. Quero expressar a minha gratidão a todos aqueles que me apoiaram, abertamente ou em completo sigilo. Todos vocês estão guardados em meu coração. Que o Senhor os abençoe e lhes dê a Sua Graça perfeita e soberana.

Na verdade, eu fui posto à prova, o teste de fé que, de acordo com as Escrituras, é “mais preciosa do que o ouro perecível”. Mas eu nunca me senti só; eu estava o tempo todo consciente do fato de que não era uma luta solitária, pois eu senti toda a energia e apoio daqueles que obedeceram a sua consciência e lutaram para a promoção da justiça e dos direitos de todos os seres humanos. Graças a estes esforços, tenho agora a enorme alegria de estar com minha esposa maravilhosa e meus filhos. Sou grato a essas pessoas, através das quais, Deus tem trabalhado. Tudo isso é muito encorajador.

Durante esse período, tive a oportunidade de experimentar, de forma maravilhosa, a Palavra que diz: "Pois assim como os sofrimentos de Cristo transbordam sobre nós, também por meio de Cristo transborda a nossa consolação.” (2 Coríntios 1.5). O Senhor confortou a minha família e deu-lhes os meios para enfrentar essa situação tão difícil. Em sua graça, Ele providenciou suas necessidades espirituais e materiais, tirando de mim um peso muito grande.

Mesmo durante o julgamento, o Senhor se fez maravilhosamente presente, permitindo-me enfrentar os desafios que estavam à minha frente. Como está escrito na Bíblia: "Ele não permitirá que sejamos tentados além do que podemos suportar.” (1 Coríntios 10:13).

Apesar de eu ter sido considerado culpado de apostasia, de acordo com uma leitura da Sharia, agradeço a Deus, que deu sabedoria aos líderes do país para quebrar esse julgamento, levando em conta outros fatores. É óbvio que os defensores do direito iraniano e os juristas têm realizado um esforço importante para fazer cumprir a legislação; eu quero agradecer a todos aqueles que defenderam os direitos humanos até o fim.

Estou feliz de viver em uma época em que podemos ter um olhar crítico e construtivo para o passado. Isto permitiu a escrita de textos universais visando a promoção dos direitos humanos. Hoje, somos devedores desses esforços prestados por pessoas queridas que já trabalharam em favor do respeito à dignidade humana e passaram para nós estas declarações universais tão significativas.

Eu também sou devedor daqueles que, fielmente, viveram a Palavra de Deus, para que a própria Palavra nos fizesse herdeiros de Cristo.

Antes de finalizar, quero pedir uma oração pelo estabelecimento de uma paz sem fim e universal, de modo que seja feita a vontade do Pai, assim na terra como no céu. Verdadeiramente, tudo passa, mas a Palavra de Deus, fonte de toda a paz, perdurará eternamente.

Que a graça e a misericórdia de Deus sejam multiplicadas sobre cada um. Amém!”

Yousef Nadarkhani

Toda glória e honra e louvor sejam dados ao Senhor Jesus!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Radicais nigerianos matam cinco em um ataque contra cristãos

Declarada oficialmente como uma nação islâmica, desde o início desse ano, a Nigéria tem sido palco de uma série de ataques contra famílias cristãs que vivem no país. Recentemente, supostos membros do grupo islâmico radical Boko Haram atacaram uma reunião cristã. Ore pela proteção dos servos do Senhor!
No último domingo (16), cinco pessoas foram mortas a tiros em Zongo, Bauchi, quando homens armados atacaram alguns cristãos poucos minutos depois das seis horas da tarde. Outros nove irmãos ficaram feridos.
De acordo com o presidente da Juventude da Associação Cristã da Nigéria do Estado de Bauchi (YOWICAN, sigla em inglês), Simon Samuel, em entrevista por telefone, os pistoleiros eram, supostamente, membros do Boko Haram.
"Após invadirem a reunião e atirarem contra as pessoas que ali estavam, cinco cristãos foram mortos enquanto nove sofreram ferimentos graves.Eles vieram até a arena onde as vítimas divertiam-se com um jogo local de triciclos, chamado Keke NAPEP e atiraram sem ao menos titubearem. Vou sempre ao Hospital Tafawa Balewa University Teaching, onde os feridos são atendidos", disse ele.
Quando contatado, o porta-voz da polícia de Bauchi, Hassan Mohammed, disse que não estava ciente do incidente.
"Dois jornalistas me ligaram, mas eu ainda não tive a chance de confirmar os fatos. A imprensa e a polícia estão fazendo o mesmo trabalho, porque todos nós trabalhamos pela paz na Nigéria. Então, temos de obter todos os detalhes para não cometermos o crime de divulgar informações erradas", disse o delegado Mohammed.

Saiba mais sobre a Nigéria, 13º país que mais persegue os cristãos no mundo.
FonteDaily Times Nigeria
TraduçãoAna Luíza Vastag

Na Coreia do Norte, milhares de cristãos são postos em campos de concentração

Enquanto o governo da Coreia do Norte se recusa a reconhecer a existência de presos políticos, milhares de cristãos e outros prisioneiros de consciência permanecem trancados em grandes campos de concentração que lembram o holocausto nazista
Visto facilmente através de imagens de satélite, mas fortemente negado pelo governo, os campos de concentração norte-coreanos carregam o horror das prisões e torturas da época do Holocausto. Um livro, lançado no início desse mês, traça o perfil de Shin Dong-Hyuk, único homem que conseguiu escapar de um campo classificado como "zona de controle total". Depois de passar algumas semanas na lista dos mais vendidos, Escape from Camp 14 (Escapei do Campo 14, tradução livre) chamou a atenção internacional para a Coreia do Norte.

O país, frequentemente, enfrenta críticas de organizações de direitos humanos. A Portas Abertas EUA destaca a terrível situação em que vivem os crentes da Coreia do Norte: a isolada nação asiática ocupa a posição número um na Classificação de Países por Perseguição de 2012; de uma compilação de 50 países onde os crentes enfrentam mais perseguição religiosa. Estima-se um número entre quarenta e setenta mil cristãos que sofrem em campos de zona de controle total, onde as pessoas rotuladas como "pensadores errados" são enviadas para morrer.

Shin Dong-hyuk nasceu neste mesmo tipo de campo, em 1982. Em seu livro, ele admite que denunciou sua mãe e irmão aos guardas da prisão porque eles planejaram fugir sem ele. Como resultado, eles foram pendurados na frente de Shin e outros prisioneiros; ele próprio também foi torturado, como punição por seu "crime".

Shin disse ao jornalista americano Blaine Harden, autor de Escape from Camp 14, que ele “queria que as pessoas soubessem qual é o tipo de criança que vive nesses campos: extremamente leal aos guardas; que faria qualquer coisa para conseguir mais alimentos".

As condições nos campos de prisioneiros norte-coreanos são semelhantes aos campos sob o inesquecível regime de Hitler, Stalin e Mao. "Prisioneiros políticos" trabalham, essencialmente, até a morte; enquanto são submetidos a torturas físicas e psicológicas graves. A Portas Abertas revelou que a carga horária básica de trabalho são 18-20 horas por dia, com pouca ou nenhuma comida. Para complementar a ração que recebem para comer, os presos consumem qualquer coisa comestível, incluindo cobras, ratos, insetos, raízes e ervas.

Em abril, a Comissão Norte-Americana para os Direitos Humanos na Coreia do Norte lançou um relatório baseado em entrevistas com 60 ex-prisioneiros e guardas. O relatório de duzentas páginas descreve prisões localizadas principalmente nas regiões montanhosas do norte, rodeadas por arame farpado e cercas elétricas – cercas que Shin escalou na esperança de escapar, usando o corpo de seu melhor amigo como isolamento contra a corrente mortal.

Em 2009, a Coreia do Norte declarou ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas: "O termo ’preso político' não existe no vocabulário da DPRK (sigla em inglês que, traduzida, quer dizer República Democrática Popular da Coreia); acampamentos dos prisioneiros chamados ‘políticos’ não existem”. De acordo com o relatório de abril, ex-prisioneiros foram capazes de identificar seus locais de trabalho, áreas de execução e outros marcos usando imagens de satélite disponíveis no Google Earth.

Greg Scarlatoiu, diretor executivo do Comitê para os Direitos Humanos na Coreia do Norte, disse que, enquanto a Coreia do Norte tenta esconder as realidades terríveis de Pyongyang, mais de trinta mil desertores norte-coreanos fugiram do país.

Ore em favor dos crentes presos na Coreia do Norte. Peça a Deus para sustentá-los e para que eles possam ser libertos. Clame por mudanças que só podem ser trazidas através do Evangelho.
FonteMission Network News
TraduçãoAna Luíza Vastag

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Amigos e familiares de blogueira cristã são presos no Vietnã

A polícia vietnamita prendeu amigos e familiares de Dang Thi Kim Lieng, a mãe de uma blogueira cristã que ateou fogo em seu próprio corpo em protesto contra a prisão de sua filha. A família tem sido apontada pelo governo comunista como "reacionária" desde a manifestação marcada pela autoimolação, no final de julho
Blogueira vietnamita.jpg
A prisão ocorreu domingo (16), durante evento que reuniu familiares e amigos em memória à morte de Dang Thi Kim Lieng, a mãe de uma blogueira cristã, que ateou fogo em si mesma, no final de julho, em protesto à prisão de sua filha.

Dois seguranças à paisana levaram outra filha de Lieng, Ta Khoi Phung, e cinco amigos em um carro, após a cerimônia de 49 dias desde sua morte, na casa de sua família, na cidade de Bac Lieu.

Eles foram encaminhados a uma delegacia, onde policiais os questionaram separadamente, por quatro horas, sobre um acidente, e acusou-os de tirar fotos de um prédio do governo antes de sua liberação, às sete horas da noite de domingo.

"Prenderam-nos como se fossemos criminosos", disse Phung. Durante o tempo em que ficou detida, a polícia também confiscou seu telefone celular.

Entre os demais obrigados a prestar depoimento, estava o líder cristão Anthony Le Ngoc Thanh e Duong Thi Tan, um blogueiro, já interrogado anteriormente.

A filha de Lieng, Marie Ta Phong Tan deve ir a julgamento em 24 de setembro, acusada de infrações, incluindo ameaça à segurança do Estado. A cristã publicava textos pedindo justiça às minorias religiosas e demais civis que tinham seus direitos violados; questionando práticas do governo comunista, claramente contrário ao cristianismo. "Membros da família irão participar do julgamento", disse Phung.

Seu irmão, Ta Minh Tu, disse que todos os familiares de Marie são vistos como "reacionários" e têm sido "isolados” por causa da autoimolação de sua mãe, em 30 de julho desse ano.

Vizinhos não se atrevem a ter qualquer contato com eles, por medo de que também sofram retaliações por agentes do Estado.

Tu acusou o major-general Do Viet Thang, diretor do Departamento de Segurança Pública de Bac Lieu, de liderar uma campanha de perseguição contra a sua família.

Leia mais:
No Vietnã, cristão de 64 anos permanece preso  
FonteUCA News
TraduçãoAna Luíza Vastag

Egito: Líder muçulmano rasga Bíblia em protesto contra filme anti-Islã

Há mais de uma semana, o mundo assiste a diversos atos de violência vindos, principalmente, de rebeldes muçulmanos, em resposta à divulgação de um vídeo no Youtube, que desrespeitava e ofendia princípios do Islã. A tensão que se originou na Líbia, espalhou-se por muitos outros países. No Egito, a embaixada dos EUA foi atacada e um líder islâmico voltou-se contra os cristãos
Agência Internacional de Notícias Assírias noticiou o protesto do clérigo muçulmano Abu Islam, que rasgou e queimou uma Bíblia em frente a milhares de islâmicos, no Egito. Sua ação foi recebida com aplausos de rebeldes contrários ao cristianismo. Antes de entrar em seu carro, Abu Islam voltou-se à multidão e avisou: "Da próxima vez, vou urinar sobre ela".

Em sua manifestação, o líder muçulmano declara, com o Alcorão (livro sagrado do Islã) em suas mãos: "Esse é o livro de verdade e de paz. O lugar certo para as palavras deste livro é sobre nossas cabeças, porque é a verdadeira inspiração". Segurando a Bíblia Sagrada, ele continua: "Este é o livro que aquele ‘cão’ Terry Jones acredita, assim como aqueles cristãos egípcios que vivem na América com ele. Hoje eu só posso destruí-lo."

Ele então, começa a rasgar a Bíblia e jogar pedaços das folhas sobre a multidão, em meio a gritos de "Ala é grande" e "Judeus, o exército de Maomé está vindo." Um homem de azul, ao lado de Abu Islam queima a Bíblia, elevando-a para todos verem.
O Dr. Mustafa Maraghy, professor de direito Islâmico na Universidade do Cairo, apresentou uma queixa contra o clérigo à Procuradoria Geral. A denúncia citou o verdadeiro nome do clérigo, que é Ahmed Abdullah e afirma que ele é o dono do canal de TV Nação Islâmica. O pedido do acadêmico é punição por desacato da religião, perturbação da segurança e a paz pública.
Maraghy, que é o presidente da Coalizão dos Cristãos Coptas, disse que rasgar e queimar um exemplar da Bíblia, sagrada para os cristãos do mundo todo, é um "ato vil e bárbaro". Ele acrescentou que não é permitido difamar religiões no Egito. "Os mesmos sentimentos que temos por causa do filme que insultou o profeta Maomé, sentimos por este ato criminoso", afirmou.
Prometeu ainda que a Coalizão Copta não irá ignorar tais atitudes, mas vai processar as pessoas responsáveis pelos atos ofensivos. A União da Juventude Copta apelou ao presidente do Egito, Moahamed Morsi, por uma intervenção imediata, a fim de conter quaisquer esforços para aumentar ainda mais a divisão e a violência entre muçulmanos e cristãos.
A Coalizão, que tem entre seus membros muçulmanos e coptas, emitiu um comunicado oficial condenando o filme "A Inocência dos Muçulmanos" (tradução livre), considerado ofensivo ao Islã. Magdy Saber, porta-voz da União da Juventude condenou o ato de Abu Islam. Ele exigiu que as autoridades tomem as medidas necessárias para evitar uma guerra santa entre os egípcios. "Se nós condenamos os cineastas que fizeram esse filme sobre Maomé e que não moram no Egito", disse ele, " também devemos condenar este ato vergonhoso aqui no Egito, ressaltando a necessidade de punir Abu Islam por suas ações irresponsáveis."

Em entrevista ao jornal local Mohit, Abu Islam negou ter queimado a Bíblia, dizendo: "Eu rasguei-a e atirei-a para os manifestantes pisarem nela com seus sapatos." Ele acrescentou: "Da próxima vez eu vou fazer o meu neto urinar sobre ela. Como diz o ditado, olho por olho e dente por dente. A culpa é de quem começou tudo".
Ao ser lembrado de que os produtores do filme não representam todos os coptas e nem o povo americano e, portanto, seu livro sagrado não deveria ser insultado como resposta, Abu Islam foi enfático: "Se alguém fez algo ruim, todo mundo leva a culpa. Será que todos os muçulmanos são responsáveis pela dor que Osama bin Laden causou? Deixe-os provar o mesmo que mundo islâmico teve de engolir".

"Até agora não ouvimos nenhuma condenação de qualquer organização muçulmana sobre o caso, como a nossa igreja fez sobre o filme anti-Islã,"disse o ativista copta Mark Ebeid. Ore pela paz no Egito ; para que os cristãos saibam lidar com esses conflitos com a mesma sabedoria e amor que Jesus nos ensinou e assim, a situação não piore ainda mais.

Leia mais:
Em visita ao Líbano, Papa Bento XVI pede paz a radicais islâmicos
Hezbollah incentiva protestos contra filme anti-Islã

FonteAINA e Mídia Gospel
TraduçãoAna Luíza Vastag

Perseguição resulta em demolição de Igreja Protestante em Moscou

Marcada pelos anos de Guerra Fria, como ex-potência soviética; o governo da Rússia passou longos anos lutando contra o crescimento das Igrejas em seu território. Hoje, tanto tempo depois dos conflitos entre capitalistas e socialistas, o cristianismo continua sofrendo com visões preconceituosas e contrárias do Estado. AChechênia, localizada ao sul do país, ocupa o 20º lugar na classificação de perseguição aos servos de Deus. "A Rússia precisa de paz"
Perseguição resulta em demolição de Igreja Protestante em Moscou.jpg
No início da semana passada, cristãos russos sabiam exatamente o que a destruição da Igreja da Santíssima Trindade significaria para a liberdade religiosa na ex-União Soviética.

"Foi a primeira vez, desde a revolução de Lênin e Stalin, que uma igreja foi vandalizada e destruída", disse Wade Kusack, representante dos Ministérios da Rússia. À luz dos recentes acontecimentos, surge um horizonte obscuro no país e o futuro parece opressivo.
"É um sinal", disse Kusack. "Este é um claro sinal de todos os outros grupos que detestam protestantes na Rússia."

A congregação da Igreja da Santíssima Trindade ainda se reuniu com seu pastor, no domingo, em adoração a Deus, perto das ruínas de sua antiga sede. Dois dias depois, funcionários do governo mantiveram o líder cristão sob custódia da polícia por três horas, e o interrogaram sobre a "reunião ilegal" que manteve com os demais irmãos.
"Reuniões não autorizadas são proibidas por lei e podem ser punidas com até quatro anos de prisão ou multas enormes, de até 15 mil dólares, relatou Kusack. "Ele também foi ameaçado caso não cancelasse os encontros de cristãos."
A polícia usou táticas de intimidação, dizendo ao pastor que, se os crentes se reunissem novamente, mais pessoas seriam presas e ele poderia enfrentar a prisão por tempo indeterminado. Oficiais usaram uma lei recente como base de suas ameaças, que afirma que reuniões ao "ar livre" não podem ser realizadas sem a permissão do governo.
"Eles alegam que o prédio não pertence mais à congregação", explicou Kusack. "A propriedade está destruída, e a igreja não pode cultuar mais lá. Eles chutaram os cristãos para fora; os colocaram na rua e disseram, 'Nós não os conhecemos, não gostamos de vocês’," disse o representante Wade Kusack.
Como os cristãos russos reagiram?
"Eles afirmaram que vão adorar a Deus independentemente das circunstâncias", disse Kusack. "Vamos ver o que vai acontecer no próximo domingo. Autoridades não têm arrependimentos sobre o ocorrido, e acho que vão ser mais duras com os cristãos."
Peça a Deus pela proteção dos crentes que enfrentam ameaças e perseguições
De acordo com Kusack, a situação da Igreja da Santíssima Trindade resume a nova postura do governo em relação às Igrejas em toda a Rússia. Autoridades exigem que as congregações protestantes deixem certas áreas, mas quando essas tentam alugar um prédio em outro local, funcionários estatais negam suas solicitações.
"Eles procuram empurrar as Igrejas para longe de grandes cidades, como Moscou", afirmou Kusack.
A igreja citada tem buscado a justiça através dos tribunais russos, mas não está otimista sobre os resultados. Ore em favor dos cristãos russos perseguidos e peça a Deus pelas autoridades russas. Acima de tudo, clame pela paz na Rússia.
"A situação está ficando cada vez pior e as tensões estão crescendo", disse Kusack. "A Rússia precisa de paz."
FonteMission Network News
TraduçãoAna Luiza Vastag

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Garota paquistanesa acusada de blasfêmia é libertada!

O final de semana com direito a feriado, no Brasil, foi marcado por benções divinas sobre a vida dos cristãos perseguidos. No Irã, o pastor Yousef Nadarkhani foi libertado após quase três anos de prisão; no Paquistão, a menina Rimsha, presa por blasfêmia, também foi solta. Renda graças a Deus por sua misericórdia e todos os benefícios que nos tem feito. Louvado seja o Senhor!
Rimsha é solta da prisão.jpg
Autoridades paquistanesas confirmaram a informação de que a menina cristã Rimsha, diagnosticada com problemas mentais, acusada de blasfêmia contra o Islã, foi liberta da prisão, no último sábado (8).

A liberação de Rimsha Masih aconteceu um dia depois de um juiz lhe conceder liberdade sob fiança, no caso que atraiu atenção internacional sobre a aplicação das leis de blasfêmia no Paquistão.

Acredita-se que a menina tenha 14 anos; ela passou as últimas três semanas na cadeia, perto da capital paquistanesa, Islamabad, depois que os vizinhos a acusaram de queimar páginas do Alcorão.

Testemunhas afirmam que, sábado (8), um veículo blindado a trouxe da prisão, na cidade de Rawalpindi, para o local onde um helicóptero a esperava. Não se sabe ao certo para onde Rimsha foi levada, mas o ministro do Paquistão para a harmonia nacional, disse à agência de notícias francesa AFP, que ela foi levada para um lugar seguro onde pôde rever sua família.

De maioria muçulmana, as penalidades contra a blasfêmia, no Paquistão, são algumas das mais difíceis do mundo. Qualquer um considerado culpado de insultar o Islã e o profeta Maomé é condenado à pena de morte.

Na sexta-feira (7), a Anistia Internacional disse que Rimsha ainda está em grave perigo, mesmo depois de o juiz ter ordenado sua libertação.

Um grupo de direitos humanos considerou a decisão como um passo encorajador. Mas diz que o governo paquistanês deve reformar urgentemente as suas leis de blasfêmia. Para representantes do grupo, as leis atuais não podem ser usadas para resolver disputas, muito menos abrir precedentes para que os cidadãos façam justiça com as próprias mãos.

Na semana passada, a polícia prendeu um clérigo muçulmano depois que membros de sua mesquita o acusaram de plantar provas contra Rimsha (Leia emImã é preso, acusado de plantar provas contra menina paquistanesa). Outros líderes muçulmanos exigiram que ela fosse solta da prisão.

Muitos cristãos que vivem no mesmo bairro de Rimsha fugiram da área, temendo atos de vingança por parte dos islâmicos.

O Ministro do Paquistão também celebrou a decisão do tribunal, dizendo que é uma vitória para a verdade. Os advogados de Rimsha argumentaram que a menina tem Síndrome de Down, o que prejudica suas habilidades mentais.

Assista abaixo, reportagem da AFP:

Acompanhe o caso desde o início:
Polícia paquistanesa prende menina de 11 anos por blasfêmia
Médicos confirmam incapacidade mental de menina paquistanesa
Adolescente acusada de blasfêmia no Paquistão não pode ir para casa
Imã é preso, acusado de plantar provas contra menina paquistanesa 
FonteVOA News
TraduçãoAna Luíza Vastag

sábado, 8 de setembro de 2012

Pastor Yousef Nadarkhani


Iran: Pastor Nadarkhani released, aquitted of apostasy  08/09/2012

CSW has been informed that Yousef Nadarkhani, the Church of Iran pastor  sentenced to death for apostasy, has been released and is at home with his family.
According to reliable sources, during court proceedings that took place today, Pastor Nadarkhani was acquitted of apostasy,  but found guilty of evangelizing Muslims. He was sentenced to three years imprisonment for the latter charge, but released because he had already served this time.
Pastor Nadarkhani was arrested in his home city of Rasht in 2009 soon after questioning the Muslim monopoly of religious instruction for children, which he felt was unconstitutional. He was sentenced to death for apostasy in 2010, a decision that was upheld by the Supreme Court in 2011.  Although the  Iranian penal code did not specify death for apostasy, a constitutional loophole allowed judges to refer to Shari’a law and authoritative fatwas to justify such a sentence. Today the pastor had been expected to face new charges for unspecified crimes, but was instead released.
CSW’s Chief Executive, Mervyn Thomas said, "CSW is delighted to learn of Pastor Nadarkhani’s release after a long incarceration. We commend the Iranian judiciary for this step, which is a triumph for justice and the rule of law. While we rejoice at this wonderful news, we do not forget hundreds of others who are harassed or unjustly detained on account of their faith, and CSW is committed to continue campaigning until all of Iran’s religious minorities are able to enjoy religious freedom as guaranteed under the International Covenant on Civil and Political Rights, to which Iran is party.”
For a CSW religious freedom briefing on Iran, please visit http://dynamic.csw.org.uk/article.asp?t=report&id=164

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

David Garret


A perseguição na Coreia do Norte


Apesar do novo líder, cristãos ainda são perseguidos na Coreia do Norte

Continue orando pelos cristãos na Coreia do Norte, que decidiram seguir Jesus apesar do grande risco de vida que correm, assim como suas famílias. Nenhum país no mundo é tão avesso à crença em Cristo como o regime norte-coreano, e parece que, depois de mais de meio ano com um novo governante, nada mudou
Kim Il-Sung and Kim Jong-Il.jpg
O novo líder da Coreia do Norte foi fotografado sorrindo. Ele tem uma esposa. E até já passeou por uma montanha russa. Mas não se deixe enganar, disse Todd Nettleton, porta-voz da Voz dos Mártires EUA. "Fotograficamente, ele está fazendo comparações. Não a seu pai, Kim Jong II, mas a seu avô, Kim II-Sung, fundador da Coreia do Norte”, explicou.

O que está acontecendo na Coreia do Norte é o cultivo de uma imagem. "Isso é perceptível pelo seu estilo de cabelo, sua roupa. Para nós, que estamos olhando de fora, isso não é visto, necessariamente, em primeira instância, mas para o povo da Coreia do Norte que, em última análise é o seu público, as semelhanças são vistas instantaneamente".

Sua aparência moderna anda em conjunto com ideias modernas? De acordo com os contatos de trabalho da Voz dos Mártires, não. A realidade dos fatos é praticamente o oposto disso. Nettleton detalha a ligação entre os líderes. "Este é o neto de Kim II-Sung, que é o fundador do nosso país. Ao tomar o controle de volta ele está levando-nos à prosperidade e grandeza".

A realidade é...
A Coreia do Norte enfrenta ainda mais do que a escassez de alimentos básicos quando a seca é seguida por inundações devastadoras. Sem a ajuda da China, a fome em massa se torna uma possibilidade cada vez mais provável. No entanto, isso tem sido pouco significativo no sentido de desafiar a ideologia que recobriu a Coreia do Norte em sigilo. Nettleton argumenta: "O governo está construído sobre a ideia de ‘juche’, que é a palavra para ‘auto-suficiência’ e, realmente, este é um sistema religioso projetado para divinizar os líderes".

Outro ponto a ser lembrado é que as pessoas, por trás das cenas, não mudaram. Os generais que instalaram Kim Jong-un como líder ainda estão controlando as cordas. Promessas de reforma são enganosas, na melhor das hipóteses.

Diante de toda essa situação, Nettleton não acredita que acontecerão grandes mudanças para os cristãos. "Quando você diz ‘eu sou cristão’, não é só uma questão de escolha de religião; você está realmente enfraquecendo o governo, isso é interpretado como uma traição, como se você dissesse: 'Eu não estou seguindo a juche, não estou adorando nossos líderes, estou seguindo a Jesus Cristo’."

A Coreia do Norte é considerada a nação mais hostil para se viver e praticar a fé cristã; há muitos relatos de cristãos que são presos por causa de sua religião. A Portas Abertas diagnosticou que pelo menos um quarto dos crentes do país estão definhando em campos de trabalho por se recusar a adorar Kim II-Sung.

Qualquer pessoa que acredite em "outro deus" é automaticamente perseguida, razão pela qual os cristãos que vivem neste país devem permanecer na clandestinidade. Os métodos tradicionais de discipulado e evangelismo não existem no regime totalitário. Por isso, muitos irmãos precisam fugir do país, em troca de sua sobrevivência.

Quando refugiados norte-coreanos são repatriados, é certo que serão punidos pelo governo. O nível de punição depende se eles vão para a Coreia do Sul ou simplesmente para a China. A Portas Abertas tem trabalhado com refugiados norte-coreanos enquanto estes ainda se encontram na China. O trabalho consiste em ajuda-los na difícil situação econômica em que se encontram, e também pregar-lhes sobre Cristo. Você também pode fazer parte deste trabalho tão importante, contribuindo para a manutenção e proteção dos servos do Senhor na Coreia do Norte. Para saber mais, clique aqui. 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Você já notou o sorriso deles?

Uma das coisas que mais chama a atenção quando se vê fotos da Igreja Perseguida, ou quando a visitamos pessoalmente, é o sorriso. Em meio a igrejas invadidas, lojas incendiadas, pais presos e desemprego, ele está lá. Não que as lágrimas não rolem, ou que a ira não se acenda. Isso acontece. Mas o sorriso reaparece, ao final, por causa da alegria que a esperança em Cristo proporciona.

Um dos primeiros cristãos perseguidos, o apóstolo Paulo, escreve "Alegrem-se sempre no Senhor" (Filipenses 4.4) enquanto estava na cadeia. Aliás, esta carta exorta diversas vezes a Igreja a se alegar no Senhor. 

A Igreja Perseguida atual é também uma carta de Deus para a Igreja Livre. Podemos aprender sobre perseverança e fé, mas aprendemos, também, muito sobre alegria - a alegria que não está ancorada nas circunstâncias, mas exclusivamente em Deus. 

Cristão é morto em ataque extremista na Índia

Perguntaram a um homem se ele era cristão. Ao responder que "sim", ele foi brutalmente espancado e, devido seus ferimentos, morreu. A polícia não se pronunciou sobre o caso
O All India Christian Council (AICC, sigla em inglês) informou que Edwin Raj morreu e outros ficaram feridos, no último domingo (2), em um ataque de nacionalistas hindus a uma reunião de oração, em Tamil Nadu.

Como tudo aconteceu
Inicialmente, um pequeno grupo de extremistas interrompeu a reunião de oração. Logo chegaram outros assaltantes, armados com pedras e barras de ferro. Eles perguntaram a Raj se ele servia a Deus através do cristianismo; quando ele disse "sim", o espancaram brutalmente. Por conta de seus ferimentos, o cristão morreu a caminho do hospital. Seu pai também foi ferido ao tentar defendê-lo dos agressores.

Relatórios da AICC revelam que os extremistas haviam dito à polícia que pretendiam atacar os cristãos – e a polícia não fez nada para impedi-los. Uma equipe de averiguação da AICC já visitou a aldeia em busca de justiça para os cristãos.

Pedidos de oração
  • Ore para que a família de Edwin e seus amigos sintam a paz de Deus, mesmo agora, com sua morte.
  • Peça ao Senhor pela cura e restauração de todos os afetados por este ataque, para que a sua fé seja fortalecida.
Conheça mais sobre a Índia e a perseguição de cristãos que, infelizmente, acontece por lá. 
FonteRelease International
TraduçãoAna Luíza Vastag

Imã é preso, acusado de plantar provas contra menina paquistanesa

Líder muçulmano é acusado de esconder páginas do Alcorão, em saco que a menina cristã Rimsha carregava para casa, dando a entender que ela queimou o livro sagrado islâmico. A atualização é uma reviravolta surpreendente no caso que causou um clamor internacional sobre as rigorosas leis de blasfêmia no Paquistão
Khalid Chishti.jpg
Na tarde de sábado (1), a polícia paquistanesa prendeu Khalid Chishti, depois que um clérigo acusou o imã de plantar provas, como forma de pressionar os cristãos a sair do bairro. Domingo (2), Chishti negou as acusações, ao ser conduzido algemado ao tribunal, usando uma venda branca. "Eu não fiz nada de errado. Isso é tudo invenção", disse ele a jornalistas.

A prisão do imã poderia liberar a menina, considerada deficiente mental. Detida há duas semanas, Rimsha enfrenta sentença de prisão perpétua se for condenada pelas acusações de ter profanado o Alcorão. Uma audiência de fiança está prevista para hoje (3).
Muitos cristãos fugiram do bairro, quando a menina foi presa, preocupados com o uso de leis que, dizem os críticos, são muitas vezes utilizadas para ajustar contas, tendo as minorias como alvo.

"Nós todos estamos sofrendo", disse Ashraf Somera, uma mulher cristã que mora no bairro da menina. Ashraf e sua família fugiram do bairro junto com outros cristãos, quando as acusações de blasfêmia vieram a público, temendo represálias. Ela só retornou recentemente, mas ainda não se sente segura.

A polícia informou que Chishti plantou páginas do Alcorão, em uma sacola contendo os papéis queimados e cinzas que tinham sido levadas pela menina cristã. O saco foi, então, submetido como prova para a polícia.

“Um membro de sua própria mesquita - mais de duas semanas após a prisão da garota - acusou o imã de forjar a prova”, disse o oficial de investigação, Munir Jaffery.

O caso tem ganhado as atenções internacionais porque a punição por violar as leis de blasfêmia do Paquistão é muito polêmica e tem causado grande alvoroço no país. Sobre Rimsha, especificamente, grande parte dos protestos é por causa da idade da menina e sua capacidade mental.

Partidários alegaram que ela tem 11 anos e é portadora de Síndrome de Down. Uma junta médica disse, porém, que ela tem cerca de 14 anos e sua idade mental não corresponde a sua idade física.

O advogado da garota, Tahir Naveed Chaudhry, afirmou que a prisão do imã prova que Rimsha é inocente e que, provavelmente, o caso se encerrará na audiência de hoje.

Raramente, pessoas que trazem acusações de blasfêmia são investigadas, quanto mais presas, por abusarem da lei. Ali Dayan Hasan, chefe da Human Rights Watch no Paquistão, disse que a decisão de agir contra Khalid Chishti foi "sem precedentes".

"Essa situação indica uma tentativa genuína de investigação, em vez de simplesmente culpar a vítima, o que acontece normalmente em casos de blasfêmia", disse Hasan. "Eles estão realmente atrás de incitações à violência e alegações falsas. É um desenvolvimento bem-vindo e positivo", concluiu.

Poucos líderes locais se dispuseram a enfrentar a questão controversa da legislação, depois que dois proeminentes políticos foram assassinados, no ano passado, por terem criticado a aplicação da lei. Um deles foi baleado por seu próprio guarda-costas que, por causa desse crime, atraiu multidões de adoradores.

Fora da mesquita de Islamabad, onde o imã trabalhou, muçulmanos locais disseram que as acusações contra seu líder religioso são falsas, alegadas por um companheiro que tinha causado problemas no passado.

Segundo os moradores islâmicos da região, não houve punição suficiente de pessoas acusadas de blasfêmia. "Não há nenhum problema na lei de blasfêmia e seus procedimentos", disse Malik Qadir. "Sempre que há um caso de blasfêmia no Paquistão, nunca vemos qualquer punição. Esta é uma política errada do governo", concordou Hafiz Tariq Mahmood.

O próprio advogado da menina, Chaudhry, disse que acredita na lei; sua atuação é para ter certeza de que a legislação não foi usurpada.

Muitos residentes locais alegaram que ainda acreditam que a menina pode ser culpada, e sustentam que ela tinha idade suficiente para ser responsável por seus supostos crimes.

A audiência marcada para essa segunda-feira para decidir sobre a concessão da fiança para a cristã, já foi adiada duas vezes.

O advogado do imã Chishti, Rao Abdur Raheem, afirmou que a polícia estava sofrendo pressão de superiores hierárquicos para suavizar o caso.
"Esta torção deliberada no caso, visa desencorajar reclamações sob a lei de blasfêmia", disse ele no tribunal, domingo (2).

A maioria das famílias cristãs fugiu do bairro onde o incidente aconteceu, temendo represálias após a prisão da menina. Mesmo depois de voltar, Ashraf disse que ela ainda está bastante preocupada com a segurança de seus filhos, por isso não permite que eles se dirijam à escola ou até mesmo até o mercado local. Segundo ela, só retornou porque tinha poucas opções.

"Em todos os lugares que íamos, as pessoas se reuniam dizendo: ‘Os cristãos não podem viver aqui’,” contou.

Pedidos de oração - Portas Abertas Internacional
  • Em colaboração com a equipe da Portas Abertas, no Golfo, foi redigida uma carta a ser enviada à embaixada paquistanesa de diversos países até o dia 14 de setembro. Rimsha, a comunidade cristã no Paquistão e o governo, precisam do seu apoio e oração. Faça sua parte! Convide as pessoas da sua região a assinarem a petição online* em favor da libertação da menina!
*A carta a ser enviada para a embaixada paquistanesa aqui no Brasil, deve estar redigida em inglês. Clicando em “petição online” você será automaticamente direcionado ao download do modelo do documento. Assine seu nome ao final do texto e envie a petição para o endereço:  Rua Perella, 369 - São Caetano do Sul, SP. CEP 09520-660; ou para o e-mail: abdouni@pakistan.org.br 

Leia mais:
Adolescente acusada de blasfêmia no Paquistão não pode ir para casa
Médicos confirmam incapacidade mental de menina paquistanesa
Polícia paquistanesa prende menina de 11 anos por blasfêmia
FonteAssociated Press e France Presse
TraduçãoAna Luíza Vastag