domingo, 28 de abril de 2013

Diário de bordo: Coreia do Norte – Parte 2


A Portas Abertas teve acesso ao relato de uma brasileira que viajou recentemente para a Coreia do Norte. Número 1 na Classificação de países por perseguição, esse é o lugar onde é mais difícil ser cristão. Em meio às tensões políticas da atualidade, leia o testemunho de quem esteve lá e viu como as coisas funcionam realmente. Confira a segunda parte dessa experiência
3º dia – Hoje foi um dia muito pesado. Visitamos o museu da guerra. O passado ainda é muito vivo na memória do povo, um passado traumático que reflete em todas as ações nos dias atuais. Os guias sempre perguntam aos norte-americanos se eles estão bem, diante dos relatos das atrocidades cometidas no passado pelos Estados Unidos, eles dizem que não tem nada contra os cidadãos norte-americanos, apenas contra o governo.
Seguimos viagem para Kaesong, uma cidadezinha muito bonita, com muitas crianças em todo o caminho. Encontramos algumas crianças em seu primeiro dia de aula e nos foi permitido tirar foto com elas, cada pequeno contato é muito especial.
4º dia – Hoje visitamos o museu onde foi assinado o armistício. Um norte americano tirou uma foto apertando a mão de um soldado. Fomos acompanhados por soldados em nosso ônibus durante todo um trajeto onde há militares.
Passamos rapidamente por alguns pontos turísticos, a líder de nossa equipe nos indicou os lugares onde havia ocorrido o grande avivamento do passado, desse modo, oramos e cantamos nestes lugares. Nossos guias turísticos sempre esperavam e respeitavam estes momentos. Uma vez, um guia até disse que seria bom orar por paz em determinado lugar.
Após isso, fomos ao paralelo 38, na linha que divide as duas Coréias. Havia mais soldados do lado Sul do que o normal e uma movimentação de jornalistas. Afastamos-nos um pouco do local e oramos por paz, depois cantamos "He is Lord". Podia-se sentir a tensão e opressão no local.
No final da tarde retornamos a Pyongyang, fomos a um circo. O espetáculo foi muito bom, os coreanos são realmente disciplinados e engraçados como palhaços.
5 º dia - Assim como a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para ele sem regarem a terra e fazerem-na brotar e florescer, para ela produzir semente para o semeador e pão para o que come, assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: Ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei.  Isaías 55:10-11
Deus trouxe esse texto ao meu coração pela manhã. Cremos que o propósito para o qual viemos foi atingido, é preciso paciência para aguardar a colheita.
Visitamos uma grande biblioteca, um hospital maternidade e lá oramos pelas famílias e bebes. No período da tarde, fomos a uma escola. Assistimos as apresentações de música e dança das crianças, em certo momento elas nos convidaram a dançar com elas. Foi muito especial. No final cantamos "Yes, Jesus loves me", me senti muito encorajada em estar com as crianças e cantar sobre Jesus para elas, mesmo cantando em inglês. Sei que embora elas não tenham compreendido a letra, Deus agiu naquele lugar.
6º dia – Dia da partida. Tivemos nosso grupo de oração e me senti mal, com uma dor enorme no coração pelos norte-coreanos, choramos e oramos juntos, até que o mal estar foi passando. Senti uma um peso de batalha espiritual enorme nessa manhã. Mas Deus nos trouxe esperança para o futuro e compartilhou uma visão com o nosso grupo.
Retornamos a China de trem, enquanto que os norte-americanos tiveram que retornar de avião, pois assim era mais fácil para serem controlados.
Saio do país com o coração grato a Deus por ter nos trazido neste momento.
Tivemos acesso aos lugares que contribuíam para a boa imagem da nação, mas ao mesmo tempo não foi possível esconder a pobreza e sofrimento da população no trajeto para o interior. Deixo a Coréia do Norte, com a certeza de que um dia vou retornar para contribuir com a propagação do Reino de Deus neste lugar. Amo os norte coreanos e agora mais do que nunca me sinto parte deste povo, sinto as suas dores e as suas alegrias.
Leia aqui a primeira parte do relato.

Através de um projeto da Portas Abertas, ajude refugiados norte-coreanos!

sábado, 27 de abril de 2013

Diário de bordo: Coreia do Norte – Parte 1


A Portas Abertas teve acesso ao relato de uma brasileira que viajou recentemente para a Coreia do Norte. Número 1 na Classificação de países por perseguição, esse é o lugar onde é mais difícil ser cristão. Em meio às tensões políticas da atualidade, leia o testemunho de quem alguém que esteve lá e viu como as coisas funcionam realmente. Confira a primeira parte dessa experiência

1º dia – Finalmente chegou o grande dia. O dia de entrar no país pelo qual orei desde os 17 anos. Mal posso acreditar no que os meus olhos estão vendo. Entramos na Coreia do Norte conscientes da tensão política e possibilidade de guerra, no entanto, não há dúvida de que Deus nos trouxe nesse momento, por algum motivo.

Chegamos ao aeroporto e os guias turísticos nos esperavam com toda simpatia, fiquei maravilhada por estar no meio dos norte-coreanos. Em nosso caminho até o hotel, Mrs Omi, nossa principal guia, foi nos apresentando Pyongyang, o clima é cinzento, e se vê em toda parte homens e mulheres trabalhando em pequenas obras nas calçadas. Nossa guia turística é como uma garota propaganda da Coreia do Norte e sempre nos lembra dos grandes líderes em suas explicações. Ela também nos orientou quanto aos lugares permitidos para fotografar. Nossos dois guias e motorista são extremamente simpáticos, um dos guias é muito engraçado e divertido.
Hoje em nosso primeiro contato com Mrs. Omi e Mr. O, a líder do grupo que já os conhecia de outras viagens, conversou com eles o seguinte: "Nós somos um grupo de viajantes cristãos, e viemos ao país neste momento porque somos amigos do povo norte coreano nos bons e maus momentos, viemos para orar pela paz da nação, está tudo bem para vocês?" Eles disseram que sim e respeitaram.
2º dia - Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos.
Um dia fala disso a outro dia; uma noite o revela a outra noite. Sem discurso nem palavras, não se ouve a sua voz. Mas a sua voz ressoa por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo. Salmos 19:1-4
Visitamos uma igreja de fachada, cantamos Amazing Grace. Visitamos também a torre juche e grandes monumentos. Um guia contou a uma viajante da equipe, que a aceitação da ideologia juche já não é mais de 100 %. Por isso temos orado pela nova geração, temos muita esperança neles.
Conhecemos a casa onde Kim Il Sung cresceu. O lugar tornou-se venerado por contar a história de um passado humilde com o qual a população pode se identificar. Alguém tirou uma foto que apareceu só a metade da fotografia dos pais do líder, nossa guia pediu para que a pessoa fotografasse novamente.
Seguimos viagem para Nampho, em todo o caminho, de dentro do ônibus, cumprimentamos as pessoas, as crianças, e a maioria aparenta ficar alegre e correspondem os nossos sorrisos e cumprimentos. Como não estamos tendo muito contato com a população, não é possível saber como eles estão se sentindo em relação a ameaça de guerra. Parecem estar vivendo a vida normalmente. Apenas nossos guias turísticos demonstram preocupação quando indagamos sobre a questão. Vez por outra, a energia elétrica falha, isso me dá a impressão de que tudo pode estar acontecendo enquanto nós estamos aqui afastados da cidade.
Leia amanhã (26/04), a segunda parte desse relato.

Através de um projeto da Portas Abertas, ajude refugiados norte-coreanos!

Em 26 de maio, participe do Domingo da Igreja Perseguida


O DIP – Domingo da Igreja Perseguida é um evento promovido pela Portas Abertas, com o objetivo de conscientizar e mobilizar a Igreja brasileira sobre a realidade dos cristãos que sofrem perseguição ao redor do mundo. Participe conosco!
Realizar o DIP em sua igreja significa lembrar e agir em favor de uma parte do Corpo de Cristo que vive em países como Coreia do Norte, Irã, Afeganistão, Eritreia, Nigéria, Colômbia, entre outros que  sofrem forte perseguição unicamente por conta de sua fé em Cristo Jesus. 

O objetivo é que cada igreja do Brasil, no Domingo da Igreja Perseguida, separe o dia para fazer atividades que relembrem a causa da Igreja Perseguida, interceder pelos irmãos que sofrem por amor a Cristo e divulgar sua causa a outros cristãos brasileiros que não a conheçam.

Neste ano, o Domingo da Igreja Perseguida será no dia 26 de maio.
Inscreva sua igreja para participar desse dia especial! Incentive o seu líder a disponibilizar um momento no domingo para falar da Igreja Perseguida; apresentar peças de teatro; recolher ofertas; fazer bazares para levantar recursos; mobilizar a escola dominical, o ministério infantil, os jovens, as mulheres etc.

Acesse o site do DIP e envolva-se!
*Importante: se você já organizou o DIP em sua congregação, basta revalidar o cadastro!
**Dúvidas? Acesse a página de Perguntas Frequentes sobre o DIP ou entre em contato conosco pelo telefone (11) 2348-3330 ou pelo e-mail:falecom@portasabertas.org.br

Professores cristãos não conseguem visto para entrar na Argélia


Convidados pela Igreja Protestante da Argélia para ministrar aulas, cinco teólogos e professores cristãos estrangeiros não têm conseguido obter seu visto de entrada no país. Mustapha Krim (foto), líder da igreja afirmou ter entrado em contato com o ministério de Assuntos Religiosos, pedindo ajuda nesse processo, mas, segundo ele, não houve resposta
Cinco teólogos e professores cristãos, convidados pela Igreja Protestante da Argélia, tiveram seus vistos negados para entrada no país. Apesar da garantia do governo argelino à liberdade de circulação dos professores estrangeiros, obter um visto revela-se um obstáculo quase intransponível.

Esses cinco professores foram convidados a participar das atividades da igreja. De acordo com o líder da congregação, Mustapha Krim, os profissionais são necessários para o departamento de educação da igreja.
As autoridades pediram à igreja para aclarar o propósito das visitas, porém, não compartilham a mesma transparência: "Quando questionamos o ministério de Assuntos Religiosos sobre o pedido de visto, fomos informados de que já haviam sido entregues. Mas quando, em seguida, pedimos os documentos aos respectivos consulados, eles alegaram que não haviam recebido nada". A razão para esta dificuldade em obter vistos ainda não está clara para o líder da igreja: "Talvez não estejam dispostos a conceder os vistos porque suspeitam que os professores queiram realizar atividades proibidas."
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

Até um copo d’água dado com a atitude correta do coração é importante para o Senhor


“No nosso último café da manhã juntos, Helen Berhane (foto) nos deu uma palavra maravilhosa. Ela disse que o que estamos fazendo aqui é muito importante, porque estamos alimentando aqueles que estão na frente da batalha” diz a parceira da Portas Abertas no Brasil
Eu li O Contrabandista de Deus quando era bem jovem, nos idos da década de 1980. Aquela leitura me motivou a saber mais a respeito dos nossos irmãos que pagavam altíssimo preço por amar a Jesus. Passei a acompanhar a Missão Portas Abertas e a ler tudo o que podia sobre o assunto, sempre desejando participar mais efetivamente da assistência aos nossos irmãos perseguidos.

Muitas vezes eu desejei estar naquele fusca azul, ajudando o Irmão André a distribuir a Palavra de Deus aos irmãos dos países da “Cortina de Ferro”, e muitas vezes tenho desejado estar com aqueles irmãos destemidos que cruzam as fronteiras dos países muçulmanos. Mas Deus nos tem mostrado outra forma de contribuir: orando pela Igreja Perseguida, pela Missão Portas Abertas e pelos soldados que estão no front.

Os anos se passaram e hoje, meu marido e eu dirigimos a Casa das Luzes, no Rio de Janeiro. Nesse lugar, pastores, líderes, missionários, obreiros e todos aqueles que necessitam ou desejam, podem “recarregar as baterias” físicas e espirituais, ou simplesmente ter um tempo para descansar.

Em outubro de 2011, a equipe da Missão Portas Abertas esteve conosco durante a visita da Helen Berhane ao Rio. Foi um tempo inesquecível, que nos marcou muito por aquilo que Deus produziu em todos nós. O Senhor derramou muita alegria em nossos corações e a comunhão que tivemos foi a de irmãos que há muito tempo não se viam. Pudemos experimentar um pouco da unidade que viveremos no céu, naquele Grande Dia. Ter a Helen, o Andy (um jovem que a interpretava) e os irmãos da Portas Abertas aqui foi um grande presente que Deus nos deu.

Naqueles dias aqui, nós pudemos acompanhar a Helen e a equipe nas igrejas e ver nos olhos das pessoas amor e admiração. Pessoas vinham de longe para ouvi-la, para falar e orar por ela. Pura expressão de amor fraternal e desprendimento naqueles dias chuvosos. 

Aqui na Casa das Luzes há um monte de onde temos uma vista realmente privilegiada, e desse lugar intercedemos pela cidade. Em uma tarde, meu marido acompanhou a Helen até o monte –ele não fala inglês, ela não fala português, mas os dois se entendiam perfeitamente cada um conversando na sua língua, numa clara demonstração do que aconteceu em Atos 2, e um sinal de que não existem barreiras que impeçam a perfeita unidade do Corpo de Cristo.

Foram dias intensos de muito trabalho, oração, comunhão, vigilância, choro, risos, alegria, e derramar do Espírito Santo. Pudemos orar com eles, alimentá-los, cuidar de cada um como se fosse nosso filho, pudemos compartilhar experiências e animar uns aos outros.

A equipe da Portas Abertas é muito atenta, focada. Como trabalha! Foi incansável para oferecer o melhor à Helen e ao Andy. É muito bom saber que nossos irmãos da Igreja Perseguida podem contar com uma ajuda tão preciosa, cuidadosa e dedicada.

Em seu testemunho, Helen sempre fala de como foi impactante a leitura do livro de Richard Wurmbrand, Cristo em Cadeias Comunistas. Sei como ela se sentiu, porque eu também fui fortemente marcada pelo testemunho do Pastor Richard, aliás, está nesse livro a mais linda declaração de amor a Jesus que já li fora da Bíblia. Pessoas como o Pastor Richard e a Helen, que passaram por tão grande provação, nos motivam a prosseguir em nossa caminhada com o Senhor.

No nosso último café da manhã juntos, Helen nos deu uma palavra maravilhosa. Ela disse que o que estamos fazendo aqui é muito importante, porque estamos alimentando aqueles que estão na frente da batalha. Diante de tudo o que ela passou, nos sentimos pequenos e às vezes pensamos que o que temos ofertado ao Senhor Jesus é muito pouco. Porém, precisamos nos lembrar de que até um copo d’água dado com a atitude correta do coração é importante para o Senhor.

Agradecemos a Deus por cada minuto daqueles cinco dias que nos marcaram para sempre. Agradecemos à equipe Portas Abertas por nos ter permitido realizar um desejo antigo de fazer algo a mais pelos nossos irmãos perseguidos.

Ficaram a saudade, o desejo de nos reencontrar e a certeza de que brevemente estaremos todos juntos, para sempre, desfrutando da doce presença daquele a quem dedicamos nossas vidas!

Eternamente gratos,
Regina e Altamiro Santos

“Síria é a maior tragédia humana do século”, diz cirurgião do MSF


Integrante da organização Médicos sem Fronteiras conta ao jornal O Estado de S.Paulo o que viu no país
O médico Paul McMaster não consegue se esquecer da primeira vez que teve de escolher, entre dezenas de feridos em uma explosão na Somália, as crianças que tentaria salvar e as que deixaria morrer - não havia tempo ou recursos para todos. Há uma década separando a vida da morte nos hospitais de campanha que leva aos campos de guerra, o cirurgião da Médicos Sem Fronteiras (MSF) afirma, irredutível: "A Síria é, de longe, a maior tragédia humana deste século".

Aos 70 anos, ele cruzou as montanhas da fronteira com a Turquia à noite, arrastando-se "como um crocodilo", e entrou secretamente na Síria para dar apoio à equipe em um centro cirúrgico improvisado no subterrâneo de uma caverna. Três semanas depois, o local foi bombardeado pelas forças de Bashar Assad.

Ex-professor de cirurgia nas universidades de Cambridge e Birmingham, McMaster esteve em países como Somália, Ruanda, Congo, Burundi, Sri Lanka, Afeganistão, Paquistão e Haiti. Nessa entrevista, ele conta o que viu na Síria.

Leia a entrevista no site do Jornal O Estado de S.Paulo, aqui.

Portas Abertas na Síria            
A Igreja síria tem amparado material e espiritualmente os refugiados internos que somam, segundo a Portas Abertas, mais de 3 milhões de pessoas. Confira aqui o que a Portas Abertas tem feito por cristãos e muçulmanos sírios.
FonteEstadão e Portas Abertas Internacional

Contagem regressiva para os 35 anos da Portas Abertas Brasil


No dia 1º de maio de 2013, a Portas Abertas celebra 35 anos de atuação no Brasil. Participe do culto comemorativo!
Os preparativos finais para o tão esperado culto dos 35 anos da Portas Abertas Brasil estão a todo vapor! Nessa semana, o pastor presidente da Igreja do Nazareno Central de Campinas, Aguiar Valvassoura (ao centro da foto), recebeu o presidente do Conselho de Administração da Portas Abertas Brasil, Aguinaldo Cajaíba (à direita), e o seu secretário geral, Marco Cruz, para acertar os últimos detalhes da realização do evento.
A comemoração de aniversário da Portas Abertas Brasil contará com a presença do norte-americano Jeff Taylor, presidente da Portas Abertas Internacional, e do palestino Bishara Awad, diretor da Faculdade Bíblica Belém. O culto será realizado no dia 4 de maio, às 18 horas na Igreja do Nazareno Central de Campinas, à rua José Paulino, 1829, Centro, Campinas, SP.
Há 35 anos, o propósito de existência da Portas Abertas Brasil continua o mesmo: servir cristãos perseguidos e engajar cristãos brasileiros em favor deles. No editorial da edição especial de aniversário da revista, a Ir. Elmira Pasquini, fundadora da organização no Brasil, escreveu: "Cada um fazendo sua parte. Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo, pode transformar nosso medo em fé, nossa ansiedade em adoração e nossa preocupação em louvor!" Amém!
FontePortas Abertas Brasil

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Pastor nigeriano é preso após abrigar meninas que não queriam aderir ao islã


Ore por um pastor do Estado de Bauchi, preso por abrigar três menores de idade que fugiam de um casamento forçado e, consequentemente, da conversão obrigatória ao islamismo
A Portas Abertas foi informada que o pai de três meninas (de 15, 13 e 10 anos), recentemente, se converteu ao islã. Ele deu o prazo de uma semana para as suas filhas cristãs também aderirem ao islamismo. Além disso, o pai lhes impôs um casamento com muçulmanos.

Antes de o prazo terminar, as três meninas caminharam até a vila que fica no centro da cidade e procuraram refúgio na casa do pastor. De lá, foram levadas para uma casa segura, em um local diferente. O pastor que as recebeu por esse tempo, foi acusado de sequestro e enviado para a prisão. Atualmente, ele está à espera de julgamento.

Islamização e casamento forçado tornaram-se um método comum pelo qual se faz a erradicação do cristianismo no norte da Nigéria. Esse não é o primeiro relatório que chegou ao conhecimento da Portas Abertas.

Uma equipe nossa participou dos processos judiciais e intermediou o apoio legal para o pastor. No entanto, o cristão teme por sua segurança até mesmo dentro da prisão.

Pedidos de oração• Interceda pelas três meninas que, sendo ainda tão jovens, têm enfrentado circunstâncias muito difíceis.  Peça ao Senhor que as conforte e fortaleça.
• Ore pela proteção e a graça de Deus sobre a vida do pastor, que enfrenta graves acusações.
• Apresente a Deus essa situação e peça para que a justiça seja feita. Ore para que a equipe legal tenha a sabedoria necessária para lidar com esse caso.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

Combates deixam cerca de 200 mortos na Nigéria


De acordo com diversas testemunhas, o registro de vítimas inclui um grande número de rebeldes insurgentes, e também de soldados e civis
Quase 200 pessoas morreram e 77 ficaram feridas durante combates entre as tropas do Exército regular e combatentes islamitas na cidade de Baga, noroeste da Nigéria, onde mais de 300 casas foram destruídas pelo fogo, anunciou nesta segunda-feira uma fonte da Cruz Vermelha local.
O grupo é responsável por vários atentados suicidas na região de Abuja que tiveram como alvos um escritório da ONU, o quartel-general da polícia e a sede de um dos principais jornais do país, além de várias igrejas.
Leia a reportagem na íntegra no site da Exame.
FonteExame

Ore pelas vítimas do terremoto que atingiu a China


Segundo reportagem da BBC, "mais de 30 mil soldados e policiais foram enviados aos diversos vilarejos afetados para auxiliar nas operações após o terremoto que destruiu casas e escolas e deixou vilas inteiras em ruínas".
A província chinesa de Sichuan foi atingida por um terremoto de magnitude 7,0, sábado (20/04), às 8h02, horário de Pequim. Segundo afirmou a agência estatal chinesa Xinhua, mais de 160 pessoas morreram e 5.500 ficaram feridas.
A mesma província foi atingida por um forte terremoto em 2008, que custou a vida de 90 mil pessoas. Muitas igrejas de todo o país enviaram voluntários e recursos para ajudar as vítimas. Essa rápida ação dos cristãos chineses influenciou positivamente a maneira como o governo da China passou a olhar para os seguidores de Cristo.
A Portas Abertas acompanha a situação e tem procurado ver, como em 2008, qual a melhor maneira de ajudar a Igreja a socorrer as vítimas de mais essa catástrofe. Ore pelas pessoas que foram atingidas e prejudicadas. Apresente diante de Deus o sofrimento e a dor daqueles que perderam entes queridos. Peça ao Senhor que conceda graça para que os esforços de ajuda sejam suficientes. Interceda também pela equipe da Portas Abertas que trabalha nesse contexto.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

Quinze prisioneiros de Acteal são libertados!


No dia 22 de dezembro de 1997, 45 indígenas da etnia Tzotzil, que oravam em uma igreja localizada em Acteal, foram mortos em um confronto armado no estado mexicano de Chiapas. Segundo testemunhas locais, o massacre teria sido organizado por paramilitares que nunca foram identificados. Por conta disso, 90 pessoas foram presas injustamente; muitas delas cristãs

"Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra". Salmos 121.1,2
A primeira seção do Supremo Tribunal de Justiça da Nação ordenou a libertação imediata de 15 índios envolvidos no caso Acteal. Eles haviam sido condenados por homicídio, assalto e posse ilícita de armas de fogo de uso restrito do exército. Isso se deu por conta do massacre de 45 indígenas Tzotzil, na comunidade de Acteal, em 22 de dezembro de 1997. As vítimas, em sua maioria mulheres e crianças, pertenciam à organização indígena Las Abejas - As Abelhas.

Os anos seguintes foram preenchidos com apelos, injunções, pedidos de revisão e, finalmente, o reconhecimento da inocência dos detidos pela maior instância judicial do país. Anterior a esse, outro grupo de prisioneiros foi libertado. Dos 17 presos restantes, 15 foram postos em liberdade essa semana, após mais de quinze anos de prisão!

A equipe da Portas Abertas no México viajou ao encontro deles para celebrar a sua liberdade. Eles pediram para que continuemos em oração pelos dois irmãos que ainda estão presos; para que a paz de Deus esteja sobre a vida deles. Pedem também que oremos pelo regresso pacífico dos homens que foram soltos e a sua relação com os membros da comunidade Las Abejas a partir de agora.

Um com Eles na oração!Pai, nós te louvamos pelo teu cuidado sobre esses homens durante os 15 anos em que estiveram na prisão acusados falsamente de assassinato. E, agora, te louvamos pela libertação desses irmãos. Continua cuidando de cada um deles, Senhor, assim como de suas famílias, que procuram se restabelecer de forma pacífica em outra área. Também nos lembramos de interceder pelos dois cristãos ainda presos. Pedimos para que o Senhor os sustente e lhes dê esperança, enquanto aguardam a sua liberdade. Clamamos a ti para que abrevies esse tempo. Oramos para que haja reconciliação entre esses cristãos que foram libertados e os membros indígenas de Las Abejas e que a verdade de teu evangelho atraia para ti aqueles que estão vivendo na escuridão espiritual. Em nome de Jesus, liberta todos os que vivem na escravidão do pecado. Amém!
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

Cristãos brasileiros deixam prisão no Senegal, mas não podem sair do país Parte 2


Uziel Santana, presidente da ANAJURE, confirmou que a libertação dos missionários foi obtida após o juiz aceitar que o caso do projeto Obadias havia sido a primeira ocorrência na impecável ficha criminal deles
“Quando apresentamos provas de que eles não possuíam ocorrências em suas respectivas fichas criminais, ambos foram temporariamente libertados”, contou Uziel Santana, em relação ao processo dos missionários brasileiros José Dison da Silva e Zeneide Moreira.
Leia mais sobre o caso aqui.
“Eles deverão se apresentar na prisão de 15 em 15 dias e não podem sair do país. Dentro de 30 dias após a sua liberação, eles serão julgados.” Nesse meio tempo, segundo Santana,  a ANAJURE está cuidando da legalização do Projeto Obadias.

A despeito do ocorrido, diversas fontes afirmaram que Silva esteve de bom humor durante o encarceramento, testemunhando de sua fé aos outros detentos. Em uma carta dirigida a sua esposa, Marli, ele escreveu: "Escreva a todos, até aos que estão no Senegal, que o inimigo irá colocar alguns na prisão, mas tudo será para a glória de Deus”.

A libertação dos dois missionários foi recebida com alegria e alívio por membros das comunidades cristãs da cidade de Thies. Um estrangeiro que frequenta os cultos dominicais da igreja batista disse à agência de notícias World Watch Monitorque houve lágrimas de alegria e um tempo de oração emocionante.
A prisão de obreiros cristãos estrangeiros sem um processo judicial levantou muitas questões em um país visto como modelo de democracia na África, também conhecido por sua cultura de tolerância.

Projeto Obadias
Silva, que trabalha no Senegal desde 2005, levantou o orfanato e Projeto Obadias em 2011, com o objetivo de tirar crianças das ruas, lhes oferecendo casa e comida, além de educação e atividades esportivas. Zeneide atua no abrigo como a “mãe” que muitos pequenos não têm.

Milhares de crianças no oeste africano, provenientes de famílias da zona rural pobres demais para criá-las, são enviadas para grandes cidades, ainda e tenra idade – aos 3 e 4 anos – para receberem ensino. Esse ensino consiste primariamente de aulas sobre o Alcorão. Esses “talibes” ou “estudantes do Alcorão” precisam mendigar nas ruas, sob a supervisão de talibes mais velhos, e estão sujeitos a diversos maus-tratos.

Na maioria das vezes, vivem em meio à pobreza. Em março, nove crianças morreram em um incêndio numa escola corânica em Senegal. Quando as crianças se tornam adolescentes, saem dos cuidados do imame e devem tomar conta de si mesmas e encontrar um emprego.
História de tolerânciaO Senegal faz fronteira com o Mali e a Mauritânia, e 94% de seus 13 milhões de habitantes são muçulmanos. A convivência entre eles e a minoria cristã tem sido pacífica. O primeiro presidente do Senegal, Léopold Sédar Senghor (de 1960 a 1980) era católico, e recebeu a visita do papa João Paulo II em 1992.
Essa cultura de tolerância tem sido percebida de várias maneiras no Senegal: cristãos e muçulmanos são enterrados nos  mesmos cemitérios de diversas cidades.
Entretanto, como em muitos países do oeste africano, o Senegal tem alto índice de pobreza e desemprego generalizado. O tráfico de seres humanos e a  exploração infantil são sérios problemas sociais, a despeito da economia relativamente estável.
Nos últimos anos vêm sendo relatado alguns ataques contra cristãos. Sete igrejas evangélicas foram saqueadas ou incendiadas entre 2010 e 2011, incitando uma forte reação da Aliança de Evangélicos do Senegal. Seu presidente à época, pastor Eloi Sabel Dogue, condenou tais ataques e pediu que a lei fosse respeitada uma conferência de imprensa realizada em 1º de julho de 2011.
“Nem a Constituição do Senegal nem a Carta Africana de Direitos Humanos nem a Declaração de Direitos Humanos da ONU e, menos ainda, nossos valores culturais podem ser mencionados como justificativa para tais atos”, disse ele.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoDaila Fanny

sábado, 20 de abril de 2013

Cristãos brasileiros deixam prisão no Senegal, mas não podem sair do país – Parte 1


Dois missionários brasileiros detidos em uma prisão no Senegal, durante cinco meses, sem julgamento, foram libertados sob fiança neste mês, mas ainda enfrentam acusações por administrarem um projeto sem autorização legal, voltado para jovens. Eles foram enganados por um falso advogado e presos. Porém, há outro problema por trás de tudo isso
José Dilson da Silva é membro da Igreja Presbiteriana do Brasil e missionário, na capital senegalesa, Dakar. Zeneide Moreira, que trabalha para a Missão Servos, gerencia um abrigo para crianças de rua em Mbour, 80 quilômetros ao sul de Dakar.
A Associação Nacional de Juristas Evangélicos em Defesa das Liberdades Civis Fundamentais, ANAJURE, afirmou que é esperado um julgamento final do caso de Silva e Zeneide para a data de 30 dias após a sua libertação, ocorrida em 5 de abril.
Silva, que trabalha no Senegal desde 2005, também é responsável por uma escola particular em Dakar. Ele levantou o orfanato e Projeto Obadias em 2011, com o objetivo de tirar crianças das ruas, lhes oferecendo casa e comida, além de educação e atividades esportivas. Zeneide atua no abrigo como a “mãe” que muitos pequenos não têm.
O presidente da ANAJURE, Uziel Santana, falou à World Watch Monitor, agência internacional de notícias da Portas Abertas, que a queixa de conversões forçadas ao cristianismo foi sustentada por uma brecha legal: os projetos de Silva estavam operando sem as licenças necessárias.
Os problemas tiveram início quando um pai registrou queixa contra Silva por não ter aprovado que o seu filho, que acredita-se tenha 17 anos, aprendesse sobre os valores e princípios do cristianismo através do Projeto Obadias, o qual conta, hoje, com 200 crianças registradas.  A mídia local noticiou que o adolescente “se recusou a participar de orações muçulmanas e estava agindo como um cristão”.
O filho de Silva, Jon, publicou um texto sobre isso na internet:
“Esse homem alegou que meu pai fundou uma associação com o intuito de prejudicar as crianças do Senegal. A acusação diz que ‘a organização funciona como um centro para receber crianças de ruas e estudantes do Alcorão, e recrutou 17 crianças para forçá-los a passar por um treinamento de dois a três meses para ofícios como carpintaria e costura.’"
Aparentemente, o missionário foi levado à delegacia de polícia para responder perguntas relacionadas a essa acusação, mas terminou sendo preso. Pouco tempo depois, Zeneide foi presa em Mbour. Eles permaneceram detidos na cidade de Thies, aguardando por acusações formais. Nesse meio tempo, o primeiro pedido de fiança foi negado.
Originalmente, eles foram acusados de tráfico de crianças e conspiração para violar a lei. Porém, as acusações de "exploração de menores" e "desvio juvenil”, de acordo com a ANAJURE, foram "mais tarde, provadas pelas próprias autoridades locais como infundadas".
No entanto, os dois missionários permaneceram em detenção, e as autoridades que os prenderam nunca defenderam diante de um juiz os argumentos legais que as levaram a mantê-los presos mesmo depois de sua inocência ter sido provada.
De acordo com o filho da missionária Zeneide, que iniciou uma petição online para a liberação de ambos, os dois foram mantidos em condições imundas, espaços superlotados e obrigados a dividir uma cela com presos já condenados.
"Meu pai está preso em uma cela extremamente suja, repleta de outros 35 detentos. As condições são bastante graves. Os missionários foram forçados a assinar papéis sem poder lê-los, foram colocados em salas que não tinham janelas ou um lugar para sentar ou dormir, cheia de mosquitos, onde faz muito calor. Minha mãe e meu irmão só podem visitar meu pai às segundas-feiras e sextas-feiras, durante 10 minutos. É difícil para eles vê-lo sendo tratado como um criminoso”, descreveu o filho de Silva, quando o cristão ainda não havia sido solto.
À World Watch Monitor, o presidente da ANAJURE, Uziel Santana, contou que Silva tentou obter as autorizações necessárias quando iniciou o Projeto Obadias, mas foi enganado por um falso advogado, que recebeu dinheiro para realizar o trabalho, mas não garantiu as licenças. Santana disse que o cristão deixou a questão de lado e assumiu as consequências do erro.
"O Projeto Obadias estava funcionando normalmente. Mesmo sem as autorizações, Silva não tinha ideia de que o projeto estava ilegal perante a legislação do Senegal, até o pai do menino registrar a queixa", confirmou Santana. "Na delegacia de polícia, porém, a questão sobre as licenças não foi fundamental", destacou ele. "O principal problema era a ‘cristianização’ do abrigo. Uma vírgula legal mal colocada dá margem a qualquer reclamação contra os cristãos."
Leia amanhã (21/04), a segunda parte desde relato.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Cristã da Ásia Central é enviada para campo de trabalhos forçados


Diversos países da Ásia Central constam daClassificação de países por perseguição, da Portas Abertas. Atualmente, o grande desafio da Igreja nesses Estados é o radicalismo islâmico, defendido tanto por parte dos governantes quanto por grupos extremistas
Em janeiro, uma cristã da Ásia Central foi presa por compartilhar o evangelho de Jesus em sua cidade. Durante esse processo, seus documentos foram roubados. Na época, um colaborador da Portas Abertas no país foi visitá-la, providenciou-lhe defesa legal e a socorreu em outras necessidades pontuais.
Terça-feira (16/04), a Portas Abertas recebeu a notícia que o tribunal local condenou a cristã a um ano e meio de serviço em um campo de trabalhos forçados, sendo que 20% de seu salário será retido pelo governo.
Ela não tem filhos e seu marido a abandonou há muito tempo por conta de sua fé. Foi sugerido a ela que apele novamente da decisão do tribunal, mas ela recusou, afirmando que "geralmente isso não ajuda".
No vídeo abaixo, conheça o testemunho de outro cristão, que viveu sob o regime soviético e hoje está sob o regime islâmico. Ele enfrenta sérias dificuldades pela falta de liberdade religiosa.

Não deixe de orar pelos cristãos perseguidos na Ásia Central. "A oração de um justo pode muito em seus efeitos". Tiago 5.16
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag