quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Atualização: mais quarenta cristãos são presos na Eritreia

Ontem, pouco tempo depois de a Portas Abertas informar sobre a prisão de sete cristãos, incluindo dois novos convertidos, que ocorreu na quarta-feira da semana passada (20), recebemos a notícia de que na última terça-feira (26), outros quarenta irmãos foram detidos por conta de sua fé em Cristo

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No último mês, temos recebido notícias de uma perseguição ainda mais acirrada contra a Igreja na região ocidental da Eritreia, em Anseba. Nesta terça-feira (26), oficiais prenderam pelo menos 40 cristãos; eles foram arrancados de suas casas e locais de trabalho e levados ao cárcere sem qualquer explicação. Fontes afirmaram ouvir que o governo continuará com as prisões, agora em outras cidades, como Anseba Keren, Tesenai, Barentu e Adi-Tekelezan.
Tais relatos contribuíram para o aumento das preocupações de que o governo tem trabalhado com a intenção de tirar do país todos os elementos religiosos que não estejam vagamente mencionados no editorial de algum Ministério oficial ou Boletim de Informação. Cristãos locais estão profundamente entristecidos pela repetida hostilidade do governo contra eles.
"Os cristãos em geral amam o país e desejam uma oportunidade para a construção de uma sociedade que dê frutos. Mas eles querem fazer isso sem a pressão para que abandonem suas crenças religiosas", comentou um colaborador da Portas Abertas.
"Ore para que os cristãos tenham a graça de superar estes desafios de uma forma que glorifique a Deus. Peça também para que os cristãos consigam dialogar com o governo sobre a razão de precisarem obter uma autorização para adorar a Deus", concluiu o colaborador.

A Eritreia está na 10º posição da Classificação de países por perseguição. Desde 2002, todas as igrejas evangélicas estão fechadas. Há mais de uma década, o governo declarou que todos os grupos cristãos que não pertencessem às igrejas oficiais não podiam funcionar de maneira nenhuma. Até o momento, milhares de cristãos foram presos. Muitos deles ainda permanecem sob custódia, sem nunca terem ido a julgamento para definir sua situação.

FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

A forte perseguição contra a Igreja na Eritreia continua

Na última semana, sete cristãos foram detidos, incluindo dois novos convertidos. Desde 2002, todas as igrejas evangélicas estão fechadas; mais de 2.800 cristãos estão na prisão
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Como parte do último levante contra cristãos eritreus que continuam adorando a Deus, mesmo com seus templos fechados (desde 2002, todas as igrejas evangélicas estão fechadas; mais de 2.800 cristãos estão na prisão), o governo da Eritreia prendeu outros sete cristãos, homens e mulheres, na quarta-feira (20).

Oficiais chegaram durante o horário de expediente da Eritrean Telecommunications Corporation e levaram, sob custódia, os funcionários Petros Araya, Aster Ghermay e Ferewini Hagos.

Um estudante universitário, Daniel Mesfin, e outro cristão, Sansão Tekle, foram retirados de suas casas no distrito de Mai-Temenai, a nordeste da capital Asmara. A Portas Abertas soube que estes dois homens recentemente vieram à fé em Cristo.

Haile Gebremiskel Wodi Keshi também foi preso. Ele é casado e pai de três filhos, estava em casa quando tudo aconteceu. Outra cristã, Azib Hadgu, casada e mãe de cinco filhos, foi levada de sua pequena loja em Asmara. Nesse exato momento, não há informações de onde os sete cristãos estão.

"Todas as vezes que ouvimos sobre os cristãos que estão sendo levados para a prisão, nós dizemos como o salmista: ‘Até quando, ó Senhor?' Mas o conforto que recebemos de Deus por meio de sua Palavra é que as portas do inferno não prevalecerão contra Cristo e Sua Igreja. Precisamos continuar clamando aos céus por ajuda. Nosso auxílio vem de Cristo", comentou uma fonte da Portas Abertas, que permanece anônima por razões de segurança.

Ore para que Deus conceda graça e paz a estes cristãos que foram presos por seguirem a Jesus. Lembre-se também dos cristãos detidos após o fracasso de um golpe de Estado, na Eritreia (leia mais “Cristãos são presos após fracasso de um golpe de Estado, na Eritreia”).  
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

Água limpa para uma boa saúde

A Portas Abertas financiou a abertura de um poço artesiano em um vilarejo cristão no norte da Nigéria
 

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Durante o mês de setembro de 2012, dois colaboradores da Portas Abertas da Europa tiveram o privilégio de visitar alguns projetos da organização no norte da Nigéria. Nos últimos meses, centenas de cristãos perderam suas vidas em vários estados do Norte como resultado de ataques de armas e bombardeios. A situação se tornou ainda mais tensa quando os vizinhos muçulmanos e o governo passaram a apresentar uma crescente hostilidade contra os cristãos que vivem nas áreas rurais.
Diante disso, a Portas Abertas financiou a abertura de um poço artesiano para uma aldeia situada no Estado de Katsina, dominado pela Sharia (lei islâmica).
O poço foi perfurado em 2012; antes dele, os moradores costumavam caminhar 5 km na ida, mais 5 km na volta, para obter água limpa. Uma empresa confiável, de Jos (capital do país), foi contratada para fazer o levantamento, a perfuração e instalação. Alguns moradores foram treinados para manter a bomba e fazer trabalhos de reparação sempre que necessário.
A notícia de que a ajuda veio através de representantes da Portas Abertas espalhou-se rapidamente e muitos beneficiados pelo poço artesiano quiseram conhecer seus abençoadores. Os colaboradores falaram com o Rev. Ndulu que disse: "Estamos muito felizes em ter o poço aqui. Como cristãos, não somos autorizados a perfurar o solo em busca de água. O governo não nos ajuda porque, para eles, auxiliar os cristãos é como cometer pecado. Os muçulmanos são maioria no país, por isso estão no comando do governo."
O impacto que tal poço tem sobre a comunidade é enorme. O rio era a única fonte de água e, muitas vezes, as pessoas contraíram o verme da Guiné e outras doenças utilizando-a. Em maio do ano passado, o Rev. Ndulu teve uma infecção parasitária na perna, que o impediu de andar. A comunidade onde mora é afastada e não tem acesso a nenhuma clínica de tratamento; ele levou seis meses para se recuperar. Desde que o poço foi aberto, não houve incidentes de infecções pelo verme da Guiné.
"Porque Deus fez isso por nós, acreditamos que Ele pode fazer coisas maiores, e isso realmente nos dá esperança. As pessoas daqui, da nossa mesma raça, estão dispostas a nos prejudicar. Mas em outros países, cidadãos de uma raça diferente, que não nos conhecem, estão estendendo uma mão amiga. Esse é o amor de Cristo, e ele realmente toca nossos corações. Isso nos faz perceber que realmente somos um em Cristo".
O poço é, também, frequentemente usado por muçulmanos de aldeias vizinhas, e os cristãos consideram essa situação como uma oportunidade de mostrar o amor de Cristo, acolhendo-os.
O Rev. Ndlulu concluiu com essas palavras: "Estamos muito gratos pela ajuda da Portas Abertas e estamos orando por vocês também!"
Pedidos de oração
  • Ore para que Deus fortaleça a comunidade cristã na Nigéria, que enfrenta perseguição diariamente por conta de sua fé em Cristo Jesus.
  • Peça para que o Senhor permita que eles ofereçam aos seus filhos um futuro melhor.
  • Interceda para que eles mostrem o amor de Cristo para aqueles que estão lhes perseguindo.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Dois líderes cristãos são mortos e outro é ferido em ataques separados


Três incidentes de violência contra cristãos na Tanzânia trouxeram à tona a preocupação quanto ao futuro da liberdade religiosa no país
Domingo (17), homens armados atiraram e mataram um líder cristão na ilha de Zanzibar, na Tanzânia. O cristão Evaristo Musi estacionou seu carro em frente à igreja em torno das sete horas da manhã, quando o veículo foi cercado pelos criminosos. Eles o assassinaram enquanto ainda estava dentro do carro; os agressores fugiram em uma motocicleta. A comunidade local reconhecia Musi como um filantropo, defensor do diálogo inter-religioso. A polícia afirma que prendeu três suspeitos ligados ao crime, mas o motivo ainda é desconhecido.
No início desse mês, um pastor da Assembleia de Deus, Mathayo Kachili, foi morto na região Geita quando interveio em uma briga entre moradores sobre o abate de um animal. Segundo fontes, um grupo de muçulmanos exigiu o encerramento imediato de açougues pertencentes a cristãos. Até onde a Portas Abertas pode determinar, a demanda é baseada em uma tradição de longa data, juntamente com uma ação do governo local, que deu aos muçulmanos o direito exclusivo de atuar como açougueiros. No incidente que culminou no assassinato do pastor Kachili, havia um açougueiro não muçulmano preparando a carne para ser servida em um funeral. Quando os muçulmanos souberam disso, atacaram a congregação e mataram o líder.
Em 26 de dezembro, outro líder cristão, Ambrósio Mkenda, sofreu ferimentos graves ao ser atingido por pistoleiros desconhecidos. De acordo com o seu depoimento, ele foi seguido por dois homens em uma motocicleta a caminho da igreja, em Tomondo, depois do trabalho. Ao estacionar e sair do carro, os agressores atiraram nele, que sofreu dois ferimentos de bala, um deles na bochecha. Nesse meio tempo, os criminosos também saquearam o templo. Mkenda foi levado às pressas para um hospital próximo e, mais tarde, foi transferido para a cidade de Dar es Salaam, onde passou por uma cirurgia para extrair as balas.
Um líder local disse ao jornal The Guardian que os casos serviram para trazer à luz uma conspiração para destruir a paz no país. As situações em Zanzibar e em Geita permanecem tensas.
Pedidos de oração
  • Ore para que a paz prevaleça nas comunidades afetadas pela violência e para que o governo se posicione definitivamente na resolução de questões pertinentes a esses incidentes.
  • Peça a Deus para que a justiça prevaleça em todos esses casos.
  • Interceda pela esposa e filhos que choram a morte do pastor Kachili. Ore também pelos membros de sua igreja, para que eles sejam consolados e se levantem novamente.
  • Peça pelo conforto de Deus para todos aqueles que foram afetados pela morte de Evaristus Musi.
  • Ore também pela rápida recuperação de Mkenda.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Pema escolheu permanecer em seu lugar, servindo ao Senhor


Pema mora no Butão, 26º colocado na Classificação de países por perseguição.  Nessa nação, adeptos ao cristianismo correspondem a 2,8% do total de 738 mil pessoas. A minoria cristã é obrigada a orar, louvar e encontrar-se para adorar a Deus de maneira absolutamente secreta
Butaneses que abandonam o budismo para servir a Cristo podem esperar por forte pressão, vinda de todos os lados, geralmente iniciada pela família. Essa é a realidade de Pema, ela é a única cristã em sua casa. Para a sua proteção, seu nome completo e demais detalhes de sua história serão mantidos em segredo.
Deixada para sofrer "Eu fico deprimida constantemente", confessou Pema, no auge de seus 30 anos. "Todos os meus familiares são budistas; eles me culpam, por causa de minha fé, por cada coisa errada que acontece em nossa família."
Tão logo foi batizada, Pema começou a sentir fortes dores em seu abdômen. Ela conviveu com essas dores por várias semanas, até que foi diagnosticada com apendicite e teve de se submeter a uma cirurgia de urgência. No hospital, ela esperou pela visita e o apoio de seus parentes, mas ninguém apareceu.
"Desde que me tornei cristã, minha família se afastou de mim. Meu tio me condenou por ter deixado o budismo; meus primos não falam comigo; meu marido, que também é budista e trabalha em outro país, disse-me que eu merecia ficar muito doente por isso", contou ela.
Mesmo incompreendida e abandonada pelas pessoas mais próximas a ela, Pema não estava sozinha. O conforto que ela não recebeu de seus familiares enquanto estava com dores, no hospital, ela o recebeu de companheiros cristãos, amigos da igreja. Eles a visitaram, oraram por ela, por suas feridas e a ajudaram a quitar suas dívidas por conta do tratamento médico. Pema ficou ao mesmo tempo surpresa e muito agradecida por esse gesto de amor!
"Comecei a memorizar e escrever versículos enquanto estava internada", comentou ela. "Antes da minha cirurgia, eu recitei diversas passagens da Bíblia, e isso me trouxe paz em meio à aflição. Os outros pacientes estavam cheios de medo e pânico, mas eu estava confiante no Senhor."
A dura separação de uma mãe e seus filhos Diante de sua situação, Pema pensa em seus seis filhos. Os dois mais velhos foram atraídos pelas ofertas da juventude que não conhece ao Senhor: drogas e álcool. Pema teve a oportunidade de partilhar sua fé, apenas com Singhe, quando ele foi preso por roubo. Enquanto estava na prisão, ela mostrou a ele os versículos da Bíblia que escreveu enquanto estava no hospital.
"Durante seis meses, eu enviei cartas com versos da Bíblia ao Singhe", compartilha Pema. "Com a ajuda de alguns irmãos em Cristo, eu pude vê-lo crescer em sua fé. Ele foi libertado da prisão! Naquela época, assim que chegava da escola, ele me acompanhava aos cultos e lia a Palavra de Deus frequentemente. Eu fiquei tão feliz!"
Mas, a alegria de Pema não durou muito tempo. Depois de alguns meses, Singhe voltou aos maus hábitos; bebia muito, fumava e passou a fazer parte de uma gangue. Sua mudança foi tão repentina que Pema não conseguia compreender o que tinha acontecido. Até que seu marido ligou.
"Meu esposo me alertou para não dividir minha fé com meu filho", contou Pema, com lágrimas nos olhos. "Ele também havia falado com Singhe e as demais crianças, e disse que se eles não se tornassem cristãos, como eu, ele lhes daria bens materiais, tudo o que quisessem. Eu fiquei muito decepcionada ao ouvir sobre a postura do meu marido e ver o que ele estava fazendo com meus filhos."
A solução mais fácil e rápida para os problemas de Pema era desistir de sua fé em Jesus. Ou então, abandonar os filhos, a família e sua comunidade. Ninguém compartilha sua fé! Mesmo assim, Pema escolheu permanecer em seu lugar, servindo ao Senhor. "Eu me sinto sozinha muitas vezes, mas jamais quero sair da presença de Deus. Por favor, ore por mim", conclui ela.
Pedidos de oração
  • " Ore para que Pema seja fortalecida no Senhor, em graça e sabedoria, para continuar sendo a luz de Cristo em sua família. 
  • " Entregue ao Senhor a vida do marido de Pema, ele precisa conhecer a verdade que liberta!
  • " Outras mulheres do Butão, assim como Pema, necessitam de suas orações. Peça para que Deus as ajude a perseverar firmes em sua fé, mesmo em meio à dura separação da família e filhos, e da forte pressão de parentes não cristãos. 
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

Muçulmanos árabes descobrem Cristo através de livros


Na Península Arábica não é nada fácil ser cristão, quem dirá ter a pretensão de divulgar o evangelho de Cristo às pessoas. Importar ou imprimir literatura religiosa, que não seja sobre o Islã, é proibido. Ainda assim, Deus abriu caminho, para adentrar na Península, livros que podem mudar a vida das pessoas

Leia abaixo as histórias de um vendedor de livros que exerce um importante ministério na obra do Senhor:
Um jovem curioso"Esses livros não têm nada a ver com nossas crenças!", repreende uma mulher árabe o seu filho que, ao passar em frente a uma livraria cristã, para, curioso. Mas, o jovem Saeed* parece não escutar sua mãe: sem poder se conter, ele pega um livro após o outro, passando os olhos surpresos sobre eles. Animado, ele começa a questionar o vendedor sobre o conteúdo daqueles livros. Sua mãe continua a chamá-lo impacientemente, mandando-o sair dali, até que Saeed vira-se e sentencia: ‘Vamos comprar ao menos um!’ Era o que faltava para a mãe explodir em ódio e forçá-lo a ir embora. O vendedor precisa ser bastante cuidadoso com o trabalho que realiza, porque, assim como essa senhora, muitos árabes não gostam do que ele faz. Da mesma maneira, alguns deles descobriram que esse mesmo vendedor pode lhes dar exatamente o que eles procuram.
A cruz
Certo dia, Adeeb, muçulmano ativo em sua mesquita, entra na livraria. Ele encontra livros com cruzes na capa. "Eu estive procurando por essas cruzes", conta ele ao vendedor. "Conte-me sobre o personagem desse livro". Adeeb interessou-se pelo Evangelho de Jesus quando uma noite, acidentalmente, ouviu versículos da Bíblia através do rádio. Ele não tem conhecimento profundo da fé cristã, mas, após ouvir o programa cristão no rádio, pela segunda vez, ele entregou seu coração ao Senhor e, desde então, estava bastante aflito para saber mais e mais acerca da Palavra de Deus. O vendedor passou então a ensiná-lo sobre Jesus. Adeeb sente-se muito feliz com sua nova fé, porém, sofre sérias ameaças por sua família que, inclusive, quer que ele saia de casa. Quando seu cunhado ficou sabendo que Adeeb havia se tornado cristão, ele ficou extremamente furioso. Passou a persegui-lo e a pressioná-lo a negar sua fé em Deus. 
Um livro imundoDiante disso, Adeeb ouviu uma proposta do vendedor de livros cristãos: "Deixe-me falar com seu cunhado." Adeeb sentou-se em lugar ali próximo, orando e chorando, e o vendedor foi ao encontro do irmão de sua esposa, um muçulmano chamado Sabri. "Leia isto", disse o vendedor a Sabri, presenteando-o com um livro. "Fala sobre o amor de Deus." Sabri entendeu que o livro que o vendedor tinha em mãos era uma Bíblia. "É um livro imundo, por que você está me entregando isso?" O vendedor começou a explicar-lhe sobre as Escrituras e Sabri ouviu a Palavra do Senhor. Assim, ele entregou sua vida a Jesus: aquilo que ele tanto condenava, agora era o seu maior tesouro! Sem saber do ocorrido, Adeeb volta para casa, ansioso para ver a reação de Sabri. Ao chegar, Sabri lhe abre os braços e lamenta: "Eu não sabia, eu não sabia, estava cego!", afirma ele com lágrimas nos olhos, "perdoe-me meu irmão!"
Fuga que valeu a pena
Sabri agora compartilha a Palavra de Deus e o evangelho de Jesus com muçulmanos que conheceu na mesquita. O jovem Saeed conseguir fugir da raiva de sua mãe por algumas horas e logo correu para a livraria cristã: "Onde mais eu posso comprar livros como esses?", pergunta ele. Depois de conversar sobre o amor e a misericórdia do Senhor com o vendedor, ele promete a si mesmo que vai fazer o que for possível para ter sua própria Bíblia um dia. 
Pedidos de oração
  • "Ore por cada pessoa que ousa entrar em minha livraria. Essa é a grande chance dele ou dela conhecer a maravilhosa Palavra de Deus." Vendedor de livros.
FonteMiddle East Services
TraduçãoAna Luíza Vastag

Após assalto na Índia, cristãos precisam se esconder


Cerca de 300 cristãos, incluindo mulheres e crianças, foram atacados e agredidos por fundamentalistas hindus durante três horas, em Rajnandgaon, cidade que está a 72 quilômetros de Raipur, em Chhattisgarh (Índia)
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"Agentes da polícia fizeram papel de meros espectadores enquanto os cristãos foram brutalmente espancados", relatou à Portas Abertas uma testemunha que não quer ser identificada por razões de segurança.
O ataque ocorreu durante o segundo dia de um encontro de avivamento programado para os dias 7 a 9 de fevereiro, na Igreja Cristã Assembléia de Deus da Índia (ICM, sigla em inglês), templo que funciona há 20 anos.
O encontro de avivamento incluiu uma cerimônia de formatura de 14 alunos que participaram de um programa de treinamento bíblico, de curto prazo, dos estados vizinhos à igreja.
Cerca de 300 cristãos, incluindo mulheres e crianças se reuniram para testemunhar a cerimônia e participar da reunião de avivamento.
Eles vieram de estados vizinhos de Maharashtra, Bengala Ocidental, Orissa, Madhya Pradesh e Chhattisgarh.
"Tudo correu bem no primeiro dia da reunião, até à tarde do segundo dia", revelou o pastor Anil Kumar Digal, um missionário de ICM, uma das testemunhas oculares e vítima do ataque violento.
Por volta das 15h00 um grupo de 35 jovens armados com barras de ferro e bastões de madeira em suas mãos, interrompeu a reunião e começou a interrogar o Pastor Thomas Abraham e os líderes da igreja, que expressaram seu descontentamento com este tipo de interrupção.
"Estes homens eram de Bajrang Dal (uma organização hindu radical) e a ala jovem do Vishwa Hindu Parishad (VHP), Shiv Sena (é uma organização político nacionalista que apoia um programa nacionalista hindu mais amplo), Dharma Sena (grupo extremista hindu afiliado com o Rashtriya Swayamsevak Sangh)", disse a testemunha.
"Eles começaram a maltratar e bater nas pessoas e rasgar Bíblias; insultaram o Deus dos Cristãos e passaram por cima das crianças", acrescentou a testemunha.
Mais fundamentalistas se juntaram a esses jovens com os rostos cobertos para esconder sua identidade, armados com barras de ferro e pedaços de madeira.
Um enorme ataque começou a tomar lugar e homens, mulheres e crianças foram espancados igualmente.
"Uma menina de um ano de idade chamada Mahima, filha de Kamal Singh de Manpur Mohla distrito de Rajnandgaon, ficou inconsciente e só recuperou-se cerca de 45 minutos depois", disse Digal.
"Houve tremenda desordem e os cristãos começaram a fugir na direção que podiam para salvar suas vidas", acrescentou.
Alguém havia chamado a polícia, que chegou quando o ataque ainda estava acontecendo, mas esta se manteve como mera espectadora daquele ataque horrível.
"A brutalidade continuou até às seis da tarde," informou um colaborador da Portas Abertas.
"Alguns cristãos de Orissa e Maharashtra sofreram ferimentos graves na cabeça, devido a pancadas com a barra de ferro, atrás da orelha e lesão ocular", disseram algumas testemunhas.
A polícia concedeu aos Pastores Baijnath Sahu e Rajesh Bhawsagar, junto com os feridos, o tratamento no hospital do governo. Mas, mais tarde descobriu-se que muitos deles desapareceram do hospital sem informar às autoridades do mesmo. Mesmo assim Sahu e Bhawsagar foram levados pela polícia para investigação.
"O ataque foi horrível e o medo tomou conta dos corações da comunidade cristã", informou Digal.
"As pessoas foram espancadas de propósito na parte inferior das costas, de modo que as marcas dos ferimentos não ficassem evidentes", destacou.
Uma equipe da Portas Abertas chegou na noite de 8 de fevereiro, mas não conseguiu encontrar os cristãos e líderes, pois eles precisaram se esconder devido ao medo e trauma.
A equipe, então, conseguiu se encontrar com algumas testemunhas oculares e com as vítimas do assalto e orou com todos eles.
"Houve muitos danos aos patrimônios da Igreja, veículos foram danificados", disseram.
Líderes cristãos de Rajnandgaon informaram à Portas Abertas que haviam abordado o superintendente da polícia, que chegou ao local e fez alguns movimentos iniciais de investigação, mas este justificou que não conseguiria ir mais adiante já que todos os líderes cristãos, assim como o Pastor da Igreja, Thomas Abraham estavam desaparecidos.
O edifício da Igreja está agora sob proteção, e os policiais estão à procura do Pastor Abraham.
Como os líderes que conduziam os grupos de Maharashtra e Orissa fugiram, esses participantes não tinham dinheiro para voltar aos seus lares e nenhuma provisão de comida.
A Portas Abertas cuidou de sua alimentação e fez seus preparativos de viagem para garantir que eles cheguem em suas casas em segurança.
FonteWorld Watch Monitor
TraduçãoTamires Marques

Alegria e expectativas para a Igreja no Mali


A libertação das principais cidades do norte do Mali gerou uma grande sensação de alívio e alegria no país, mas a tarefa de reconstrução e reconciliação será enorme
Um mês após o ataque francês, as tropas do Mali e da África recuperaram o controle das principais cidades do norte do país, anteriormente ocupadas por grupos armados islâmicos. A operação liderada pelos franceses começou em 11 de janeiro, após uma tentativa de militantes avançarem para o sul.
"Todo o país ficou abalado quando soubemos que os muçulmanos estavam avançando para o sul", disse Mohamed Ibrahim Yattara, um líder de igreja em Bamako, para a agência de notícias World Watch Monitor (WWM).
Um ano atrás, ele e sua família fugiram de Timbuktu, no nordeste e se dirigiram para a capital, no sudoeste do país. Como ele, milhares de malineses buscaram refúgio no Sul e outros no Níger, Burkina Faso e Mauritânia.
"Para nós, que fugimos de nossas casas e de nossas cidades nos últimos meses, a vitória dos muçulmanos sobre as forças armadas e de segurança tem despertado pensamentos dolorosos e torturantes. Nossas mentes estavam cheias de más lembranças de saques e destruição de nossos lares e instituições", disse ele.
Por quase um ano, os grupos islâmicos armados impuseram uma estrita lei (sharia) nas regiões sob seu controle. Intimidação, ameaças e mutilação tornaram-se práticas comuns. Outras religiões foram proibidas; locais de culto e igrejas foram depredados e saqueados.
"De repente, todas essas memórias desapareceram e se transformaram em um sonho quando ouvimos com grande alegria sobre a intervenção do exército francês. A então chamada de 'a crise no Mali' foi amenizada", disse Yattara, que também é o diretor de um instituto de treinamento bíblico, em Timbuktu.
Apesar de recuperar a liberdade, o povo do Mali enfrenta novos desafios criados pelo controle islâmico. Nove meses de ocupação deixaram o norte do país dilacerado, precisando ser reconstruído. Edifícios públicos, incluindo escolas, postos de saúde, monumentos antigos, hotéis e restaurantes foram extremamente danificados.
Grupos de direitos humanos acusaram o exército de atacar civis. Segundo relatório publicado em 1º de fevereiro pela organização Human Rights Watch, as forças do governo malinês têm combatido "grupos étnicos formados por árabes de pele clara e os tuaregues, supostamente associados com os rebeldes". O governo do Mali negou as acusações e condenou publicamente os ataques retaliativos.
O Mali ocupa a 7ª posição na Classificação de países por perseguição (WWL) de 2013, ranking dos 50 países onde a perseguição aos cristãos é mais severa. A lista é publicada anualmente pela Portas Abertas Internacional.
FonteWorld Watch Monitor
TraduçãoTamires Marques

Igreja na Síria sente-se recompensada através do trabalho humanitário


É visível a alegria de refugiados sírios ao receberem seus presentes: o pastor Imad* distribui pessoalmente cobertores e uma Bíblia para cada um, um trabalho que recebe o apoio da Portas Abertas, portanto, faz parte da sua ajuda!
Foi uma longa viagem desde a capital Damasco até Kharaba, no sul do país. O pastor Imad sabia que não havia garantia de que seria um trajeto seguro, pois ao afastar-se da cidade de Damasco, ouviu o som de tiroteios e granadas. 
“A operação inteira foi um milagre,” Imad compartilhou. “Nós sabíamos que a área aqui era intensa, havia muitos combates e ouvíamos os extremistas tomarem o controle do local.”
O pastor foi de carro até a comunidade cristã de Kharaba, próxima a Suwayda. “Kharaba é uma comunidade cristã, mas agora está cheia de refugiados muçulmanos na região. Eles vieram e armaram barracas ali,” explica. “Quando chegamos em Suwayda, nosso motorista não quis continuar. Nós estávamos com medo de ficar presos ali, mas Deus enviou outro motorista que se dispôs a prosseguir.”
As pessoas que estavam no carro se sentiram seguras e recompensadas por sua coragem. “O caminho inteiro de Suwayda até Kharaba foi tranquilo; é quase inacreditável como Deus silenciou toda a violência.”
Por dois dias Imad trabalhou com sua esposa em Kharaba. “Nós conseguimos distribuir cobertores para 165 famílias,” afirma o pastor ao final da pequena viagem. “As pessoas foram muito gratas e respeitosas. Além de cobertores, entregamos Bíblias também, uma para cada família, mas algumas famílias vieram pedir por mais. Eu não esperava isso, de muçulmanos.”
“Sejam mansos e humildes”
“Somos uma humilde igreja aqui em Damasco, mas atualmente estamos ajudando mais de 1.350 famílias deslocadas na cidade,” pastor Imad afirma com entusiasmo. “É recompensador Deus nos permitir alcançar tantas pessoas.” Com o apoio da Portas Abertas, sua igreja protestante está ajudando as famílias muçulmanas em suas necessidades básicas.
O número que o pastor mencionou quantifica as famílias deslocadas internamente em Damasco que estão registradas nessa igreja específica para receber ajuda e acompanhamento regular. Mas o exemplo de Kharaba evidencia que a igreja não restringe seu trabalho apenas à capital. “Alguns meses nós ultrapassamos as 1500 famílias ao também auxiliarmos outras pessoas com necessidades em áreas diferentes.”
O trabalho da congregação, apoiada pela Portas Abertas, inclui o fornecimento de alimentos, assistência médica em uma clínica, visita às casas,  distribuição de cobertores e colchões para as famílias necessitadas. Às vezes o aluguel é pago. “Toda a ajuda é para atender às necessidades das famílias.” Além do auxilio material, a igreja também oferece socorro espiritual e distribui Bíblias. 
A situação está piorando
“A condição geral em Damasco está piorando,” Imad afirma. “As pessoas têm que lidar com o terrível barulho de tiroteios, granadas esporádicas, e mísseis por toda a parte. Não há mais lugar seguro.” A violência gera outros problemas. “Não há eletricidade durante várias horas do dia. As pessoas não podem continuar suas atividades diárias normalmente, como lavar suas roupas, cozinhar, tomar banho, passar roupa e aquecer suas casas (devido à falta de eletricidade, gás, diesel e gasolina). Até ler e estudar é difícil, visto que não há eletricidade.”
A alegria
“Depois do trabalho em Kharaba, uma pessoa da comunidade me ligou,” conta o pastor, com muita alegria em sua voz. “Os refugiados disseram: ‘Nós estamos muito gratos pelos cobertores durante esse clima frio, mas receber a Bíblia como presente foi o melhor! Deixou um impacto em nossas famílias muito maior do que os cobertores. ’ Eu quero muito voltar pra cá com comida e poder compartilhar mais de Jesus com eles.”
Uma mulher muçulmana contou a um dos líderes da igreja: “A primeira vez que eu entrei nessa igreja, eu senti que Deus estava ali. Agora Ele está presente em minha vida.”.
*O nome foi trocado para segurança do cristão.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoBruna Soldi

Cristãos julgados por evangelizar lutam contra os tribunais da Argélia


Defensores dos direitos humanos afirmam que os vereditos de dois casos de perseguição aos cristãos vão revelar o comprometimento do governo argelino quanto à liberdade religiosa
O veredito final de um argelino sentenciado a um ano de prisão por ter, supostamente, propagado a fé cristã, estava agendado para quarta-feira (13), durante uma audiência, em Tindouf. Outro cristão, que está sendo julgado em Oran, pela mesma ofensa, saberá, nas próximas semanas, se sua sentença de cinco anos de prisão será mantida.

No dia 4 de julho de 2012, Mohamed Ibouène, um cristão convertido do Islã, foi sentenciado por um tribunal em Tigzirt a um ano de prisão e multado em 50.000 dinares (aproximadamente 640 dólares americanos) por proselitismo (ou evangelismo). Abdelkrim Mansouri, antigo colega de Ibouène, fez uma reclamação à Guarda Civil Nacional de Tindouf, em fevereiro de 2012, afirmando que Ibouène o pressionou a "abandonar" o islamismo e se converter ao cristianismo. Ibouène nega as acusações, afirmando que, pelo contrário, foi Mansouri quem o pressionou a renunciar sua fé cristã.
"É verdade que você é cristão?", Mansouri teria perguntado a Ibouène. "Sim, eu sou cristão", ele respondeu. O primeiro então exigiu que Ibouène retornasse ao Islã, que ele chamou de "religião dos argelinos," conforme a agência de notíciasMorning Star News.
Foi apenas em dezembro que Ibouène descobriu que sua sentença fora emitida de acordo com o Artigo 11 da Lei 03/2006, que restringe as práticas religiosas de não muçulmanos. "As autoridades não o julgaram antes por que aparentemente ele havia deixado Tindouf depois de se casar em junho e seu paradeiro não era conhecido, e também devido a processos administrativos lentos," relatou a Morning Star News.
"A história que amarra meu cliente foi inventada," afirma o advogado de Ibouène, Mohamed Benbalkacem, depois de recorrer à sentença no dia 23 de janeiro. "Esse julgamento não faz sentido, pois a própria Lei é ambígua. Não há nada claro em sua implementação." O juiz tomará sua decisão até o dia 13 de fevereiro.
Ibouène não é o único cristão que corre risco de ser preso por proselitismo na Argélia. Siaghi Krimo, preso em abril de 2011 e detido por três dias em Oran, por ter entregado um CD sobre cristianismo a um vizinho, recebeu uma sentença de cinco anos em maio de 2011, devido ao Código Penal da Argélia, que criminaliza atos "que insultam o Profeta e qualquer outro mensageiro de Deus, ou denigrem o credo e mandamentos do Islã." Krimo foi intimado para recorrer no tribunal em novembro de 2012, depois do adiamento de quase um ano do julgamento, para que novas provas fossem apresentadas. A próxima audiência de Krimo foi adiada sem data definida.
Cristãos e muçulmanos vieram à defesa de Krimo durante protestos fora do Ministério da Justiça antes do adiamento do caso em dezembro de 2011. "Não importa se ele é um argelino, judeu ou cristão, ele tem o direito de viver como qualquer outro cidadão que é muçulmano," afirma Selma, uma estudante muçulmana , ao jornal independente El Watan. "Um cristão tem o completo direito de oferecer uma Bíblia a alguém, assim como um muçulmano tem o direito de oferecer o Alcorão. Antigamente, esses tipos de casos eram vistos somente em Kabylie, e agora estão acontecendo em Oran. Onde mais acontecerá?"
Para muitos argelinos, o veredito de Krimo foi visto não somente como uma ofensa cometida a um cristão, mas também como uma violação dos direitos humanos de todos os argelinos. "As pessoas decidiram mostrar solidariedade ao seu concidadão que escolheu uma religião que o agradou," alegou Kaddour Chouicha, um representante da Coordenação Nacional de Mudança e Democracia, à Radio France Internationale. "A constituição argelina permite liberdade de consciência, liberdade de religião e liberdade de pensamento. O juiz abusou de seu poder, ao julgar de acordo com sua própria ideologia ,acima de sua consideração pela lei.
Enquanto é possível encontrar leis nos códigos legais da Argélia que discriminam minorias religiosas, o país é signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que declara no Artigo 18 que "todos têm o direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; esse direito inclui liberdade para mudar de religião... [e] em particular ou em público, manifestar sua religião ou crença ao ensinar, praticar, louvar, e em observância."
Cristãos como Krimo, contudo, provavelmente não vão sujeitar-se à pressão do governo – até mesmo se isso significar aprisionamento – ao renderem suas liberdades religiosas. "A família de Krimo decidiu batalhar sem medo de ser intimidada pelo tribunal," um porta-voz da Igreja Protestante da Argélia (EPA) comunicou à ICC. "Eles não se envergonham de sua fé... Krimo falou que está disposto a ir para a cadeia se necessário. ‘Eu prego em obediência ao Senhor, e eu pregarei novamente,’ ele me afirmou."
FonteInternational Christian Concern
TraduçãoBruna Soldi

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Bordando suas histórias para curar seus corações


Através de um projeto da Portas Abertas, viúvas colombianas são encorajadas a enfrentar seus momentos de dor e perdoar seus opressores

15 viúvas cristãs, mães de filhos assassinados ou desaparecidos, encontraram um espaço seguro para compartilhar suas histórias e experimentar a cura interior que fortaleceu seus espíritos e as ajudou a avançar. Esse momento foi proporcionado durante um treinamento especial, fornecido pela Portas Abertas, na Colômbia.
Tal seminário aconteceu em outubro de 2012, no Estado de Arauca, ao leste da Colômbia, uma região onde a Igreja sofre sérias perseguições de grupos armados ilegais, incluindo as mulheres, que são vítimas de violência extrema no conflito armado que aflige o país por meio século.
Por três dias, enquanto bordavam tecidos, as mulheres compartilhavam seus testemunhos. Elas usavam os diferentes pontos de costura para expressar, através da arte, a crueldade a qual foram submetidas quando seus entes queridos lhes foram arrancados do convívio familiar. Os produtos finais eram tapeçarias que retratavam os momentos em que seus familiares morreram ou desapareceram. As mulheres usavam agulhas simples e linhas coloridas para bordar suas histórias e fortalecer as novatas, que chegavam com os mesmos sentimentos de timidez, dor, ressentimento e raiva.
Algumas dessas mulheres participaram juntas de outros treinamentos, formando laços de comunhão e irmandade. Em meio à dor e a tristeza de suas perdas, estas novas relações as têm ajudado a suportar suas dores, a encorajar uma a outra, e experimentar a comunhão entre irmãs, como está descrito nas Escrituras: "E, se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele..." (cf. 1 Coríntios 12.12).
O sofrimento não tem distinções. Nem as diferenças de idade, nem as circunstâncias do assassinato de seus entes queridos importavam. Com lágrimas e vozes quebrantadas, elas reviveram o momento em que a violência roubou seus familiares e amigos. Unidas em um único propósito, enquanto elas compartilhavam suas vivências, as mulheres experimentavam o perdão, a cura e a libertação.
José e MariaMaria* era a viúva mais jovem presente; sua história também era a mais recente. Ela e seu marido, José*, pastoreavam a Igreja Deus é Amor, em Tame, Arauca. Ao falar sobre sua vida, Maria chorou. Ela contou ao grupo de mulheres que a ouvia como José respondeu ao chamado de uma menina de 14 anos que estava sendo mantida refém em uma fazenda na aldeia vizinha, por um desertor da guerrilha jovem. Quando José e vários outros chegaram à fazenda para falar com o menino rebelde, o rapaz já havia abusado e atirado na menina, que estava inconsciente. O cristão sabia fazer primeiros socorros e quis ajudar a garota, mas, ao vê-lo se aproximar, a guerrilha entrou em pânico e abriu fogo contra ele. José foi gravemente ferido.
O mais doloroso para Maria foi saber que aqueles que tinham ido com seu marido para a fazenda o abandonaram. José morreu afogado em seu próprio sangue.
Maria não soube responder as perguntas constantes de seus filhos pequenos sobre o porquê de seu pai não estar mais com eles. Mesmo assim, ela disse que Deus havia lhe dado força para perseverar. "Agradeço a Deus, que nunca nos abandonou, nem a mim ou meus filhos, e dou-lhe glória, porque seu grande amor e misericórdia têm nos sustentado", declarou ela.

MargaritaEm fevereiro de 2012, dois militantes de um grupo armado ilegal apareceram na casa de Margarita*. Depois de discutir com seu marido Nelson, um deles atirou oito vezes no cristão, diante de seus filhos, de 5 e 6 anos de idade. Os homens ameaçaram matá-la também se ela não se mantivesse em silêncio, uma prática muito comum na Colômbia, utilizada para aterrorizar as vítimas a não procurarem por justiça. Muitos assassinatos ficam impunes porque, diversas vezes, os que têm autoridade para fazer justiça são, eles mesmos, os corruptos.
TeresaUm guerrilheiro que se tornou paramilitar assassinou o marido de Teresa*. Hoje, ela busca indenizações na Justiça, por causa do assassinato, enquanto seus dois filhos mais velhos moram e estudam no Abrigo Cristão da Portas Abertas, na Colômbia. Teresa disse que através desses treinamentos ela viu Deus fortalecê-la e curar muitos de seus ferimentos. Ela pediu oração e força para enfrentar o processo legal em torno do assassinato de seu marido. Ela encorajou especialmente as mulheres que participaram do treinamento pela primeira vez a perdoarem aqueles que mataram seus entes queridos.
Márcia e AngélicaQuando o marido de Márcia * foi morto, há 10 anos, guerrilheiros de um grupo armado ilegal a raptaram. Depois que ela foi libertada, os pastores que visitaram sua casa para levar consolo e incentivá-la, também compartilharam a Palavra de Deus. Márcia iniciou sua fé em Cristo. Ela trabalhou duro para ajudar seus dois filhos mais velhos se tornarem profissionais. Nesse mesmo período, o Senhor chamou seu filho mais novo para o ministério.
Márcia compartilhou o evangelho com Angélica*, cujo marido foi morto há 11 anos. Angélica também aceitou Jesus em seu coração e Márcia a convidou para o treinamento.
As necessidades de outras vítimas moveram Angélica e Márcia a estabelecerem a Associação de Vítimas da Violência para ajudar pessoas que tiveram familiares desaparecidos ou assassinados. Desde então, a organização tem ajudado a aconselhar cerca de 400 pessoas.
No seminário promovido pela Portas Abertas, as mulheres vivenciaram curas interiores, apoiadas pela leitura da Palavra de Deus. As conversas enfatizaram a importância do perdão e da mudança da condição de vítima para ajudar outros que sofrem com situações semelhantes.
*Os nomes foram alterados para a segurança dos cristãos e cristãs.
Pedidos de OraçãoA maioria dessas mulheres enfrenta situações financeiras difíceis e necessidades emocionais e espirituais profundas. Peça a Deus para que Ele estenda sua mão generosa, repleta de misericórdia e lhes dê sabedoria, proteção e provisão, para si e seus filhos. Ore para que elas possam reconstruir suas vidas como mães e empreendedoras e continuem a encontrar conforto para suas almas em Cristo Jesus.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoTamires Marques