quinta-feira, 31 de julho de 2014

Portas Abertas prepara geração de jovens para enfrentar a perseguição religiosa

Na escola, com seus colegas ou mesmo com seus vizinhos, crianças e jovens cristãos são ridicularizados sem cessar por suas convicções de fé, não lhes sendo concedido o direito de resposta ou de defesa
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Há alguns meses, Yusuf, um garoto cristão de doze anos, olhava desesperadamente para seus colegas de classe, ao seu redor, na escola em Minya, localizada no Alto Egito. Os outros meninos o insultavam e assediavam, zombando dele por causa de sua crença no que chamavam de Bíblia "corrupta". Por fim, Yusuf escapou da escola em meio a lágrimas e soluços. Ao chegar a sua casa, sentiu-se tão humilhado e derrotado que rasgou sua Bíblia em frustração furiosa.
É comum cristãos egípcios de todas as idades enfrentarem ataques contra os fundamentos de sua fé. São confrontados com mentiras hostis sobre suas crenças cristãs na mídia. Muitas vezes, são forçados a ouvir ataques difundidos publicamente pelos alto-falantes dos minaretes das mesquitas, que colocam em dúvida deliberadamente a teologia cristã em todo o país.
Seja andando pelas ruas ou dentro de transportes públicos, os cristãos são frequentemente atingidos por gravações de áudio do Alcorão ou discursos de pregadores famosos islâmicos zombando de questões da fé cristã: "A Bíblia não é a Palavra de Deus", argumentam. "Jesus não foi crucificado e Deus não pode ser uma trindade".
Crianças como Yusuf sofrem muitas retaliações. Seja na escola com seus colegas ou mesmo com seus vizinhos, são ridicularizadas sem cessar por suas convicções cristãs, não lhes sendo concedido o direito de resposta ou de defesa de suas crenças.
"Eu sei e não tenho medo" é um programa apologético criado em 2012 para ensinar aos cristãos como responder às acusações mais comuns e às falsas alegações sobre a fé cristã que enfrentam todos os dias. Projetado para expandir-se em todo o país, o projeto visa preparar esta geração de jovens, que enfrenta pressão diária para defender sua fé. O programa inclui um material com orientações sobre como sobreviver em meio às dificuldades, bem como um curso de conscientização sobre os direitos civis.
Pedido de oração
* Ore para que esta iniciativa impacte a vida de jovens cristãos como Yusuf, de forma que possam permanecer firmes diante da perseguição.
* Nomes, fotos e outras informações foram alterados por motivos de segurança.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoDaniela Cunha

Clame por Parvina, do Tajiquistão

"Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês", diz o Senhor, "planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro." Jeremias 29.11
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Parvina* é uma jovem cristã que mora no Tajiquistão. Ela faz parte do grupo de louvor em sua igreja. Aos 32 anos, ela permanece solteira. Geralmente nos países muçulmanos é muito, difícil que jovens com essa idade se casem.
Os pais de Parvina, não são cristãos e criticam constantemente a filha, dizendo que por causa de sua fé ela nunca irá casar.
Há pouco tempo, seus pais começaram a forçar Parvina a concordar em tornar-se a segunda esposa de um homem, que já tem uma esposa. Ele é um muçulmano radical. No entanto, Parvina recusou casar-se com ele.
Os pais de Parvina e familiares podem pela lei obrigá-la a se casar, mesmo contra a sua vontade.
* Seu nome foi alterado por motivos de segurança
Pedidos de oração
  • Peça a Deus que proteja Parvina e que seus pais possam respeitar a sua decisão de fé e seu posicionamento em relação ao casamento.
  • Ore para que o Senhor dê à Parvina um futuro cheio de esperança e paz.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoJunia Vasconcellos

Deus está trabalhando através de parceiros como você!

"O serviço ministerial que vocês estão realizando não está apenas suprindo as necessidades do povo de Deus, mas também transbordando em muitas expressões de gratidão a Deus." 2 Coríntios 9.12
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Esther é viúva, mãe de seis filhos e mora no norte da Nigéria. Seu marido, provedor principal da família, foi assassinado pelo grupo extremista islâmico Boko Haram. Desde então, Esther tem se esforçado para arcar com as despesas de sua família.
Noreen é uma cristã, tem 24 anos e reside no Paquistão. Muitas jovens de sua idade se casam com homens muçulmanos porque temem que um homem cristão não possa sustentá-las. Os cristãos no Paquistão são marginalizados, sendo impedidos, por gerações, de alcançar bons empregos ou formação profissional. Noreen namora um muçulmano há anos e receia deixá-lo: ela teme que sua segurança e de sua família estejam ameaçadas caso termine o relacionamento.
Ji-woo fugiu recentemente da Coreia do Norte para a China. Ela teme ser pega e mandada de volta ao seu país. Se for capturada, terá de enfrentar a pena de morte ou será condenada à prisão perpétua.
Esther recebeu um microcrédito e pôde iniciar uma pequena alfaiataria, especializada em vestidos femininos. Com esse negócio, ela consegue sustentar sua família e ainda manter seus filhos na escola.
O pastor de Noreen recebeu treinamento de liderança cristã e ajudou Noreen e sua família a escaparem da situação de perigo em que estavam. Ele também tem apoiado as mulheres de sua comunidade, oferecendo a elas alfabetização e qualificação profissional.
Ji-woo vive agora em um abrigo seguro para mulheres norte-coreanas que escaparam das condições terríveis de seu país. Ela estende a mão a outras fugitivas e compartilha com elas a mensagem do evangelho.

Esses são exemplos de mulheres reais que enfrentam perseguição por causa de sua fé em Jesus. Embora pareça não haver esperança nessas histórias comoventes, Deus está trabalhando de forma sobrenatural através de parceiros como você!
Programas voltados para mudança de vida, como abrigos seguros, alfabetização e microcrédito, estão impactando a vida de inúmeras mulheres em todo o mundo. Continue apoiando os projetos da Portas Abertas e abençoe mulheres cristãs em todo o mundo.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoDaniela Cunha

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Jovem cristã decide permanecer firme na fé, em Mianmar

"Embora o evangelho tenha sido compartilhado com os meus pais, eles permaneceram budistas. Eu decidi permanecer crendo em Jesus Cristo apesar das circunstâncias"
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*Cho, de apenas vinte e três anos de idade, era a única cristã em sua casa. Ela entregou sua vida a Cristo quando Nu*, um colaborador da Portas Abertas, compartilhou o evangelho com sua família.
"Quando eu tinha 12 anos, Professor Nu, que veio do estado de Chin, foi até nossa casa, e disse à minha família quem era Jesus e o que Ele fez por nós. Depois disso, eu participei da Escola Dominical em sua casa, que era também uma igreja. Ano após ano, eu cresci para conhecer mais sobre Jesus. Professor Nu me ensinou sobre Jesus e a Bíblia."
"No inicio da minha vida cristã, eu foi rejeitada e não fui tratada como uma filha", disse Cho. Embora o evangelho tenha sido compartilhado com os meus pais, eles permaneceram budistas. "Eu não era tratada como uma pessoa normal, e fiquei muito desapontada."
Além de suas dificuldades em casa, Cho também enfrenta perseguição na escola. "Meus colegas não me aceitam como cristã. Eles não querem ser meus amigos. Eu costumava correr para a casa do professor Nu para pedir-lhe que orasse por mim. As orações foram ouvidas, meus colegas passaram a me conhecer mais e me assediaram menos".
"Mesmo que eu tenha dificuldades com meus parentes e colegas de escola, louvo a Deus e ouço a Sua Palavra, juntamente com o meu professor, que está sempre presente para inspirar e incentivar-me."

* Os nomes foram alterados para fins de segurança.
Pedidos de oração
  • Peça a Deus que levante cristãos como o professor Nu, que ajudem os jovens a permanecer firmes na fé em Jesus Cristo.
  • Ore ao Senhor pelos jovens cristãos, em Mianmar, que sofrem com a perseguição religiosa.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoGrace Gil

Igreja sofre ataque em final de culto na Nigéria

"O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz" Números 6.24-26
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A polícia da Nigéria informou que cinco pessoas morreram e oito ficaram feridas quando atacantes explodiram uma bomba em uma igreja, no momento em que seus membros saíam do culto, (27) domingo. Em um incidente separado, uma jovem mulher-bomba também feriu cinco policiais enquanto corria em direção a eles, explodindo a si mesma.
Pedidos de oração
  • Ore pela graça de Deus para com os membros dessa congregação que sofreu o ataque.
  • Peça a Deus que conforte aqueles que perderam seus entes queridos.
  • Interceda por nossos irmãos, a fim de que encontrem coragem para persistir em viver para Cristo, apesar dos perigos que enfrentam.
FonteAFP
TraduçãoJunia Vasconcellos

Ataque em Uganda deixa dois mortos e três feridos

Cerca de 600 cristãos, incluindo três líderes religiosos anglicanos nos distritos ocidentais de Uganda Kasese, Bundibugyo e Fort Portal foram mortos
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Duas pessoas morreram e três, incluindo um bebê de um ano de idade, foram feridos quando muçulmanos atacaram uma igreja no oeste de Uganda, no final de junho. De acordo com o jornal New Vision oito homens mascarados invadiram a habitual vigília de oração da sexta-feira na Igreja Pentecostal Chali Born Victory no distristo de Kyegegwa, a oeste da capital Kampala. Perto das 2 horas da madrugada, o grupo atacou os membros da igreja com facões.
O pastor da igreja, Jackson Turyamureba, disse à polícia que viu uma pessoa espiando pela janela enquanto ele estava pregando. "Eu pensei que fosse um bêbado e disse a ele que podia entrar ou ir embora. Pouco depois, eu ouvi as portas batendo e os homens gritando Allahu Akubar (Deus é maior), enquanto eles invadiam a igreja agitando seus facões e batendo nos ministros de louvor".
Uma das pessoas mortas, Beatrice Mukashaka, tinha apenas dezoito anos. O nome da segunda vítima não é sabido. O Pastor Turyamureba conta que escapou ileso, um dos assaltantes o perseguiu e atirou um facão que por pouco não atingiu o alvo. O atacante tropeçou e depois desistiu da perseguição.
Um porta-voz da policia, Polly Namaye, disse que os atacantes fugiram para uma mesquita nas proximidades. De acordo com Namaye, quando o grupo se viram cercados pela polícia um deles abriu fogo e matou um dos oficiais, Grace Mwine. Não há mais detalhes sobre a mesquita, mas a polícia disse que eles prenderam dois suspeitos.
O Pr. Turyamureba admitiu ter havido "mal-entendidos", no passado, com um grupo de muçulmanos que tentou convertê-lo ao Islã. Embora a Polícia e as Forças de Defesa terem sido mobilizadas para a área, várias fazendas ficaram desertas após o incidente. O ataque tem causado medo entre os cristãos na Kyegegwa. Eles temem que este seja o início de mais ataques.
Eles estão preocupados com relatos de que um grupo rebelde islâmico formado no final de 1980, as Forças Democráticas Aliadas Islâmicas (ADF siglas em inglês), esteja se reagrupando. Os cristãos também estão alarmados com relatos de que os muçulmanos estão enviando seus filhos aos centros de formação jihad na área, disfarçados de madrassas. "Recentemente, uma emissora de televisão nacional mostrou uma exposição que mostrava mais de 100 crianças de Uganda, todas com idade inferior a 18 anos, sendo treinadas pela ADF", compartilhou um colaborador da Portas Abertas que atua na região.
Pedidos de oração
  • Peça a Deus que conforte as famílias enlutadas e sare os feridos de corpo e alma.
  • Ore para que os cristãos testemunhe m o amor de Jesus para seus vizinhos muçulmanos.
  • Clame ao Senhor para que a Igreja em Uganda ocidental seja cheia de coragem e permaneça firme em Cristo no meio de crescente tensão na sua região.
  • Interceda pela Portas Abertas que atua através de projetos nesta região. Que os frutos desse trabalho fortaleçam a Igreja e que as Boas Novas continuem sendo espalhadas em Uganda.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoGrace Gil

terça-feira, 29 de julho de 2014

A perseguição aos cristãos na Malásia

Na Classificação da Perseguição Religiosa, a Malásia ocupa o 40º lugar. A constituição considera todos os cidadãos malaios como muçulmanos. A perseguição se intensifica na forma de tentativas esporádicas do governo de controlar e restringir o crescimento da Igreja no país
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Quando um muçulmano é oficialmente capturado pelo governo como alguém que deixou o islã, ele é colocado em um centro de reeducação islâmica. Existem vários desses centros em todo o país; a maioria deles no meio da selva, cercados por arames farpados.

Se perguntado a uma pessoa de lá: "Que lugar é este?", a resposta mais provável será: "É uma casa de retiro". Daniel*conhece dois malaios que foram espancados e eletrocutados em uma dessas casas há cerca de três anos. Não houve nenhuma morte, no entanto, a perseguição está cada vez mais intensa e cada vez mais sigilosa.

"A ONU perguntou ao governo malaio sobre essas casas de retiro e este negou sua existência. Representantes do governo disseram: 'Não, não, é apenas um centro de treinamento’. As autoridades islâmicas têm basicamente carta branca para fazer o que quiserem. Eu conheci crentes malaios que foram espancados e torturados nessas instalações. E também encontrei aqueles que receberam apenas um aviso. Não há nenhum código de conduta e é isso que faz com que os cristãos malaios vivam em segredo.", compartilha Daniel.

Leia tambémCristãos malaios são refugiados em seu próprio país
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoLarissa Cajaíba

Nós somos ‘N’, somos de Jesus o Nazareno

"N" ou ن em Árabe, é o símbolo usado pelo Estado Islâmico para identificar quem é um Nazareno – um cristão. Tem sido desenhado em portas e na frente de casas em cidades iraquianas capturadas, ajudando militantes do partido a rapidamente identificar onde a lealdade dos habitantes da casa realmente está. No Estado ou no "Nazareno".
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De acordo com a Middle East Concern, uma associação de agências de direitos cristãos, com operações no Oriente Médio, os veículos passaram por Mosul com alto-falantes, anunciando que todos os cristãos tinham até meio-dia de sexta-feira para deixar a cidade "ou serão executados à espada".
No início dessa semana, todas as casas pertencentes a membros de comunidades minoritárias, incluindo os cristãos, foram pixadas com a frase "propriedade do Estado islâmico." Desde o edital de 18 de julho, a maioria dos cristãos já fugiu de Mosul para o Curdistão, país vizinho. A agência de notícias AFP noticiou "Pela primeira vez na história do Iraque, Mosul está agora vazia de cristãos".
Os cristãos tiveram de deixar tudo para trás (carros, ouro, dinheiro, telefones celulares). Só lhes foi permitido manter suas roupas. Eles foram forçados a fugir para lugares mais seguros, caminhando debaixo do sol escaldante. Segundo informação da World Watch Monitor em Erbil, capital da região do Curdistão, uma família cristã em Mosul informou por telefone que as explosões foram ouvidas na quinta-feira, julho 17. Na sexta-feira, quando a família tentou fugir, foi obrigada a sair para fora de seu carro, teve seus pertences confiscados e foi obrigada a prosseguir a sua viagem a pé.
A Portas Abertas tem apoiado e socorrido os cristãos refugiados. Rostos desesperados de homens idosos e mães que vieram para coletar sua comida é o cenário mais triste visto nos últimos dias.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoJunia Vasconcellos

Ore pela paz e segurança em Camarões

"O fruto da justiça será paz; o resultado da justiça será tranquilidade e confiança para sempre." Isaías 32.17
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Neste final de semana, durante ataques a cidades no extremo norte de Camarões, supostos membros do grupo islâmico Boko Haram mataram e sequestraram várias pessoas. Uma delas é o Pastor Jean Marcel Kesvere, missionário ligado à Igreja Luterana Fraternal de Blangoua. Recebemos o relato de que dois soldados camaroneses foram sequestrados junto com os pastores.
Em outro ataque militantes invadiram a cidade de Kolofata, ao sul de Blangoua, dispararam armas de forma indiscriminada e saquearam as casas. Segundo relatos da mídia local, eles sequestraram também a esposa do Vice-Primeiro-Ministro e sua empregada doméstica. Seini Boukar, líder muito influente na comunidade local, e sua família fazem parte da lista de pessoas sequestradas.
A rádio estatal noticiou pesados combates na área entre os militantes nigerianos e o exército camaronês. A situação em Camarões requer nossa oração.
Pedidos de oração
  • Interceda pela libertação segura do Pastor Marcel e os outros que foram sequestrados. 
  • Peça a Deus para que o governo camaronês seja capaz de restaurar a paz na região.
  • Ore pelos cristãos camaroneses para que exerçam perdão aos mlitantes do Boko Haram e permaneçam firmes na fé em Jesus Cristo.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoJunia Vasconcellos

Deus está reparando o coração da Coreia do Norte

Cristãos coreanos, todos os dias, enfrentam terríveis circunstâncias por seguirem a Jesus. Com coragem e fé eles procuram viver cada dia para honrar a Deus. O coração da Coreia do Norte está sendo reparado.
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"Um dia antes de sairmos para fazer uma série de entrevistas com os norte-coreanos, na reunião de oração com vários membros da Portas Abertas Internacional foi lido o texto bíblico de 2Coríntios 4.7-12, relata um dos colaboradores da Portas Abertas.

"Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós. De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos. Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus também seja revelada em nosso corpo. Pois nós, que estamos vivos, somos sempre entregues à morte por amor a Jesus, para que a sua vida também se manifeste em nosso corpo mortal. De modo que em nós atua a morte; mas em vocês, a vida."

A líder da reunião explicou como ela havia passado por um momento muito difícil e como este texto tinha falado ao seu coração. Ela compartilhou conosco sobre como ficara perplexa com as tragédias que ocorreram em seus arredores, sem ser levada pelo desânimo. Uma amiga dela falecera de repente o que a fez clamar a Deus: 'Isso não pode ser o fim de sua história!’ Sentindo-se aflita em todos os sentidos, Deus não permitira que ela fosse esmagada.
Depois ela nos deu um cartão com uma foto. A imagem mostrava uma tigela bonita e, em seguida, ela explicou o termo japonês 'kintsukuroi', que significa: ‘reparar com ouro'. Esta é a arte de reparar a cerâmica quebrada com ouro ou prata laca. A peça ganha um toque único em sua imagem e torna-se mais bonita e por isso, mais valorizada. A líder fechou a pregação dizendo: ‘Talvez este devocional não pareça útil para você agora; mas talvez você possa usá-lo no futuro’.
No dia seguinte conhecemos uma mulher cujo testemunho mexeu com nosso espírito e nos fez lembrar do kintsukuroi. De alguma forma, a sua história se assemelha à de sua pátria. Ela também fora quebrada muitas vezes. Ela precisou viver nas ruas para fugir de seu marido abusivo. Fugiu para a China, foi presa, enviada de volta e severamente torturada em uma prisão norte-coreana. Em sua cela, uma cristã lhe permitiu descansar no seu colo, orou por ela e procurou aliviar sua dor.
Depois de liberta da prisão, essa mulher engravidou de seu marido e veio dar à luz ao seu bebê numa estação de trem em uma noite muito fria de inverno. Mãe e filha viveram nas ruas por dois anos. Sua filha costumava acorda-la, apontando para o céu, dizendo: ‘Mãe, é um céu azul um novo dia? ’ A mãe odiava quando ela fazia isso. Pois era mais um dia de sofrimento e miséria.
Não aguentando mais, essa mulher tão sofredora decidiu fugir mais uma vez para a China, desta vez com outras três mães sem-teto e seus filhos, todos com idade inferior a três anos. Cada uma delas levou consigo veneno e ganchos de pescar para cometer suicídio, caso fosse necessário. O grupo chegou ao outro lado do rio com sucesso, mas foi interrompido pela polícia chinesa. No entanto, não foram presos. A polícia chamou dois táxis: um para as mulheres, e um para as crianças.
Neste ponto da história, ficamos paralisados e pedindo a Deus: ‘Por favor, que não seja verdade, que não seja verdade... ‘ Mas era verdade. As mães foram separadas de seus filhos e nunca ouviram deles novamente. As próprias mulheres também foram vendidas. ‘Todas as pessoas da aldeia vieram para olhar para nós. Nós fomos leiloadas como gado. Eu nunca me senti tão humilhada. Eu fui comprada por um pouco menos de mil dólares por um homem chinês e seu pai. Eles abusaram de mim e me estupravam diariamente, até que eu escapei de sua fazenda pelo orifício abaixo de um vaso sanitário. ’
Nossa entrevistada chegou à Coreia do Sul com a ajuda de cristãos e até mesmo alguns policiais chineses. Ela agora vive para a glória de Deus e crê firmemente que Deus um dia vai reuni-la com sua filha de 11 anos.
‘No caminho de volta ao aeroporto, eu estava oprimida pela tristeza. Continuei a ter essa visão de um homem quebrando meu coração com uma vara. Eu me perguntava como seria voltar para a minha família e como explicar que eu voltei com o coração partido. E então Deus trouxe de volta a palavra "kintsukuroi '- reparar com ouro. De repente, percebi que Deus havia de reparar o meu coração com ouro. Mas Deus não iria somente trabalhar na minha restauração. Deus está reparando o coração da Coreia do Norte. Não com feno, madeira ou argila, mas com ouro, para assim, torná-lo mais bonito do que era antes.", completou nossa irmã.
Estes cristãos são firmes em sua fé. Sua força é encontrada no Senhor, tanto que eles estão dispostos a sofrer e morrer por Seu Nome. Para esses seguidores de Cristo, a morte é apenas o fim do começo."
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoGrace Gil

Quando a esperança está em Jesus

No dia 20 de maio, duas bombas explodiram na cidade nigeriana de Jos matando quase 200 pessoas, em sua maioria, cristãs. A Portas Abertas visitou várias vezes as vítimas que sobreviveram para orar junto com eles e dar suporte financeiro
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"Nós tínhamos de mostrar a eles que há vida após as bombas", afirma um colaborador da Portas Abertas. "A esperança deles se encontra em Jesus Cristo".
Não houve nenhum aviso? Nenhum presságio no céu? Nenhum sinal de que o terror estava prestes a acontecer? Olhando depois do acontecido sempre se consegue identificar alguns sinais. Apenas alguns dias antes das duas bombas explodirem próximo ao mercado e o terminal de ônibus em Jos, a polícia nigeriana prendeu um homem que vestia um cinto com explosivos. Ele admitiu que outras pessoas também haviam sido enviadas e um ataque violento estava iminente. A maioria das centenas de comerciantes e seus clientes não fazia ideia.
A primeira bomba foi tão forte que imediatamente matou dezenas de pessoas. Causou um massacre absoluto. Equipes de emergência apressaram-se até o local. A maior parte das vítimas era mulheres e crianças que estavam fazendo compras no mercado. Meia hora após a primeira bomba, a segunda – novamente um explosivo improvisado, acoplado em um carro – foi acionada, matando muitas pessoas da equipe de resgate assim como outros que estavam ajudando as vítimas da primeira explosão.
A cena era quase indescritível. As bombas estraçalharam as janelas e destruíram edifícios. Havia sangue e partes humanas em todos os lugares. O cheiro de carne humana queimada tomava todo o ar. Pessoas gritavam. Os feridos eram carregados até caminhões vazios, que disparavam para levá-los até os hospitais.
No dia seguinte, colaboradores da Portas Abertas chegaram para avaliar as necessidades dos sobreviventes nos hospitais. "Nosso objetivo era levantar o número de feridos e ver se podíamos ajudar de maneira prática", explica um dos membros da equipe. "O que era ainda mais importante era que queríamos dar a eles uma mensagem de amor e de esperança. Nós dissemos: ‘Viemos para assegurar a vocês que Deus os ama. Nosso ministério ama vocês e nós estamos orando pela sua situação. Apesar de sua situação ser difícil, Deus é poderoso e hábil para curar e dar a vocês esperança e força para viver novamente para ele’."
Como resultado do bombardeio, 77 pessoas, a maioria delas cristã, foram hospitalizadas. É um costume nigeriano que os familiares sejam os responsáveis por alimentar seus entes hospitalizados. Mas alguns que encontramos não tiveram a chance de notificar familiares e encontravam-se dependentes de doações financeiras e de alimentos dos funcionários dos hospitais.

Com o apoio de parceiros em diversos países, a Portas Abertas retornou rapidamente e teve a oportunidade de dar alimento a cada paciente e também de fazer uma contribuição financeira para cobrir as despesas médicas. "Quando fizemos outra visita ao hospital alguns dias depois, havia cerca de 50 feridos. Alguns foram para casa, mas outros faleceram em decorrência dos ferimentos. Para aqueles que permaneceram no hospital, independentemente se eram cristãos ou muçulmanos, tentamos mostrar a eles o amor de Cristo. Especialmente os muçulmanos foram tocados pelo fato de oferecermos ajuda financeira a eles. Um muçulmano chamado Ali Umary disse: ‘Eu sou muito agradecido. Que o bom Senhor abençoe vocês’."

Os cristãos feridos também responderam emocionados. "A ajuda veio quando eu mais precisava", disse Yakubu Tizhe. "Ainda mais importante: o amor que veio junto com os presentes foi o que impressionou mais".
Victos Gyang, cujo tórax foi perfurado pela bomba, falou: "Eu me sinto tão grato. Que o Senhor abençoe vocês e responda suas orações".
Joy Isoko quase perdeu as palavras. "Eu não consigo dizer muito. Minha boca não consegue expressar meus sentimentos em relação ao presente, mas sinceramente eu sou muito grato pela sua preocupação. O Senhor, e somente ele, os abençoará". Outra senhora, Kehinde Kwasu, que se encontra em condição crítica com pulmões danificados e um rim deslocado, apenas conseguia repetir as palavras "obrigada, obrigada".
O caminho para a completa restauração é longo para todos os sobreviventes e para todos aqueles que perderam seus queridos. A violência implacável do grupo radical islâmico Boko Haram continua por diversos estados da Nigéria. Ore por essa nação!
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoCecília Padilha