sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

ATENÇÃO: Pastor Yousef Nadarkhani foi, mais uma vez, preso no Irã

Nadarkhani permaneceu detido anteriormente por quase três anos sob sentença de morte por apostasia, até que foi absolvido e libertado em setembro desse ano. Em 25 de dezembro ele foi obrigado a retornar à cela
A organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) informou que Yousef Nadarkhani, pastor da Igreja do Irã, recentemente absolvido da acusação de apostasia, foi novamente detido.

Em setembro desse ano, um tribunal absolveu Nadarkhani da acusação de apostasia, mas o condenou a três anos de prisão por evangelizar muçulmanos. Uma vez que, ao longo do processo até o julgamento final, ele já havia passado cerca de três anos na prisão Lakan, em Rasht, o pastor foi liberado em setembro mesmo, após pagar fiança.

No entanto, fontes da CSW informaram que o pastor Nadarkhani foi encaminhado novamente à prisão, por ordem do diretor da prisão Lakan, que alegou que ele havia sido liberado muito cedo, devido à insistência de seu advogado, Mohammed Ali Dadkhah. O líder cristão foi preso mais uma vez para cumprir o restante do tempo de condenação e completar a papelada que, supostamente, não tinha sido resolvida durante a sua liberação, há dois meses.

Em novembro, Yousef foi convidado especial da conferência nacional da CSW, em Londres, onde agradeceu a todos que oraram e pediram a Deus por ele durante sua prisão.

Mervyn Thomas, diretor executivo da CSW, afirmou: "Ficamos bastante desapontados ao ouvir que o pastor Nadarkhani foi devolvido à prisão de maneira tão irregular. O momento é insensível e especialmente triste para sua esposa e filhos, que devem ter estado ansiosos para celebrar o Natal com ele pela primeira vez em três anos.

Esperamos que Yousef seja libertado rapidamente, uma vez que ele já cumpriu sua pena de três anos anteriormente. Nós também pedimos oração pela segurança do pastor e por sua família neste momento tão delicado."

A agência de notícias Fox News confirmou: "Yousef Nadarkhani, 35 anos, foi chamado a retornar à prisão Lakan, em Rasht, no local em que cumpriu pena e de onde foi então libertado, com base na acusação de que deveria completar o restante de sua sentença." O tribunal iraniano ordenou que Yousef servisse os 45 dias restantes de sua condenação.

Segundo o The American Center for Law and Justice (ACLJ), a atualização desse caso é um flagrante desrespeito do Irã para o direito internacional. Preso pela segunda vez por causa de sua fé, o que Nadarkhani passou não ocorreu coincidentemente no dia de Natal. De acordo com a instituição, o Irã tem, cada vez mais, perseguido os cristãos e qualquer um que esteja disposto a defendê-los.

Para piorar a situação, o advogado iraniano de Youcef, Dadkhah, fundamental para garantir a sua libertação este ano, está, atualmente, em um dos centros de detenção mais abusivos do país, prisão de Evin. Há notícias de que sua saúde tem se deteriorando rapidamente sob as terríveis condições em que se encontra. Ele foi preso logo após a libertação de Yousef, em aparente retaliação por sua defesa aos direitos humanos contra os ataques do regime islâmico radical iraniano.

A repressão brutal que domina o Irã e a forte perseguição ao cristianismo não passaram despercebidas. A pressão internacional que surgiu sobre o Irã no início deste ano e que resultou na liberdade de Yousef anteriormente pode ser a única esperança de liberdade para quem sofre restrições do governo por conta de seu amor a Jesus. Não cesse de orar por Yousef e os demais cristãos iranianos. 
FonteCWS e ACLJ
TraduçãoAna Luíza Vastag

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O ato de coragem que tornou o Natal possível


"Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados". Mateus 1.21

Em uma véspera de Natal bastante fria, o evangelista chinês Xi pegou a estrada na província de Gansu, na China. Ao chegar à aldeia vizinha, percebeu que algo estava errado. Decidiu parar e se apresentar como um portador de boas notícias. Um homem de baixa estatura o interrompeu: "Bem, temos apenas más notícias por aqui. O bebê de um casal acabou de ser raptado".
Nas áreas mais pobres da China, onde os casais podem ter apenas uma criança por família, são comuns os casos em que filhos são roubados ou mesmo arrancados à força para serem entregues a casais ricos que moram nas grandes cidades e não têm filhos.
Xi entrou na casa e deparou-se com o marido e a esposa olhando discretamente para ele. A tristeza do casal podia ser percebida pelo ar pesado que dominava o ambiente. Convicto da única coisa que podia oferecer como consolo, ele disse: "Eu estou muito triste em ouvir sobre sua situação, mas eu conheço alguém que pode ajudá-los: Deus! Permitam-me orar a Ele pela vida de vocês".
Como não houve qualquer reação por parte do casal, Xi iniciou sua oração, sentindo-se muito desconfortável. "Querido Pai, há muito tempo, nesta mesma época do ano, o Senhor enviou uma criança ao mundo e salvou-nos a todos. Pedimos hoje que esta criança seja enviada de volta para nós e livre esta aldeia da tristeza na qual seus habitantes estão vivendo. Amém".
De repente, o marido gritou: "Cale a boca e vá embora. Nós já clamamos aos
nossos deuses e nada aconteceu. Por que com o seu Deus será diferente?" O evangelista foi agarrado por outros moradores e arrastado para fora da aldeia. "Não se atreva a vir aqui de novo!", disseram eles.
Ele vagou pelas colinas por um tempo, sentindo-se humilhado, chorando e clamando a Deus. Então pensou: Eu fui para a aldeia esperando uma recepção heroica, ou pelo menos, confiei que seria uma curiosidade para aquela aldeia, seria interrogado e, por algumas horas, seria a atração de pessoas que vivem vidas muito maçantes e isoladas. Ao invés disso, eu fui tratado e rejeitado como Cristo foi.
Ajoelhado na neve, ele sabia exatamente o que tinha de fazer: voltar à aldeia, sabendo que, com certeza, seria desprezado. Mesmo assim, ele precisava seguir os passos do Mestre Jesus. Com o coração batendo forte, ele se virou e começou a caminhar lentamente de volta ao vilarejo do qual foi expulso anteriormente. De repente, em meio à neblina da tarde, ele ouviu o choro de um bebê vindo do que parecia ser um cesto.
Nítido o suficiente, a poucos metros à frente, estava um bebê, enrolado em um cobertor grosso, deitado no fundo do cesto. Xi foi até o local para abraçá-lo e transmitir um pouco de calor a ele. Era uma menina. Os ladrões que a sequestraram não sabiam que era uma menina e, quando descobriram, deixaram-na abandonada ali, para morrer.
Ele caminhou de volta para a aldeia com o precioso pacote em mãos. Os moradores vieram correndo. Eles ficaram surpresos e muito felizes! Quando o levaram para a casa do pobre casal, o sorriso no rosto da mãe quando o bebê foi colocado em seu colo foi inesquecível. "Venha aquecer-se pelo fogo", sugeriu, gentilmente, o marido. Deram uma cadeira para o evangelista, e com os outros moradores ao redor deles, o pai da criança perguntou: "Quem é esse Deus para o qual você orou?"
Veja só que oportunidade maravilhosa! Lá estava Xi, como convidado de honra, olhando para 30 pessoas que, ansiosas, esperavam ouvir sobre o evangelho da salvação. "Bem", começou ele, "Ele veio à Terra na forma de um pequeno bebê, neste mesmo período do Natal, há mais de 2 mil anos..."
TraduçãoAna Luíza Vastag

Igrejas Protestantes são fechadas pela nova lei religiosa no Cazaquistão


Mais da metade dos, oficialmente reconhecidos, grupos religiosos do Cazaquistão têm visto as suas congregações serem fechadas após um longo processo de recadastramento exigido por uma nova e controversa lei religiosa. As igrejas protestantes estão entre as mais afetadas.
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O prazo para o recadastramento era 25 de outubro, desde então os tribunais do país têm imposto o fechamento de igrejas. Para se enquadrar no registro exigido sob a nova lei, que entrou em vigor em outubro de 2011, um grupo deve ter no mínimo cinco mil membros à nível nacional, 500 regional e 50 à nível local, o que torna impossível aos pequenos grupos obter a aprovação do estado.
Muitos grupos se queixaram de que o processo de recadastramento foi "complexo", "pesado", "arbitrário", "desnecessário" e "caro".
Sob as novas e rígidas diretrizes, 60% das 46 religiões previamente reconhecidas do Cazaquistão tiveram seus registros cancelados, restando apenas 17. E cerca de um terço de todas as organizações baseadas na fé cívica, também estão enfrentando o corte.
A lei favorece as "religiões tradicionais" do país, que incluem o islamismo, cristianismo ortodoxo, o catolicismo romano, judaísmo e budismo. Mas as autoridades suspeitam de certos grupos protestantes (Evangélicos), que eles classificam como "não-tradicionais".
Entre as igrejas que foram fechadas está a Igreja Pentecostal Luz do Mundo. Ela foi acusada de fornecer "informações falsas" em seus documentos de cadastramento, nos quais dizia que um de seus membros-fundadores morrera, mesmo que o fato tenha ocorrido depois que a documentação fora entregue às autoridades.
O pastor da igreja, Pavel Semlyanskikh, disse que as autoridades tinham usado várias desculpas para não conceder um novo registro à Igreja Pentecostal Luz do Mundo e havia exigido que fizesse alterações em seus documentos. Ele disse que a morte de um dos signatários "não pode ser uma boa desculpa por parte das autoridades, uma vez que a igreja tem no documento nomes de 54 fundadores contra os oficialmente exigidos 50 nomes".
Embora a igreja tenha removido o nome do líder falecido e reapresentado em 24 de outubro um novo documento, o chefe do Departamento Regional de Justiça disse que a Igreja Pentecostal Luz do Mundo não fez as correções à tempo, apesar de o prazo ser 25 de outubro.
O Pastor Semlyanskikh disse que as autoridades "só queriam, o quanto antes, nos despojar de nosso registro sob qualquer pretexto".
Algumas igrejas protestantes dizem que têm sido "enganados" ou "obrigados" a concordar com o fechamento no tribunal sob promessas de que serão autorizados a funcionar como filiais de outros grupos registrados, ou solicitar o registro como novas organizações. Mas os pedidos posteriores não foram concedidos.
Uma igreja no sul do Cazaquistão que passou por essa experiência disse que seus membros foram pressionados pelas autoridades a retirar suas assinaturas dos documentos. Eles acreditam que a igreja teve o registro negado porque seus membros são predominantemente cazaques.
Além da exigência de recadastramento, a nova lei religiosa estabelece regras para a habilitação de literatura religiosa e diretrizes para a formação do clero.
O governo argumentou ainda que é necessário defender o estado do extremismo islâmico.
FonteBARNABAS FUND
TraduçãoMarcelo Peixoto

Eritreia, “a Coreia do Norte da África”


Por causa de suas políticas repressivas, a Eritreia tem sido apelidada de "a Coreia do Norte da África": acredita-se que, atualmente, mais de 2.000 cristãos do país estejam presos por causa de sua fé
A Eritreia está entre os países que mais violam a liberdade religiosa, a julgar pelos cristãos que foram presos, torturados e até mortos dentro de suas fronteiras.
Desde a sua independência, em 1993, a Eritreia é governada por Isaias Afwerki, cujo regime repressivo controla de perto qualquer tipo de atividade que possa representar uma ameaça à sua autoridade.
Para melhorar sua imagem internacional, em 2002 Afwerki decidiu permitir que grupos religiosos não oficiais da Eritreia se registrassem junto ao governo, com o discurso de legalizar todos os cultos do país. Mas a verdadeira intenção do presidente era ter, através dos registros religiosos, informações detalhadas sobre a adesão desses grupos à nova politica e monitorar todas as suas atividades dentro da Eritreia.
Até o momento, no entanto, nenhum grupo religioso completou o rigoroso processo de registro exigido pelo governo, por isso toda a atividade religiosa fora dos parâmetros oficiais do estado é considerada ilegal; qualquer cristão pego participando de atividades religiosas não oficiais pode ser preso e até executado por traição, e qualquer tentativa de fuga para a Etiópia é muito perigosa, já que há guardas na fronteira com ordens para atirar em qualquer um que tente sair do país sem a permissão do governo.
Por causa destes riscos, muitos cristãos recorrem a pessoas que possam ajudá-los a atravessar a fronteira, mas em muitos casos são "vendidos" aos funcionários de segurança do governo que os envia diretamente para a cadeia.
Se continuar nesse ritmo, os únicos "cristãos não oficiais" do país só poderão ser encontrados nas prisões.
Conheça a história de Helen Berhane no livro Canção da Liberdade, uma cristã da Eritréia que ficou presa por causa de sua fé.
FonteWorthy News
TraduçãoMarcelo Peixoto

Polícia prende pregador e outras oito pessoas por pregar sobre o Natal em local público


Um conhecido pregador e outros oito cristãos foram presos pela polícia enquanto pregavam sobre o verdadeiro significado do Natal em um parque no sul da cidade de Shenzhen

Cerca de 40 policiais de Shenzhen abordaram Cao Nandi e outros oito cristãos, dos quais, sete mulheres, incluindo uma senhora de 70 anos de idade, e os levaram detidos a uma delegacia próxima. As sete mulheres eram obreiras do Centro Guanai (Caring) e da Igreja Meilin. O único homem do grupo é membro da Igreja Associação Jovens da Paz.
Quando a esposa de Cao foi até a delegacia de polícia na manhã seguinte, cerca de 8 horas, ela foi informada de que não poderia vê-lo.
Cao ama o Senhor apaixonadamente e queria contar aos outros sobre a graça salvadora do Senhor e as boas novas do Reino do Céu, mesmo que isso custasse ser odiado por outros e sofrer perseguição. Ele aceitou de bom grado esta punição injusta por compreender a Verdade de Deus e a missão do Pai de salvar as almas perdidas.
De acordo com os últimos relatórios recebidos pela agência de notícias ChinaAid, todos os detidos já foram liberados.
É importante lembrar que, com a aproximação do Natal, a perseguição do governo aos cristãos deve aumentar. Portanto, devemos orar para que os cristãos chineses respondam com sutileza, e continuem servindo fielmente. Para que diante da perseguição, não tenham medo e não recuem, de modo que conquistem a vitória nesta batalha espiritual.
Acesse nosso catálogo de produtos e saiba como doar através de nossas campanhas.

Fonte China Aid
Tradução Marcelo Peixoto

Dez pessoas morreram e quatro igrejas foram queimadas na Nigéria




O grupo islâmico radical Boko Haram é o principal suspeito de provocar conflitos violentos em áreas predominantemente cristãs
 
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Há alguns dias, no nordeste da Nigéria, dois ataques separados contra cristãos resultaram na morte de dez pessoas e na destruição de quatro igrejas, que foram queimadas. Ambas as ações ocorreram em primeiro de dezembro e foram provocadas por homens armados, supostamente membros do Boko Haram.

As vítimas - nove cristãos e um muçulmano - foram mortas na aldeia de Kwaple, área gerenciada pelo governo local Chibok, Estado de Borno. Membros do grupo islâmico passaram fazendo balburdia; eles queimaram 20 casas e uma igreja na região. As outras três congregações mencionadas foram queimadas em Gamboru Ngala.

"Acabo de receber notícias de nossos irmãos em Chibok e Ngala Gamboru dizendo que quatro de nossas igrejas foram atacadas por militantes nesta manhã. Dez pessoas foram mortas em Kwaple", relatou o diretor da Associação Cristã da Nigéria do Estado de Borno, Tito Pona, em uma mensagem de texto enviada ao presidente da Associação, em 2 de dezembro.

Nuhu Clark, ex- presidente do conselho governamental de Chibok, afirmou que os atacantes entraram na aldeia cerca das 9 horas de sábado e, em seguida, incendiaram casas; também utilizaram armas e facões para matar suas vítimas.

"A maioria dos mortos foi enterrada hoje", disse Clark, no domingo (2). "É lamentável que isso tenha acontecido em uma vila tão tranquila." De acordo com Tito Pona, em Gamboru Ngala os atacantes queimaram os seguintes templos: Igreja dos Irmãos, Igreja de Cristo na Nigéria e Igreja Deeper Life (“Vida Profunda”, tradução livre). A mídia local informou o que testemunhas oculares narraram sobre o fato: cerca de 50 insurgentes chegaram em carros e motocicletas, disparando tiros e gritando "Allahu Akbar"; depois, atearam fogo às igrejas, edifícios de imigração e em um posto policial.

Pona soube que outro edifício da Igreja dos Irmãos foi queimado em Chibok. "É, claramente, um ataque contra os cristãos por parte dos membros do Boko Haram, já que o governo local de Chibok é predominantemente cristão", disse um líder da igreja na região, que pediu anonimato porque as congregações tinham acordado que somente o presidente da Associação Cristã da Nigéria falaria à imprensa. "O governo está preocupado com a implicação deste ataque e está oferecendo apoio na reconstrução das igrejas afetadas”, acrescentou.

O jornal Nigerian Tribune informou que o ataque em Gamboru Ngala foi direcionado aos cristãos que vivem e trabalham na cidade fronteiriça. A publicação afirmou que os cristãos locais tinham sido pressionados anteriormente, por meio de uma carta do grupo islâmico, a deixarem a área ou, então, corriam o risco de serem atacados.

Segunda-feira (3), o governador do Estado reuniu-se com autoridades estaduais e municipais da Associação Cristã, o conselho local, membros do governo e líderes comunitários. Eles determinaram como apoiariam as famílias afetadas.

"As famílias atingidas serão compensadas, mas o preço das vidas perdidas não pode ser pago", disse o líder cristão anônimo. "O ataque provocado por membros do grupo islâmico que, aparentemente, não são da comunidade, foi injustificado e temos a garantia do governo de que as medidas necessárias serão tomadas para evitar uma recorrência", pontuou.

Sunday Oibe, porta-voz do grupo do norte da Associação Cristã da Nigéria, condenou os levantes contínuos contra cristãos, que, segundo ele, não estavam recebendo suporte e assistência do governo.

"O que as pessoas têm ouvido é apenas uma pequena fração da violência à qual os cristãos são submetidos" comentou Oibe. "É lamentável quando o presidente (da Associação Cristã da Nigéria) fala sobre o assunto e o acusam de não estar sensível à situação ou de levantar alarme falso. É difícil manter a calma diante de ataques provocativos como o do último sábado (1) em Borno."

O Estado de Borno é a atual sede do grupo Boko Haram, que já lançou várias ações terroristas no país, matando centenas de pessoas. No mês passado, o Tribunal Penal Internacional determinou que os ataques desses insurgentes na Nigéria se constituem em crimes contra a humanidade.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

sábado, 8 de dezembro de 2012

Pastor é solto após meses de prisão no Cazaquistão


O pastor Makset Djabbarbergenov foi solto após passar meses em uma prisão no Cazaquistão e pôde voltar em segurança para o Uzbequistão

"A libertação de Djabbarbergenov é um marco de vitória para aqueles que lutam contra a perseguição religiosa em todo o mundo" disseram colaboradores da Portas Abertas ao The Christian Post, homenageando as Nações Unidas por seu importante papel na libertação "milagrosa" do pastor uzbeques.

"Esta é uma realização enorme, porque muitas vezes, quando os cristãos estão presos por tanto tempo, eles acabam não sendo mais liberados", disse Lindsay Vessey, diretor de advocacia da Portas Abertas EUA.

Vessey chegou a dizer que o Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) desempenhou um papel fundamental na libertação do pastor, representando-o perante a prisão em Almaty, no Cazaquistão, onde foi detido. Representantes da ONU também acompanharam Djabbarbergenov até o aeroporto, garantindo sua segurança ao sair do país para não haver problemas de última hora.

"Isso é muito importante porque [o ACNUR] não costuma levar a perseguição cristã a sério. Isso foi maravilhoso!", disse Vessey.

Vessey afirma também que uma das principais razões para o ACNUR ter atitudes como essa em relação à perseguição de cristãos é porque muitos escritórios do ACNUR em todo o mundo são formadas por funcionários muçulmanos e, portanto, questões de perseguição cristã muitas vezes não são abordadas.
Pedidos de oração
 Agradeça a Deus por esse "grande milagre" e ore para que outros líderes sejam encorajados com o testemunho do pastor Djabbarbergenov, a continuarem pregando no Cazaquistão.
 Peça a Deus que proteja seus filhos de qualquer ataque físico ou espiritual que os impeçam de segui-lo.
 Ore pelo trabalho da Portas Abertas nos países onde há maior perseguição aos cristãos.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Um ano após a morte de Kim Jong II e nada mudou na Coreia do Norte


Kim Jong-Un é mesmo diferente de seus predecessores e vai mudar o país? Infelizmente, a resposta é: "improvável". Parece que a Coreia do Norte está limpando apenas o exterior do copo e não o interior

O líder norte-coreano Kim Jong-Un permite que as mulheres usem calças em público, gosta de ver as apresentações de Mickey Mouse e seus amigos e até fez uma pequena reforma da agricultura, porém não fez mudanças importantes no primeiro ano após a morte de Kim Jong-II. Na verdade, ele está preocupado em construir sua imagem e reforçar a segurança. Ele aumentou o número de espiões procurando por organizações cristãs, na China, que ajudam os refugiados norte-coreanos. O uso de televisão, rádio e telefones celulares pelos cidadãos, também tem sido cuidadosamente investigado e os cristãos não relatam mudanças em sua situação.
O ano de 2012 deve ter sido muito atarefado para o Departamento de Propaganda. O próprio Kim Jong-II, o "querido líder", anunciou há três anos que neste ano a Coreia do Norte seria mais uma vez um país forte e próspero. Ele morreu em 17 de dezembro de 2011 e deixou o país para o seu filho, Kim Jong-Un, que aparentemente está com quase trinta anos. O regime tentou modelar o seu novo líder conforme seu avô, Kim II-Sung. Sua aparência e seus discursos espelham o eterno presidente da Coreia do Norte, mas, há diferenças. A presença de Kim Jong-Un nas apresentações com as personagens da Disney, além de mulheres usando minissaias e uma orquestra tocando músicas do filme "Rocky", foi amplamente divulgada na TV. Entretanto, o sonho de uma nação forte e próspera está ainda muito longe do prometido.
A parte mais importante da reforma agrícola que Jong-Un anunciou foi a de reduzir as unidades de fazenda cooperativas de quatro a seis pessoas, com a colheita sendo dividida em 70-30% entre o governo e os agricultores, enquanto aumenta a autonomia de fábricas e empresas.
Kim também enviou seu tio, Jang Sung Taek (formalmente o Segundo no comando, mas designado a cuidar e guiar o inexperiente Kim Jong-Un), em uma missão na China para encontrar um avanço para a situação alimentar.
Todos esses desenvolvimentos fizeram com que os observadores da Coreia do Norte pensassem: Kim Jong-Un é mesmo diferente de seus predecessores e vai mudar o país? Infelizmente, a resposta é: "improvável". Parece que a Coreia do Norte está limpando apenas o exterior do copo e não o interior. A sobrevivência do regime e a segurança são as únicas prioridades.
O número de espiões norte-coreanos está crescendo. Eles estão atrás de ativistas de direitos humanos e cristãos que ajudam refugiados norte-coreanos. As patrulhas das fronteiras foram substituídas pela Agência de Segurança Nacional, que pressiona quem for feito prisioneiro a divulgar informações sobre cristãos ajudando desertores. Dentro do país, cidadãos são pressionados a confessar seus crimes. Uma pessoa disse a um repórter da DailyNK.com: "eles estão juntando pessoas das fábricas, escolas etc., dizendo para que escrevam cartas confessando exatamente qual mídia estrangeira eles assistiram até agora. Quando eles te dão o papel eles te advertem de que sabem tudo mesmo, então é só escrever; quando, onde e o que você viu e com quem você conseguiu e a sua impressão sobre o que assistiu".
Colaboradores da Portas Abertas, dentro da Coreia do Norte, relataram que não houve mudanças nas circunstâncias em que os cristãos vivem, indicando que não há sinais de que Kim Jong-Un melhore a liberdade de religião no país. Na verdade, alguns cristãos presos foram torturados e depois soltos para atrair seus irmãos e irmãs ou servir como isca. "Isso é extremamente trágico", diz um colaborador da Portas Abertas envolvido no ministério entre os norte-coreanos. "É muito perigoso ajudar cristãos que foram libertos pelo governo. Alguns foram torturados tão severamente que não podem mais andar. Quase nunca podemos ajudá-los, porque isso traria muitos riscos para nós. Tudo o que podemos fazer é orar por eles. Sabemos que Jesus prometeu que não vai abandoná-los."
 
Trazendo esperança
O ministério da Portas Abertas sempre foi o de fortalecer o que resta. Portanto, muito secretamente levamos comida, remédios, roupas, livros e Bíblias para os cristãos na Coreia do Norte. Também treinamos os refugiados e temos alguns outros projetos acontecendo, mas que não podem ser divulgados. A coisa mais importante que podemos fazer é levar esperança aos cristãos, orar por eles e mostrar o quanto nos importamos com cada um. Temos entregado esses materiais, que são essenciais, apesar de todos os riscos. Um líder de uma igreja escreve em uma carta secreta: "não importam as circunstâncias que enfrentamos, continuaremos firmes nas poderosas mãos de Deus e continuaremos a marchar com toda força para o Reino eterno."
Nosso trabalho também é ajudar famílias cristãs que vivem em áreas remotas, como por exemplo, uma família em particular: "uma irmã estava sofrendo com sérios problemas de saúde e seus dedos e unhas dos pés quase caíram devido ao trabalho forçado durante muito tempo. Porém, pudemos ajudar a família dela com a graça e o amor de Deus. Eles sofreram dores enormes por conta do trabalho forçado, mas nunca se esqueceram de Deus. Ela ficou muito grata e não sabia como expressar sua gratidão para todos aqueles que os ajudaram. Ela disse também que se sente tranquilizada em saber que há irmãos e irmãs que estão sempre cuidando deles. Ela permanecerá forte para ser fiel e fará tudo que puder para retribuir todo amor que ela e sua família têm recebido."
Você também pode dar esperança para milhares de cristãos. Participe de nossa campanha especial de fim de ano. Dê presentes de esperança!
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoVanessa Portella

Pastor uzbeque é solto da prisão


O pastor uzbeque Makset Djabbarbergenov foi solto da prisão em Almaty, Cazaquistão

O pastor foi solto no dia 4 de dezembro e levado ao aeroporto, onde encontrou sua esposa e seus quatro filhos. De acordo com uma agência de notícias norueguesa, eles partiram para a Alemanha. Após chegarem a Frankfurt, foram levados para um local seguro em outro país da Europa (não informado).
Seus amigos em Almaty disseram: "precisamos agradecer o governo cazaque – eles fizeram a coisa certa".
Os guardas da alfândega disseram para Makset que ele estava proibido de retornar ao Cazaquistão até 2017.
A libertação do pastor e seu asilo na Europa foram facilitados pelo Alto Comissariado para Refugiados da Organização das Nações Unidas. Os representantes o encontraram quando saía da prisão, o levaram para o aeroporto e o acompanharam até que ele passasse pela imigração, para garantir que não haveria nenhum problema.
Makset foi preso em Almaty em 5 de setembro, a pedido das autoridades do seu país de origem, o Uzbequistão, que ordenou que ele retornasse ao país e enfrentasse as acusações de praticar religião fora da lei do Estado.
O pastor se tornou cristão em 2000, e logo se tornou um líder ativo em Nukus, capital do Caracalpaquistão, uma região autônoma do Uzbequistão. Atualmente, a igreja protestante na região é considerada ilegal.
Ele foi preso seis vezes e, após uma invasão policial em seu apartamento em 2007, ele e sua família fugiram para Tashkent, a capital do Uzbequistão. Ele foi para o Cazaquistão no mês seguinte, e a família o seguiu algum tempo depois. Apesar de a ONU apoiar seu pedido de asilo, o pastor Makset foi preso no dia 5 de setembro, para ser extraditado e condenado a até 15 anos de prisão.
Sua esposa Aigul conversou com a Portas Abertas Internacional nesse período e disse: "Ore para que possamos seguir a Deus, para onde quer que Ele nos envie. Queremos que Ele resolva essa situação e nos diga o que devemos fazer".
Aigul, que agora espera seu quinto filho – já se encontrou com seu marido. A família agora está ansiosa por um novo começo, aonde quer que Deus os envie.
Somos muito gratos pelas orações e apoio de todos!
Louve a Deus pela libertação do pastor Masket, e porque ele está novamente com sua família.
Ore por Makset, Aigul e seus filhos, pois precisam recomeçar suas vidas em um novo país.
Peça a direção de Deus enquanto eles buscam a vontade dEle para o futuro de seu ministério.

Cristãos são mortos e igreja é destruída no Sudão


As Forças Armadas do Sudão, nas últimas duas semanas, bombardearam áreas das Montanhas Nuba - matando três cristãos, destruindo duas estruturas de agência de socorro e o prédio de uma igrejaIgreja Sudão.jpg
De acordo com relatos, Dawla Angalo, 60, um membro da Igreja em Heiban, morreu durante o bombardeio em Kordofan do Sul. Fontes disseram que ele morreu enquanto estava sendo levado às pressas para um hospital. A explosão matou ainda Khamisa Kuku (40), que era uma mulher cristã.
O ataque à bomba, feito por um avião de fabricação russa, feriu Mariam Hamdan (55) e quebrou suas duas pernas. Suliman Kuku, um cristão de 42 anos de idade e uma menina de seis anos de idade chamada Nadia Tutu também foram encontrados mortos. Três casas, incluindo a de Kuku foram destruídas no bombardeio, de acordo com relatórios online de notícias do portal Nuba.

"É muito triste - estamos perdendo nossos membros", disse um pastor da região, que pediu anonimato.

Mohammod Idris, 25, e Stephen Yousif, 23, foram feridos no ataque, segundo relatórios de Nuba. "Eles estão mirando igrejas - eles destruíram a escola bíblica da última vez, e agora a Igreja local", disse o pastor. A Escola Bíblica já havia sido reduzida a cinzas em 1º de fevereiro também num atentado aéreo por um avião Antonov.

O Sudão foi divido entre norte e sul em um referendo realizado em 9 de julho 2011. Com a divisão do país em Sudão do Sul e Sudão (norte), o Sul ficou com uma população majoritariamente cristã, e o norte, muçulmana. Desde que o conflito militar começou, militares sudaneses bombardearam igrejas Nuba, escolas e fazendas, causando muitas mortes. 
Milhares de civis supostamente se refugiaram em cavernas nas montanhas Nuba. Muitas pessoas têm queixas de negligência, opressão e conversões forçadas ao Islã em uma jihad*. O movimento rebelde crescendo nas Montanhas Nuba provocou tensões e o Sudão teria bombardeado civis no Sudão do Sul Estado de Bahr El Ghazal do Norte, em novembro,matando sete pessoas.
* "jihad" é o esforço e empenho em fazer a pessoa se converter ao islamismo, através de uma ação.
Pedidos de oração
• Ore para que haja paz de Deus, no norte e no sul do Sudão e para que esta paz guarde o coração e a mente dos cristãos em Cristo Jesus.
• Peça a Deus que proteja seus filhos de qualquer ataque físico ou espiritual que os impeçam de segui-lo.
Adquira o DVD As Listras da Zebra e conheça a realidade de milhares de cristãos em países da África.
FonteANS
TraduçãoJunia Vasconcellos