domingo, 28 de outubro de 2012

Cristãos palestinos sofrem e perseveram por amor à fé


“Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada”. Romanos 8Israel.Palestina.jpg
O cristianismo é uma realidade cada vez mais residual no território em que Jesus nasceu e viveu. Hoje os cristãos representam pouco mais de 1% da população israelita e palestina.

 “Nunca me esquecerei de suas orações por mim e pela minha família. Eu pude senti-las, e elas tocaram meu coração de maneira poderosa. Elas me encheram de força e capacidade para suportar aquele terrível acontecimento. Suas orações por mim são como uma bengala que me ajuda a andar e a manter o equilíbrio aonde quer que eu vá”.

As palavras acima foram ditas por Pauline Ayyad, esposa de Rami Khader Ayyad, ex-diretor da única livraria cristã da Faixa de Gaza (Palestina), sequestrado e assassinado em 2007, após sofrer uma série de ameaças de radicais islâmicos. Um grupo ligado à Al Qaeda, que atuava em Gaza, assumiu a responsabilidade por lançar bombas na livraria e tambem por matar Rami. O casal Ayyad tinha dois filhos; quando Rami foi morto, Pauline estava grávida de 5 meses de uma menina. Hoje Pauline e seus três filhos passam bem, mas sofreram muito e ainda sofrem com a perda de Rami.

A realidade dos cristãos palestinos é muito dura, principalmente para aqueles que vivem na Faixa de Gaza, região governada pelo partido islâmico Hamas. Os cristãos de Gaza sofrem com diversos problemas psicológicos devido à pressão feita pelas forças do governo, além disso, sofrem com o desemprego, com o isolamento da sociedade, com um sentimento latente de insegurança, etc. Muitos, inclusive crianças, estão traumatizados pelas crueldades que aconteceram e ainda acontecem em Gaza.

Em outras áreas da Palestina*, como em Belém, a população cristã diminuiu drasticamente nos ultimos 20 anos, de 60 para apenas 10%. Na Cisjordânia, há situações de discriminação e danos de propriedades cristãs. Isso ocorre devido aos constantes ataques e pressões que a comunidade cristã sofre por parte das autoridades locais e do fanatismo religioso. Mesmo assim é possivel notar a presença de cristãos, por exemplo, em Belém, Ramallah, Nablus e outros locais. Em Nablus, no norte da Cisjordânia, restam hoje, aproximadamente, 500 cristãos – há 40 anos eles eram 3.000.

Mesmos sem grande peso político ou econômico, os cristãos asseguram que a sua presença na Palestina nunca irá desaparecer. “Somos poucos, somos pequenos, mas estamos aqui e permaneceremos”, afirma um cristão palestino.

O Auxílio da Portas AbertasA Portas Abertas tem atuado em diversos países ao redor do mundo para socorrer cristãos em situações de vulnerabilidade, discriminação e perseguição religiosa. Nos últimos anos a Portas Abertas tem atuado em parceria com a Sociedade Bíblica Palestina para dar assistencia às famílias que, por causa dos conflitos entre israelenses e palestinos, perderam o contato com seus entes queridos e vivem em situação de pobreza extrema.

“Com a ajuda da Portas Abertas Internacional, pudemos socorrer muitas famílias necessitadas e devolver o sorriso aos rostos das pessoas marginalizadas”, disse um membro da Sociedade Bíblica da Palestina.

Nesses projetos, dezenas de famílias foram ajudadas com cestas básicas, remédios e materiais hospitalares.

A Portas Abertas também atua, na Palestina, através do Musalaha, um ministério de reconciliação entre jovens israelenses e palestinos. Organizando reuniões esporádicas, seminários e conferências, o Musalaha procura unir, através do amor de Cristo, jovens que foram separados pelo ódio e segregação.

Que possamos orar pela paz em Israel/Palestina, e para que muçulmanos e judeus se rendam ao incomparável amor de Cristo Jesus.

*Historicamente o termo Palestina abrange todo o território que hoje está dividido entre o Estado de Israel e as áreas habitadas por árabes palestinos, "Faixa de Gaza e Cisjordania", respectivamente sob o governo do Hamas e da Autoridade Nacional Palestina.
Redação: Marcelo Peixoto

sábado, 27 de outubro de 2012

“Prefiro morrer como cristã do que sair da prisão sendo muçulmana”


Perto dos 40 anos de idade, a paquistanesa Asia Bibi se tornou conhecida no mundo inteiro. Casada com Ashiq Masih, mãe de cinco filhos e empregada na fazenda de um latifundiário muçulmano, sua vida não parecia muito divergente das demais mulheres de sua região; até que a data de 19 de junho de 2009 marcou sua história para sempre
Apesar de sua rotina exaustiva, comum às mulheres de uma geração que trabalha fora para ajudar no sustento da casa, todos os dias e para onde quer que fosse, Asia carregava consigo algo de muito de valor; algo que, para as autoridades do Paquistão, foi considerado um crime gravíssimo.

Certo dia, enquanto cumpriam suas funções durante o expediente da sexta-feira, 19 de junho, Asia e suas colegas de trabalho conversavam. Convertida ao cristianismo em um país de maioria muçulmana, Asia não partilhava da mesma fé que as outras mulheres e o diálogo, polêmico por natureza sempre que envolve religião e crença, evoluiu para uma discussão.

A intolerância religiosa e o extremismo que reina entre a maior parte dos devotos fanáticos falou mais alto naquela tarde também. Asia foi intimada a abandonar sua fé e o Deus em quem cria e voltar a servir Alá no islamismo. Certa da escolha que havia feito, Asia rebateu as muçulmanas com frases como: “Jesus está vivo, mas Maomé morto. O nosso Cristo é o verdadeiro profeta de Deus. Maomé não é real. Jesus morreu na cruz pelos pecados da humanidade, e Maomé, o que fez por vocês?”

Tais declarações bastaram para provocar a ira e o descontrole daquelas que ali estavam; Asia foi brutalmente agredida pelas mulheres que, diariamente, conviveram com ela por anos. A polícia foi chamada ao local e, mais uma vez, a lei da justiça parcial prevaleceu: em 8 de novembro de 2010, Asia Bibi se tornou a primeira mulher condenada à pena de morte por enforcamento pelo crime de blasfêmia.

A partir daí, protestos e movimentos diversos se seguiram por todo o mundo. Organizações de direitos humanos, jornalistas e autoridades do governo falaram publicamente em favor de Asia. No entanto, mesmo com toda a mobilização que se formou em torno do caso, no próximo mês completará dois anos que ela aguarda, na prisão, por um julgamento que considere ambos os lados antes de deferir a sentença.

Se durante o período em que estava livre, Asia já sofria perseguição por ser cristã; agora, encarcerada e proibida de conviver com sua família, a situação é bem pior. Fontes afirmaram que ela foi torturada e maltratada; impedida de beber água ou comer, por dias.

O caso de Asia permanece sem atualizações, porém, ela não foi a única a sofrer por causa de sua fé. Salman Taseer, muçulmano liberal, ex-governador da província de Punjab, foi assassinado por seu guarda pessoal, porque agiu em defesa da causa de Asia Bibi. Shahbaz Bhatti, ministro federal e único cristão no gabinete paquistanês, foi morto por se opor à lei da blasfêmia que condenou Asia. Nos últimos anos, foram registradas 45 acusações por blasfêmia; dessas, 43 pessoas foram mortas em execuções extrajudiciais.

Como já falado em notícia publicada no site da Portas Abertas Brasil, “Asia não é apenas uma pobre figura atrás das grades. Ela é uma mulher, uma esposa, uma mãe, uma irmã, e uma filha. A Igreja que ora por ela precisa se lembrar que ela é uma mulher real, e que tudo o que enfrenta no seu cotidiano é real”.

Por sua fé, Aasiya Noreen (como também é conhecida) sente na pele a Palavra de Deus escrita em Mateus 5.10, que diz: “Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”. Asia Bibi ainda está viva por causa das orações da Igreja; como o mar, que permanece cheio d’água porque as águas dos rios não cessam de correr até ele. Por quanto tempo mais você irá orar por essa cristã? A responsabilidade de pregar o evangelho e clamar pela Igreja Perseguida é nossa também.

Redação: Ana Luíza Vastag

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Extremistas ateiam fogo à Igreja protestante na Indonésia


Um grupo não identificado incendiou a Igreja Pentecostal Madele, na cidade de Poso. A reação rápida de membros da Igreja, com o auxílio de alguns muçulmanos, manteve a situação sob controle, limitando os danos. Em outro incidente, a explosão de uma bomba feriu três pessoas, incluindo dois agentes da polícia
A cidade de Poso, na província de Sulawesi Central, Indonésia, tem sido palco da violência sectária* contra a minoria protestante local. Durante a noite de domingo (21), radicais atearam fogo à Igreja Pentecostal Madele. A rápida intervenção dos irmãos presentes conteve a propagação do fogo e poupou o templo de danos mais graves. O chefe de polícia Eko Santoso confirmou a motivação religiosa do incidente e informou que o ataque anti-cristão "ocorreu à noite, em torno da meia-noite".
A Indonésia é o maior país muçulmano do mundo, mas o distrito de Poso tem uma grande comunidade cristã. Seu território já sediou confrontos sangrentos de intolerância religiosa que deixaram milhares de mortos em ambos os lados.
O fogo teve início quando a caixa do correio, encharcada com gasolina, foi incendiada. Primeiro, as chamas se espalharam para a residência do pastor. A ação do corpo de bombeiros e voluntários impediu que o incêndio destruísse os dois edifícios. O líder cristão Aben agradeceu publicamente os aldeões, incluindo "alguns muçulmanos", que ajudaram a proteger o prédio da igreja.
Mais violênciaSegunda-feira (22), outros dois carros-bomba explodiram perto de um posto policial, ferindo três pessoas; incluindo dois agentes em serviço no momento. Investigadores acreditam que o posto foi alvo de um ataque terrorista de natureza religiosa.
"O grupo usou um dispositivo sofisticado que detonou a bomba remotamente, através de um telefone celular", relatou um agente. Nas últimas semanas, edifícios cristãos, incluindo locais de culto, têm sofrido ataques significativos.
Em outro caso, dois agentes policiais foram assassinados sob circunstâncias misteriosas. Eles desapareceram enquanto investigavam um ataque recente contra um membro proeminente da comunidade cristã. Seus corpos foram encontrados depois de oito dias, ao lado de uma estrada, perto de um centro de formação ligado a um grupo extremista muçulmano.
HistóricoEntre 1997 e 2001, cristãos e muçulmanos envolveram-se em um conflito violento nas ilhas vizinhas de Sulawesi e Maluku. Milhares de pessoas morreram e centenas de igrejas e mesquitas foram destruídas. Casas foram destruídas e cerca de meio milhão de pessoas ficaram desabrigadas, somente em Poso, foram 25 mil.
Em 20 de dezembro de 2001, os dois lados chegaram a um acordo, assinado em Malino, depois de uma iniciativa de paz do governo. A população local é igualmente dividida entre cristãos e muçulmanos.
Apesar do acordo de paz, incidentes terroristas continuaram e deixaram um rastro de vítimas inocentes. Um dos casos mais terríveis, que causou indignação em todo o mundo, foi a decapitação de três meninas cristãs em seu caminho para a escola. Os autores do crime, que aconteceu em outubro de 2005, foram extremistas muçulmanos.
*Violência sectária: termo usado para definir guerras ideológicas, religiosas, étnicas ou raciais.
FonteAsiaNews
TraduçãoAna Luíza Vastag

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Ataque à bomba em área cristã de Beirute deixa oito mortos


Sexta-feira (19), cristãos reviveram as memórias da guerra civil que arruinou a cidade tempos atrás. Além das oito pessoas que morreram, outras 80 ficaram feridas
Um carro-bomba abalou uma área cristã da capital libanesa, Beirute, na última sexta-feira, 19 de outubro, matando, pelo menos, oito pessoas; incluindo o general Wissam al-Hassan, oficial de segurança máxima libanês.
O ataque também feriu cerca de 80 pessoas e aconteceu próximo ao escritório do Partido Cristão, que abertamente desaprova o governo do presidente Bashar al-Assad no país vizinho, Síria.
Forças de segurança e equipes de resgate procuraram por sobreviventes entre os edifícios em ruínas, carros e janelas estilhaçadas. A imprensa libanesa declarou que o atentado foi considerado um dos mais graves em Beirute, em anos.
A explosão contribuiu para confirmar os temores de que a Síria planejava ataques contra o Líbano, que cuida de milhares de refugiados sírios, muitos deles cristãos.
"Todas as casas estavam caindo. Deus me protegeu e me manteve vivo. Mas não temos mais nada agora, nem teto, janelas ou portas. Tudo está destruído", disse uma cristã idosa.
Impressionadas com a violência do ataque, as pessoas que ainda podiam andar socorreram as vítimas ao redor. Em um comunicado publicado pela agência de notícias BosNewsLife, um repórter da rede local Voz da América disse que falou com várias pessoas que viram ou ouviram a explosão.
"Uma dessas pessoas mora a cerca de uma quadra de onde aconteceu a explosão. Ela me disse que no início pensou que era um terremoto", contou o repórter Jeff Neumann.
"Todas as janelas da farmácia do outro lado da rua foram quebradas. Vi pelo menos, oito carros completamente destruídos. Tinha muito concreto e vidro espalhados por toda parte. Fios elétricos caídos, foi um caos total", disse.
Segundo testemunhas, hospitais libaneses informaram que precisavam de doadores de sangue para ajudar a tratar os feridos. Um canteiro de obras de uma das novas torres residenciais de luxo de Beirute foi convertido em um hospital de campo improvisado pela Cruz Vermelha.

O ataque de sexta-feira (19) foi um dos mais sangrentos desde que o ex-ministro Rafik Hariri foi morto na explosão de um caminhão-bomba infiltrado em seu comboio, em Beirute, em 2005.
FonteBosNewsLife
TraduçãoAna Luiza Vastag

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Na Tanzânia, cristãos são ameaçados por islâmicos


Igrejas foram queimadas, carros e prédios destruídos. Os cristãos enfrentam forte perseguição por parte de fundamentalistas islâmicos. Um menino de 13 anos corre risco de morte; uma adolescente foi presa, acusada falsamente de blasfêmia. Ore pela Tanzânia
A população da Tanzânia é dividida em 31% de muçulmanos e 54% de cristãos, embora a frequência à igreja seja de apenas 8% dos crentes. De acordo com o líder cristão Bernadin Mfumbusa, o número de adeptos ao Islã está crescendo. Desde meados dos anos 1980, pregadores itinerantes da Arábia Saudita e do Sudão têm entrado no país e espalhado a doutrina fundamentalista e intolerante do Islã. Consequentemente, os muçulmanos têm ganhado mais espaço com suas reivindicações políticas e têm se tornado mais agressivos em seus ataques verbais.
As demandas para a aplicação da lei Sharia e instituição de tribunais Kadhi(ambos islâmicos) são cada vez mais altas; há reivindicações para que as sextas-feiras se tornem feriados e para que a Tanzânia se junte à Organização de Cooperação Islâmica (OCI). Mfumbusa disse recentemente à organização Aid to the Church in Need (Ajuda à Igreja que Sofre, tradução livre), que houve um aumento acentuado de madrassas (escolas islâmicas) e mulheres usando véu pelas ruas do país, acrescentando: "Nas escolas da igreja, que também são frequentadas por crianças muçulmanas, devemos ser muito sensíveis e cautelosos para evitar quaisquer incidentes indesejáveis."
Como no Quênia, a legislação americana antiterrorista, promulgada após o "11 de setembro", tem alimentado as divergências entre as religiões. Os cristãos são, geralmente, pacíficos, enquanto que os muçulmanos agem por conta de um objetivo bastante forte, alegando que as leis do país os prejudicam propositadamente.
Nos preparativos para as eleições de 2005 o partido cristão Chama Cha Mapinduzi(CCM), alcançou votos muçulmanos ao prometer estabelecer tribunais Kadhi no país. No entanto, depois de vencer a eleição, o CCM arquivou sua promessa. Desde então, a religião passou a dominar a política da Tanzânia. E as tensões continuam aumentando.
Em 10 de outubro, Zakaria Hamisis Mbonde, de 12 anos, estava voltando para casa da madrassa onde estudava, levando seu Alcorão, quando se deparou com seu amigo cristão Emmanuel Mwinuka, de 13 anos. Quando Emmanuel perguntou a Zakaria se podia ver seu Alcorão, Zakaria o avisou que o livro sagrado tinha o poder de transformar qualquer um que o contaminasse com mentiras em um cachorro ou uma cobra. Seguiu-se uma discussão, levando Emmanuel a refutar a afirmação de Zakaria, terminando por urinar em seu Alcorão.

Ao chegar em casa, naturalmente os pais de Zakaria quiseram saber o que havia acontecido com seu Alcorão. A notícia se espalhou por toda Ward Mbagala de Dar es Salaam, maior cidade da Tanzânia e as tensões entre ambos os grupos religiosos se intensificaram. Para acalmar a multidão, a polícia prendeu Emmanuel. Levou-o à delegacia para interrogatório e o manteve lá para sua própria segurança. Após as orações da sexta, 12 de outubro, centenas de muçulmanos enfurecidos cercaram a delegacia, exigindo que Emmanuel fosse entregue a eles para que pudessem decapitá-lo. Quando a polícia se recusou, os muçulmanos se rebelaram, ateando fogo na Igreja Ágape Mbagala e na Igreja Evangélica Luterana da Tanzânia. Com o decorrer dos dias, mais igrejas, incluindo uma Anglicana e a Igreja de Cristo, foram atacadas: duas em Kigoma e uma em Zanzibar.

Carros também foram destruídos e queimados. 86 pessoas foram presas por provocar tumultos e outras 32 por destruírem propriedades das igrejas. Sheikh Issa Ponda Ponda, secretário-geral do Conselho das Organizações Islâmicas foi preso por incitar a violência.
Ele culpou a polícia, dizendo que se os agentes tivessem dado a "devida importância" ao assunto, os muçulmanos não teriam se sentido tão 'marginalizados' e injustiçados.
Na Tanzânia, ofensas contra o Alcorão e os seguidores de Maomé não são consideradas crime de blasfêmia. No entanto, em 23 de julho de 2012 um juiz na cidade costeira de Bagamoyo condenou a adolescente cristã Eva Abdullah (17) a dois anos de prisão depois de fundamentalistas islâmicos a acusaram falsamente de profanar o Alcorão. Eva foi acusada após se converter ao cristianismo e resistir à pressão de fundamentalistas islâmicos que queriam obrigá-la a voltar para o Islã.
Depois de julgar a menina sem provas e dados que comprovassem a veracidade da acusação, os radicais, supostamente, teriam subornado o juiz para que ele punisse Eva. O medo de retaliações fez com que os cristãos locais não se envolvessem no caso. Apesar de tudo isso, Eva dá graças ao Senhor todos os dias pelos guardas prisionais que têm cuidado dela e a protegido na prisão.

Pedidos de oração
  • Peça a Deus por motivação e encorajamento dos líderes da Tanzânia, para que eles defendam os direitos humanos, a liberdade e o Estado de direito dos cristãos no país;

  • Interceda por um avivamento para o Corpo de Cristo na Tanzânia, de modo que os crentes sejam despertados e fortalecidos a continuar a missão de propagar o Evangelho aos muçulmanos.

  • Ore pela proteção de Emmanuel Mwinuka (13) e sua família, que enfrentam a ira islâmica por causa de uma brincadeira infantil. Assim como Eva Abdullah (17), que sofre, puramente, por causa do seu amor ao Senhor Jesus; peça para que Deus supra todas as suas necessidades.

FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

terça-feira, 23 de outubro de 2012

A música ganha um novo significado na Síria


Diferente de outros lugares do mundo, na Síria, as crianças acordam com o som de uma “música” diferente; convivem com ele durante o dia e, quando vão dormir, ainda podem escutá-lo: tiros e explosões
Dezenove meses de luta e nenhum sinal do fim da guerra civil na Síria. Essa é a realidade dos milhões de sírios que vivem no país em que, anos atrás, Saulo se converteu, a caminho de Damasco.
"Conversei com uma menina ontem, em Damasco", disse Salma*, contato da Portas Abertas na Síria. “Ela compartilhou uma mistura de seriedade e humor que demonstra a situação terrível na qual vivem as crianças no país, hoje em dia. A Yasmin me contou que há chuvas e trovoadas em Damasco quando a temporada de outono está se aproximando. Mas ultimamente, ela continuou a me dizer com um pequeno riso, 'está chovendo e trovejando não apenas a chuva que Deus nos envia, mas todo o tipo de coisas’. Crianças chamam o som de explosões, ataques, tiros de canhões de música”, narrou Salma.
Yasmin também contou sobre bombardeios perto de sua escola. "Todas as janelas quebraram mas, graças a Deus, eu não fui atingida pelo vidro. Enquanto todos os alunos estavam correndo, com muito medo e chorando, eu e um amigo pudemos sentir a paz de Jesus sobre nossas vidas”. Que lições profundas essas crianças têm aprendido!
"Bombardeios com mísseis e ataques armados têm acontecido em todo o país. Nas regiões de Aleppo e Damasco só tendem a aumentar", alertou Salma. "Mas a misericórdia de Deus está sobre a Sua Igreja. A dor e o sofrimento são vistos diariamente, mas a igreja tem mantido sua esperança em Jesus."
A realidade é dura. No último domingo (21), houve um ataque à bomba no bairro cristão de Bab Toma, na cidade de Damasco. "Treze pessoas morreram e mais de 70 ficaram feridas. Uma pessoa da Igreja Presbiteriana morreu. Jenna, da Igreja do Nazareno foi ferida. Ela contou como Deus levantou-a por um milagre e a colocou de volta no chão. Ela passou pelo carro com a bomba apenas três segundos antes de o veículo explodir, perto das 11 horas da manhã”, relatou Salma.

Um dos pastores de uma igreja próxima à explosão disse que o ataque não aconteceu muito tempo depois do término do culto daquela manhã. "Mesmo com a perseguição assim tão evidente, muitos irmãos voltaram à igreja para o culto da noite”, afirmou o líder cristão.
Um pastor de Aleppo confirmou que os preços dos produtos estão cada vez mais altos. "Estamos em uma situação muito difícil e ainda não sabemos onde vamos parar. Mas, graças a Deus, depois de uma semana sem água corrente, temos água novamente. Ter água é um luxo nos dias de hoje”, contou.
Em muitas situações, as pessoas em Damasco vivem a proteção de Deus e testemunham sobre isso. Martitza compartilhou: "Meu quarto foi destruído por uma granada que caiu nas proximidades. Minha cama foi dividida ao meio. Porém, naquela noite, eu estava tomando conta da minha sogra, que está muito doente. Se estivesse em casa, eu morreria na minha cama."
Um líder cristão da mesma cidade ficou ferido durante o bombardeio que atingiu o prédio de uma Igreja Ortodoxa. No ataque, ele caiu da escada e perdeu um olho.
Em meio aos combates, é comum a ocorrência de sequestros. De acordo com Salma, um sacerdote e sua esposa foram sequestrados em Katana. “Ataques contra cristãos em áreas específicas têm aumentado consideravelmente." Ela declarou que as Igrejas continuam fazendo o seu melhor para alcançar as pessoas prejudicadas e cuidar delas. "Eles concentram-se no auxílio aos necessitados e esperam em Cristo por Seus planos de paz."
Pedidos de oração
• Ore, pedindo fortalecimento para os líderes das Igrejas sírias. O estado constante de guerra e violência tem provocado muito cansaço, mas eles têm feito o seu melhor para continuar lidando com a crise diária.
• Peça a Deus por segurança e ousadia para aqueles que têm permanecido firmes, mesmo em meio às tempestades.
• Clame por paz na Síria.
*Por razões de segurança, todos os nomes citados no texto foram alterados.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

Igreja no Irã teme que membros detidos sejam torturados


5º país que mais persegue os cristãos, no Irã, irmãos relatam violência física, ameaças e discriminação por causa de sua fé. Muitos cultos têm sido monitorados pela polícia secreta. Muçulmanos que se convertem ao cristianismo são rotineiramente interrogados e espancados
O líder de uma das maiores igrejas domésticas no Irã informou que, recentemente, membros de sua congregação foram detidos e torturados, pressionados a confessar crimes que não cometeram.

"Estamos preocupados especialmente com sete cristãos da nossa Igreja, que foram levados para a prisão na sexta-feira (12)", disse o membro do conselho da Igreja do Irã, Firouz Khandjani. "Acreditamos que as autoridades iranianas estão tentando fazê-los confessar as acusações de ‘atividades que ameaçam a segurança do Estado’,” frisou.

"Na prisão, há autoridades que se fazem de “bons moços” alegando que estão “à procura de soluções”, assim como há “maus moços" que torturam os prisioneiros”, explicou Khandjani, que também já foi detido.

Ele disse que a perseguição acontece quando as reuniões cristãs são vistas pela liderança do país como "piores do que encontros políticos". "Oponentes do governo podem, eventualmente, parar suas atividades sob pressão. Mas um cristão não pode nunca deixar de ser cristão", acrescentou Khandjani.

Adversário político"Todos que não são muçulmanos xiitas são considerados adversários políticos", explicou Khandjani.

Khandjani falou à agência de notícias BosNewsLife a partir de um local não declarado, em meio a preocupações de segurança, e revelou que mais de 400 cristãos evangélicos foram presos só neste mês pela  “Gestapo iraniana", expressão que ele usa para classificar o temido serviço de inteligência do Irã.

Os membros da Igreja do Irã foram detidos durante um culto na cidade de Shiraz. Entre eles, Mohammad Roghangir, conhecido localmente como “irmão Vahid”, que liderou uma reunião da igreja doméstica com a presença de 15 pessoas.

Outros cristãos capturados durante o ataque foram identificados como Eskandar Rezaie, Haghighi Bijan, Ameruni Mehdi e Lahooti Shahin. "Também estamos preocupados com a irmã Roxana Forughi, já que esta é a segunda vez que ela é presa", disse Khandjani.
FonteWorthy News
TraduçãoAna Luíza Vastag

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

“Eu estive casada por apenas oito dias”


A Portas Abertas visitou Damaris, viúva de Jackson, um dos pastores que foi queimado até a morte, no Quênia, em um ataque contra cristãos
"Eu tive o privilégio de conduzir Jackson Kioko ao Senhor, no ano de 2008", contou Samuel Wainaina, pastor e fundador da Igreja de Melquisedeque, em Mombasa.
"Depois disso, eu o discipulei por dois anos, antes do seu treinamento para o ministério. Eu investi muito nele porque era evidente que, apesar de ser relativamente jovem na fé, o pastor Jackson era um homem muito dedicado a Deus, valente na obra do Senhor”, contou.

“Ele era um evangelista apaixonado, que viveu para cumprir apenas uma função, pura e simplesmente: transformar o maior número possível de pessoas com quem tinha contato em discípulos do Reino de Deus. Ele era um trabalhador muito esforçado e confiável.”

Infelizmente, concluiu o pastor Samuel, "eu perdi um valioso amigo e colega de trabalho no ministério, ele foi o meu assistente. Como igreja, perdemos um jovem muito generoso, uma benção na casa de Deus."

O pastor Samuel falou sobre a morte de Kioko durante a visita de um colaborador da Portas Abertas à cidade costeira de Mombasa que, posteriormente, também foi levado à esposa do falecido Jackson, de 29 anos, Damaris Kioko.
Quando estavam a caminho da casa de Damaris, Geoffrey, o jovem indicado pelo pastor Samuel a guiá-los até a viúva, contou como o grupo de jovens da Igreja Melquisedeque perdeu uma voz unificada que os encorajava a serem mais espirituais e verdadeiros adoradores, pessoas de oração. Ele contou que Jackson sempre participou das orações noturnas e incentivava os jovens, futuros trabalhadores da igreja, a assumirem a liderança dos serviços da noite, como parte de sua formação. “Ele reunia a juventude da igreja e mostrava-lhes o que significa servir a Deus”, disse.
Ao chegarem à casa simples e confortável dos Kioko, Damaris delicadamente os conduziu para dentro. Já no início da conversa, os participantes haviam adquirido uma comunhão tão grande, que era evidente a dor que ainda machucava o coração de Damaris; ela ficava visivelmente sem fôlego ao falar sobre Jackson. A lembrança do que tinha acontecido com seu amado fazia com que seu peito se comprimisse tanto que ela falava de maneira ofegante.

Muitas vezes, sua voz era apenas um sussurro. Percebendo o quão doloroso a narração daquilo tudo estava sendo, o colaborador da Portas Abertas que a ouvia perguntou se ela queria parar, mas a resposta foi: "Não, está tudo bem", seguida de seu depoimento:

"Jackson era tão sincero. Ele tinha a mente aberta, para frente, orava muito, era um trabalhador esforçado. Tinha apenas um objetivo na vida e dizia que era o seu chamado: ganhar almas para Jesus. Ele não se importava com o lugar que precisasse ir ou com quem falaria, tudo o que ele queria era que todo mundo que estivesse ao seu alcance ouvisse sobre Cristo".
"Estas foram as qualidades que me atraíram nele. Nós nos conhecemos na igreja Melquisedeque, onde eu servia como cantora evangelista e integrava a equipe de mídia. Por um tempo, nós nos paqueramos e, quando ele se declarou, eu aceitei de bom grado”, contou Damaris com um sorriso tímido.
"Ficamos noivos no ano passado e planejávamos nos casar neste ano. Esses planos foram abençoados pelo Senhor e no sábado, 28 de abril de 2012, fomos finalmente declarados marido e mulher em uma cerimônia maravilhosa. Membros de nossa igreja, famílias e amigos alegraram-se conosco. "
E continuou: "Segunda-feira, 7 de maio, foi o primeiro dia de Jackson de volta ao trabalho, após o casamento e, como de costume, ele partiu em uma missão de evangelização. Nós nos separamos felizes, eu não imaginava que nunca mais o veria novamente. "

Damaris fez uma pausa e, em seguida, declarou com uma tristeza silenciosa que trouxe lágrimas aos olhos "Oito dias . Eu estive casada por apenas oito dias. Queimaram o nosso futuro, quando queimaram Jackson. Nós nem sequer temos um corpo para enterrar.” Isto foi dito de uma maneira tão angustiada, que soou apenas um sussurro.
"Jackson tinha 34 anos, era o primeiro de nove filhos do Sr. e Sra. Musyoki. Ele tinha duas irmãs e seis irmãos. São uma família grande e amorosa, que me acolheu em seu convívio e têm me apoiado muito desde que tudo aconteceu. Por favor, orem por essa família também, eles sofrem a dor de ter perdido um filho servo do Senhor, trabalhador. "

"Como você é capaz de continuar?" Perguntou-lhe o colaborador da Portas Abertas. Ela parou por um momento e depois respondeu: "Somente através das orações e o apoio de amigos, familiares e membros da igreja. Eles oram todo o tempo por mim. Isso me deu força para prosseguir.”

“Peço mais orações, por favor! É tão difícil! Ni mzigo siwezi kubeba peke yangu (é um fardo que eu não tenho força para carregar sozinha). Ajude-me a carregá-lo através de suas orações. Eu não sei como passar por isso. Eu preciso de Deus, preciso dEle para me impulsionar para frente, para me levar adiante. Eu preciso que Ele me tome em seus braços,  quando eu não posso andar. Tudo o que preciso agora é de Deus. E eu preciso das orações da igreja ao lado das minhas, para os momentos de maior  fraqueza. Por favor, orem por mim."
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

A liberdade religiosa está ameaçada em toda a Ásia


Um relatório recente sobre liberdade religiosa de minorias na Ásia constatou que, no ano passado, a perseguição a cristãos não só continuou como em muitos países até piorou
Emitido na última terça-feira (16), em Roma, pela fundação Aid to the Church in Need (Ajuda à Igreja que Sofre, tradução livre), o relatório destacou um "ano terrível" para o Paquistão, após o assassinato de dois líderes políticos, Salman Taseer e Shahbaz Bhatti , unicamente por terem se posicionado contra a lei da blasfêmia vigente no país.

A China viveu "enormes violações da liberdade religiosa", acrescentou o documento; enquanto o Vietnã parecia estar seguindo seu vizinho do norte, promovendo grupos religiosos patrióticos em oposição à Igreja.

Myanmar fez pouco progresso em direção à tolerância de religiões minoritárias, apesar de suas recentes reformas políticas; ao mesmo tempo que, na Coréia do Norte, a liberdade religiosa continua a ser "totalmente negada."

Enquanto isso, segundo o relatório, a Índia testemunhou a aplicação crescente de leis anti-conversão, que coincidiu com um aumento nos ataques contra as minorias.

Ao falar no lançamento do relatório, John Dayal, secretário-geral do Conselho Cristão da Índia, disse que o aumento rápido e recente de grupos extremistas hindus em oposição ao que eles percebem como uma ameaça islâmica foi o principal fator por trás do agravamento da perseguição religiosa em 2011. "A Índia está em um estado de negação", disse ele. "O país se recusa a reconhecer que há violência deste tipo."

O menor grupo no sistema de castas da Índia representa 60% dos cristãos no país; a possibilidade de que os "intocáveis" se unam através do cristianismo e possibilitem uma ameaça "à política das castas superiores" fez com que autoridades agissem lentamente proibindo o direito de escolha a uma fé religiosa, explicou Dayal.

Em outros lugares, os ataques de muçulmanos contra cristãos continua. No sul das Filipinas, no ano passado, assim como em Bangladesh e Sri Lanka, a intolerância entre religiões diferentes pode ser constatada em várias ocasiões.

A Tailândia, porém, foi considerada como um dos poucos pontos brilhantes, um dos primeiros países da Ásia a conseguir "progresso em diálogo inter-religioso".

A Porta Abertas tem um projeto de apoio ao trabalho social na Ásia Central. Cliqueaqui para saber como ajudar. Não deixe de orar pelo crescimento do Evangelho na Ásia.
FonteUCA News
TraduçãoAna Luíza Vastag

“Nunca me esquecerei daquele dia”


“Encontrei conforto no Salmo 23", disse Hannatu  Dantong. "Lembrei-me que o Senhor sempre vai cuidar de mim, mesmo durante os momentos mais difíceis."
Já se passaram quase três meses desde que o marido de Hannatu Dantong morreu. Muitos colegas e familiares a apoiaram durante esse tempo, mas ela permanece em um profundo estado de luto. Em 8 de julho, o senador nigeriano Gyang Dantong foi assistir a um funeral de mais de 100 cristãos, mortos no dia anterior por membros do grupo radical Boko Haram, no estado de Plateau. Enquanto os corpos eram enterrados, homens armados se infiltraram entre os presentes e atiraram contra todos os que ali estavam.

"Uma das coisas mais difíceis de lidarmos é o fato de que nós ainda não sabemos exatamente o que aconteceu naquele dia", desabafou Hannatu Dantong, durante a visita de um colaborador da Portas Abertas. "Tudo o que sei é que homens armados invadiram o funeral e mataram meu marido e outros cristãos que mal haviam se recuperado da perda de parentes e amigos queridos."

Gyang Dantong foi membro da Assembleia Nacional da Nigéria. Ele representava Jos, capital do Estado de Plateau. Atuou quatro anos na Câmara dos Deputados e, depois, foi eleito para o Senado, onde trabalhou durante os últimos cinco anos. Militante pela paz na região, em sua função, Dantong teve de enfrentar muitas divisões culturais, religiosas e tribais.

Médico por formação, Dantong era cirurgião no Hospital Cristão Vom, na área rural de Plateau. Sua eleição para a Assembleia Nacional o levou para a capital, Abuja. Apesar da distância (150 km), toda semana ele ia ao hospital no intuito de ajudar com cirurgias.

"Meu marido fez muitas coisas para a Nigéria", disse a viúva. "Eu sei que a sua vida abençoou muitos e Deus continuará usando o seu legado. Ele amava a Nigéria e o povo nigeriano, a quem servia com todo o zelo."

Hannatu Dantong tem três filhos. Dois dele, Dan e Grace, frequentavam a universidade, mas decidiram ficar em casa para fazer companhia à sua mãe durante este tempo doloroso de lamento e luto.

"Eu nunca vou me esquecer daquele dia", disse ela. "Meu marido foi ao funeral no início da manhã e planejava retornar logo para me acompanhar à igreja. Como havíamos combinado o horário, e ele demorava a chegar em casa, eu fiquei bastante preocupada e liguei para o seu telefone celular várias vezes, mas ele não atendeu. Fiquei tão angustiada que entrei no carro e dirigi até o local do funeral. Antes mesmo de chegar lá, recebi um telefonema com a terrível notícia de que meu marido havia sido morto."

"Gyang amava os nigerianos e a obra do Senhor neste país. E eu o amava muito", disse ela, "é muito difícil avançar sem ele."

Perseguição aos cristãos
A Nigéria ocupa o 13º lugar na classificação de países que mais perseguem os cristãos. Embora exista liberdade para evangelizar, há uma forte oposição dos muçulmanos contra os cristãos que praticam este ministério. A oposição islâmica já foi responsável pela morte de muitos mártires, especialmente na região norte do país.
O estado de Jos é o local de maior tensão entre cristãos e muçulmanos: entre 1999 e 2001, uma série de revoltas e motins ocorreu na cidade, onde mais de mil pessoas foram mortas. No natal de 2011 diversos ataques à bomba foram direcionados contra igrejas cristãs nos quais mais de 40 pessoas foram mortas. O grupo radical islâmico Boko Haram assumiu a autoria dos atentados. Abaixo, leia outras notícias sobre o aumento da violência na região. Não deixe de orar pelo restabelecimento da paz na Nigéria.

Leia maisCristãos de Zinder são atacados em resposta ao filme anti-Islã 
Três pessoas morreram e outras 46 foram feridas, em Bauchi 
Radicais nigerianos matam cinco em um ataque contra cristãos 
Ataque a igreja na Nigéria deixa ao menos 19 mortos 
Ataques à Igreja continuam ocorrendo com intensidade, na Nigéria 
Área cristã em Jos, na Nigéria, sofre novo ataque  
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Rimsha e sua família ficarão no Paquistão


A menina portadora de Síndrome de Down se tornou notícia da imprensa internacional quando um líder muçulmano a acusou de queimar páginas que continham versos do Alcorão. Tempo depois, o próprio acusador foi preso por forjar as provas que condenaram a cristã. Agora, todos esperam o resultado de um julgamento que aconteceu ontem (17), em Islamabad
Rimsha Masih e sua família devem permanecer no Paquistão mesmo após o encerramento de seu caso no tribunal, afirmou um de seus advogados.

A adolescente paquistanesa foi detida em agosto, acusada de profanar textos do Alcorão, livro sagrado para os muçulmanos. Ela foi convocada a comparecer em um tribunal juvenil, em Islamabad, na data de ontem (17). Originalmente, a menina foi julgada em um tribunal regular, onde sua condenação poderia ser a prisão perpétua. Após a certificação de sua idade, Rimsha foi transferida ao tribunal de menores, onde a pena é menor.

"Vamos solicitar ao juiz para que as acusações contra ela sejam anuladas", disse o advogado Tahir Naveed à  Portas Abertas. Naveed confirmou que a família da menina tem planos de voltar a ter uma vida normal, onde sempre moraram.

"A família já manifestou publicamente a sua intenção de ficar no Paquistão", disse Naveed. "Por enquanto é certo que a família de Masih Mizrek não pedirá asilo fora do país. Nós vamos realocá-los e também ajudá-los a arranjar um emprego para o pai. "
Terça-feira (9), veio à tona a informação de que a família tinha se escondido na Noruega. Mas o ministro para a Harmonia Nacional, Paul Bhatti, negou o fato.

"Não há verdade nos rumores de que Rimsha foi levada para a Noruega", disse Bhatti à Portas Abertas.  “A família está no Paquistão, sob nossa proteção." Ele afirmou que tinha esperanças de que Rimsha fosse eliminada das acusações, no tribunal que aconteceu quarta-feira (17). O resultado da audiência ainda não foi divulgado.
Outros cristãos que fugiram do bairro Meherabadi, de Islamabad, para evitar a raiva muçulmana sobre a suposta ofensa de Rimsha, têm tentado retornar para casa, também. Naveed, que é membro da Assembleia Legislativa do Estado de Punjab, disse que seu partido está cuidando das necessidades dos cristãos que conseguiram voltar. Eles alegam que as relações com os muçulmanos estão tranquilas, porém, há quem não concorde com tal avaliação.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

"Nós não nos sentimos livres, mesmo dentro da nossa casa"


Uma mãe de 32 anos de idade mora em uma cidade do Iraque, onde ela, o marido e os dois filhos são, praticamente, a última família cristã da região. Por razões de segurança e, de acordo com o desejo dos envolvidos, seus nomes e o nome da cidade não serão mencionados. Abaixo, conheça a história de vida desses irmãos, fortaleça sua fé e engaje-se na intercessão em favor dos cristãos perseguidos
Quando o colaborador da Portas Abertas a encontrou no Curdistão, a mulher compartilhou um pouco de sua história. Ela estava muito feliz em falar com alguém em quem pudesse confiar. Onde moram, ela e sua família se sentem muito isolados dos demais cristãos. Há uma necessidade latente de falarem com alguém, expressarem seus sentimentos. Esta senhora trabalha em uma grande instituição educacional em que todos os seus colegas são muçulmanos. Ela é a única cristã no lugar, portanto, tem que cobrir seu cabelo com um véu e usar roupas conservadoras, com mangas compridas, e saia longa.

"Eu ainda mantenho meu emprego por causa desse véu", disse ela. "Eles acreditam que eu sou muçulmana, por isso mudaram meu contrato de temporário para permanente." Um dia seu chefe descobriu que, na realidade, ela é cristã, porque ela pediu licença para o Natal. Ele disse aos outros funcionários: "Por que eu não sabia disso?" Mas, felizmente, isso a ajudou a permanecer em seu trabalho. Se ele soubesse antes, esse fator a teria prejudicado.

"Eu não tenho vida social aqui", disse ela. "Meus dias são divididos entre o trabalho e minha casa. Nós, como família, não nos sentimos livres, mesmo dentro da nossa casa. Por exemplo, sempre que escutamos músicas cristãs na TV, temos que manter o volume bem baixo, com medo dos vizinhos ao nosso redor."

Seu filho de oito anos sofre na escola por ser cristão e, inclusive, já foi gravemente agredido. "Isso aconteceu quando um estudante muçulmano pediu que seu primo batesse nele, ameaçando: ‘Nós não queremos cristãos em nossa escola’. Além disso, apesar de ser um dos melhores alunos de sua turma, a escola não publica sua imagem ao lado dos demais estudantes de destaque”, contou.

A mãe também comentou sobre a obrigatoriedade de aulas islâmicas na escola. O professor afirmou que seu filho deveria participar das lições, embora soubesse que ele é cristão. "Eu pedi ao professor para que dispensasse meu filho da classe, porque ele não deveria ser obrigado a ter essa aula. Alertei meu menino para que não discutisse religião lá, já que ele é ainda uma criança. Nós estamos com medo que ele diga algo que nos cause mais problemas."

O pai da família não se sente feliz com tudo o que eles têm de passar ali. "Ele quer ficar longe desta cidade o mais rápido possível. Nós tentamos conversar com algumas pessoas para nos ajudar, mas ninguém nos apoiou. Meu marido foi a uma cidade perigosa, pedir na universidade se poderiam empregá-lo lá”. Segundo a mulher, o pai alegou que precisava de ajuda porque a família poderia ser morta se permanecesse onde estão.  O responsável, que é muçulmano respondeu de maneira indiferente: “Não!"

O casal está muito decepcionado. "Nós só queríamos ir embora, nossa desejo era que nossa filha de três anos crescesse aqui. Porém, não é seguro e nós não podemos deixar nossos filhos vivendo neste ambiente hostil”, disse a mulher.

A conversa se deu em um grande encontro de cristãos organizado com a ajuda da Portas Abertas. "Estamos muito felizes em participar. Nossos filhos estão passando por bons momentos aqui, misturando-se com outras crianças cristãs e fazendo atividades juntos. Eles choram todas as vezes que precisamos ir embora ou quando as atividades terminam. Eles têm medo de que os levemos de volta para a cidade, onde eles não podem brincar, nem se misturar com os outros.

"É muito bom estar com outros cristãos", concluiu a mãe. "Nós precisamos disso. É maravilhoso termos a liberdade para orar e cantar alto a Deus, junto com tantos outros irmãos. É uma benção!", comemorou.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag