quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ore pela Coreia do Norte


A Portas Abertas mantém contato com muitos cristãos na Coreia do Norte. Muitas vezes perguntamos a eles como irmãos ao redor do mundo poderiam orar em favor de suas necessidades. Através de cartas secretas eles compartilharam o quanto apreciam essas intercessões e apoio prático. Uma das frases mais marcantes, escritas por um líder da Igreja foi: "Sem vocês não seríamos capazes de resistir à perseguição". Continuem orando pelos norte-coreanos
Em seus pedidos de oração, cristãos na Coreia do Norte não esperam por um colapso ou mudança do regime; sua solicitação é para que Kim Jong-Un mude o país para melhor e, finalmente, volte-se para Deus e peça por sabedoria para governar a nação.

Muitos refugiados, presos na China, foram repatriados e estão agora presos na Coreia do Norte. Outros conseguiram esconder sua nova fé e ser liberados depois de cumprir sua sentença. Cristãos que saem dos campos de trabalho são, supostamente, reeducados, mas, na realidade, precisam se acostumar a viver como seres humanos. Depois de meses ou anos sendo tratados como animais e escravos, muitos ex-prisioneiros parecem ter perdido o senso de humanidade. Eles se tornam egoístas, rudes e violentos. É muito importante orar por essas pessoas, dizem os cristãos locais.
A sobrevivência é considerada um dos principais pontos de oração dos cristãos norte-coreanos. Cristãos e outros civis lutam diariamente para encontrar comida suficiente, medicamentos e outros itens básicos. Eles sentem vergonha de em cada carta que nos enviam, terem que nos pedir ajuda e mercadorias que já receberam antes. Devemos orar não só para que possamos servir à Igreja, mas também para que Deus abençoe a Coreia do Norte de modo geral.
Os cristãos que trabalham com refugiados norte-coreanos também pedem as nossas orações. "Proteção" é a palavra-chave que eles usam. Uma vez que existem tantos espiões norte-coreanos que tentam se infiltrar em redes cristãs e de direitos humanos, a situação é muito perigosa. Por favor, orem para que os soldados de Kim Jong-Un recuem em suas investidas contra a Igreja e que os cristãos saibam discernir em quem confiar. Peça a Deus que por sua misericórdia, o trabalho frutifique.
Ore para que Deus lhes conforte e, que o Seu Espírito Santo ore com gemidos inexprimíveis por esta nação.
FontePortas Abertas
TraduçãoAna Luiza Vastag

Cristão egípcio fala de seus sentimentos diante da crise pela qual passa seu país


Ore por uma solução justa e pacífica para os últimos desentendimentos entre simpatizantes islâmicos e os defensores de uma democracia secular.
Na semana passada, o presidente egípcio, Morsi emitiu um decreto constitucional polêmico que lhe dá ainda mais poder legislativo e blinda suas decisões políticas de qualquer intervenção do poder judicial. Seu novo e surpreendente decreto foi anunciado na última quinta-feira (22), deixando o país em um estado de agitação e revolta.
Desde então, ocorreram confrontos em todo o país entre os partidários do Presidente Morsi, membros da oposição e forças policiais, que em alguns casos tiveram que combater os dois primeiros! Centenas de pessoas ficaram feridas e duas morreram.
Para hoje, 27 de novembro, duas grandes manifestações foram planejadas. Uma perto da Universidade do Cairo para os adeptos e partidários de Morsi e da Irmandade Muçulmana, e a outra na Praça Tahrir, envolvendo todos os partidos e grupos que se opõem ao último decreto de Morsi.
Há um grande receio de que ocorram confrontos entre os dois grupos e, só Deus sabe qual será o resultado disso.
“Nós, cristãos, não temos certeza, assim como a maioria dos egípcios, se devemos assumir o risco de ir trabalhar e dirigir pela cidade, ou se devemos ficar em casa” relatou um cristão egípcio.
“Ontem à noite, visitei um grupo de amigos da igreja. A família vive em um apartamento no 17 º andar, com uma vista impressionante da sua varanda sobre o Nilo e a cidade do Cairo. Viver, dirigir e caminhar entre os 18 milhões de habitantes do Cairo não é fácil, é uma vida intensa, mas ver a cidade de cima é bem diferente e emocionante! Os ruídos que vinham das ruas atingiam meus ouvidos, então eu comecei a chorar pela situação de dor pelas quais passam minha cidade e meu país. ‘Senhor!’ eu orei. ‘Será que o Egito terá paz e tranquilidade algum dia?’
Os confrontos dos dias anteriores, juntamente com as preocupações do amanhã e dos próximos dias, trouxeram dor e agonia do meu coração. Os ventos frios da noite sopraram no meu rosto quando eu levantei os olhos ao céu e orei pelo Egito. Então o Todo-Poderoso me lembrou que o meu auxílio e socorro vêm do Senhor, o Criador dos céus e da terra! Ele sussurrou em meus ouvidos, nos momentos de desespero:
"Aquietai e sabei que eu sou Deus" Salmo 46.10. Carregarei isso comigo, para enfrentar as incertezas do amanhã e dos próximos dias, enquanto durar esta crise no Egito”.
FontePortas Abertas
TraduçãoMarcelo Peixoto

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

No estado de Taraba (Nigéria), o número de mortos sobe para dez


13º país na classificação de nações que mais perseguem os cristãos, a Nigéria está sempre no noticiário internacional por conta da violência religiosa que ocorre no norte do território. Dessa vez, o problema se instalou na parte sul: dez pessoas já foram mortas
O número de mortos na violência que eclodiu na manhã de domingo (18), entre muçulmanos e cristãos, na cidade de Ibi, estado de Taraba, subiu para dez.
Entre os que foram mortos na segunda-feira (19), um policial faleceu na tentativa de resgatar alguns refugiados que fugiam da cidade para evitar serem pegos no fogo cruzado.

Soldados do 93º Batalhão de Takum agiram a fim de restabelecer a normalidade à cidade. Os oficiais prenderam um número desconhecido de pessoas vestidas com o uniforme do Exército e, acredita-se que eram mercenários de Sarkin Kudu, uma aldeia localizada na fronteira do estado de Plateau.

Armas perigosas, incluindo três fuzis AK 47, uma espingarda, 12 canhões de barril único, fabricados localmente, um lançador de foguetes, uma pistola, 23 armas e 55 munições dinamarquesas, bem como 20 anéis e vários encantos, foram recuperados por soldados liderados pelo tenente-coronel N.J Edet.

Além dos mortos, mais de 200 pessoas sofreram diferentes graus de lesão e estão recebendo tratamento em vários hospitais em Ibi e no Hospital Geral de Wukari, que se diz lotado, sem condições para cuidar de mais vítimas.

Domingo (18), cinco pessoas foram mortas pela violência desencadeada a partir da tentativa de um homem de passar pela barricada montada em frente à Igreja Cristã Reformada da Nigéria (CRCN, sigla em inglês). Enquanto o culto ainda estava em andamento, a Boys Brigade (Brigada dos Meninos, tradução livre) resistiu ao ataque, com o objetivo de proteger aqueles que estavam dentro da igreja.

Presidente do governo local de Ibi, Alhaji Ishaka Adamu, disse ao jornal THISDAYque a violência tem um tom político e também parece ser uma crise religiosa. Ele confirmou que várias casas foram incendiadas nos ataques.

Por conta dos levantes violentos, o governo estadual declarou toque de recolher de 24 horas na cidade, como parte dos esforços para evitar uma nova escalada dos ataques.

Uma equipe de soldados do 93º Batalhão de Takum e policiais anti-motim estão espalhados pela cidade a fim de combater a violência. Em comunicado assinado pelo Comissário Estadual da Informação, Sr. Emmanuel Bello, o governo afirmou que não vai parar enquanto não devolver a paz à cidade conturbada.
FonteAll Africa
TraduçãoAna Luíza Vastag

Paquistão: caso Rimsha foi resolvido!


Portas Abertas Reino Unido: "Estamos muito satisfeitos em informar que o caso contra Rimsha Masih, a paquistanesa cristã que foi presa em agosto, acusada de blasfêmia, foi anulado por um tribunal de Islamabad ontem, 20 de novembro"

Em resposta ao veredito, o advogado de Rimsha, Akmal Bhatti, afirmou que seu caso havia se configurado em um abuso de direito. "O tribunal revogou a acusação, declarando Rimsha inocente", disse ele.
Durante o desenrolar das investigações, Khalid Jadoon, imã da mesquista de Mehrabadi, foi acusado de plantar provas contra Rimsha. Ele será julgado por acusar falsamente.
Por enquanto, não houve reação da parte de Rimsha ou sua família, que permanecem na clandestinidade. Outros cristãos, que fugiram do bairro de Mehrabadi temerosos de retaliação muçulmana pela suposta ofensa de Rimsha, têm voltado para suas casas. Mas os advogados de Rimsha concordaram que ela e sua família nunca poderão retornar.
"Primeiro caso desse tipo"Rimsha foi presa em 17 de agosto, suspeita de profanar textos islâmicos. Originalmente, ela foi acusada em um tribunal adulto, onde a pena por blasfêmia é a prisão perpétua. Porém, após a sua idade ter sido comprovada, seu caso foi transferido para um tribunal de menores. Ficou confirmada também a evidência médica de sua capacidade mental prejudicada. Desde então, seu caso recebeu atenção da mídia internacional e provocou um debate sobre a forma como leis rigorosas de blasfêmia do Paquistão estão sendo usadas ​​para acerto de contas e vinganças.
"Esse é o primeiro caso desse tipo, em que uma pessoa acusada sob as rígidas leis de blasfêmia do Paquistão é inocentada da acusação", disse Naveed Chaudry, outro advogado de Rimsha. "Este caso também trouxe, pela primeira vez, um debate sobre como essas leis são utilizadas para atingir pessoas inocentes", concluiu.
Leis de blasfêmia do Paquistão têm estado no centro das atenções desde que a cristã Asia Bibi, mãe de cinco filhos, foi condenada à morte em novembro de 2010 por insultar o profeta Maomé. Até hoje, ela permanece na prisão.
Obrigado a todos os irmãos, ao redor do mundo, que oraram por Rimsha. Sua intercessão fez a diferença!
Pedidos de oração
  • Renda graças ao Senhor pela anulação do caso de Rimsha. Ore por proteção contínua para ela e sua família e por um lugar seguro onde eles possam morar.  
  • Lembre-se de interceder por Asia Bibi, que permanece na prisão sob a acusação de blasfêmia. Peça a Deus por sua libertação.
  • Ore para que o caso de Rimsha provoque a reavaliação e abolição das leis de blasfêmia do Paquistão.

FontePortas Abertas Reino Unido
TraduçãoAna Luíza Vastag

terça-feira, 20 de novembro de 2012

No Irã, cristão é libertado da prisão; outros seguem encarcerados


Agora, além da perseguição por conta de sua fé, cristãos enfrentam um novo problema no Irã: o governo trata a sua prisão e libertação como um negócio, onde o que importa mesmo é o valor pago pela fiança. Interceda por nossos irmãos naquele país
Essa semana, o governo iraniano libertou um cristão sob pagamento de fiança, mas outros cinco membros da Igreja do Irã - movimento evangélico recente de Igrejas caseiras - continuam atrás das grades, conforme relatou um representante da congregação à agência de notícias BosNewsLife, em 17 de novembro.

“Mehdi Ameruni só foi solto da prisão após seus familiares e amigos levantarem cerca de 25.000 em moeda local”, disse Firouz Khandjani, membro do conselho da Igreja do Irã.
Sua libertação veio depois dos cristãos Bijan Haghighi e Roxana Furughi terem sido soltos em 25 de outubro e 1 de novembro, respectivamente. Cada um deles foi obrigado a pagar uma fiança de cerca de 25.000 na moeda local, acrescentou Khandjani.

Khandjani explicou: "Essa quantia é um absurdo no Irã, onde o salário médio mensal é de até 300 riais iranianos (moeda local) ou menos. As famílias desses irmãos tiveram que levantar o dinheiro colocando propriedades, tais como sua própria casa, como garantia".
Outros cinco crentes, que foram detidos com eles, Mohammad Roghangir, Surush Saraie, Eskandar Rezaie, Massoud Rezaie e Shahin Lahouty, foram transferidos, na semana passada, para a prisão de Adel-Abad, em Shiraz, e permanecem por lá, disse ele.

Acusações falsas
"A transferência de uma prisão para outra sugere que as autoridades pretendem mantê-los presos por muito tempo", sublinhou Khandjani, que também afirmou que o mais provável é que tais cristãos sofram com "falsas acusações", tais como "crimes contra a segurança do Irã".

"Parece que as autoridades querem pressioná-los a pagar fiança por sua libertação", disse Khandjani, que não quis revelar sua localização devido a preocupações com sua segurança.

Vários outros cristãos encontram-se detidos na prisão de Adel-Abad por causa de sua fé. Entre eles: Mojtaba Hosseini, Mohammad-Reza Partoei Kourosh, Vahid Hakkani e Homayoun Shokouhi que estão presos no centro de detenção há cerca de nove meses, disse um cristão que não quis se identificar.

Khandjani acredita que dezenas de cristãos permanecem detidos no país, após a repressão desencadeada em várias igrejas, desde o mês passado. "Centenas de iranianos foram pressionados a não mais frequentarem cultos cristãos."

Autoridades iranianas negam que cristãos inocentes estão detidos na prisão e, muitas vezes, os descrevem como "criminosos" que "ameaçam a segurança do país".

A Igreja do Irã e outros movimentos cristãos no país têm ligado a repressão relatada ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e ao líder supremo aiatolá Ali Khamenei, que desejam conter a propagação do cristianismo na nação islâmica. Ore pelo Irã!
FonteBosNewsLife
TraduçãoAna Luíza Vastag

Para a Igreja, o que significa a mudança de liderança da China?


O governo chinês nomeou seus novos líderes. Xi Jinping e Li Keqiang devem suceder Hu Jintao e Wen Jiabao como líderes do Comitê Permanente de Politburo e assumem a presidência e a secretaria-geral, respectivamente, em março de 2013. "É improvável que a mudança de liderança afete a política do país em relação à Igreja", afirma Xiao Yun*, diretor da Portas Abertas na China
Líderes da Igreja chinesa não esperam por grandes mudanças após o resultado das eleições. "Enquanto nós nos comunicamos bem com o governo, só queremos que eles nos deixem em paz", expressa o líder de uma igreja não registrada. Essa é a opinião de muitos de seus colegas. "Todos os contatos da Portas Abertas nos passam essa mesma mensagem", acrescenta Yun.
Xiao Yun continou: "Os líderes do Partido Comunista não são democratas. Eles querem permanecer no poder, mesmo depois de deixar sua posição oficial. Isso significa que eles se certificam de selecionar sucessores que tenham a mesma visão que eles. Por exemplo: havia um político que foi preso por acusações de corrupção. Quando Bo Xilai tornou-se prefeito de Chongqing, ele utilizou um modelo comunista em sua maneira de governar. Ele era um membro candidato para o Politburo, mas era corrupto e queria voltar aos velhos tempos do comunismo. Os líderes entenderam que ele precisava ser interrompido e, por isso, ele não foi eleito. Portanto, não há razão para supor que os novos líderes devam interromper o caminho pelo qual a China está percorrendo". 
Esse caminho conduz para novas políticas que visam fortalecer a economia, promover medidas contra a corrupção e, em pequena escala, estabelecer reformas no âmbito político. "Ao olhar para a China durante um período de dez anos, é possível perceber mudanças drásticas. Mas, de ano para ano, as transformações não são tão grandes", explica Yun. "Por enquanto, a Igreja chinesa espera poder continuar crescendo em tamanho e em profundidade. O governo deve se manter vigilante, isso é certo, mas a opressão severa é algo do passado. Eu gosto de dizer que o governo está melhorando, mas, por outro lado, ainda há alguns cristãos na prisão por causa de sua fé. Seguidores de Jesus estão entre os 400 grupos minoritários (oficialmente classificados em 56 categorias) que ainda são perseguidos pela sociedade e, por vezes, pelo governo."
A maioria dos cristãos, no entanto, experimenta essa liberdade crescente. De acordo com líderes de igrejas não registradas, o materialismo é, hoje, uma ameaça muito maior para o cristianismo do que a perseguição.
Efeito nas Igrejas em todo o mundo
O crescimento da Igreja e a possibilidade de diálogo com o governo não faz a mudança de liderança da China insignificante para os cristãos. Na verdade, talvez mais do que os seus antecessores, Xi e seu regime podem afetar a Igreja em todo o mundo. Desde a década de 1990, a China tem expandido gradualmente a sua influência no exterior e se tornou um jogador importante na arena política. Através da diplomacia e de investimentos, o país tem garantido recursos naturais e construído alianças com regimes, muitas vezes, questionáveis​​, como o presidente do Sudão, Omar al-Bashir e a junta de Mianmar.
A China pode ter passado por grandes mudanças nos últimos 30 anos, mas ainda não é uma democracia e nem quer se tornar uma. De fato, supostamente, o regime tem pesquisado as revoluções no mundo árabe com o objetivo de evitar algo semelhante no país. Estabilidade e crescimento econômico são os valores centrais da China. E isso pode ser um exemplo para outros países onde os direitos humanos são violados e os cristãos são perseguidos. A forma como a China lida com minorias, opositores políticos e grupos religiosos, pode ser copiada - pelo menos até certo ponto - em países como Sudão, Mianmar e até mesmo Coreia do Norte. Autoridades chinesas vão para países e áreas onde os seus homólogos ocidentais não podem, por causa das relações diplomáticas e acordos comerciais que a China alcançou. 
"Isso significa que a questão não deveria ser: Como a mudança de liderança afeta a Igreja?", diz Xiao. "A pergunta certa a se fazer é: Como a Igreja chinesa pode influenciar a liderança do país? A Revolução Cultural demoliu valores importantes em nossa cultura. As pessoas estavam acostumadas a cuidar uns dos outros. Agora vivemos em uma sociedade de sobrevivência. O dinheiro tornou-se o novo presidente, ditando cada aspecto da vida. A Bíblia tem outros valores para oferecer, como amar um ao outro, abster-se de imoralidade e ajudar aqueles que se encontram em necessidade. É responsabilidade da Igreja transmitir esses valores para o povo chinês. Se a Igreja for capaz de influenciar a nossa sociedade, será capaz de influenciar a nossa liderança e, assim, todo o mundo. Um dos nossos programas atuais mais importantes na Portas Abertas concentra-se em ajudar a Igreja na incorporação de valores cristãos e aqueles que vivem fora. Isso pode mudar a sociedade chinesa e a nossa liderança. É o melhor que podemos fazer na China para ajudar nossos irmãos e irmãs que são perseguidos no exterior", concluiu.
*O nome foi alterado para a segurança do cristão
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

domingo, 18 de novembro de 2012

Índia: atualização dos incidentes de perseguição - Parte 2


Confira abaixo o relatório de incidentes ocorridos na Índia, entre setembro e outubro de 2012, separados por estado e cidade, respectivamente. Para acessar a primeira parte da notícia clique aqui

Estado: Uttar Pradesh – Cidade: AmbednagarEm 30 de setembro, a polícia prendeu um pastor e outros 10 cristãos, depois de extremistas hindus interromperem sua reunião de oração, agredi-los e acusá-los de roubo.
O pastor Pannalal, da Igreja Filadélfia em Ambednagar, disse à Portas Abertas que, cerca das 8h da noite, hindus e policiais invadiram o culto de adoração e os obrigou a irem à delegacia de Jalalpur. A multidão acusou o líder cristão e os demais crentes de roubarem artigos de famílias da região. Os cristãos foram presos, e liberados no dia seguinte, sob fiança, após a intervenção de um advogado.

Estado: Orissa – Cidade: Kanthapada
Hindus explodiram uma bomba em um batismo, no distrito de Balasore, em 2 de outubro. Os extremistas agrediram o pastor Jayaram Marandi e os demais cristãos, acusando-os de conversões forçadas. O líder cristão Subhash Chandra Digal disse à Portas Abertas que, antes da invasão à reunião de batismo, a polícia havia registrado uma queixa contra os cristãos. Como a reunião estava começando, os extremistas atacaram, e os levaram para a delegacia.
Os oficiais mantiveram Marandi e outros quatro crentes em custódia, durante a noite, aparentemente para a sua segurança, já que manifestantes furiosos reuniram-se nas proximidades. Na manhã seguinte, a polícia libertou os cristãos sem quaisquer encargos e, logo em seguida, o pastor Marandi realizou o batismo.

Estado: Orissa – Cidade: Bhubaneswar
Em primeiro de outubro, o governo do Estado de Orissa nomeou o ex-juiz da Alta Corte A. S. Naidu para investigar o assassinato de Laxamanananda Saraswati, morto em 2008, líder do Conselho Mundial Hindu, (organização conhecida pela sigla VHP).
Os motins que eclodiram após a morte de Saraswati custaram a vida de centenas de cristãos e resultou em milhares de desabrigados. O ex-diretor da comissão de Justiça, S. C. Mohapatra, morreu em maio. Em 22 de outubro, Naidu enviou intimações para 55 pessoas, incluindo o então arcebispo de Cuttack Raphael Cheenath, e John Dayal, secretário-geral do Conselho Cristão da Índia.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

sábado, 17 de novembro de 2012

Índia: atualização dos incidentes de perseguição - Parte 1


A Índia ocupa a 37ª posição na classificação dos países que mais perseguem os cristãos. Dados apontam que "enquanto a maioria dos cristãos indianos é relativamente livre, muitas regiões do país sediam verdadeiros campos de batalha entre extremistas hindus e cristãos". A violência contra pastores e ataques a reuniões da Igreja continuam mensalmente, principalmente, em áreas rurais

Confira abaixo relatório de incidentes ocorridos na Índia, entre setembro e outubro de 2012, separados por estado e cidade, respectivamente.
Estado: Karnataka – Cidade: Kannur
O pastor John Samuel Kim, da casa de oração Jerusalém, localizada na vila Kannur, a poucos quilômetros de distância da zona Kolar, disse à Portas Abertas que estava parado na estrada com três amigos, em 11 de outubro, após a distribuição de cartões de casamento de sua irmã.
"Um grupo de 20 extremistas me questionou sobre o que eu estava fazendo na aldeia", contou ele. "Eles me empurraram, dizendo: ’Por que você visita a aldeia e fala às pessoas sobre Cristo?', acusaram-me de conversão forçada e agrediram-me com paus e pedras, pontapés e socos."
Kim caiu inconsciente. Os agressores o deixaram e os amigos do pastor chamaram a polícia. Ele foi hospitalizado com uma costela quebrada e ferimentos na cabeça e no pescoço.
Na manhã seguinte, bem cedo, quatro pessoas invadiram a ala hospitalar onde Kim estava internado.
"Eles disseram que eu deveria morrer, sacudiram minha cama e me agrediram de novo. Apertaram meu pescoço e me ameaçaram com uma arma afiada", disse ele. Nesse segundo ataque, Kim sofreu uma grave lesão no pescoço.
Os agressores fugiram quando ouviram o som de pessoas chegando. Mais tarde, Kim forneceu uma descrição dos atacantes para a polícia, que postou guarda na enfermaria por sete dias, até que o pastor estivesse recuperado.
A polícia registrou queixa contra os atacantes, mas nenhuma prisão foi feita. O superintendente do Distrito Policial de Kolar, Ram Niwas Seeat, relatou à Portas Abertas que ele e sua equipe vão continuar protegendo o pastor sempre que necessário, e que as buscas pelos agressores continuam.
O Conselho Global de Cristãos Indianos, grupo de defesa, informou que o ataque de 11 de outubro foi o segundo sofrido por Kim, somente no ano passado. Três meses antes, em Bangarapet, ele foi atacado de forma semelhante.
O pastor não registrou queixa na polícia depois do primeiro ataque. "Eu os perdoei e imaginei que eles não fossem me incomodar novamente", disse ele.
"Eu estava atravessando o viaduto de moto quando eles me pararam. Acusaram-me de conversão forçada e me agrediram", revelou Kim à Portas Abertas.
Ataques contra pastores e instituições cristãs têm aumentado significativamente no sul do estado indiano de Karnataka, onde a violência contra os cristãos tem sido mais frequente durante os últimos nove meses.
Estado: Karnataka – Cidade: Anekal Taluk
Hindus acusaram um centro cristão de desenvolvimento infantil de converter crianças ao cristianismo. O diretor do centro, Devanand Samuel, disse à Portas Abertas que oficiais de polícia de Karnataka foram até o local em 29 de setembro, com acusações de que o lugar usava alimentos, roupas e educação para atrair as crianças para o cristianismo.
Um político local, J. Ram, aumentou a pressão, em 10 de outubro, quando ameaçou a aplicação de consequências terríveis se o centro não fechasse. Funcionários interditaram a instalação, mas, segundo Samuel, divulgaram um comunicado de "retomada das atividades em breve".
A organização em Anekal Taluk, ao sul de Bangalore, só pode retomar suas atividades em 29 de outubro, depois que familiares reuniram-se com os acusadores e insistiram que seus filhos estavam recebendo ensinamento acadêmico, não religioso.

Preso por blasfêmia, pastor paquistanês tem pedido de fiança negado


No Paquistão, a Constituição estabelece o islamismo como a religião do Estado, declarando, também, que as minorias religiosas devem ter condições para professar e praticar sua religião em segurança. Apesar disso, o governo limita a liberdade religiosa utilizando-se, principalmente, da polêmica lei de blasfêmia

De acordo com o The Christian Post (CP) paquistanês, quinta-feira (31/10), um pastor, preso por blasfêmia, em Sanghla Hill, província de Punjab, teve seu pedido de liberdade sob fiança negado.
Karama Patras foi detido após a polícia o ter levado em custódia quando um grupo de muçulmanos atacou sua casa.
Patras conduzia uma reunião de oração no lar de uma família cristã quando alguém levantou questões sobre a festa islâmica do sacrifício, Eid-ul-Adha, e o que a carne desse sacrifício significa para os cristãos.
Quando ele respondeu com versículos da Bíblia – trecho de 1 Coríntios 10:28-29 - vizinhos muçulmanos ouviram a discussão e, rapidamente, chamaram outros.
Quando o encontro terminou e Patras já voltava para casa, ele ouviu, através de alto-falantes das mesquitas, imãs apelando a seus colegas muçulmanos para que punissem o pastor por proibir o Eid-ul-Adha aos cristãos.
"O pastor Karama Patras é um blasfemo, infiel, merece ser morto", escutava-se pelas ruas. Nesse momento, segundo o CP, centenas de islâmicos atacaram a casa de Patras.
Oficiais dirigiram-se até o local e resgataram o pastor da fúria da multidão, que o agredia e destruía sua casa.
Patras foi acusado nos termos do Artigo 295, A- das notórias leis de blasfêmia do Paquistão. Ele é representado por Tahir Naveed, mesmo advogado de defesa do caso de Rimsha Masih. Ore em favor dessa causa, para que a Justiça alcance o pastor e sua fé no Senhor seja honrada.
FonteWorthy News
TraduçãoAna Luíza Vastag

Lembre-se de orar pelos Cristãos Perseguidos, mesmo em meio à Rotina.


"Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-poderoso pode dizer ao senhor: ‘Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus em quem confio"’. Salmos 90.1-2
Toda semana, todos os dias da semana, pego o mesmo ônibus, no mesmo ponto e na mesma hora (no mesmo canal, rsrs) para vir ao trabalho, encontro pessoas de todos os tipos, altas, baixas, estúpidas, tranquilas, com sono ou ouvindo música no último volume (com fone de ouvido), até aí nada de anormal para quem está acostumado a viver na correria da maior cidade da América latina (talvez a mais estressante também, rsrs).
Mas em um desses dias que entrei no "busão", uma coisa chamou muito a minha atenção. Uma jovem com cerca de 20 anos estava com um livro de capa preta nas mãos lendo-o em voz baixa, eu estava à cerca 2 metros de distância dela, mas dava pra perceber claramente que ela lia o salmo 91. Este é um dos meus salmos favoritos, pois, mostra o quanto estamos seguros no "esconderijo do Altíssimo", e para mim não foi algo inédito ver alguém lendo uma Bíblia dentro de um ônibus em um país como o Brasil. Só que durante toda a viagem isso me levou a refletir que essa não é a realidade de cristãos que vivem em países de maioria islâmica, por exemplo. Se ela se atrevesse a ler a Bíblia publicamente em países como Arábia Saudita, Paquistão, Irã, Somália, Afeganistão, etc., provavelmente pediriam gentilmente para que guardasse o Livro, se retirasse do ônibus ou simplesmente ela seria presa, e agredida com palavras e ou atos.
Nós vivemos fisicamente muito longe da realidade da intolerância religiosa, por isso temos dificuldade de conceber que ela é real e muita rígida em outras partes do mundo. Antes mesmo de descer do ônibus eu já estava orando por nossos irmãos que não têm a liberdade de ler a Bíblia dentro de um ônibus, no banco da praça, na faculdade ou mesmo dentro da própria casa devido à intolerância. Que mesmo em meio à correria, rotina e monotonia do dia a dia possamos nos lembrar dos nossos irmãos perseguidos e que a nossa oração diária seja para que as palavras descritas no salmo 91.14-16 se cumpra na vida deles e lhes sirvam de consolo. O texto diz: "Porque ele me ama, eu o resgatarei; eu o protegerei, pois conhece o meu nome. Ele clamará a mim, e eu lhe darei resposta, e na adversidade estarei como ele; vou livrá-lo e cobri-lo de honra. Vida longa eu lhe darei, e lhe mostrarei a minha salvação".
TraduçãoAna Luíza Vastag

Cristãos se dizem cautelosos quanto ao acordo de paz nas Filipinas


Um ponto de mudança nas tensas relações entre muçulmanos e cristãos no sul das Filipinas pode estar próximo. Espera-se que o entendimento ponha fim às disputas entre o governo filipino e separatistas muçulmanos e, com isso, diminua a violência entre os grupos religiosos

O presidente Benigno S. Aquino III anunciou, recentemente, que o governo nacional do arquipélago do sudeste asiático assinou um acordo de paz com a Frente Moro de Libertação Islâmica, grupo muçulmano separatista. Por muitos anos, os rebeldes têm lutado pela independência da ilha de Mindanao, predominantemente muçulmana.
Tal acordo deve estabelecer uma nova área, chamada Bangsamoro, que ainda será sujeita à constituição filipina, mas, ao invés do Código Civil, será regida pela sharia (lei islâmica). No entanto, a sharia não seria aplicada aos cristãos e outros não-muçulmanos que vivem na área.
A convenção para a criação de uma região muçulmana autônoma foi bem recebida por líderes religiosos, incluindo o bispo Martin Jumoad, cuja diocese tem uma das maiores populações cristãs do país. Jumoad disse que o acordo é um passo em direção à paz, se ele servir de ajuda na construção do respeito aos cristãos no sul das Filipinas. Diversos grupos de direitos humanos relataram em julho que as Filipinas são "um dos lugares mais perigosos para os missionários estrangeiros."
Outras instituições, porém, se revelaram preocupadas com o que este novo desenvolvimento significará para a liberdade religiosa. Segundos eles, o governo não só quer transgredir o princípio da liberdade religiosa em troca de uma "paz tênue", como outro grupo separatista, a Frente Nacional de Libertação Moro (MNLF), disse que vai causar sérias agitações, se o contrato atual avançar para a efetivação. Líderes do MNLF afirmaram que o recente acordo de paz viola um acordo entre o grupo e o governo, feito em 1996.
Se aprovado, o acordo de paz será promulgado ao longo de dois anos. O documento ainda deve ser avaliado pelo Congresso.
A organização Christianity Today (CT) constatou que, nas Filipinas, há violência contra os cristãos desde 2000, incluindo o sequestro, em 2007, de um líder italiano crente.
FonteChristianity Today
TraduçãoAna Luíza Vastag

Egito: ausência de ordem e descumprimento da lei afeta os cristãos


Cristãos egípcios pediram orações após a ocorrência de uma série de incidentes em várias províncias do país. Em todos os casos, cristãos foram ameaçados ou atacados. Segundo as vítimas, há uma gama de motivações por trás dessas ondas de violência. Ore para que o Estado de Direito efetivo seja estabelecido e aplicado de forma equitativa a todos os cidadãos e instituições no Egito

Em 5 de novembro, um grupo de islâmicos salafistas (do movimento de reforma da doutrina islâmica com o objetivo de adaptá-la aos novos tempos) ocuparam terras de propriedade da igreja, no distrito de Shubra, no Cairo. Líderes da congregação informaram o Ministério do Interior sobre o fato, que ordenou a retirada dos rebeldes no dia seguinte.
No entanto, o problema ainda está em curso, já que os salafistas não permitem que a igreja coloque uma cerca no local, que impeça a ocupação dos manifestantes, nem estabeleça um prédio administrativo para a operação de seus serviços, apesar de toda a documentação estar legalizada há algum tempo. A Igreja também tem o apoio do governador. Líderes cristãos pediram aos membros para não se envolverem com os manifestantes, nem provocarem ações de retaliação.
No início do mês, o gerente geral copta do Banco Agrícola em Minya foi sequestrado. Após a exigência de um valor para o resgate, a ação efetiva da polícia ajudou para que o homem fosse liberto sem o pagamento ter sido realizado. Ele foi solto em 4 de novembro.
No final de outubro, um concerto cristão foi parado, na província de Minya, devido a acusações de rebeldes de que era um evento evangelístico, por isso não poderia acontecer. Líderes religiosos afirmaram que, embora tenha sido aberto para quem quisesse participar, ficou claro para todos que era um evento cristão, destinado a um público cristão.
Cristãos egípcios notaram que incidentes como estes ocorrem frequentemente como resultado de prestação de segurança inadequada por parte do Estado, e que muçulmanos também estão sofrendo como resultado dessa falha. Eles observaram que, desde janeiro de 2011, a segurança diminuiu, enquanto que o extremismo salafista aumentou. Isso significa que as comunidades cristãs estão cada vez mais vulneráveis​​. Autoridades parecem incapazes ou relutantes em proteger os cristãos de ataques extremistas; essa situação faz com que disputas menores se transformem em confrontos sectários (visão religiosa intolerante).
Pedidos de oração
  • Ore pelo governo do presidente Mursi, para que o Estado de direito seja respeitado, e o tratamento equitativo de todos os cidadãos seja assegurado. Peça pela intervenção de Deus para que isso seja consagrado na nova Constituição, que está em processo de elaboração. 
  • Interceda pela situação em Shubra, para que os problemas sejam resolvidos e a Igreja se mantenha respeitada por todos. 
  • Peça a Deus para que os líderes da Igreja tenham sabedoria e respondam à injustiça com firmeza e clareza, mantendo-se testemunhas fiéis do amor de Jesus. 
  • Ore para que todos os funcionários envolvidos ajam com misericórdia e justiça e, para aqueles que não conhecem, aprendam sobre Jesus e decidam segui-Lo.  
FonteMiddle East Concern
TraduçãoAna Luíza Vastag